Cada um tem de Mim Exatamente o que Cativou e
Todos os dias ao te olhar...
um novo Sol nasce em mim...
um Solzinho pequenino...
mas caminhando leve
meio que rasteiro
consegue desequilibrar o que sou.
Penso...
não falo.
não quero interferir naquilo que se faz belo
Ao voltar...
pergunto sobre seu dia
e suas diversões rotineiras criam minhas fábulas
seu olhos diante dos fatos trazem os devaneios
Os sonhos...
viajam no espaço que se cria entre o céu
e seus olhares soltos
Você pertence a mim, como um raio de sol ao toca minha pele. Minha energia no amanhecer e minha coragem no anoitecer.
E cá estou eu, novamente pensando sobre coisas da vida. É um lugar comum, de vários de mim que de tempos em tempos se encontram, e que conversam entre si. Notório o tempo que voa e leva os tantos eus descascados abatidos por estas mesmas coisas da vida que me ponho a pensar, uma vez mais.
Nesses últimos dias resolvi pensar mais em mim. Tô dando um tempo disso de amar por inteiro, de viver pro outro, somente pro outro. É que cansei de amores imensos. Amores que, muitas vezes, mal cabiam dentro de mim.
E um dia você ainda vai vir atrás de mim numa festa e eu vou olhar para você de cima de meu salto alto e dizer que não.E continuar feliz na pista de dança como se nada tivesse acontecido.Não vou dizer não com mil lágrimas se formando em meus olhos,nem te cumprimentar e logo em seguida enrubescer,nem querer desfalecer em seus braços toda vez que te vejo.Vou apenas dizer que não e continuar dançando.Seca.Fria.Direta.E de alguma forma,viva.
NEURA
Dito normas e crio regras pra mim mesmo. Diante de algum fato, entre esses preceitos, acho uma Lei que julgo ser necessária ao meu caráter, porém sem a necessidade de tanta preocupação aos olhos de quem me quer bem. Quando não me preocupo, em um descuido ou uma falha, ocorre exatamente o contrário e inversamente proporcional. Lembrei de outra Lei, a de Murphy.
Mostrou um mundo assim pra mim que é tão gentil, aqui tão perto, é bem quente, às vezes longe é tão frio. É bem deserto, indefinido, irresistível, as vezes vem irreversível. Mas é tão vivo é tão vibrante, tão ardente, e tão potente que nos tira do aconchego num desapego pra perceber. Que não vai haver um outro lugar e nem vai haver um outro tempo... E que não faz nenhum sentido viver se não conseguir manter o desejo aceso, solto no vento.
Olho-me em busca de mim mesma, procuro-me mas não me reconheço, não me encontro. Vejo apenas um rosto marcado pela solidão, desprezo e abandono do homem que ousei amar. Um rosto embriagado de paixão, enlouquecido pelo desejo e consumido pela ânsia de entrega. Me olho e nada vejo além de uma máscara de tristeza em voltas de sombras de um passado que vive para sempre em meu olhar.
Eu pensei que podia te afastar de mim, deu certo por um tempo. Mais ver suas lagrimas sobre seu rosto me deixava culpada por algo que eu mesmo fiz. Eu não deixei te amar, eu sempre amei. Queria te afastar de mim por medo das consequências. Fui medrosa e fraca por não aguentar isso tudo por você. Eu errei mais apesar dos riscos eu estaria ao teu lado.
Comédia: Um dia você cuspiu para Mim, um dia Alguém cuspirá para você!
( deixando claro, não eu é claro), um personagem fictício.)
Joca ao sair na rua, Dona Quitéria ficava logo espionando onde ele ia e logo fazia seus pigarros e cuspia de preconceito, porque Joca era gay e ela era uma mulher daquelas que não tolerava nada, sabia como ser uma malvada junto com os amigos da vizinhança e até pessoas de um pouco mais distante dali se juntava as maldades de Quitéria.
Quitéria: _Veja Paulo, onde está indo aquele sem vergonha! Acho que já vai procurar alguma casa para se infiar, deve ser hoje um daqueles dias que eles se reunem para fazer o pecado.
Paulo:_E que você tem haver com isso, problema dele, a vida é dele, já para sua lavagem de roupa sua fofoqueira!
