đđ» acc6.top đđ» Letstalk chuyá»n quyá»n sá» hữu tĂ i khoáșŁn
Sabe qual era minha meta?
Mudar meu coração de poeta,
Mas ele nĂŁo muda jamais,
Vai ser sempre como Ă© agora,
Tolo, fraco e incapaz.
Eu me machuco por sua causa,
Mas meu amor nĂŁo vai embora,
Cada vez mais e mais, sem pausa
Ele insiste em retornar a toda hora
Os meus dias brilhantes,
E até mesmo as noites geladas,
VĂŁo ser docemente esquentadas,
Pwlo seu sorriso contagiante.
A experiĂȘncia que ganhei,
Depois de tudo que jĂĄ passei,
Me fez ter uma força inacreditåvel,
Mas nĂŁo serei capaz de dormir,
Vou virar essa noite sem parar de refletir,
Pois nĂŁo importa, isso sempre vai se repetir,
As brigas sempre vĂŁo existir.
Revive de novo e de novo, porque Ă© amor,
VocĂȘ nĂŁo pode culpar minha emoção,
Porque deveria saber que ela jamais desvanecerĂĄ,
Essa emoção jamais se acabarå,
Jå estå bem presa no coração,
NĂŁo tem como arrancar...
DĂȘ-me um sorriso e terei dias brilhantes,
NĂŁo seja indiferente tĂŁo de repente,
NĂŁo importa o quanto estejamos distantes
Com um sorriso seu, o frio vira quente.
Quanto eu tenho que fazer para te amar?
Todo dia ao me lembrar do nĂłs, volto a me apaixonar...
As palavras dançam no ar,
E tudo que venho a poetizar,
Ă para poder te homenagiar.
Quanto mais me separo de vocĂȘ,
Mais eu percebo que vocĂȘ Ă© preciosa para mim
E que tendo ou nĂŁo um porquĂȘ,
Eu vou sempre estar errado no fim.
Toda vez que te procuro,
Te encontro dentro do meu coração,
E percebo que sem vocĂȘ nĂŁo tem futuro,
SĂł o vazio da solidĂŁo.
As ondas passam por mim,
As lembranças voltam a memória,
A imensidĂŁo do horizonte nĂŁo tem fim,
A solidĂŁo faz parte da minha histĂłria.
Desde que perdi de vocĂȘ,
NĂŁo consigo me sentir feliz,
O mundo perdeu a razĂŁo de viver,
Sem vocĂȘ sou sĂł verniz.
Grãos de areia dançam no ar,
A brisa vem meu rosto acareciar,
Gaivotas planam sobre o mar,
E meu coração continua a te amar.
Sinto uma dor sem dĂł nem piedade,
Uma dor chamada saudade.
A maresia resseca meus lĂĄbios,
O sol timido vai embora,
A estrelas tĂŁo adoradas pelos sĂĄbios,
São tão sem graça agora.
Toda a cor do universo,
Foi levada da minha visĂŁo,
Quando um ser perveso,
Afastou de mim seu coração.
Coloquei uma carta engarrafada,
No mar para navegar,
Na esperança que um doce lufada,
Consiga nosso amor imortalizar.
Se tenho saudade,
Ă porque te amo tanto,
Que nem essa avançada idade,
Me impede de viver aos prantos.
Eu sei que nĂŁo vai tardar,
Para que eu te reveja,
Mas Ă© de martirizar,
Que agora do seu lado eu nĂŁo esteja.
Nossos meninos tentaram me convencer,
Que a vida Ă© assim,
Que eu tenho que viver sem vocĂȘ,
Mas para mim, jĂĄ Ă© o fim,
Viver sem minha preciosa jasmim.
Nos conhecemos de uma forma banal,
Mas compartilhamos anos de amor sem igual,
Sob o gentil farfalhar de flores,
NĂłs juramos eternos amores.
