Caderno
Dizem por aí que os loucos são os mais felizes. Preciso de um caderno e uma caneta, para ser um pouco mais louca.
Caderno de rascunho
Estou aqui já faz um tempo, fui rabiscado algumas vezes e parece que serei trocado.
Mas eu era só o rascunho de alguma ideia, que não tinha futuro. Mas gostava quando me tocava e ali deixava muitas verdades de um sentimento. Quando virava a folha e vinha com brincadeiras, era muito divertido.
As vezes nas madrugadas lembrava, que é no rascunho que nasce coisas boas e ai de novo recebia alguns rabiscos. Queria ir com ele, mas acho que não terei mais função, sou apenas o caderno velho com rabiscos sem futuro.
Vou sentir saudades dos rabiscos do meu dono, que me fez sentir importante enquanto eu parecia ser dele.
Queria ter mais folhas pra não ser esquecido, mas sou apenas o rascunho.
Olho na capa do meu caderno vejo homens bons e grandes, e olho na folha do jornal vejo pobres morrendo... Tudo é ilusão.
Não era para ser não,não era para ter um caderno cheio de fotos de você e minha,não era para criar aquela linda historia de amor,não era para ser você.
RABISCO
Achei um versinho marginal
perdido no meu caderno de insônia
Encaixei nele todo o sentido
que eu havia guardado
para os versos de emergência
Pegou sua mochila e saiu...
Algumas coisas pra levar
Um caderno pra escrever, seu violão
e alguns trocados pra comer
Um menino pobre indo embora do sertão,
pedir carona rumo à Belo Horizonte...
Viver a vida pra cantar
E quem diria lá encontrar,
a dona do seu coração
Cada Letra que eu Rimo, e escrevo em Meu Caderno Transforma em Céu, tudo aquilo que pra mim é o Inferno
guardo em um caderno cada palavra sua , fico pelas ruas embosca de uma cura por esse amor que n me aceita e guase me levar a loucura
Ele olhava o caderno para escrever
Mas nada sabia
Ele abaixava a musica
E a chuva ouvia
Ele lembrava dela
E saudade sentia
Deitei-me sobre a cama, peguei meu caderno rabiscado e decidi escrever nele todos os meus planos, desejos, vontades… E percebi quanta coisa eu queria que só dependia de mim e não fazia.
Amizade é aquela que o amigo
é verdadeiro, naum porque ele pode
emprestar o seu caderno e te ajudar.
amigo é aquele que faz a sua fel ser verdadeira
A última folha do caderno era tipo um rascunho da minha vida.
Imagina a bagunça, imagina cada rabisco torto, cada paragrafo confuso, cada reticência pra continuar depois, cada espaço. Sim, espaços... Mas dessa vez geográficos, de distancia, e de distancia em distancia cabia um ponto final errado. Cabia um fim que nunca existiu aqui dentro, só ali escrito. Porque na teoria é sempre mais fácil, você sabe ... Sou mesmo esse rascunho sempre inacabado.
- Eu poderia escrever um texto de 8.000 linhas ou apenas um de 8 , poderia escrever em um caderno todo ou apenas em uma folha , poderia passar o dia , tarde e noite ou a vida toda pensando em você , poderia te descrever ... Se tu não fosse tão perfeita , me falta argumentos , na verdade nada me falta , tenho muitos e ainda sobra , menina de sublime beleza , anja sem asas , minha calíope , musa grega de nacionalidade brasileira , liberta da maldade , dona de uma ingenuidade que atormenta , tão pura , tão bela , tão doce , tão ela ...
Não sou o caderno do Chico, mas gostaria de fazer um pedido: eu só peço a você, um favor se puder não me esqueça num canto qualquer...
E o sabor de café da manhã é um estupefaciente de coisas indormidas e mal nascidas.
Meus cadernos envelheceram nos meus arquivos que param o tempo ao acaso, com informações estúpidas nascidas de minha caligrafia torta.
E os dias se abreviam em opióides para aliviar dores não lembradas mas conhecidas, comprados na farmácia de velho comerciante que me vende medicamentos sem receitas coloridas enquanto o resto são cinzas.
E tudo fica normal ou é normal - o sol nasce, as estrelas brilham - e a noite, a noite chega à revelia de meu relógio descomunal.
E mais uma vez o sol me ilumina todo dia e o dia todo, silenciosamente, e tudo se embranquece e todos são vistos como não são e a igreja toca mais uma vez o repicar de sinos anunciando mais uma morte de um senhor gentil que preferiu para de respirar e esquecer os próprios pulmões congestionado.
Pobres pulmões, o ajudou a respirar profundamente a cada passo rumo ao não sei pra onde.
E tudo isso é normal, e enfurece o que inconscientemente nos conserva por igual em um conjunto de normais que não mais choram.
Nada muda, é tudo parado, mas, estamos andando, correndo, atrás do ônibus que se vai e de amores que não existe e que se desfaz.
Ainda dá pra sentir saudades, de meu avô, de meu pai, de Dona Vera, onde estão? onde estão? e dos dias já idos, adormecidos.
Sinto saudade de minha mãe mesmo estando ao meu lado, saudade do nunca mais querendo ser futuro e do por vir serenando o presente em um sábado a tarde.
Existimos e ainda estamos vivos, sonhamos e ainda desistimos, e chegamos em casa e dormimos, e se houver outro dia? se houver outro dia? Não sei, talvez pra nunca mais.
Há pouco me lembrei de um pequeno caderno onde eu fui orientado a anotar as coisas boas que eu tinha vivido no dia...
Isso tem uns 20 anos...
O caderno se perdeu, não as memórias de lá...
Hoje lembro do caderno com um sorriso e das histórias vividas lá escritas com gratidão...
