Jean la bruyère
Chegou um tempo que o meu desafio era quando vê-la, não mais chorar. A primeira vez não me contive, foi inevitável! Naquele momento o desespero me dominou, parecia que todas as noites o meu travesseiro era alvo de vários tsunami lacrimais. Mesmo assim, não desistir de tirá-la dos meus pensamentos. Dei continuação ao plano sarcástico! Pensei eu: -"Se pelo menos eu conseguir criar ódio, executarei com êxito o meu plano de arranca-la do meu coração. Fazendo assim, mim libertarei desse amor tão bom e ao mesmo tempo, tão sufocante sentimento." Em frações de segundo o meu coração acelerava , porém algo aconteceria e mudaria todas as minhas certezas, fazendo assim, com que um coração de pedra voltasse a pulsar como um de carne sendo sustentado pelos mais belos sentimentos.
Era um dia chuvoso! Ao ver aqueles olhos focados e assustados em minha direção, pude sentir o meu coração pulsar mais rapidamente, fazendo com que eu me desligasse de tudo o que me rodeava. Foi mágico! Aquele olhar misterioso queria dizer-me algo, meu coração batia mais forte. Sim, aquele sentimento era mais forte que eu! O cheiro da areia molhada, o som da terra caindo; esses detalhes faziam minha mente se desligar desse mundo. Conforme chovia, os meus olhos se fechavam. Era como se a chuva estivesse lavando todo mal, tirando todo desapego e aniquilando todo aquele orgulho de desamores vividos. O vento era carinhosamente abraçado pelos os meus braços, e o meu sorriso, Ah, O meu sorriso... ele descrevia bem a alegria do meu ser, e como se regozijava a minha alma! Naquele momento, voltei a ser um simples rapaz apaixonado que o amor o purifica; onde na escuridão de um simples fechar de olhos, o grande breu se tornava primavera com as mais lindas rosas, onde no meu jardim eu compunha os meus versos e era ela a expiração para as minhas poesias. Ao abrir os olhos e vê-la, foi inevitável, a amei! Naquele momento, decidi me entregar por completo áquele sentimento. A abrace, e com o silêncio das nossas palavras, nos declarávamos. Favo de mel era o seu beijo, e consolado era o seu abraço! Eu me vi em um teatro: As cortinas se abriram; o cenário parecia ter sido montado detalhadamente pela a natureza; nos beijávamos e os pingos de chuva ao caírem na terra, nos aplaudiam. Eu era "Romeu", e ela, a mais linda de todas, minha "Julieta"! Nos casamos, vivemos; fomos felizes... porém hoje já não há tenho ao meu lado! Hoje sou um velho ancião, porém um velho que viveu e soube amar com toda a intensidade aquela moça! Moça essa que em sua velhice, a pele enrugada já não era tão macia como a lã nos tempos de sua mocidade. Mesmo assim, as rugas não foram capazes de tirar daquela donzela a beleza que um dia me encantou, e me ganhou com o seu amor. O Meu sentimento por ela foi recíproco! Vivemos, e o seu amor me ensinou que onde há amor, o ódio não reina; e que nas contracenagens da vida, "O amor é o papel principal, e o ódio é ,simplesmente, um mero coadjuvante.
Nosso passado
Gosto de meditar...
E ao passado transportar
o pensamento...
E lá nos encontrar,
embaraçados,
sem a intimidade
que hoje temos no momento...
Ir passear em nossos
primeiros dias
que agora são de saudade...
Caminhar, embevecido,
ciumento, apaixonado,
de braços dados contigo
e a Felicidade!...
Imergir... Ir ao fundo
do passado cristalino
buscar a pérola desejada...
E deslumbrado voltar
com a concha pequenina,
abri-la, e se encantar,
com nosso amor – pérola nacarada.
Mirar-me no espelho
de cristal do nosso
encontro primeiro...
E ver, ali refletida,
em nossa jovem imagem,
a esperança definida
num puro amor verdadeiro!
Remexer esse pó de ternura
multicor...
e vê-lo elevar-se, a brilhar...
E, com o sopro da saudade,
Espalhá-lo, sempre... Sempre...