Eu queria te encontrar e fugir
Nas praias onde o sol vive a sorrir,
E nos campos cheios de tranquilidade,
Onde as nossas sombras repousam com serenidade.
Eu, vocĂȘ e a estação das flores
Eu vĂŽo, levado pelo vento,
E volto de novo puxado por um sentimento,
Como se tivesse acabado de acordar
De um sonho que estavĂĄmos a nos beijar,
Eu olho para céu e vejo o mundo cheio de cores.
VocĂȘ se dizia estar apaixonada,
Por meu sorriso brilhante,
SĂł eu conhecia cada detalhe da sua risada,
Eramos mais que simples amantes,
Nosso amor era perfeito, de todos os jeitos.
A promessa feita sob o céu de sete cores,
"Vamos eternizar nossos amores'
Refizemos um para o outro por tantas vezes,
Mas ela nĂŁo foi cumprida depois de meses.
Eu, vocĂȘ e o cĂ©u cheio de beija-flores,
O vento me desperta gentilmente,
Eu me pergunto se, agora, vocĂȘ tambĂ©m esta olhando,
Para o céu a sua frente,
O mesmo céu das sete cores.
Eu lutei por aqueles dias,
Em que misturavamos tudo com excesso de alegria,
E as marcas deixadas por eles sĂŁo insubstituĂveis,
Os tesouros de mais altos nĂveis.
Eu, vocĂȘ e a estação dos amores,
Eu vĂŽo, levado pelo vento, e retorno com um pensamento,
Minhas interminåveis emoçÔes transbordam para fora de mim,
E lågrimas preenchem meu coração com flores,
NĂŁo sei se Ă© alegria ou tristeza enfim.
Eu, vocĂȘ e o desabrochar das flores,
Eu vĂŽo, levada pelo vento, e um sorriso ostento,
Carrego comigo um futuro que ainda nĂŁo posso ver,
Eu olho para cima e vejo um céu de sete cores,
Desejando que no meu caminho vocĂȘ volte a aparecer.
Desde que te encontrei,
Tudo passou a fazer sentido,
Um homem feliz eu me tornei,
E olhando para trĂĄs,
Parece que ainda nĂŁo tinha vivido.
Sempre que vocĂȘ sorria,
Era um sinal de que a felicidade,
Estaria presente no meu dia,
Com vocĂȘ tudo tinha vivacidade.
Tudo o que eu desejo,
à ter para sempre seus laços,
Ter para sempre seus beijos,
E seus abraços.
Ă tĂŁo bom comemorar nossas bodas,
Quando estamos juntos,
A felicidade Ă© nossa compranheira,
A alegria estĂĄ em todos os assuntos,
Sou feliz de segunda a segunda-feira.
Desde que vocĂȘ partiu,
Tudo ficou sem cor,
A realidade simplesmente descoloriu,
Até a paz sumiu,
NĂŁo sei viver sem seu amor.
Sempre que olho para as lembranças,
Tento acordar de um pesadelo,
Pois tenho a esperança,
De poder acariciar novamente seu cabelo.
Tudo que o quero,
Ă que me levem o quanto antes,
Todo dia a minha hora espero,
Para acabar com essa dor constante.
Ă tĂŁo bom relembrar nossas bodas,
Sonhar novamente com vocĂȘ,
Mas Ă© horrĂvel acordar,
E chorar até o entardecer,
Porque não posso te abraçar.
JĂĄ fazia alguns dias,
Desde o ultimo sorriso de alegria,
Do pobre espantalho de alma apaixonada,
Pela doce bailarina na estante aprisionada.
Não estava prestando atenção em nada,
Tanto que seguiu em frente...
E de repente,
Se viu numa loja de presentes...
Um ser em especial chamou sua atenção,
Um sapo de pelĂșcia segurando um coração.
Se ele possuisse um em suas mĂŁos,
Talvez conseguisse libertar a bailarina de sua prisĂŁo.