Quitéria:_Hum, onde já se viu!( e cospiu em direção a janela).
Paulo:_Você é muito esquisita Quitéria.
Quitéria:_ Você que é Paulo, vive apoiando estes homens que querem ser mulher.
Paulo: _Você é muito preconceituosa, já te disse que no mundo tem lugar para todo mundo, um dia você cospe para eles, um dia as pessoas podem ter tanto nojo de você, você se arrependerá de ser tão mesquinha, egoísta e malvada!
Quitéria:_Aqui na Terra meu filho, só tem injustiça, o povo quem manda, fazem o que bem querem com o povo, não tem justiça nenhuma!
Paulo: _Tem justiça sim," Deus tarda mais não falha",Um dia você pagará pela sua língua comprida!
Eu sou brasileiro,
Mas mim sinto um estrangeiro no meu próprio país.
Sou paraibano, fora dos planos,
Mas adoro minha raiz.
Vem Brasil, olha minha Paraíba,
As vezes sofrida, mas de um povo feliz.
Eu sou paraibano,
Não nego de onde vim,
Sou de uma gente arretada,
Sorridente e Feliz.
Sou matuto mesmo,
Falo errado, Oxente e Dai?
Mais sou inteligente, Poeta
Essa é minha raiz!
Os galhos e o amor
Toda vez que morre um sentimento bonito em mim eu sinto uma dor muito forte, como a da morte. Meus sentimentos são muito bons, e a gente sempre deseja que coisas boas vivam pra sempre não é? Mas sabe, às vezes penso que somos como arvores, precisamos nos livrar de galhos velhos e sem vida, pra que venham os galhos novos cheios de flores, perfumes e frutos.
Nesta analogia percebemos uma coisa muito interessante: quando algo em nós morre, como um amor, por exemplo, teimamos em dizer que ele nunca existiu, que nunca foi amor. Mas não é bem assim! Um galho de uma árvore tem vida por um determinado tempo. Ele brota frágil, pequeno, inseguro, sem força... mas aos poucos, conforme vamos cuidando dele, ganha vida própria, fica viçoso, verdinho e forte.
O galho, assim como o amor, precisa do nosso esforço para sobreviver, pois não resistiria muito tempo se não o regássemos e cuidássemos bem dele. Algumas fracas tempestades ou alguns poucos parasitas acabariam com a vida da planta, e do mesmo jeito é o amor ou a amizade. Existem parasitas e venenos capazes de exterminar qualquer sentimento, por mais forte que ele seja. A indiferença é o veneno do amor e o galho está exposto a tribulações da natureza, assim como o amor está exposto as ações humanas.
Mas e aí? O sentimento tem a vida como a de um galho... então, enquanto recebe cuidados, ele vive: intenso, viçoso, brilhante. Mas nós, seres humanos, somos cheios de defeitos! Quando conquistamos um objetivo tendemos a menosprezá-los, a pensar que eles não têm mais importância pra gente. Ou que ele terá vida eterna, mas não é assim... todo galho e todo amor pode ter fim.
Eu sou como uma arvore cheia de galhos, em cada galho um sentimento. Dou bons frutos, alimento bem quem cuida de mim, mas meus galhos morrem, não têm vida eterna. Eu preciso muito que me reguem, que matem os parasitas, me protejam da chuva e do sol... e, por favor, que não sejam indiferentes.
Eu sou meu próprio jardineiro, sei quando preciso cortar alguns galhos... faço feridas em mim mesma, prefiro me doer em perder o que já está morrendo pra ver nascer algo novo, a apodrecer e morrer junto com o galho, só porque alguém não soube cuidar do que tanto regou até que desse frutos para alimentar sua fome, mas depois desistiu e deixou morrer.
Eu adoeço, mas não morro. Minha raiz é Deus, meu tronco é a minha família, minha copa são meus braços abertos para abraçar tudo o que vier me fazer bem e me trazer de volta a vida.
Dane-se tudo.
Hoje reservei a noite para mim.
Para refletir sobre meus dias.
Esvaziar um pouco a cabeça.
Desabafar sozinho em silêncio.
- É tão bom estar aqui.
- Não há alguém que te queira tão bem quanto eu.
- Obrigado pela agradável companhia.
- Vê se não some.
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