Versos de cachaça curtos para dar boas risadas
É no fim da festa que a cachaça fica brava,
Que a boca deixa de ficar amarga,
Que a noite termina bem,
Quando se tem alguém,
Receita do dia:
"Se a vida te der limões, faça uma limonada. Acrescente cachaça, gelo e cheers! Deu Caipirinha!"
Entenda, a vida não é um conto de fadas. O que faz o sapo virar príncipe não é o beijo é a cachaça.
Você quer viver rodeado de amigos?
Tenha dinheiro, faça festa open bar, no rolê pague a cachaça, de carona, não fique triste e nem comente dos seus problemas.
Quer conhecer os verdadeiros Amigos.
Não tenha dinheiro, faça festa e peça o kit Churrasco, no rolê divida a conta, na carona divida o valor do combustível, pode ficar triste, chorar, divida os seus problemas.
Faça um teste depois me conta se os seus amigos e de Status ou para vida.
E veja quantos vai sobrar e te dizer conte comigo.
Eu prefiro andar sozinho do que colecionar likes.
Seguidores só em redes sociais.
Na vida somente os leais.
Gilmar Bortoletti
14/08/22
Porque na vida tudo passa, a realidade é amarga feito cachaça, e por mais que você seja boa 'praça' nem sempre o vencedor levanta a taça. Resiliência é uma virtude de quem anda na paz e na graça
Alucinógeno como o THC da fumaça,
a consequência da trapaça,
o efeito da cachaça, maldita raça
que quer cuidar da minha vida,
uma passagem só de ida, pensamento suicida.
-Inglês
O poeta que fez da cachaça sua inspiração
Tem em seu copo vazio a certeza de muitas memórias
Sejam elas tristonhas, alegres, inventadas ou verdadeiras
Mas acompanhadas sempre da Cachaça Nogueira
À medida que se esvazia o copo
E a franqueza toma conta da conversa sobre a mesa
Revela-se feridas do passado, seus medos e suas incertezas
E sobre a mesa já se foi assim, meia garrafa de Cachaça Nogueira
Não há pressa em ir embora
E junto aos novos e velhos amigos, ouvindo e compartilhando histórias
Percebe-se que de garrafa vazia e mesa cheia
É hora de pedir ao garçom: - Traz mais uma garrafa de Cachaça Nogueira!
E a cada letra cantada uma recordação que faz partir o coração
E logo o violão decide fazer parte da conversa
Ouvindo músicas de Fagner, Belchior e João Bandeira
Me fazendo tomar mais uma dose de Cachaça Nogueira.
E como o pedido final, um brinde ao nosso encontro
É hora da despedida, mas o meu pedido em meio a essa tristeza
É que nunca nos falte na mesa de bar: Amigos e Cachaça Nogueira.
Poesia livre:Inebriante cachaça
Não faça uma sinopse da sua vida em apenas alguns copos de álcool.
Experimentando alegria facínora
Falando palavras pesadas
Roubando o tempo precioso da sua família.
Inebriante cachaça que domina a vontade do homem
Denegri sua aparência
O retém aos farrapos
Não deixe de sonhar
A verdadeira felicidade bate na porta, através de cada conquista tão sonhada.
Você não encontra cachaça na igreja e nem bíblia em bordel, então saiba vender o seu produto no lugar certo e para as pessoas certas. 05/12/2024
NOITE SEM NOME
Beijei o asfalto
com lábios de cachaça,
Fumaça,
no Cais...
um abraço fantasma,
Ecoava,
Recife chorava
comigo,
Madrugada.
você é minha saudade.
você é a saudade que me
leva a beber.
beber cachaça nunca bebi,
vodica também somente já
experimentei, e não gostei.
mas precisei dá um jeito
de afogar minha sólidão.
minha saudade me propõe
uma viagem sem destino,
sem lenço, sem documento
somente de bagagem vazia.
ao chegar em uma determinada
cidade que desconheço,
hospedande-me em um hotel,
pedi uma dose de uísque e
o garçom logo me serviu.
eu bebi... bebi e depois de beber pedi outra dose. o garçom trouxe varias no mesmo copo, para eu tomar, pois ele percebeu que uma só nao ia fazer efeito.
então ingeri mais uma vez, uma grande quantidade de uísque.
mais eu fiquei um pouco lúcida.
mas eu bebi tanto, tanto uísque, que embriagada eu fiquei, até parecia que eu não ia mais viver, e que eu ia ser uma defunta. mas vivi... pois os goles que eu dei não foi para morrer, mas para aliviar os maltratos
Entre nós e a cachaça há relações contundentes.
Entre nós, erguem-se desejos suaves e singelos, de carmesim mancha o mar.
Do leite como coalhada
Do porco, sarapatel
Cachaça, tomo um tonel
Do coco, uma cocada
Do bode, como buchada
Da mandioca, a farinha
Panelada de galinha
Não dispenso um pirão
Tapioca e um baião
Com a carne bem sequinha.
Cego Blues
Num chapéu cor de farinha
Com uma cachaça e uma garrafa quase vazia
Uma cegueira cega que nem ela
Um tempo certo na hora errada
Um blues de um forró bem triste
Uma criança que não chora nem vai embora
E três mesas vazias.
Uma lembrança de um perfume
Um chale branco, saudade e ciúme
Uma parede de uma alusão púrpura bondade
Um amor insano, regado e negado
Invejado pelos anjos, flechado caboclo
Uma antiga mentira virou verdade
E as tais mesas vazias
E depressa vai cada vez mais lenta
A noite e o dia feito o amor que se inventa
Arde, queima e contenta
Falso feitiço feito a destilada água que torpe
Os modos e as giras
que envolta de nós se sustenta
Nenhuma mesa, onde não a via
O local deixou a razão com sorte
A música acabou e o bumbo coração tenta
Bem mais poema do que cena
Eu sorrio vida que brilha, não me faço de dentes.
Vida não esfazia no feitio de mesas fazias.
