đđ» acc6.top đđ» Letstalk chuyá»n quyá»n sá» hữu tĂ i khoáșŁn
Um dia ele diz em tom normal,
Aquilo que eu nĂŁo consigo repetir,
Eu jĂĄ esperava, mais aquilo foi dificil de ouvir.
Por mais que vocĂȘ jĂĄ saiba o que vai acontecer,
Ă impossĂvel de impedir seu coração de se partir,
Ah, nesses momentos queria ser uma garota vazia,
Sem alma, sentimentos, coração e qualquer coisa assim.
Isso porque tudo dentro de mim,
Estå em revolução...
A culpa Ă© minha?
Talvez sim, talvez eu deva ficar sozinha.
Foram cinco meses maravilhosos,
Cada parte boa e ruim,
Agora soam tĂŁo saudosos.
SĂŁo tantos lugares para ir,
Tantos motivos pra me trancar,
Tantos caminhos...
Mas nĂŁo existe caminho pra casa,
Jå que eu não pertenço a lugar nenhum.
Fora dos trilhos do amor,
Os sonhos parecem tĂŁo distantes,
As luzes quase nem brilha.
Ouvi uma parteira que vive na escuridĂŁo,
Dizendo que essas luzes sĂł lhe causam dor.
Eu nĂŁo quero mais escutĂĄ-la,
Recolho meus trapos e sigo cambaleando,
As estrelas estĂŁo caindo, numa chuva amarelada,
Como fogos de artificio, e eu continuo por aqui,
Sozinha, assistindo o céu derramar lågrimas amarelas.
Tantos lugares se tornam inĂșmeras escolhas,
Para onde eu vou?
SerĂĄ mesmo que o destino Ă© quem estĂĄ me guiando?
Ah eu queria ser vazia...
Faces e mĂĄscaras passam por mim,
E a vida continua, num devaneio.
EntĂŁo ele volta,
Trazendo o arrependimento, a saudade,
Aquele sentimento que me feriu.
E eu simplesmente digo:
"VocĂȘ pode trazer de volta?"
Ele fica lĂĄ me encarando,
Enquanto assisto as folhas caĂrem.
NĂŁo ele nĂŁo pode,
Ninguém pode, pois eu não tenho nenhum abrigo,
SĂŁo tantos caminhos,
E nenhum deles me leva pra casa...
Ainda vivo num mundo conhecido,
Aguardando algo a mais,
Enquanto a vida continua.
Eu estou sendo empurrado,
Pela tenue escuridĂŁo,
Que surge com o anoitecer.
Começo a seguir, para onde o bréu aponta,
Tropeçando, repetidamente,
NĂŁo sei exatamente para onde vou,
SĂł sinto que quanto mais escuro,
Melhor ficarå para o meu coração.
As pessoas que estĂŁo perdidas,
Aguentam o destino, chamando-o de pecado,
Porém, eu continuo aprendendo,
Caindo, me levantando,
E entendendo o verdadeiro significado de viver.
Um dia apĂłs outro dia,
Vamos trilhando o caminho que leva ao amanhĂŁ,
A estrada do destino vai ficando marcada pelas nossas pegadas...
Gostaria que vocĂȘ disesse novamente,
Embora seja encabulante,
Que eu sempre terei um abrigo,
Que sempre poderei permanecer contigo.
Algumas vezes perdendo,
Outras simplesmente ganhando,
Deixando o coração se encaixar onde tem que estar,
Pode ser arriscado, mas Ă© o melhor jeito de viver.
SĂŁo incontaveis, as cicatrizes que o circundam,
Aparentamente, ferimentos ainda em aberto,
Porém, continuo aprendendo,
Apontando agora, para o lugar onde a luz brilha.
Um dia apĂłs outro dia,
Vamos desenhando um mapa,
Para o futuro sem fim,
Gostaria que vocĂȘ disesse novamente,
Embora seja uma pessoa tĂmida,
Que vocĂȘ quer que eu permaneça com vocĂȘ pra sempre,
Que vocĂȘ precisa do meu abraço pra ser feliz.
Apesar do tempo ser limitado,
Sempre almejei um sonho ilimitado,
Acorrentado ao meu coração,
Que continua clamando por vocĂȘ,
Da primeira estrela, até o alvorecer.
Um dia apĂłs outro dia,
Vamos parar no meio do caminho,
Olharemos para o céu, juntos,
Sem medo do que virĂĄ no futuro.
Gostaria que vocĂȘ disesse novamente,
Mesmo que vocĂȘ esteja envergonhada,
Que enquanto estou contigo,
VocĂȘ estĂĄ completa.
EntĂŁo, por favor,
Deixe sua mĂŁo sobre a minha,
Para que eu sinta o calor,
Que vocĂȘ projetou dentro de mim.
NĂŁo quero saber as consequencias,
O que eu quero, eu simplesmente quero,
Vamos, me dĂȘ,
Não importa se eu mereço,
Eu quero, idependente do preço...
O que te ofereço?
NĂŁo posso afirmar isso com tanta vontade,
Mas vocĂȘ Ă© simplesmente a Ășnica coisa desperta desejo em mim.
Pode ser uma proposta ruim,
Porém é melhor que nada, não?
Eu sinceramente nĂŁo ligo para o que dizem,
Eu nunca vou deixar vocĂȘ me deixar,
Simples assim,
Eu vou tentar parar o tempo para sempre,
Implantar meus desejos no seu coração.
Eu me sinto tĂŁo frio,
E quero vocĂȘ tanto,
Que nĂŁo consigo resistir,
Ao seu jeito de sorrir.
Quero preencher esse vazio,
Nem que depois lhe deixe aos prantos,
Quero seu calor,
Independente de ser ou nĂŁo o tal falado amor.
Eu me sinto tĂŁo sozinho,
Preciso tanto de vocĂȘ de alguma maneira,
Eu nĂŁo consigo te esquecer,
SĂł fico ainda mais a te querer.
Pode ser que eu seja um tanto quanto mesquinho,
Isso nĂŁo passa de uma grande besteira,
Eu fiquei obcecada por te usar,
Desde que percebi as cores do seu olhar.
Ver vocĂȘ, respirar vocĂȘ,
ObsessĂŁo, ilusĂŁo,
Desejo, carnal,
Amor ou imortal?
