Caminho
Com o Pai-do-Mato
caminho lado a lado,
da Criação Divina
ele cuida como se
fosse a própria filha,
E por ele também
me sinto protegida.
Com o Pai-do-Mato
caminho por onde
nunca ninguém
antes tinha imaginado,
Ele me livra inclusive
do teu mau olhado.
(O Pai-do-Mato é lançador,
dos arbustos é sacudidor
e da consciência alheia
que acha bonito andar
no meio da Natureza
insistindo fazer malvadeza).
Caminho em direção ao mar,
com você no coração e na mente
me permito mergulhar,
insisto com a água até a cintura
com uma das mãos Lua
capturar e deixo a onda
os quadris balançar,
Assim sou eu a poesia do mar
e do teu amor a pactuar,
a reverenciar e te encantar.
Écloga
A Écloga faz poesia semear
poemas curtos pelos campos
unida aos pastores e caminho
entre o infinito e seus rebanhos
Na proximidade com a Natureza
e todas as suas manifestações
podem ser comparadas
com as emoções provocadas
sempre que estou diante de ti
A beleza de fazer parte dos seus
sonhos lidos através da magia
contida nos seus lindos olhos:
sagram o encanto pastoril e a poesia
Na Écloga se fala de pastores,
um pastor dialoga ou pastores
ou dialogam entre si
em cenas de natureza diversas
Na minha Écloga para nós
semeei a cena romântica
onde no final não há final,
desafio o mundo que não crê mais
no amor e perdeu a esperança total.
No meu silêncio
criei um caminho
fantástico para nós
dois onde o nosso
mundo iniciou
com fina caligrafia
com Púrpura Tíria
numa amorosa poesia.
Não tenho dúvida
que sou a sua vida,
Preciso ouvir de perto
você me chamando de 'minha'.
Atirador sem Elite
Qualquer
Um
É capaz
De tudo
Idealizar
Crer
Caminho
Sem volta
Nada
É longe
Muito
Longe
Jornadas
Não começam
Nem terminam
O interior
Transcende
O exterior
Uma jornada
Para toda
A vida
Cada um
A seu
Modo
Por que?
Por que não!?...
O Escorregar de Manejo
Cheiro
De poeira
Molhada
De chuva
Esperta
Em
Caminho
De
De terra
Sensação
De apruveitá
Qui nem
Tempo
De chuva
É
Chuva
Marota
Apertando
Água
De enxurrada
Já cobrindo
O pé
Essa
Outras
Lembranças
Perdidas
No tempo
Na memória
De quando
Já
Nem sabe
Se foi
Se ainda
É
Rolamento Afinado
Na
Impossibilidade
De fazer
Os caminhos
De
Asfalto
De
Chão, cimento e piche
no alçar do giro
Caminhou
Dentro
De si
Não sei
Amuleto preto
Onde Deus guarda no escuro
Se meu caminho
Me perdia
Ou me encaminhava
Embotava a bota
E botava o chão
Brotado em rocha
De tanta graça
De leveza tanta
Que
Meu próprio suspiro
Me levanta
Exaustão de gozo
Que tal seja a regra
E longa é a vida
Que aguardo ansioso
O tempo nos parques
Gera o silêncio
Do piar dos pássaros
Das vistas destas araucárias
Na mesa
Do mundo
Meu imaginário
Sentam-se muitos
Desesperados
No corredor atento
No andar desatento
Sem um desalento
Sou todos eles
Nem razão
Tão pequena
Nem amplitude
Tão pura
A tua razão sensata
Se estendeis ao propor
A imitação
Pura do ser
No ascender de ir
Da imaginação
No propósito
Da Imagem em ação
Enquanto
De manhã escureço
E
De dia tardo
Lá longe
É quando
E
Onde há Cansaço
É onde meu tempo é quando
Entre tantos
Um dia
Me descubro
Entretanto
Que
O tempo nos parques
Cisma no olhar cego dos lagos
Sei de um bom lugar
Onde compreender
Que tal amanhã
Quando você voltar
O Arquétipo
É sorrindo
Que se passa a vida
E no caminhar
Que se encontra caminho
É no caminho
Que se encruzilham Rumos
É no destino
Que sou levado
No labirinto da existência
O riso floresce
Qual raio de sol
A cada passo
Uma bifurcação
No palco da vida
A dança se cumpre
Na fenda incerta
A alma persiste
Rumos se cruzam
Destinos se cumprem
No livro do tempo
Cada momento
É
Uma página escrita
Escolhas ecoam na vida,
cada atitude abre ou fecha caminhos.