'Ei senhor sapo elegante...
Poderia ajudar um tolo amante?
Desde que o vi na minha frente
Quis fazer uma pergunta pertinente'
'Ao me chamar de sapo tirasse a minha elegĂąncia,
Sou Tico, um conselheiro para a infĂąncia,
E um amigo para a maturidade,
Mas fale espantalho, em que posso te ajudar de verdade?'
'Bem é que percebi que estais a segurar um coração...
SerĂĄ que nĂŁo poderias dĂĄ-lo pra um necessitado irmĂŁo,
Que anseia em salvar de uma prisĂŁo,
O que chamam da vida a razĂŁo'
'NĂŁo sei qual o seu problema,
Mas vou te ajudar com esse dilema,
NĂŁo Ă© de um coração que vocĂȘ precisa,
Ă de uma chave dourada e lisa.
Ela serå a solução,
E não esse falso coração,
Mas ei, eu tenho uma condição,
Peço que me leve na sua missão'
O Espantalho nĂŁo entendeu direito,
O que quis dizer o astuto sapo faladeiro,
Mas achou ser mais direito,
Seguir em sua jornada com um companheiro.
Mas serĂĄ que nele poderia confiar?
SerĂĄ que a tal chave ele iria achar?
E o mais importante:
SerĂĄ que ele e a bailarina seriam de fato eternos amantes?
O sol na minha face,
A brisa doce do oceano,
Tocando a minha pele,
A areia massageando meus pés.
Um clima tĂŁo relaxante,
Mas essa maresia,
Traz muita nostalgia,
Mesmo que dias eu passe,
Vou sempre me sentir infeliz.
Pelo menos por agora,
Até que eu a reveja,
Aquela linda sereia,
Que no meu coração relampeia.
Sou sĂł mais um humano,
Que desocupado e sem fé,
Acabou se apaixonando no verĂŁo.
E como me apaixonei!
Meus olhos ficaram fascinados,
Quando nela reparei,
Ali foi mais que paixĂŁo.
Conheço palpitares de coração,
E aquele, daquela hora,
Foi bem mais que especial,
EU nĂŁo o deixei ir embora.
Guardei ele na lembrança,
Alimentando uma esperança,
Que aquela menina docemente bordada,
Com instrumentos divinos,
Pudesse fazer parte do meu destino.
Cada virtude dela Ă© descomunal,
E hoje eu suponho,
Que jĂĄ nĂŁo posso dormir sossegado,
Pois ela invade todos meus sonhos.
E acho que comecei a acreditar,
Que com ela os contos de fadas,
Talvez eu possa realizar.
Ter um final feliz...
Seria realizante.
Mas sĂł se vai ser,
Se ela quiser que seja.
Por isso vou fazer de tudo,
Inclusive colocar a disposição,
Todo o meu conteĂșdo,
O bom e o ruim,
Para que ela veja,
Que ela conquistou tudo de mim.
Toda noite, todo dia,
Eles nĂŁo param de aparecer,
Esses olhos de maresia,
Sempre vĂȘm me embevecer.
Nos espelhos, nas estrelas, no luar,
Os olhos de maresia,
Parecem estar em todo lugar,
Como se fossem obra de magia.
E a cada nova aparição,
Mais perfeitos sĂŁo!
Pobre dos meus olhos cheios de covardia,
Sempre sĂŁo hipnotizados de tal jeito,
Que despertam alguns efeitos...
Quase que insanos.
E mesmo que se passem vĂĄrios,
Ou apenas poucos anos,
Esses apelĂneos olhos de maresia,
NĂŁo vĂŁo sumir do meu imaginĂĄrio...
Eu nĂŁo sei explicar o porquĂȘ,
Eu sĂł sei...
Porque aos vislumbrar uma sĂł vez,
Senti que me apaixonei!
Por esse olhar que trasborda nostalgia,
Um olhar cheio de maresia...