Pode viver sua vida,
Mas sem mim, sua alma estarĂĄ partida,
Porque eu impregnei meu veneno,
De uma forma nĂŁo forte,
Que vocĂȘ chega a ter sorte,
Por ainda conseguir ficar longe de mim.
Me dĂȘ tudo de vocĂȘ,
NĂŁo fique com medo,
A solidĂŁo nĂŁo voltarĂĄ a te visitar,
Eu afasto isso apenas com um sorriso,
Sei que meu charme lhe causa isso.
Saiba que no fim,
Seremos apenas nĂłs dois,
E o que virĂĄ depois...
Bem... Responderemos o que deixĂĄmos para trĂĄs.
Afinal, vocĂȘ foi feito pra mim,
EntĂŁo se o mundo desabar hoje,
VocĂȘ ainda terĂĄ que vir me levantar,
E eu nĂŁo vou te decepcionar...
Eu me sinto tĂŁo frio,
Que preciso do seu beijo,
Para acalentar meus desejos,
E principalmente, suprir meus desejos.
NĂŁo pense mal de mim,
Eu te quero, mais que qualquer outra pessoa,
SĂł nĂŁo irei te priorizar,
Pois sei que assim vocĂȘ irĂĄ me amar mais ainda,
Ă a lei do amor...
Essa serĂĄ sua utilidade,
Receber meu carinho,
NĂŁo me deixar sozinho,
E em troca, vocĂȘ receberĂĄ meu sorriso,
Eu sei, Ă© como um vĂcio, mas eu nĂŁo me importo.
Eu queria ser um pouco original,
Conseguir expressar,
Aquilo que todo mundo sente,
De um jeito diferente.
Mas, infelizmente,
Acabo preso ao geralmente,
SĂł conseguindo ser mais um normal...
Deveria haver um jeito simples,
De poder colocar o coração para repousar,
Apenas para ele poder parar de sangrar...
SĂł que isso nĂŁo Ă© natural,
Ele foi feito para latejar,
Rasgar a alma até não poder mais...
A solução é deixå-lo pra trås,
Um gole de aguardente,
E essa dor jĂĄ nĂŁo se sente...
Quando acordo as trĂȘs da tarde,
Sentindo que todo meu pescoço arde,
As memĂłrias da noite passada,
Estão todas embaçadas,
E a cabeça não para de girar...
O que fiz, nĂŁo me condiz,
O que quero, Ă© que espero.
SĂł lembro com exatidĂŁo,
Do copo de tequila com sal e limĂŁo,
E depois, meus coração foi repousar.
Essa tal de consciencia moral,
Vem sĂł pra me deixar mal,
SĂł que por agora,
Vou mandĂĄ-la embora...
Não preciso do que me deixa aquém,
Jå que não fiz nada além,
Daquilo que eu mesmo sou.
Mais um gole de tequila,
Pra embrulhar meu estomago e minha mente,
Tudo vai ficando dormente,
E meu coração volta a repousar.
As luzes passam tĂŁo rĂĄpido pela janela,
VocĂȘ nĂŁo estĂĄ incomodada com os borrĂ”es de luz?
Seu olhar costumava a me seduzir,
Mas a frieza que ele ostenta agora,
SĂł me faz querer ir embora.
Se puder, encoste o carro,
Prefiro seguir andando,
Do que perpetuar essa situação incomoda,
NĂŁo Ă© velocidade que me frusta,
Mas sim sua hostilidade.
Talvez a culpa seja minha,
Por nĂŁo saber exatamente o que dizer,
NĂŁo me lembro exatamente se o erro foi meu,
Porém eu sei, que se estamos distantes,
A culpa tambĂ©m pode ser atribuĂda a erros seus.
NĂŁo Ă© melhor pararmos?
Acho que jĂĄ passou da hora de eu voltar pra casa,
Preciso rever o que realmente quero.
Sabe, eu costumava a ver o amor dos meus pais,
Cheguei a acreditar que o nosso amor,
Era igual ao deles, mas agora...
Preciso do meu lar, para pensar...
Tenho medo de envelhecer,
Me sinto muito bem enquanto ainda sou jovem,
Se eu desperdiçar o que Deus me ofereceu,
Como Ă© que irei consegui viver, sem um arrependimento.
O engraçado é que o conselho do meu pai,
Foi justamente esse,
"Não entre de cabeça num relacionamento,
Se vocĂȘ puder ver alguma possibilidade de arrependimento"
E agora, estou nessa contradição...
Os bons momentos me fazem te querer mais e mais,
SĂł que a frieza de agora, me faz temer o futuro.
Ok, eu pensei um pouco melhor,
NĂŁo pare o carro, siga um pouco mais,
A lua cheia te fez sorrir,
E agora, te observando, percebi,
Que nĂŁo posso viver longe desse sorriso...
Mesmo que ele demore pra aparecer,
Independente do quanto seja dificil de se obter,
Eu vou te fazer sorrir, teus olhos brilharem,
Porque preciso disso pra viver...
Desculpa se falei palavras duras,
Ă a estrada que me faz pensar loucuras,
E fico nessa, de me arrepender do que jamais me arrependeria.
Vamos seguir até o nascer do sol,
De mãos dadas, abraçados e cantando.
Mesmo que o carro venha a parar,
NĂłs sempre vamos continuar em frente,
Pois o destino nos fez seguir nessa estrada,
Entre a vida e a dor, eu encontrei seu amor.
Eu nunca saberia,
E se o fim tiver de acontecer,
Saiba que ainda serĂĄs para mim,
O que mais brilharĂĄ nesse mundo.
Infelizmente,
Estamos levando isso mais longe que deverĂamos,
EstĂĄ me machucando, dilacerando,
VocĂȘ nĂŁo sabe que isso Ă© doloroso pra mim?
Bem, talvez lhe surpreenda a ideia,
Que nĂŁo Ă© tĂŁo doloroso assim.
VocĂȘ quer levar o que Ă© seu,
Me forçando a levar o que é meu?
NĂŁo queria que chegassemos a esse ponto,
NĂŁo mais uma vez.