Para mantê-lo à vontade,
no pensamento... A bailar...
Ah! Meu amor, o nosso amor...
os nossos dias de enlevo,
que ainda conservamos,
qual búzio, no coração...
Cantando saudosamente,
na voz da recordação!...
...Melhor tivesse eu crescido,
sem teu amor
no coração...
Fonte. Do livro: “Havia uma ponte lá na fronteira” de Aparecido Raimundo de Souza. (Companhia das Letras janeiro de 2013).
Caminhante .
Lá vou eu, de Pés inchados e de olhos
cansados, de tantas corridas exageradas e não
alcançadas, de imagens imaginárias de retratos
e reflexos assombrados.
Lá vou eu, caminhando sozinho pelos caminhos
deixados pelos soldados heroicos que lá si
foram, levados pelo vento e lembrado pelo
tempo.
Lá vou eu, na fronteira de conflitos armados
enfrentando o adversário mais temido ( a vida),
com a política aprendida na via, e pelos
ensinamentos que me foram dados pelos
velhos Soldados .
Lá vou eu, buscando o futuro trazendo-o no
presente, minimizar o passado e viver o meu
presente contente e rodeado de boas gentes.
Lá vou eu, Lá vou eu a procura de uma vida
estável e agradável.
Lá vou eu
Lá vou eu, o rapaz caminhante.
Tá vendo aquela ponte lá, monumento exótico desse mundo caótico? Um dia eu vou pular. Quando isso acontecer, você vai dizer que eu faço falta pra você, mas eu já não vou poder te escutar.
Parabéns..
Nesta data querida deixa-me parabeniza-la ...
Não apenas por mais um outono vivido...
Seria muito simples..
Deixa-me agradecer-te por fazer com que os anos..
Passem sem ao menos que eu..
Tome conhecimento deles..
Pois teu jeito, tua graça, teu carinho e formosura..
Fazes com que o tempo...
Em face do teu encanto nao se mostre com rigor..
Tua presença faz o tempo suavizar o passar dos anos..
Quando me questionam sobre os Outunos passados..
Sequer consigo relembra-los e organiza-los..
Ante a tua lembrança que nao pode ser lembrada..
Pela suposição de jamais ter sido esquecida...
Parabéns a você !!
Em Bento, o inverno chega mais cedo
A neblina lá fora, às seis da manhã
Em pleno outono, me faz lembrar
Que eu estou em Bento Gonçalves
E o inverno não demora a chegar
Carros passam, quase ninguém vê
Milhares levantam da cama cedo
Prepara-se o café, inicia-se o dia
Na cidade do Vale dos Vinhedos
A avó prepara o almoço: polenta
O avô, por sua vez, degusta vinho
Todos reúnem-se na mesa farta
Rezam e compartilham carinho
Imigrantes italianos que partiram
Deixaram a tradição como legado
Que tem educado novas gerações
A cultivar o respeito ao passado
Note-se que são versos sem época
Certos fatos independem da estação
A serra gaúcha é bastante peculiar
O vento é gelado mesmo no verão.
Vai lá, ativa o modo privado se esconde, me esconde e faz de conta que nunca existi...
Quando na verdade a tua mente te consome.
Agora presta a atenção nas minhas palavras "pede pra ela ativar o modo privado também" tu so não sabe que ela da um jeito para que eu descubra que foi tu quem pediu... Acorda e observa melhor quem esta ao teu lado.
Sei lá...
Nem tudo é como se espera
Mas sei q não se deve esperar
Se a sorte nao encontra a porta aberta
Ela vai achar outro lugar pra entrar
Planeje seu caminho mas não o construa de concreto
Pense no futuro mas não espere nada certo
Olhe para tras mas cuide para não tropeçar
Mas quem não olhar para tras tende do mesmo modo sempre errar
"Que sol bonito que esta a brilhar lá fora, que dia quente que vai surgir. Vamos fazer diferente de ontem, vamos sorrir a toa e nos alegrar com pequenos detalhes. Com certeza tudo brilhará intensamente em nossas vidas."