Um olhar pertencente a vocĂȘ,
E Ă© onde se esconde talvez,
A minha eterna alegria.
Brincadeiras a parte,
Ela simplesmente me roubou tudo.
Apareceu assim, e roubou tudo!
Como uma gatuna misteriosa.
Tudo que eu chamo de arte!
Todos os versos que eu componho!
E todo o seu conteĂșdo...
Hoje Ă© tudo dela.
Primeiro ela apareceu,
Como quem nĂŁo queria nada,
Mas minha alma percebeu,
Que por ela poderia ficar apaixonada.
EntĂŁo num noite de incontĂĄveis horas,
Ela roubou os meus sonhos...
Todos sĂŁo dela agora,
E mesmo eu tentando esquecer dela,
NĂŁo dava mais...
Sua presença é muito contumaz!
EntĂŁo essa ardilosa gatuna,
NĂŁo se contentou com meus sonhos,
E roubou mais uma das minhas lacunas.
Dessa vez levou meu coração...
De um jeito tĂŁo... TĂŁo...
Cheio de uma simétrica perfeição,
E ainda fingindo não ter essa intenção.
EnĂŁo eu precavido como sou,
Escondi meus pensamentos,
Para que ela nĂŁo os levasse,
Mas nĂŁo teve escapatĂłria...
Ela penetrou nas minhas memĂłrias,
E conquistou meu imaginĂĄrio,
Com suas atitudes misteriosas,
Ficou ainda mais deliciosa.
Esse seu obtuso talento,
De me conquistar cada vez mais,
De uma forma tĂŁo eficaz,
Fez com que me orgulhasse do que fiz:
De ter deixado ela me conquistar.
Nem consigo descrever,
Nem se pudesse utilizar,
Todas as palavras de um dicionĂĄrio,
Essa gatuna roubou todo meu ser,
Mas eu estou feliz.
Porque agora meus sonhos sĂŁo dela,
E com eles ela transformarĂĄ,
Uma simples e branca tela,
Numa romĂąntica aquarela.
Meus pensamentos sĂŁo dessa morena,
Que com sua beleza serena,
E ofuscante de uma forma tĂŁo plena,
Meus neurĂŽnios envena.
E meu coração...
Ah esse jĂĄ nĂŁo tem jeito nĂŁo...
Ela jĂĄ o tem na sua mĂŁo.
Caminhando pelos mangues,
Mergulhando nos açudes,
Sempre pensativo,
Sigo como pescador de histĂłrias.
Sou a reuniĂŁo das memĂłrias,
Daqueles que nĂŁo tem voz,
Os que vivem sem viver,
Que nasceram pra morrer.
Os esquecidos pela sociedade,
Que são a ralé da cidade.
SĂŁo eles que eu sou.
NĂŁo sei pra onde eu vou,
SĂł sigo vivendo,
E aos poucos aprendendo.
A cultura popular,
Ă que faz o meu o pensar.
Vivo sempre Ă deriva,
Sem me importar onde quer que eu viva,
Vou sempre ter uma ideia boa,
As complicaçÔes sempre tem saĂda.
Vejo todo dia reflexos no rio,
De um pobre coitado,
Que estava apaixonado,
E se iludiu acreditando na reciprocidade,
De um sentimento que nĂŁo tem piedade.
Vivo a pescar todo dia num rio de escuridĂŁo,
Onde jå não hå esperança,
De resgatar nenhuma lembrança,
De felicidade do meu coração,
Que foi destruido por uma amorosa ilusĂŁo.
Pescador Ă© assim mesmo,
Ninguém acredita nele.
Ninguém aceita nada dele.
Esse sou eu,
Mas um pescador da vida.
Queria poder ajudar meus irmĂŁos,
Os que sofrem sem opção.
Eu sofro porque errei,
E nem ao menos tentei,
Concertar tais erros.