A culpa nĂŁo Ă© sua,
Mas Ă© que sem vocĂȘ, me sinto tĂŁo pequena,
NĂŁo sou mais sua musa serena,
Mas se vocĂȘ tem que ir,
Não esqueça que és o brilho da minha vida.
Talvez seja melhor pararmos por agora,
Cada segundo que se passa, parece uma hora,
Ă sinal que estamos nos perpetuando demais,
Num erro tĂŁo Ăłbvio.
Se vocĂȘ fugir agora,
ContinuarĂĄ por perto?
E mesmo vocĂȘ fulgindo,
Ainda ficaria admirada de te ver brilhando.
Fico indecisa,
Percebendo que esse Ă© um final,
Mas depois lembro que nĂŁo necessariamente, serĂĄ o fim.
VocĂȘ Ă© assim, tĂŁo instĂĄvel, fulgente,
Como um sol, que por agora,
Quero um pouco de distĂąncia.
vou me despedindo,
Admirando seu modo de brilhar,
E mesmo assim me despedindo, por agora.
Se apenas um dos meus desejos,
Estivessse para ser realizado,
Escolheria adormecer ao seu lado.
Em qualquer lugar ou situação,
Estarei visando apenas vocĂȘ.
Quero seu calor,
Acariciar seus cabelos,
Enquanto vocĂȘ estĂĄ cochilando,
Ou apenas fazendo charminho.
Porém, estou um pouco temeroso,
VocĂȘ assim, parada,
Apenas sonhando,
Passa pra mim a sensação,
Que nĂŁo se ama.
Que depende de alguém,
Pra fazer seu mundo girar,
Uma carĂȘncia tĂŁo grande,
Que chega a ser feia.
E quanto mais tentamos nos conhecer,
Mais cuidadoso eu tenho que ser,
Pois, sem percecer, vocĂȘ necessita,
Apenas Necessitando,
Tépidas lågrimas fluem pela sua face.
E nĂŁo hĂĄ nada que eu queira dizer,
SĂł quero ficar com vocĂȘ mais um pouco,
O que eu quero, eu nĂŁo digo,
JĂĄ que tenho medo te perder meu abrigo.
Alguns dizem que é porque não tenho força de vontade,
Eu realmente nĂŁo me importo.
NĂŁo sei se vocĂȘ sabe,
Mas se eu nĂŁo puder te encontrar,
Antes que meu mundo desapareça,
NĂŁo poderei mais sonhar,
Pois tudo que mais desejo,
Ă adormecer ao seu lado.
A desigualdade de nossos sentimentos nĂŁo podem ser mudadas,
Mas nĂŁo me importo, de verdade,
Ă sĂł amor,
Aquele velho e sempre, vĂcio palpitador.
Com um Ășnico suspiro,
Consigo congelar seu calor,
A partir da cicatriz,
Essa sensação de não sentir,
Vai se espalhando por vocĂȘ.
Seus lĂĄbios sĂŁo envenados,
Pela minha lĂĄbia mais charmosa,
Vai demorar pra que vocĂȘ perceba,
Mas eu estou escondendo seus pecados,
Apenas momentaneamente.
Ninguém vive eternamente,
E principalmente eu,
NĂŁo gosto de ficar num lugar sĂł,
Por muito tempo.
Eu sou um criminoso,
Um ladrĂŁo do amor,
Que rouba toda a vitalidade,
Deixando os coraçÔes em pó.
Porém, às vezes me apego,
Isso eu nĂŁo nego,
E aĂ, serĂĄ mais dificil pra vocĂȘ,
Quando chegar a hora partida.
Hmm, eu queria saber,
Se vocĂȘ realmente precisa de mim.
VocĂȘ tem que demontrar,
Se realmente precisa de mim,
Talvez com isso, eu volte de vez em quando.
Sou como um vĂcio ruim,
Faço vocĂȘ me querer mais,
Querer o monĂłpolio,
E quando eu sumo,
HĂĄ luz desaparece,
O calor volta, com uma dor alucinante.
Eu volto,
VocĂȘ tenta me repelir,
Mas eu sempre fui um bom ladrao,
Roubando mais um suspiro,
Um ĂłscĂșlo no colo superior,
Mordida no beiço inferior,
E me saio, sorrindo, como sĂł eu sei fazer.
Sou um criminoso, sempre em fuga,
Sabendo que estou errado,
Porém, te peço,
Deixe-me te amar mais uma vez,
VocĂȘ Ă© minha rosa em meio a uma guerra.
Me pergunto como acabamos assim,
VocĂȘ tĂŁo desejada,
Se viciou em mim, tĂŁo imperfeito pra ti.
SĂł que, eu sou covarde,
E vou fugir, de novo, te machucando,
Como sempre faço,
SĂł quero saber se vocĂȘ ainda me quer.
Minha boca ressecada estĂĄ esxposta ao sol,
Enquanto lĂĄgrimas incessantes,
Escorrem deixando um rastro brilante em meu rosto.
SĂł vocĂȘ que poderia encher os vazios em mim.
Porém, sem perceber, acabamos assim,
Acumalando dor, que se concentra ainda mais,
Quando nossas peles se tocam.
Se o desejo oculto na batida do meu coração,
For se tornar o meu futuro,
Então as lembranças que deixei para trås,
Isoladas no escuro,
Permaneceram abandonadas,
Com seu rosto que me infligiu tanta dor.
Estremeço só de ver seu tenue suspiro.
Seus olhos carregam as mesmas manchas de cansaço,
Queria poder retirar isso de vocĂȘ com um abraço,
Mas jĂĄ perdemos essa habilidade hĂĄ muito,
Nossas almas, jĂĄ estĂŁo cansadas demais.
Me pergunto se nĂŁo teria sido melhor,
Se nĂŁo tivessemos nos conhecidos,
Todas essas cicatrizes...
Todos os momentos infelizes,
Nenhum deles seria real,
E as pestanas que perdemos,
Tudo seria tĂŁo normal.
Mas nĂŁo podemos voltar,
Esses braços perderam tudo,
Inclusive seu calor.
Apesar de Ășnica coisa que nos resta ser a dor,
Ainda continuamos de pé, vivendo com torpor.
Por isso, tenho que seguir em frente,
Deixando uma sĂșplica na minha voz sem som,
Seus olhos e sorrisos que foram abandonados,
Permanecem ali, engaiolados,
Para que a dor vĂĄ se dissipando.
