Frases sobre o Campo
Cada ser humano faz o que pode dentro de seu campo de ação, de suas limitações, dentro do que está ao seu alcance realizar, com seus conhecimentos e recursos. Porém, nada disto o exime da responsabilidade e consequências por suas escolhas e atitudes.
A vitória, e o fracasso sempre estarão no campo das falácias relacionais, emocionais e intelectuais. Ou da excelência com que conduzimos cada uma delas. Pois quando somos íntegros em todo tempo, e carregamos em nós as marcas de um caráter forjado pelas virtudes do bem, tudo certamente irá contribuir para o nosso sucesso.
" O letramento emocional condiciona a travessia com segurança, num campo minado de sentimentos negativos."
"Eu não preciso tirar você do meu campo de visão para testar a minha resistência, pra provar que te esqueci...Eu deixo você na minha estante, apenas te olho mas meu coração não te enxerga mais..."
Só quem já lutou sabe as dificuldades no campo de batalha para se ter vitórias em meio a algumas perdas.
Ricardo Baeta.
Um campo gramado, calmo e sereno.
Dantes apenas o vento forte mudava o acalanto até aquela semente germinar.
Trouxe uma bela flor , mais linda, perfumada e âmbar competindo com o fim de tarde.
Trouxe consigo , espinhos afiados múltiplos.
Após uma estação findou-se no campo.
Foi-se a flor mais bela e junto os espinhos que doíam ao serem tocados. Voltou então o campo como era de costume se ver.
Sem a mais bela das flores, porém sem o risco das dores dos espinhos.
..."O campo mais fértil para proliferar toda sorte de desgraças de um governo e de uma nação é a inércia do seu próprio povo." ... Ricardo Fischer.
O altar do pequenino
Seguindo pelo campo florido, algo me desperta a atenção...
Sons rompendo o silêncio que reina em meu coração.
Tilintar de sinos seria? Tão longe está suave manifestação
Que já desperta em mim curiosidade além de emoção!
Atentamente caminho, seguindo a minha intuição...
Desvio de magníficas flores que pelo caminho estão!
As gramíneas também estão lá, simplesmente verdejantes!
Tudo parece distante, mas consigo visualizar o altar...
Sim, o altar do Pequenino, o altar daquele Menino!
Menino que trouxe esperança aos pobres e humilhados!
Que amou a tudo e a todos, tomando para Si os pecados
De um povo sem vida e sem luz!
Oh! Mensageiro da Paz! Aquele é o altar que de longe vejo
E esta é a paz que há muito almejo!
Lá está a igrejinha onde ainda criança
Juntei as mãozinhas, e com confiança
Fiz minhas primeiras orações... Amém!
Agora tudo volta à lembrança...
Os cabelos enfeitados com lindas tranças:
A menina corre e avança!
Aquela menina era eu! Corria para ouvir de perto
O toque dos sinos que anunciavam a hora de orar...
Mas o tempo passou e a menina do altar se afastou.
Queria viver novas emoções... Tudo em vão!
Volto, porém, tal qual um filho pródigo
Que retorna ao Pai: encontro o mesmo altar e o mesmo amor!
E neste amor, para sempre, quero permanecer!
A igrejinha, o altar, as mãozinhas....
Lembranças perpetuadas em meu coração,
Que me trouxeram de volta: quanta emoção!
Ajoelho-me e faço uma oração... Amém.
Quando Eu Nasci -
Quando eu nasci
houve silêncio!
E o silêncio fez do campo
terra brava...
Houve calma e quietude.
E o Céu era de pedra.
Os regatos carmesim.
Os rios eram desejos.
Os mares eram finitos
e o eterno era miragem.
Quando eu nasci
voaram andorinhas.
Agitaram-se agonias.
Levantaram-se Poetas.
De poemas se vestiram.
De alegrias se fizeram,
mas tristes,
desejavam não viver.
Quando eu nasci
gritaram solidões.
Procuravam um olhar
onde pudessem descansar.
E sete punhos, sete dores,
sete espadas trespassaram
corações...
Mas eu nasci!!!
Entre poetas e pintores.
Alegrias e cansaços.
E minha mãe, ai minha mãe,
que me adormeceu
no silêncio dos seus braços!
Quem bom lembrar...
Volvido tanto tempo
que alegria recordar!
Campo de Batalha -
Sou um campo de batalha
onde a contenda é travada
e o meu corpo é a mortalha
de uma guerra inacabada!
Um sou eu desde que nasci
com um peso sem idade
outro o Poeta que recebi
e me castra a liberdade!
Dois que em não se entendiam
num confronto imortal
dois que em mim não percebiam
o quanto o corpo era mortal!
E como a lava de um vulcão
ou a cinza da lareira
resta nada e solidão
junto à minha cabeceira!
Ontem -
Ontem a Morte que parecia só miragem
é hoje um campo de papoulas carmesim
é os passos de um romeiro em viagem
nos últimos dias que o encaminham para o fim.