JĂĄ as pessoas que tento ajudar,
Eles nĂŁo tem do que reclamar,
Tudo sempre foi assim,
Injusto... Sem futuro.
JĂĄ pra mim nĂŁo.
Se hoje estou na escuro,
Ă porque deixei escapar o carmesim,
Deixei muxar o amor e a jasmim,
Por isso nĂŁo sinto pena de mim.
Não quero auxilio de ninguém,
Só anseio que um outro alguém,
Entenda a dor dos nossos irmĂŁos,
Que nĂŁo tem oportunidade,
De vislumbrar a tal da felicidade.
Ajudem-nos, um ato de benevolĂȘncia,
NĂŁo vai mudar sua vida em nada,
Mas irĂĄ mudar a vida deles,
Que nunca tiveram nada.
Quem sou eu?
JĂĄ fui poeta sonhador,
O palhaço chamado Pierrot,
Hoje sou sĂł um iludido pecador.
Que chora por nĂŁo pĂŽr cor,
Na vida de quem realmente,
Sente a mais famigerada dor,
Aquela que nĂŁo some,
O monstro chamado fome.
Eu espero ser o luar do seu céu,
EntĂŁo venha para que eu te balance,
Para que eu mostre o sentimento humano,
Que tinge o meu mundo.
Deixe eu velejar pelo oceano,
Que estar dentro do seus olhos,
Explorar seus segredos profundos,
Admirar as estrelas refletidas,
Nessas suas orbes escurecidas.
Suas provocaçÔes me enfeitiçaram,
De um jeito que faz com que tudo,
Faça eu me relembrar do seu sorriso,
TĂŁo ofuscante que me faz agir bobamente.
Agora suavemente apague as luzes,
Carregue com vocĂȘ no bolso nosso romance,
E uma pitada de coisas que vocĂȘ
NĂŁo quer ver com o tempo desaparecer...
São eles que seu céu estão se iluminando.
Agora estrelas eles estĂŁo se tornando,
Se juntando a minha presença,
Para iluminar sĂł vocĂȘ.
VocĂȘ ficarĂĄ tĂŁo orgulhosa...
Se hoje estou aqui,
Ă apenas para vocĂȘ, apenas por vocĂȘ,
Para tornar sua vida maravilhosa.
Abaixo do seu céu,
EstĂĄ o meu mar,
Que sempre vem a oscilar,
Junto aos seus sentimentos.
VocĂȘ nĂŁo conseguirĂĄ ir muito longe,
A distùncia pode até aumentar,
Mas daqui a um tempo vocĂȘ vai perceber,
Que jå não pode fugir do meu coração,
Muito menos dos meus pensamentos.
Vou te levar para sentir a maresia
Para que nosso amor o vento venha espalhar,
Para que vocĂȘ cheire a ĂĄgua salgada,
Ela vai te fazer suspirar.
Depois eu quero te levar,
E experimentar da nostagia,
De navegar num barco de remar,
Para uma longĂnqua ilha.
SĂł para eu ficar sĂł com vocĂȘ,
Eu, vocĂȘ, o cĂ©u e o mar,
Vamos ver o sol nascer juntos finalmente,
Nada de vĂȘ-lo em lugares diferentes,
Vou ficar sĂł a me apaixonar.
E eu sei que todo dia vou me apaixonar,
Mesmo com meus sonhos que estĂŁo mudando,
Todos eles sĂŁo desprezĂveis,
Comparado com seus sorrisos irresistĂveis.
Mesmo que eu queira tĂȘ-la,
NĂŁo posso fazĂȘ-lo por hora,
Assim como nĂŁo posso agora,
De presenteĂĄ-la com as estrelas.
Ela e seu sorriso maroto,
Me faz voltar a suspirar,
Como quando eu era um garoto,
Que acabara de se apaixonar.