As lembranças, essas foram trancafiadas,
Esquecidas, e afogadas,
Sem nenhuma pena.
Aquele sorriso que traz calma,
Que capturou e hipnotizou a minha alma,
Sem uma explicação decente,
Apenas como um feitiço potente,
Meu coração, foi sendo engaiolado,
Dominado...
Bem, vocĂȘ nunca saberia,
Eu tinha tudo, mas nĂŁo o que queria,
Porque ainda nĂŁo te tinha,
E meu coração, ele sempre era mais,
Sempre era um ponto indefinido.
A esperança, pra mim era um lugar desconhecido,
E hĂĄ muito perdido.
Mas vocĂȘ entrou,
Resisti a vocĂȘ assim,
SĂł que vocĂȘ conseguiu me mandar sentir,
Um par de olhos cafeinados,
Eu estava me tornando vivo.
Tudo que eu queria era o nexo,
Dos amores e suas definiçÔes,
Partes que sĂł esse verbo consegue ter,
Gostos e sensaçÔes, vindas em anexo,
Para colorir e confundir.
E foi vocĂȘ que trouxe tudo isso de uma vez,
VocĂȘ pode atĂ© que tentou ser cuidadosa,
NĂŁo se aproximar,
Mas eu fiz vocĂȘ estender o coração um pouco mais,
Pois feitiço bem feito, é aquele que enlaça ambas as partes.
Abri meus olhos, para ver os seus,
O mundo real, pareceu mais belo,
Uma vida que jamais iriamos conhecer,
Desviando nosso futuro da dor,
Esse Ă© um dos poderes do amor.
VocĂȘ me olha desse jeito bobo,
TĂŁo linda, de um jeito fofo,
O tempo para, eu nĂŁo o tenho em mĂŁos,
Mas sei que ele para nos nossos coraçÔes.
A verdade Ă© que,
O amor pode ser real.
Ă um pouco assustador pra mim,
VocĂȘ me tem assim,
De uma forma banal, de uma forma total.
VocĂȘ nĂŁo precisa ser tĂŁo cuidadosa,
Pode demonstrar mais carinho,
Mais afeto, pois independente da quantidade,
JĂĄ sou todo seu.
Sabe aquele olhar incrĂvel? Aquele que se sobressai a milhares numa multidĂŁo, que te pega de surpresa, de faz sorrir sem nem um motivo plausĂvel, sĂł te traz uma alegria inexplicĂĄvel? Pronto, ele tem esse olhar.
Dizem que os olhos são a janela para a alma, e que um bom flerte começa com troca de olhares⊠Se isso é verdade a alma dela é a coisa mais linda que eu jå vi, e principalmente ele é um eximio flertador!
Como pode, duas orbes verde musgo me atrairem tanto? NĂŁo! ImpossĂvel, eu sei quem eu sou! Mas nĂŁo resisto Ă quele olhar, Ă quele modo como seus olhos se sincronizam com os cabelos castanhos acaju despenteados, e mais com aquele sorriso ladrĂŁo de coraçÔes!
Ă eu sei o histĂłrico dele, sei que vou ser sĂł mais uma, mas e eu resisto? NĂŁo. Eu sei que devia fugir do que me Ă© ruim, mas nĂŁo resisto quando ele fala:
âĂ anjo meu, da tĂȘz tĂŁo alvaâŠâ
Ou
âComo podem lĂĄbios terem um carmesim tĂŁo gostoso de se vislumbrar e provarâŠâ
Ah, eu nĂŁo resisto, vivo me penitenciando, dizendo pra mim mesma âMaria Clara, vocĂȘ tem que largar esse cafajeste o quanto antes!â, mas simplesmente eu nĂŁo largo.
Acho que ele se enquadra bem na definição de sedutor: 1.QuĂȘ ou aquele que seduz; 2.Tentador: 3.DemĂŽnio sedutor.4.Atraente; 5.Fascinante: 6.Jovem sedutor; 7.Homem leviano que seduz e desonra as mulheres, abandonando-as em seguida.
Se bem que ele nĂŁo Ă© um demonio, estĂĄ mais para um anjo caĂdo⊠E que belo anjo! Tecnicamente ele nunca me desonrou, mas acho que meu coração nĂŁo deve ter honra ao se submeter a esse tipo de relacionamentoâŠ
Ele Ă© esse tipo de amor-amizade que nĂŁo quero abandonar nunca.
Antes que vocĂȘ queira me penitenciar apenas por eu me envolver com esse tipo de cara, saiba ainda mais, que ele tem namorada. Ă agora sim vocĂȘ pode me jogar quantas pedras quiser.
Sabe, eu o neguei o quanto pude, disse que a vida não era assim, e que ele não precisava de mim, porém ele nunca desistiu, ele é um cafajeste que sabe ser cafajeste, e ao mesmo tempo, é a personificação do carinho na superficie terrestre.
Argh, odeio ser canceriana, tolos sentimentais do inferno. E agora esse conceito dele de amor-amizade se impregnou em mim. Ah maldita ladainha de cafajeste⊠E o pior é que ela se encaixa tão bem quando ele usa aquele oculos escuro tão brega⊠Porque o brega combina tanto com o sorriso dele? Acho que porque ele é brega⊠Argh, odeio ser canceriana!
âVocĂȘ serĂĄ o meu amor-amizade, um pouco mais do que as amizades comum, um pouco menos que o amor, pois nĂŁo te quero monopolizar, e sei que vocĂȘ nĂŁo me deseja sĂł pra siâ, ele estava absolutamente certo!
Eu posso fazer o que? Eu até jå resisti algumas vezes, mas as cantadas sutis, os suspiros romanticos, as indiretas ridiculas⊠Todas me divertem, inflam meu ego, e cada vez mais vou me envolvendo por ele.
NĂŁo me condenem, sou sĂł vĂtima desse olhar destruidor de lares⊠Eu jĂĄ disse a ele uma vez:
âGui, esse seu olhar, acaba comigo⊠à como se eu fosse alvejada por inĂșmeras flechas, sou destruida, e dizimada, mas do que seria se fosse envenenada ou atropelada!â
Ele deu aquela risada gostosa e rebateu:
âIsso Ă© vocĂȘ falando, ou as vĂĄrias doses de vodka com laranjada?â
A minha resposta foi um beijo.
