Jean la bruyère
Quando eu nasci
Numa casinha singela, lá estava ela, minha santa madrinha-parteira, após passar por várias porteiras. Em sua benemérita carreira já havia parido muitos recém-nascidos, trazendo alegria àqueles maridos de tempos indos. Assim as mães se alegravam pelo tão esperado acontecido. Lá estava eu, segundo os relatos; de parto normal, um obeso e piloso quase fatal, tal qual lutador de sumô, assim relatava o meu querido avô. Então o rebento foi crescendo até que um dia a madrinha engordou sobremaneira, e teve a morte por companheira, fora acometida de barriga d’água, com a qual me senti muito magoado. Como pode uma santa daquelas ter padecido assim, fui ao jardim e desabafei com o meu pé de jasmim. Fiquei indignado com aquela maldade e não entendi o porquê duma morte tão mesquinha, já que a natureza é tão rica e dona de tudo o que tem e tinha, e, assim foi lhe dar tão pobre “sobretudo”. Nesta velha concentração lusófona do português vem à contraposição do corretivo da língua a me pedir para colocar uma vírgula antes do sobretudo, contudo, estou tratando de um substantivo-provérbio e não dum advérbio, que nada mais é do que o caixão de defunto qual vem para estragar o assunto. Agora se você não gostou do substantivo-atual, paciência meu irmão, eu também não gostei do que aconteceu com minha madrinha, porém, jamais vou fugir dessa rinha. A vida é uma arena qual somente agora eu entenda, após continuar obeso por décadas e mais décadas, parece que vou padecer indefeso, acima do peso, porém, vou além, não deixarei cair à peteca.
Sou bem idoso e vaidoso, um velhinho levado da breca...
Aí vem a lusofonia fremir ao meu ouvido: Levado a breca...
Ah... Vá se danar, não vê que estou tratando de minha madrinha.
Bem lá fundo de meu âmago,
existe um exército de mulheres
querendo se enfileirar
e dar o seu grito de guerra...
Algo ainda as detém.
O que será?
mel - ((*_*))
O AMOR É COMO UM VENTO
Lá fora o vento sopra
Como se fosse o senhor do tempo
E dentro de mim é igual
Porque o amor é como um vento
Lá fora o vento sopra
Como o beijo que o amor precisa
Engraçado, dentro de mim é igual
Porque o amor é uma brisa
Lá fora o vento sopra
Sem que eu possa imaginar
E dentro de mim, eu sei
O amor é como o ar
Lá fora o vento sopra
Como se fosse em despedida
Mas dentro de mim há um suspiro
Porque o amor é como a vida
O mundo lá fora é totalmente diferente do qual
você imagina dentro da sua casa, só não a tristeza,
ela é a mesma.
Aprendi que! deixar alguém entrar na minha vida é mais difícil que tira-la, não me pergunte mas nem mesmo eu sei como consigo fazer isso...
Há pressa pra vir
Eu deixei pra lá as coisas que tinha pra fazer... Sim, não me interessava mais a papelada sobre a mesa do escritório, nem tampouco o que o chefe iria pensar da minha saída repentina minutos antes de encerrar o expediente. Eu sou mesmo um canalha. Passei dois sinais vermelhos, subi na calçada da igreja com o carro só pra cortar caminho - fui perdoado de imediato (Deus sabe melhor que ninguém como é o amor) - , abusei da velocidade entre os carros. É inevitável não calcular quanto tempo se vai poder ficar perto da outra pessoa. É típico de quem se dedica estudando pra uma prova durante a madrugada e pensa ao deitar: "tenho duas horas pra dormir antes da prova". Eu deixei pra lá o estudo, o descanso, o sofá e a rede (social). Deixei pra lá o desejo de comer, de tomar um banho e me ver antes de te ver, deixei pra lá meus medos e meu costume tosco de pensar sempre que nada vai dar certo. Deixei tudo pra lá, o que trouxe até aqui foi o que sobrou de mim. Não temas nem pense que sou migalhas ou o resto. O que me sobra é muito e todo teu.
Par de olhos
Por lá andava eu,
Solene com a mente em dispersão,
A cada nova e temerosa respiração
Tecendo um caminho não mais meu.
Um único par de olhos que se fizeram bastar,
Junto a linha do horizonte a luz terrena jazia
A lua inerte e vazia.
Quase tanto quanto eu.
Prosto-me sobre ouropéis.
Grama fria e orvalhada,
Amaldiçoada por desejos infiéis.
Era errado o meu certo.
Mas possuías total mérito,
De se fazer presente sem merecer.
Musiquinha de acordar do Sapo Gaudério
Na noite fria
lá no cemitério,
canta solito
o sapo gaudério.
(faz barulho de sapo)
Uma vaca muge
outra coruja canta,
mas quem acorda todo mundo
É o sapo gaudério,
aquela anta.
Na noite fria
lá no cemitério,
canta solito
o sapo gaudério.
(faz barulho de sapo)
Não tenha medo
não tem mistério,
que este som feio
é só o tal do sapo gaudério.
Na noite fria
lá no cemitério,
canta solito
o sapo gaudério.
(faz barulho de sapo)
Sonha minha prendinha,
dorme meu amiguinho
que lá no céu nos cuidando,
tem um balaio de anjinhos.
Sinto alegria em cantar
Sinto raiva em ouvir
Sinto alegria em correr
Sinto raiva em andar
Sei lá, eu sou um pouco louco...
Adoro ouvir os pássaros
Odeio os pássaros
Adoro o mar
Odeio nadar
Eu disse, sou louco...
Amo você
Odeio...
Enfrentando a Vida!
Não se esconda da vida...
Esteja sempre disposto a enfrenta-la.
Mesmo quando tudo parece desabar,
mostre a ela que você e capaz e corajoso.
Porque maior que as lutas é o Deus que está
conosco!
E lá vem o mundo e nos prega peças. Mordemos a língua, aceitamos situações que antes repudiávamos. Simplesmente esquecemos os preconceitos em nome do amor. Tudo sem esperar nada em troca, apenas pelo prazer que dá ver o outro feliz.
Alguma coisa sempre muda lá no fundo. Bem no fundo desse poço. Eu sei. Você sabe e sabemos que nada será como antes. Há coisas que se vão e não tornam, nem retornam, viram memória, lembrança, saudade nessa tênue linha do tempo.
Sei lá, eu poderia escrever coisas, falar como me sinto, ou o que penso. Mas acho que está passando aquelas palhinhas dos filmes de faroeste na minha cabeça nesse exato momento.
ouço a chuva lá fora
Todos já foram embora
Fecho e abro os meus olhos
Quando o vazio ecoava
E nada mais evocava
A sair de total clausura,
Eis que surge um desconhecido
De um sonho mais que merecido.
Adveio de um mundo sobrenatural
E tornou-se alguém especial.
A sua voz tornou-se amada
Alegro-me de seu sorriso,
A fala é calam e pausada
Que acalanta meu espírito.
Um abraço forte e apertado
O rosto amigo ao meu colado
As mãos agora entrelaçadas
Quente, dessa pessoa amada.
Não vá, fique, gosto deste carinho
O sonho está só começando
O meu coração é seu abrigo
A vida, está se renovando.
Sim, um beijo
Não há outro jeito,
precisar ir, hummmm...
... delicioso ...
sentimento verdadeiro.