O jeito como ela me provoca,
Quase que toda vez, meu coração sufoca,
E seus olhos de um modo inocente,
NĂŁo param de viciar a minha mente.
Toda noite eu vejo seu rosto,
E depois de admirĂĄ-lo com gosto,
Sinto o sabor de seus lĂĄbios,
TĂŁo doces e enebriantes,
Que se tornaram viciantes.
Ăs vezes eu suponho,
Que ela fez porque quis,
Tomou conta dos meus sonhos,
E agora nĂŁo sou dono nem do meu nariz.
Mesmo que ela nĂŁo queira nada,
Eu sou um poeta deveras contumaz,
E sei que so vou encontra minha paz,
Quando tivermos um final feliz,
Digno do mais belo conto de fadas.
A cada passo que dou para frente percebo o quanto minha busca estĂĄ distante de ser alcançada. E cada passo que dou Ă© uma nova tentativa de encurtar essa distĂąncia. JĂĄ dei passos largos, curtos, em marcha rĂ© e para os lados, mas todos foram importantes para eu nĂŁo voltar a usar dos mesmos passos. Os meus passos na verdade sĂŁo minhas tentativas de descobrir quem sou eu. JĂĄ tentei descobrir a resposta dando passos no sinuoso caminho no amor, e falhei. JĂĄ tentei encontrar a resposta do afortunado caminho da amizade, e falhei. JĂĄ tentei na minha familia, e falhei. Mas eu sempre continuo a tentar. NĂŁo Ă© porque eu sou brasileiro e nĂŁo desisto nunca, Ă© sĂł que se eu jĂĄ tentei uma vez, porque nĂŁo duas? TrĂȘs? Quatro? Infinito? NĂŁo Ă© otimismo, Ă© sĂł que nĂŁo vejo nenhuma vantagem em desistir por covardia de falhar. A covardia anda ao lado do arrependimento, e a cada passo que dou na minha busca, mais percebo que nĂŁo quero voltar a me arrepender. E sabe, as falhas foram mais beneficas para mim do que qualquer acerto, porque com elas eu ganhei experiĂȘncia, e isso nĂŁo tem valor. ExperiĂȘncia para nĂŁo errar de novo, estĂĄ certo que Ă s vezes eu repito um erro, mas Ă© porque eu ainda sou uma criança, brincando de ser adulto. E graças a essa experiĂȘncia passei a criar personagens para agradar as pessoas ao meu redor, personagens que fazem parte de mim Ă© verdade, mas que nĂŁo sĂŁo a minha verdadeira essencia, sĂŁo uma fração do que aprendi com meus erros. Tudo porque eu tenho medo de parecer arrogante demais, por nutrir um amor-prĂłprio muito grande. Longe de eu me achar perfeito, a perfeição Ă© mĂłrbida. Eu tenho defeitos, e muitos. E adoro isso, pois sei que assim continuarei a errar e sĂł assim poderei ter aventura na minha busca. Uma busca que precisa ser dada de passo em passo, para que eu nĂŁo perca nenhum detalhe. Uma busca que sĂł um tolo feito eu poderia entrar, uma busca pelo Amor e pela Felicidade, pois sei que eles estĂŁo aĂ em algum lugar, mas precisamente em alguĂ©m. E sigo caminhando, com uma pitada de romance no bolso, para que um dia possa passĂĄ-lo adiante quando meu objeto for alcançado.
Lily nĂŁo quer mais esperar,
Sua guitarra ficou na janela,
E poderĂĄ se molhar.
As nuvens cobriram o céu,
E até os desenhos no papel,
Borraram na mĂŁo dela.
Piso no acelerador,
Para nĂŁo vĂȘ-la chateada,
Mas ela parece entediada...
Sua vida nĂŁo tem cor.
Olhos de esmeralda,
As vezes sĂŁo tĂŁo frios...
VocĂȘ poderia me fazer um favor?
Desperte desse vazio,
E me conte sua histĂłria.