Talvez eu esteja errada, mas eu aprendi com ele, que o erro sĂł existe, quando somos julgados, e enquanto isso nĂŁo acontecer, vou fazer o que quiser, pois essa vaidade em mim, exige esse olhar de conquistador barato!
Havia aquele cafajeste, que estava mudando, ele havia enjoado de uma vida de infinitos perfumes femininos diferentes, e nenhum amor, estava carente, precisa focar seu coração num sorriso e acabou conseguindo. Só que ela, era diferente de todas as anteriores, não combinava com seu gosto normal de beleza, seu jei de ser e agir, não se adaptavam bem ao que o ex-cafajeste queria de sua mulher, mas ele a aceitou mesmo assim.
Talvez por comodismo, talvez por covardia, ou preguiça, ele se amarrou à ela. No começo jå sentia um carinho enorme por ela, mas ainda não era amor, ele sinceramente não acreditava no amor. Tinha sofrido demais por ele, para querer algo assim, queria só uma companheira para fazer sua vida mais agradåvel.
Acontece, que logo ele, quem nĂŁo queria o amor de jeito nenhum, por saber a dor que este sentimento infligia, foi deixar o amor conquistar todo seu coração, antes que percebesse, antes que pudesse impedir, estava amando, e o pior ele nĂŁo tinha percebido isso. SĂł se deu conta, quando ela se magoou, com ele, e foi o medo de perdĂȘ-la, que o fez perceber que a amava. No começo foi interessante, pois ele nĂŁo sabia se deveria fugir dela, ou se deveria seguir com ela, acabou escolhendo a segunda opção, mais por comodismo, do que por escolha.
SĂł que, a partir daĂ, ele passou a entender quem ele amava, ela alĂ©m de manter todas aquelas diferenças que ele aprendera a aceitar, ele agora se deparara, com uma caracteristica dela que nunca quis perceber.
Ela era tão defeituosa quanto ele, não conseguia demonstrar carinho, não por escolha, mas o passado dela, a impedia que o fizesse, pois também tinha um passado complexo o bastante, que a fizera deformada ao ponto de não conseguir demonstrar carinho pras pessoas que gostava.
Ironicamente, ou nĂŁo, o destino quis que a tampa da panela daquele cafajeste, fosse um brinquedo torto. E ele percebeu isso, percebeu isso antes que estivesse envolvido o bastante naquele amor para voltar atrĂĄs, mas ele diferentemente do que sua razĂŁo falava, nĂŁo quis abandonar aquele brinquedo torto, ele o quis pra si, sĂł pra si.
Pois ele acreditava no destino, acreditava que se ela o aceitara com seus defeitos, ele também teria que aceitå-la com os defeitos dela, era o destino, uma força maior que havia juntado-os, e agora ele não se importava o quão ruim fosse não receber carinho, ele iria conseguir ter o carinho dela, jå que era amor, e o amor muda tudo.
-Va diga!
Ta, ta, eu nĂŁo queria dizer isso, eu odeio dizer isso, vocĂȘ sabe disso, meu orgulho Ă© assim, nĂŁo deixa isso sairâŠ
-MasâŠ
-Diga!
Droga, nĂŁo faz essa cara, nĂŁo essa, eu lamento, mas poxa eu tenho esse argumento, que querendo ou nĂŁo pode me tornar inocenteâŠ
-Mas mĂŽ, tipo euâŠ
-Vai dizer nĂŁo?!?
Ok, estou vencido.
-Estou errado.
-AHHHHHH! UHU! Admitiu!
Idiota, tabacuda, argh!
-Eu te odeio sabia? Porque tu nĂŁo pode simplesmente admitir teu erro?
Porque admitir o erro é se sujeitar a uma condenação, coisa que me treinei pra não deixar acontecer, ora bolas!
-Porque⊠ĂâŠ
-Idiota, eu te odeio por isso sabia?
-Tas vendo como tu Ă© nĂ©? Eu digo o que tu quer, e mesmo assim, tu fica me tratando malâŠ
-Ta bom
E ainda fica com cara feia⊠Mas esse sorriso de vitória, tenho que confessar que é muito lindo.
-Ta olhando o que?
-Posso olhar nĂŁo?
-NĂŁo Ă© meu!
-Ă?
à muito linda mesmo⊠Sou muito sortudo.
-Ă!
-NĂŁo Ă© meu.
Adoro roubar beijos!
-Eu deixei?
-E tem que deixar? Sou teu namorado.
-Idiota
Amo quando vocĂȘ me rouba um beijo! Sem porque, sem pra que⊠Amo vocĂȘ.
-IdiotaâŠ
-Eu te amo.
-Eu jĂĄ sei.
Orgulhosa dos infernos!
NĂŁo sei se estou certa em fazer isso, mas vou ser impulsiva uma vez na vida, aproveitar o efeito da bebida, e me deixar levar pela vontade.
Enquanto meus dedos dedilham pelas cordas do violĂŁo, sinto a vergonha corar meu rosto, ainda bem que tomei aquela tequila com gosto, senĂŁo, acho que nĂŁo suportaria todos os olhos voltados pra mim.
NĂŁo que eu seja tĂmida, vocĂȘ sabe que eu sou atĂ© meio extrovertida, Ă© sĂł que, quando eu era criança, e via o quanto minha mĂŁe sofria por causa do amor, eu jurei a mim mesma e para os cĂ©us, que nunca cantaria sobre o amor, nĂŁo sobre esse sentimento que parece ser tĂŁo bom, e sem as pessoas perceberem, despedaça seus coraçÔes. NĂŁo, eu sempre tive averssĂŁo ao amor, ele nĂŁo devia existir, era algo banal, que as pessoas inventaram apenas para acreditar que o mundo tinha algo de bom.
SĂł que vocĂȘ apareceu na minha vida, uma existencia errante, um cafajeste romantico. Nunca foi o mais lindo, nem o mais inteligente, apenas o que tinha as melhores palavras, nos momentos mais oportunos. Eu te repeli, te empurrei, esnobei, e ainda continuaste aqui, por que?