FIGUEIRA DA VIDA
Eu nada sou, para lá desta dor
Recolho os pedaços, fio das lembranças
Gritos na alma dos meus contos
Que são quadras de amor, de dor
Recomeço na figueira da vida
Já não tenho tempo para ilusões
Sei que a figueira que plantei
Olha-me entre as ramagens das suas folhas
Observa-me nesta minha quietude
Quietude onde agradeço todas as decepções
Em cada dificuldade e nos tombos dados
Que tive ao longo da minha vida
Sei que a figueira que plantei
Alberga agora um ninho de pássaros
Que as folhas veem-me entre os livros
Desfolham-se nas asas em lágrimas de pedra
Resguardo sem destino de sol e chuva
Envolto de nevoeiro nas palavras
Orvalho nos lábios das folhas da figueira
Que plantei com o recomeço sem ilusões.
Liberte-se da sua prisão, sinta...vivA
Pois as roupas estão mofando no armário e o mundo lá fora te espera. Abra a porta da angústia, insegurança é tempo de mudança, sinta a brisa do amor e aprecie o gosto de ser feliz.
VivA o hoje, vivA agora, vivA intensamente, não tenha medo de errar \o/ \0/
A vida é um eterno aprendizado, onde você só vai descobrir se viver.
Irmão, pecado é pecado, não existe mentirinha branca
Quando você estiver lá no inferno vai pagar fiança
Não tem valor, dinheiro ou influência que te tire de lá, arrepende já
E os momentos que ela viveu ao lado dele , fazia ela sentir a presença e o Amor que ela sentia ao lado dela.
ETERNO
Sei lá, têm certas coisas que acabam, mas que nunca terminam. Quer dizer, a gente se separou, não somos mais um casal, não fazemos mais parte dos planos um do outro, mas, tem uma boa parte de tudo isso, que insiste em não passar. Nunca vai passar. Prometemos um amor infinito. Falhamos. Não foi infinito, mas tornou-se eterno, se é que existe alguma lógica nisso. O que estou tentando explicar é que, lá dentro, bem lá no fundo mesmo, o nosso amor sempre vai existir. Porque quando é amor, nunca acaba. Tudo o que você amou na vida, mesmo que seja só por um dia, vai durar para sempre. Você pode tentar pintar de ódio, dizer que tanto faz, que não tem mais importância ou tentar guardar no fundo do peito. Você pode tentar substituir por outro alguém, pode até tentar transformar em críticas, em lágrimas, em brigadeiro, em álcool… A verdade é que, se foi amor, sempre será. Não acredito nesse lance de que só se pode amar uma vez na vida, mas sim, em amores únicos. Não se pode amar nada igualmente. E, por isso, nunca vai existir nada como você. Nada como eu. Nada como nós. Somos o único caso igual a nós na face da Terra. A nossa história ninguém pode apagar, copiar, reviver… Será sempre nossa. Vai doer te ver com outro alguém. Vou chorar quando nossa data chegar, quando abrir o guarda-roupas e ver a camisa que você me deu, quando algum sorriso por aí me lembrar o seu. Rasga-me o peito imaginar o nosso futuro que nunca vai existir, o nosso filho que nunca vai nascer, a nossa casa, pertinho do lago, que eu nunca vou construir. Claro que dói. Mas, passa. Parece que nunca vai passar. Mas, passa. Não morre. Nunca morre. Não acaba. Mas, alivia. O tempo ensina a amar de novo. Não existe dor tamanha que o ser humano não aprenda a conviver. E eu já estou aprendendo a te transformar em um sorriso. Você é, e sempre será, uma das melhores cenas do meu filme. E, vez ou outra, gosto de estourar um pacote de pipocas e ficar nos assistindo na tela da memória. Confesso que hoje terminei de ver com as pipocas encharcadas. Deve ser aquela parte do filme que o mocinho sofre antes que as coisas comecem a dar certo para ele. Espero que sim.
O mar que eu venero, não está lá fora mas dentro de mim
O céu, para o qual ergo minhas preces não está em um alto qualquer, está no mais alto de mim
O Universo que sou, se faz universo lá fora pois tudo é reflexo meu, quando creio que Ele está em mim...
odair flores