Depois de conferir sua guitarra,
Ela pegou duas cervejas,
Para contar do seu passado,
Começo a me interessar mais ainda,
Por essa garota misteriosa.
São instigantes lembranças...
Que moldaram um garota singela,
Ăs vezes ausente,
Com pensamentos diferentes.
Ela me perguntou se acreditei...
Acho que ela foi sim uma rainha,
Na verdade ela ainda Ă©,
SĂł nĂŁo percebe que seu reino mudou.
Seu reino deixou ser sua casa,
Assim que ela voou,
Com suas flamejantes asas,
E num certo coração pousou.
Hey Lily, seu reino é meu coração,
E por mais estranho que pareça,
A cada novo poema que componho,
Sei que te realizo um sonho.
EntĂŁo nĂŁo se importe,
Eu estou aqui por vocĂȘ,
E permanecei independete da sorte,
Até a minha morte...
Assim estĂĄ bom?
Ou vocĂȘ ainda quer outro tom?
Te darei um beijo,
E posso oferecer uma flor,
Mas meu coração...
JĂĄ estĂĄ em sua mĂŁo.
Papai me ensinou a nĂŁo perguntar,
A curiosidade me fez desobedecer,
Palmadas tive que levar,
Mas e daĂ?
Sempre Ă© bom espairecer.
Prometi ser um bom garoto,
Deveria ser quietinho,
Mas nĂŁo Ă© meu tipo,
Sempre fui muito maroto.
Ele sempre me desejou advogado,
SĂł porque eu falo bastante,
Mas percebeu de uma forma frustante,
Que sou muito relaxado.
Tomara que nĂŁo o tenha decepcionado,
Afinal ser um poeta,
E também professor,
à algo que faço com muito amor.
MamĂŁe disse pra eu rezar,
Que papai do céu,
Sempre iria me ajudar,
E talvez meus desejos realizar.
Pra eu me comportar bem,
SenĂŁo ficaria de castigo,
Mas sempre fui treloso,
Eu sabia que nĂŁo era legal,
Mas era meu natural.
Com seu abraço como abrigo,
Aprendi a ser carinhoso,
E assim ela percebeu que comigo,
NĂŁo teria nenhum problema,
SĂł vĂĄrios poemas.
Eu sou quem eu quero ser,
Mas só sinto meu coração bater,
Quando penso nela,
Quando estou com ela,
E faço poemas sobre ela.
Os espinhos sĂŁo para quem,
Pensa em enganar a flor.
Para aquele alguém,
Que procura causar dor,
Nas suas pétalas cheias de cor.
Mas os espinhos também,
Ăs vezes produzem temor,
Naqueles que querem o bem,
E uma prova de amor,
Da rosa cheia de pudor.
Foi assim que o zangĂŁo,
Apesar de muito valente,
Sentindo que a rosa era indiferente,
Ao seu coração,
Acabou tendo de recuar,
Para nĂŁo continuar a se machucar.
Ele nĂŁo recuou porque era covarde,
Mas porque jĂĄ tinha se enganado,
Na ultima vez que tinha se apaixonado,
E nĂŁo queria reabrir naquele belo fim de tarde,
Seu mais profundo machucado.
Foi aĂ que ele voou para longe,
Experimentou de outros pĂłlens,
JĂĄ a rosa se amargurou,
Acabando por baixar seus espinhos,
Para outros que passaram por seu caminho.
Ambos acabaram arrependidos,
Perceberam com um pouco de azedume,
O motivo por continuarem sozinho:
O zangĂŁo por nĂŁo ter insistido,
E a rosa por nĂŁo ter dado uma chance,
Ao zangĂŁo e seu projeto de romance.
Mas agora eles estavam distantes,
O zangĂŁo jĂĄ nĂŁo podia sentir o perfume,
Que a rosa jogava no ar,
Em tempos constantes,
Para que ele pudesse voltar.