Hoje eu vou cantar sobre o amor por isso, porque vocĂȘ Ă© a Ășnica excessĂŁo. VocĂȘ e seu jeito tĂŁo estranho, despertou algo em mim que eu sempre tive averssĂŁo!
Agora que sinto a expectativa crescer nas pessoas que observam eu terminar de afinar meu violĂŁo, tambĂ©m me dei conta, que talvez o amor nunca tenha me abandonado, bem no fundo da minha alma, ele sempre esteve lĂĄ, com medo, tendo esperança de que um dia eu te achasse? Peculiar⊠Talvez seja sĂł o destino. O mais engraçado, Ă© que eu fiz de tudo pra obliterĂĄ-lo, eu ergui minha cabeça, olhei pra frente, e me agarrei a solidĂŁo, nĂŁo, eu nunca quis esse sentimento horrĂvel que poderia me destruir da noite pro dia, sempre vi pessoas a minha volta venerarem o amor, sempre o achei o sentimento mais pifio que poderia existir. Eu tinha que achar um caminho em que o amor nĂŁo fosse o centro das atençÔes, e eu encontrei, me distanciei dele, sĂł que vocĂȘ apareceu, porque vocĂȘ sempre Ă© a Ășnica excessĂŁo.
Sabe, eu deveria te odiar por isso, te odiar por ter destruido todos meus principios, meus gostos, meu jeito de viver, mas eu nĂŁo consigo. Porque acho que te amo. E por isso estou te cantando uma mĂșsica, talvez seja efeito da bebida, mas algo aqui dentro me diz que Ă© o tĂŁo idolatrado amor.
Queria muito acreditar, que vai ser diferente, do amor que eu jĂĄ vi acabar com as pessoas, mas eu sei que nĂŁo vai ser, vocĂȘ vai me decepcionar, eu vou me fechar, machucada, chorar vĂĄrios dias, e depois pensar âo amor Ă© odiĂĄvelâ, Ă© eu sei, sou uma garota deveras pessimista.
VocĂȘ me jura que Ă© excessĂŁo, como se soubesse o que estou pensando, talvez, sĂł talvez, numa remota possibilidade, começo a acreditar, que o amor pode ser algo bom, que o amor pode trazer felicidade, e que vocĂȘ vai ver, Ă© o meu âfelizes para sempreâ.
Ela vive sempre numa ilusão. Dificil é saber, se afetou seus olhos, ou seu coração.
De certo que ele nĂŁo Ă© um cara bom, mas, tecnicamente falando, a culpa Ă© toda dela.
Veja sĂł, ela jĂĄ se decepcionou inĂșmeras vezes com homens, e ao fim de um relacionamento, sempre praguejava sobre homens, e seus defeitos, jurava que ficaria solteira atĂ© ter rugas, ou atĂ© encontrar um que valhesse a pena de verdade. Se hipocrisia fosse crime, ela teria pego prisĂŁo perpetua.
NĂŁo estou sendo chato, ao afirmar que nĂŁo Ă© amor, afinal, se fosse amor, todos seus atos, seriam justificĂĄveis. NĂŁo, nĂŁo.
Ela simplesmente volta a cometer os mesmos erros, ou pior, abandona as amigas, finge que tudo é normal, e dedica mais que 100% para ele. Não percebe, que homens não podem ter tudo que querem, poucos são aqueles que quando estão no poder, mantém a cabeça no lugar.
O pior, Ă© quando sabemos que ela vai voltar a se decepcionar, o muro do castelo, que construiu de tijolo em tijolo, vai voltar a desmoronar. O principe vai parecer um bastardo, sĂł que dessa vez, as amigas talvez, nĂŁo estejam lĂĄ pra amparar, porque paciencia tem limite.
Ela Ă© egoĂsta, e atĂ© certo ponto, estĂĄ certa, altruĂsmo demais Ă© burrice. SĂł que ela nĂŁo tem bom-senso⊠Ă, nĂŁo vai ser legal de ver, quando os contos de fadas se revelarem falsos, novamente.
Mulher que doa o coração, nada mais faz que cair numa ilusão. Jå dizia o poeta.
Por definição. vĂcio: 1 Defeito 2 HĂĄbito 3 Costume condenĂĄvel ou censurĂĄvel 4 Uso de tĂłxico ou droga 5 Apego exagerado a algo, que nĂŁo faz bem.
Nessa história é um pouco de cada uma das definiçÔes.
Ă, ele jĂĄ era apaixonado, ele tinha sua metade, nos braços da namorada ele era feliz, tĂŁo feliz que quando estava ao lado dela, nunca tinha mais nada da cabeça. Mas era como se o efeito pasasse apĂłs alguma hora, Ă© como se a namorada fosse um entorpecente, que deixava ele bem, enquanto estivesse em sua presença.
PorĂ©m, sempre que estava meio afastado dela, sempre ele sentia o seu antigo eu clamar por liberdade. O cafajeste ainda tava ali dentro, trancafiado. E eis que surgiu uma nova pessoa em sua vida. Seu sorriso era como o pĂłlen de uma Aroeira, doce, inebriante, mas venenoso. E ele sabia que lhe fazia mal, que ele nĂŁo devia voltar a cativar aquela flor, mas⊠Quem disse que ele conseguia. Ela nada mais era que um vĂcio, que ele foi gostando, apesar de saber que nĂŁo poderia mantĂȘ-lo do jeito que queria, ela era daquele jeito⊠Perfeito para ele. Mas o destino tinha demorado pra apresentĂĄ-los. Ahh como destino Ă© cruel Ă s vezes.
A nova atriz desse palco, sabia do compromisso dele, sabia que no fundo, ele amava sua namorada, entĂŁo, apesar de querer, ela simplesmente nĂŁo cedia, porĂ©m, jĂĄ nĂŁo podia negar, que um algo mais sentia, e aĂ ficava entre a cruz e a espada, entre a consciĂȘncia de fazer o que Ă© certo e vontade de fazer o que Ă© errado, entre a sinceridade e a mentira.
