Jean la bruyère
Oyá ô!
Yansã vem descendo
Oyá ô!
Mãe dos raios
Mãe dos ventos
Oyá ô!
Senhora deusa do dendê
Oyá minha mãe
Dona dos Oruns
Do meu viver
Oyá ô!
Mãe guerreira e do fogo
Eparrey, rainha
Desfaz feitiço
Dançando
Desfaz com sopro
Oyá ô!
Yansã brinca com iku
Oyá ô!
Meu velho,
Dobra no ilú.
Oyá ô!
Quebrando os pratos
Oyá ô!
Sejamos gratos
Oyá ô!
Só eu quem sei
Oyá ô!
O poder do "reeei"...
Eparrey Oyá!! Oyá ô!!
Oh, meu peito vazio
Que se alastra a solidão
Oh, devaneio poético
Que imunda o coração
O devaneio de poeta
Torna tudo confusão
Me sinto despertencido
Pertencendo à mim
Somente à mim
Como uma estrada de um mão
Esse meu devaneio
Me deixa louco
Com o fato de despertencer
Vou seguindo em frente
Por aí
Buscando me reconhecer
Ela falava de sintonia. Das coisas da vida e do coração.
Ela sorria feliz. Incendiou minha alma e perdi a razão.
Ela entrou sem pedir. Estrelou meu céu e iluminou minha emoção.
Ela sumiu sem razão. Me deixou perdido e sem chão.
Ela mudou o meu mundo. Sintonia, energia, um lindo sorriso e continuo nas suas mãos.
A paixão sempre nos surpreende! Alimenta a alma e coração. Perto dela o céu, longe dela sem chão. E assim seguimos sonhando. Essa é a sina da paixão.
A gata chegava mansinho. Sem fazer barulho, sem chamar atenção.
Sorriso brilhando, coração palpitando, é o Sol, o pleno verão.
A gata da noite, a gata do dia. A gata sem medo, a gata sabia.
O cheiro da pele, a maior sintonia. Olhares cruzados, o corpo arrepiado e a alma sentia.
A gata é o mel. A gata é o céu e sempre será minha.
A gata passeava pela casa. Seu charme e leveza, andar compassado, miando brincando, olhando de lado.
No quarto o silêncio, na cozinha o pensamento, o vinho aberto, o nosso momento.
A gata passeava pela vida. Sem pressa e sem pretensões. Andando de lado, exalando seu cheiro, pensando no gato, sorriso maroto, o puro pecado.
No quarto a lembrança, na cozinha a esperança, sem vinho na taça, momento sem graça.
A gata arranhava. Sua boca miava. Seu sorriso brilhava. Seu olhar te julgava.
A gata e o gato, o gato e a gata. Perfeito encaixe, destino selado.
O gato e a gata, a gato e o gato. Pulando brincando, sonhando acordado.
Apaixonar-se deveria ser igual a prova do Enem do amor.
Matemática da medida dos corpos se entrelaçando.
Português das línguas se beijando.
História do começo, história do meio, história sem fim.
Geografia das almas perdidas de amor.
Literatura dos olhos, sintonia escrita, sintonia descrita, sinestesia.
Redação dos momentos, escrevendo pensamentos que só a alma gêmea entende a redação.
A nota final, o amor desigual e sem reprovação!
Se tirar zero, estuda mais e ano que vem, tenta de novo!
O Enem do amor é uma prova de cheiro, toque e sabor. Tenta de novo. Tenta de novo!
O impossível é uma questão de poder.
O possível é uma questão de querer.
O invencível é uma questão de vencer.
E a nobreza de alcançar o possível, fazer o impossível, derrotar o invencível é uma missão de não duvidar e crer.
O Sol brilhava incansávelmente. Dia após dia. Semana após semana. Mês após mês.
Mas de longe, quem observava, sabia que os dias, as semanas e os meses estavam contados.
Havia esperança para quem tinha fé. Existia uma lembrança para quem não arredava o pé.
E a tempestade chegou. Varreu os campos, as almas e os corações.
Sobraram os incansáveis, os persistentes, os inabaláveis.
Minha alma se foi. Meu coração se partiu. E a chuva lavou o que sobrou dos meus pensamentos, cores e sabores. Sobraram dores. Faltaram amores.
Oxum
Você és o encanto em minha vida
Oxum, minha mãe
Só tu sabes das angústias vividas
Eu lhe sinto
Toda vez que me canso
Toda vez que tropeço
Toda vez que canto, Yabá
Toda às vezes que rezo
E você me escuta
Pois, sinto seu perfume
Doce como tu és
Sinto o seu toque
Seu abraço
Ouso até os seu idés
E quando repouso meu ori
Uma coisa grita em meu coração
"Não foi bom hoje
A vida é assim
Confia, filho em mim
E não desanima não".
Então eu levo fé
Levo, para todos os cantos
É que nasci do ventre de Oxum
E lá eu aprendi
O quanto amar é um encanto.
Quando eu lhe vejo
Eu sinto amor
Fico com medo
Morro de horror
Mas quando lhe abraço
É diferente...
Seu toque, seu jeito
É envolvente
Sinto calor
Quando lhe abraço
Esqueço a dor
É automático
Pois, quando lhe toco
Não sinto medo,
Horror e, nem pavor
Quando lhe sinto, bebê
Me torno amor
Diante de ti
Nunca tive o que é meu
Diante de ti eu sou nu
Transparente de sentimentos e verdades
Transparente de defeitos e erros
Sou transparente de amor
Longe de ti
Eu sinto o amor
Quando lhe vejo
Lhe toco
Lhe sinto
Lhe abraço
Lhe beijo
Lhe cheiro
Me torno o amor