Diante do câncer e da perda de movimentos, escolhi o verbo em vez do silêncio, tornei‑me narrador da minha própria história. A dor não desaparece,
mas, ao escrever, reencontro o controle
que pensei ter perdido.
Não importa o caminho, o desfecho é sempre o mesmo. Eu, naufrágio de mim. É como se o erro estivesse gravado em minha essência, antes mesmo de eu nascer. Cada escolha apenas uma variação do inevitável. Luto, insisto, me debato, mas há algo maior, invisível, que já decidiu meu lugar, é à margem, entre os que tentam e nunca chegam.
Acredito no amanhã, mas não sei se meus pés aguentam o caminho. A esperança é um fio de sol atrás das nuvens pesadas, mas meu corpo, feito de barro molhado, afunda a cada passo. O futuro canta ao longe, como uma melodia leve, mas dentro de mim, só o silêncio das cordas frouxas
de um instrumento que esqueceu como vibrar.
TRANSFORMAÇÃO
Todo caminho tem um mesmo fim
É para se transformar
Transformação para existir
Mesmo que seja para morrer...
Nada é eterno
Mesmo que seja bom
Mesmo que seja mau
Nada é eterno...
Alumia os caminhos...
Alumia os caminhos...
Amlumia os caminhos...
CURA
Não me iludo
Eu mesmo me curo
Desobstruo os caminhos
Limpo os canais
A vida vale a pena
É uma existência:
obra inacabada
Uma placa que diz:
Aqui se trabalha muito
DEUS ME PROTEJA NOS CAMINHOS
(BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
Caminhos se faz andando
Por isto é importante
também se perder...
Deus me proteja nos caminhos
Iluminai meus passos
Quando me perco pergunto...
E perguntando vou descobrir
novos caminhos...
ANDAR SOZINHO
(Bartolomeu Assis Souza)
Procure o seu próprio caminho...
Um dia irás encontrá-lo...
Cada um pode fazer o seu...
Eu aprendi a andar sozinho...
Andar é como estar no controle...
Na altura dos passos...
Ninguém esquece de como caminhar...
Amém.
CADA UM TEM SEU CAMINHO
(Bartolomeu Assis Souza)
Cada um tem seu caminho,
tem seu destino...
Nunca iremos pela mesma estrada
Cada um é único em si-mesmo...
Cada um entrará numa esquina, numa
rua, numa viela ou rodovia...
Importa é o caminhar, o destino que se vai,
a paisagem que se contempla...
O destino pouco importa, chegar não é tudo
O importante é o caminhar...
Que as estradas mostrem o caminho
Não importa quanto eu demore na estrada
Sei que minha estrada vai além do que vejo
Que o Senhor ilumine o meu, e o seu também...
FILOSOFIA
Busquei pelos caminhos ser feliz
Filosofia não me deu felicidade
Explicações não foram o bastante
Somente paz, alegria, saúde eu queria
Essa estrada é longa, comprida
Cheia de tropeços, sinuosa
Com tantos e tantos mistérios
Sedento viajante que busca
Encontrar a Fonte Perene
Que sacia toda a sede...
Amém!
ISBN:978-85-7893-909-0
www.biblioteca24horas.com
Livro: Licença poética