O protagonista, sabia quem ele queria. Ele queria as duas, mas nĂŁo se pode ter duas pessoas, ou pelo menos foi o que ele aprendeu, e ele seguia, sendo um Ăłtimo namorado, um cafajeste deplorĂĄvel, pois lĂĄ no fundo, ele ainda tinha consciĂȘncia, de que, consumar o que sentia vontade, nĂŁo ia ser tĂŁo prazeroso quanto parecia. E aĂ ele se cansou, se cansou de mendigar o carinho da flor, pois, sua consciĂȘncia lhe mostrou, que ele nĂŁo podia manter dois amores. E aĂ ele tentou ter sĂł a amizade da flor, sĂł que era dĂficil, aquele sorriso, aqueles olhos, eram tentadores demaisâŠ
âUma pessoa nĂŁo pode ser de duas! Isso nĂŁo tem sentido algumâ
âClaro que pode, amor nunca faz sentido⊠Por exemplo, quando a gente Ă© criança, a gente Ă© do nosso pai e da nossa mĂŁeâŠâ
â⊠VocĂȘ sabe que Ă© erradoâ
âEu nunca disse que eu era o certoâ
ââŠâ
âNo fim a decisĂŁo Ă© suaâ
âVocĂȘ sabe o que eu decidiâŠâ
âEntĂŁo nĂŁo vou mais incomodarâ
âVamos deixar de nos falar?â
âNĂŁo, acho que nĂŁoâ
Ele sabia que era mentira, mas era como tinha explicado pra ela, mentiras, Ă s vezes existem para o bem.
E entĂŁo, um dia, passando por uma floricultura, ele viu, um lĂrio, que lhe chamou a atenção, uma flor bela demais para ficar na vitrine, merecia estar no colo de uma mulher que lhe envenenara. Ele a comprou, e covardemente a enviou, junto dela, colocou uma mensagem numa das pĂ©talas, e esperou. Era a mensagem que ela disse amar, e que recitou tantas e tantas vezes no ouvido dela, como cantada, mesmo sabendo que era errado, ele colocou lĂĄ, no lĂrio.
Esperou que pudesse a voltar a sentir o polén venenoso lhe deixar tonto. Mas nada aconteceu. Passaram se dias, meses, o tempo tomou tudo. Ele se casou com sua namorada, era seu destino afinal.
Um dia, o tear do destino, voltou a se mostrar cruel, ou simplesmente divertido; andando na rua, ele parou naquela mesma floricultura, para comprar um lĂrio para sua filha, e eis que viu uma moça um tanto quanto singular segurando a flor que fora comprar. Ele indagou.
âVocĂȘ gosta de lĂrios?â
âĂ um vĂcio que aprendi a ter quando moçaâŠâ
E sem perceber porque ele entoou.
â⊠olha sĂł, o que te escrevi, Ă© preciso força, pra sonhar e perceber, que a estrada vai AlĂ©m Do Que Se VĂȘâ
Os dois se fitaram, e ele percebeu aqueles orbes Ăąmbar que o envenenavam, deu um sorriso gostoso e disse.
âEntĂŁo ainda somos viciados nas mesmas coisasâ.
Margarida realmente nĂŁo sabe o que quer. EstĂĄ sempre lĂĄ, quando quer estar cĂĄ, e vice-versa. Esse negĂłcio de escolher, nĂŁo Ă© com ela, seu charme estĂĄ justamente, na confusĂŁo que dĂĄ pra perceber em seus olhos de Ăąmbar dourado.
Cabelo despenteado, vestidinho azul, seguindo na moda de Katy Perry, com seus cabelos cor de carmim ela segue chamando a atenção de inumeros pretendes, sĂł que ela nĂŁo tem pretensĂŁo sobre nenhum deles, simplesmente, porque seus desejos nĂŁo podem ser atendidos, seu passado foi marcado por inĂșmeras desilusĂ”es. TambĂ©m de trĂȘs ex, e dois amigos, ela prefere nĂŁo ter lembranças, simplesmente porque eles quiseram apenas ser egoĂstas.
Eu nĂŁo sei se ela me considera um amigo, espero que sim, eu nĂŁo quero nada alĂ©m do seu bem, porĂ©m, acho difĂcil que ela um dia perceba isso, mĂĄgoa se torna trauma com tanta facilidade. Fica fantasiando que o amor Ă© algo impossĂvel, e que a beleza do romance estĂĄ restrito as telas de cinema.
E assim, o tempo foi passando, ela se enrolando, dizendo que enquanto não achasse o certo, iria se divertindo com os errados, o problema é que ela nunca quis saber se eles eram o certo, ou o errado. Entre uma valsa e outra, ela vai mudando de ninho, pois o que mais tem medo, é de ficar sozinha. Mesmo sem querer se abrir com ninguém, pra ela o relacionamento nunca vai dar certo, tem validade.
Só que eis que aparece, um diferente, recitando cantadas de cafajeste, com uma voz rouca, esperando que ela inale seu charme. Ela se nega a admitir, diz que nada existe, que ele é ridiculo, por tentar algo tão⊠Sincero. Mas quem disse que ele desiste? Não, ele é apenas um louco que diz ser servo de Afrodite.
Eu desviei um pouco meu olhar, para observar minha amada dançar, e quando voltei meus olhos para Margarida, ela jå estava com aquela reação lenta, toda vez que ele sussurrava em seu ouvido, ela ficava com aquele tipo especial de sorriso, mesmo sem admitir, ela jå foi enlaçada pelo amor. Ele estå no caminho certo.
A moral, é que o amor acerta até quem tem aversão a ele. Margarida nunca soube dançar, mas agora ela começa a gostar de valsar. Agora vou me calar, e voltar a ver minha amada dançar.
-O amor nasce, sem anunciar sua presença, ele cresce, sem mostrar sua verdadeira face, se fantasiando de amizade, admiração, paixĂŁo ou atração, e aĂ, quando chega a hora da verdade, quando se depara com a saudade, ele inflige dor, uma dor que sĂł Ă© gerada por amor.
à como um parasita, que entra sem ser convidado, se alimenta sem ter permissão, e vai ficando por ali. E como todo parasita, chega uma hora, que ele começa a destruir seu hospedeiro. Pelo menos ele normalmente é assim, só que a mågica do amor, estå justamente nisso.
Ele tem a habilidade Ășnica, de transformar seu hospedeiro, em uma pessoa melhor, normalmente, ele Ă© como qualquer doença, que sĂł destrĂłi, mas em casos raros, ele sĂł faz o bem, quando a saudade vem, ele torna tudo mais bonito.