Ontem a tristeza que parecia não ser nada
é hoje a roupa que carrego sobre o corpo
do silêncio que fica nas paredes desta casa
ou dos olhos que se fecham no teu rosto.
Ontem a vida que parecia tão real
é hoje um acto de vazio e contrição
é um eco de amargura, um eterno vendaval
porque o Ontem, afinal, já não volta à nossa mão.
A Morte -
A morte é um campo de alfazema e alecrim,
um canteiro d'açucenas, rosas brancas,
traz um cheiro de malvasia e jasmim,
pairando triste de amargura, sobre as campas!
A morte é um anjo que esvoaça pelos Céus,
é um lírio, é um grito de vingança,
é a porta que nos leva um dia a Deus,
o silencio d'um adulto ou um choro de criança!
A morte é o claustro denso d'um convento,
a tela d'um pintor, pintada ou em branco,
o espaço que viaja, cada átomo do tempo,
é a pauta que se lê e dá suporte ao canto!
A morte é apenas o silencio da passagem,
destino que nos espera, ali, mais adiante,
todos a seu tempo, não é miragem,
verdade que nos despe, mais perto ou mais distante!
NECRÓPOLE ECUMÊNICA
Fui ao campo esses dias,
tenho ido para ocupar através da visão,
aquilo que me esvazia.
Ando sobre a grama cor de sangue e com a temperatura de meu inferno emocional,
sem me preocupar com o modo que chegarei ao céu.
Ouvir os pássaros cantando seus prantos,
enquanto vejo as árvores balançarem contra o vento
por teimosia do encanto,
é um eterno espetáculo a ser visto de olhos fechados.
Nesse campo, há flores mortas gritando um último suspiro de vida enfeitando toda a paisagem.
Nas trilhas passeiam famílias,
sempre com as mesmas roupas, mesmos rostos e mesmos sentimentos.
Fui de forma contínua a três dias,
tenho me sentado no mesmo banco,
no mesmo horário, às três horas e trinta e três minutos da madrugada, para ser exato.
Em cada dia, acendi um cigarro e sentou-se ao meu lado três senhoras, cada qual me dando um concelho...
A primeira, vestida de todas suas mágoas e nós olhos talismãs,
chegou como o vento batendo em meus cabelos.
Pediu-me um cigarro e falou:
"Guarda-te em teus olhos o alvorecer que está por vir,
nele ira cantar os pássaros presos em sua garganta.
A tempestade do seu oceano vai cessar, as tribulações se acalmarão no fim de teu choro.
Não és hora de chuva, há uma primavera querendo teu nome,
basta seguir a luz do farol que vem do consciente."
Ela então se calou, acendeu o cigarro com a língua.
No primeiro trago, sumiu com a fumaça,
seguindo a ventania de seu vestido.
A segunda senhora, essa no segundo dia,
estava vestindo as lágrimas de sua culpa, tendo sangue nos lábios como batom.
Chegou como a sombra de um pássaro pairando minha cabeça.
Pediu-me um cigarro e falou:
"Pare de golpear teu coração com o garfo que enche tua boca.
O amor lhe nega, então aceite, já não és tempo de insistir.
Quantas e quantas vezes tu recebeste um não ao convidar alguém para dançar!?
Dança-te no salão de tuas frustrações, tendo como companhia teu reflexo.
Quem te ama, não te entende.
Assim, beije sua solidão e rasgue todos os convites."
Ela então se calou e guardou o cigarro em sua bolsa,
pediu para eu pensar na pessoa em que amo.
E sumiu-se entre minhas ilusões.
A terceira senhora, essa que vestia o desespero e usava como anel sentimentos,
chegou como o calor de um dia sob minha pele.
Pediu-me um cigarro e falou:
"Onde nasce teus delírios, é o mesmo lugar onde jaz tua razão,
então, cultive apenas o que cresce em tua terra.
Não deseje a semente que estraga teu solo,
saiba escolher o fruto.
A colheita farta é aquela que enche teu peito, não a mesa de teu banquete,
todos nós temos fome daquilo que não cresce em nossa plantação.
Desse modo, aprenda a se satisfazer com o que tem em teu quintal."
Ela então se calou e me devolveu o cigarro,
como se não fosse digna de um.
Então, sumiu com a lua quando viu o sol nascer.
Nesse campo que se chama "Cemitério das Almas Perdidas",
encontro o ar de meus pulmões e o sangue de minhas veias.
Passeando calmamente por cada lápide de um ente indesejado,
sinto-me completo de virtudes e conhecimento,
assim, me reconhecendo.
Continuarei indo, com o intuito de abrandar minha existência.
Meu lugar é entre os mortos, aqueles que vivem de sua dor.
Numa boa, faça a sua parte dentro de campo e tente esquecer o resto, todo esse barulho que vem de fora. É o que sempre falo: quem precisa ter boa imagem é aparelho de TV. Continue não dando importância para o que os outros vão comentar sobre você.
A encontrar um lugar para sorrir e não chorar? Basta nas manhãs ver o sol nascer, o campo florir e os pássaros cantar.
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