-Mas o amor acaba machucando. e a saudade que vem desse tipo de amor, dĂłi. e dĂłi muito.
-Claro, mas, Ă s vezes, em casos raros, o amor nĂŁo gera dor, gera cor, traz alegria, e a saudade, se torna nostalgia.
-Mas sabe o que Ă© pior? Ă quando sente nostalgia de algo que nĂŁo te fez bem. Se bem que a nostalgia me traz os melhores momentos.
-Nostalgia por definição é algo bom; Saudades por definição é algo que nos faz falta. Saudade ou é agonia, ou é nostalgia.
Ele era AQUELE cara. Todo mundo gostava ou simpativa com Lilo, ele sempre estava sorrindo, conversando sobre todos os assuntos, dando bons conselhos, enfim um dos caras mais populares que existem. Talvez por carisma, talvez por manipulação mesmo, ele tinha muitos amigos e amigas, e tinha uma namorada.
âMulher namora quando gosta de um homem, ou quando estĂĄ carente. Homem namora quando uma mulher gosta dele, ou quando precisa tirar uma fama ruim.â Dito e feito, ele conheceu Celah, aquela menina bonita, e acima da mĂ©dia, que lhe custou um tanto de insistĂȘncia. Ele precisava desfazer o boato de que era um cafajeste, e afinal ela gostava dele e tava carente. EntĂŁo⊠Porque nĂŁo?
Ah, Celah, ela era feliz. Lilo era tudo que ela precisava ter. Ele era carinhoso, atensioso, dava presentes, e criava declaraçÔes sempre que possĂvel, nĂŁo deixava o namoro cair na rotina, era ciumento quando tinha que ser, e arrumava uma briguinha vez por outra, nada anormal. Ela amava ele.
Bem, digamos que Lilo gostava dela, mas acho, que nĂŁo era amor. NĂŁo o mesmo amor, ele vivia soltando cantadas a cada esquina, nĂŁo que traisse ela, pelo menos ele pensava âeu sĂł faço flertar, trair nunca!â. E seguia com sua vida, sem perceber que jĂĄ estava iniciando um erro que todo homem costuma a cometer.
Anel de compromisso, juras de amor eterno, Celah estava no paraiso. SĂł que Lilo nĂŁo, o namoro estava bem demais, sĂł que ele precisava trair, pra se sentir superior, e o fez quando teve oportunidade.
Ele nunca teve um motivo pra trair. Isso porque traição nunca tem motivo. âTrair nĂŁo tem motivo, justicativa ou causa. Trair Ă© oportunidadeâ. Foi isso que Lilo colocou em sua mente, e seguiu em frente como a maioria dos homens indiferentes.
Celah, nunca soube disso, na verdade, de uma hora pra outra, ele decidiu ir embora, nĂŁo precisava dela, e as juras de amor ficaram ao vento. Ela nĂŁo podia acreditar, nĂŁo queria acreditar, mesmo depois de trĂȘs anos, que ele, Lilo, seu namorado, seu melhor amigo, o homem que lhe fez ver o mundo cheio de cores, nĂŁo iria mais voltar.
Pobre Celah, ela aprendeu a amar, uma pessoa que vulgarizou o verbo amar.
Eis, que depois de vĂĄrias cervejas, vĂĄrios copos de gummy, e meio litro de vodka com sprite eu estava conversando com uma menina perfeitinha. NĂŁo, Ă© sĂ©rio, ela era perfeita, e eu fiquei louco pra ficar com ela, porĂ©m (talvez por eu estar meio grog), eu disse a ela âsĂł vou ficar contigo daqui hĂĄ mais ou menos um mĂȘs, quando eu resolver minhas pendĂȘncias amorosas e tu tambĂ©mâ, ela sorriu corada e concordou.
A noite foi madrugando e a gente lĂĄ conversando, era incrĂvel como a gente sempre tinha um novo papo! As opiniĂ”es eram iguais, estava tudo perfeito, sĂł que ai ela teve que ir embora, e eu como galanteador nato, que cumpre as promessas que fez, na hora da despedida dei apenas um selinho nela, me segurando com minha força mĂĄxima! (atĂ© hoje me surpreendo como eu consegui me segurar nesse dia).
Ela foi embora, e o lugar que deixou vago entre eu e minha vodka foi ocupado por uma amiga minha que estava bĂȘbada e sem seu namorado, ela se sentou e começamos a conversar. SĂł que ai chegaram as amigas dela, a Ășnica importante Ă© Bella (esse nĂŁo era o nome dela, mas vou chamĂĄ-la assim, porque foi como eu chamei ela durante Ă noite, ou quase isso).
Bella estava bĂȘbada e implicando comigo. Começou a me desafiar, a fazer coisas, e de repente, bebeu minha vodka! Ora bolas, como ela pode beber minha vodka? Eu queria ficar embriagado e a Ășnica bebida da festa era a minha vodka! Que garota mais incoveniente! Eu fiquei muito irritado, mas aĂ eu comecei a olhar pra ela melhor, ela era⊠Lindinha atĂ© demais, tĂŁo linda que me fez esquecer daquela outra com quem eu tinha passado a noite conversandoâŠ
-VocĂȘ estĂĄ me molhando se nĂŁo percebeu⊠â eu avisei a ela quando Bella me levou para a chuva.
-Quem mandou vocĂȘ me morder? - ela respondeu divertida.
-Eu vou te derrubar na chuva, sua feia â eu disse sei sorrir.
-NĂŁo vai nada. E eu nĂŁo me chamo feia - ela amarrou a cara para mim. EntĂŁo eu fiz o improvĂĄvel e a peguei no colo, levei a atĂ© a chuva, e depois dei um rodo clĂĄssico nela. (âŠ)
-Seu idiota! â ela conseguiu me pegar depois de corrermos a festa inteira (bĂȘbados felizes sĂŁo assim mesmo)
-VocĂȘ duvidou, nĂŁo tenho culpa que vocĂȘ Ă© gorda.
-Meu nome nĂŁo Ă© gorda! â ela olhou para mim e me mordeu no pescoço, depois disso eu fui e tasquei um beijo nela.