E assim tudo ficou por um triz,
Agora eles dependiam do vento,
Para que realizasse seu relacionamento,
Acabando no final feliz.
Agora sĂł vento poderĂĄ dizer,
Se cabe ao zangĂŁo a linda flor merecer,
E se a flor terĂĄ uma nova chance,
Para que finalmente o amor alcance.
Reescreva
Seu mundo nĂŁo Ă© tĂŁo perspicaz,
Sua vida nĂŁo te satisfaz,
Amigos e o amor ficaram para trĂĄs,
VocĂȘ tropeça no seu caminho,
Sem entender porque estĂĄ sozinho.
VocĂȘ esqueceu de como era sorrir,
SĂł segue um estranha rotina,
Esperando o sol se abrir,
Sob uma tosca vontade divina.
EntĂŁo tome controle da sua vida,
Pegue a chave e dĂȘ partida,
Reescreva, risque e reescreva,
Cada erro, cada parte que o incomoda.
NĂŁo se apegue a modas,
Reescreva cada linha,
Queime as pĂĄginas ruins,
Realize o que vocĂȘ imagina.
Faça da sua vida o que te dĂȘ gosto,
NĂŁo aguente mais lĂĄgrimas pelo rosto,
Apague tudo e todos que o atrapalham,
E construa um belo jardim.
Não deixe ninguém se meter,
SĂł realize o que vocĂȘ venha a querer,
Reescra cada pĂĄgina errada,
Crie seu prĂłprio conto de fadas.
VocĂȘ Ă© dono do seu nariz,
E sĂł se importe se vocĂȘ Ă© feliz,
Não deixe ninguém controlar seu futuro,
Reescrava cada verso,
Que te deixa no frio e no escuro.
Rime com a vida,
Faça a pena dançar no pergaminho,
Realize seus desejos,
Roube alguns beijos.
Transforme sua vida em felicidade,
Coloque alegria em seu caminho,
E pronto, vocĂȘ nĂŁo estĂĄ mais sozinho.
DĂȘ um suspiro de cansaço,
E faça o cata-vento girar,
De pouquinho em pouquinho,
As cores dele vĂŁo te alegrar,
Como se fossem meu abraço.
Siga pelo seu caminho,
Mas nunca esqueça de mim,
Eu estou aqui te esperando,
Aguardando sua decisĂŁo,
Admirando um pĂŽr-do-sol carmesim.
Como queria de volta meus sonhos antigos,
Mas eles tiveram que se despedir,
Porque jĂĄ posso carregĂĄ-los comigo,
HĂĄ tempos que nĂŁo consigo dormir.
Largue as petĂĄlas da nossa flor,
Numa cardiosa brisa,
Quem sabe vocĂȘ nĂŁo precisa,
Ver as lembranças do nosso amor,
Voarem de forma imprecisa.
Jå não esqueço o nome 'Ana Luiza',
Vai e volta na minha cabeça,
Meu coração impede que eu esqueça,
O feitiço não me deixa jamais,
E sĂł tenho um pouco de paz,
Quando fico observando o cata-vento.
O amor nĂŁo acabarĂĄ nunca mais,
Ame sempre, o amor Ă© a liberdade em pessoa,
A sensação que o amor traz,
Ă realmente muito boa.
O mundo gira e gira com o tempo,
Assim como cata-vento gira pelo vento,
Todos mudam com o tempo,
E nĂłs dois nĂŁo somos uma excessĂŁo.
Mas se seguirmos nosso coração,
Se ponderarmos razão e emoção,
Talvez consigamos ser como o cata-vento,
Que ao girar com mais intensidade,
Demonstra uma linda serenidade.
Duas cores tĂŁo originais,
Se misturam e se tornam descomunais,
Numa fusĂŁo linda, uma tĂȘnue miragem,
Que se assemelha ao amor,
Na sua mais bela paisagem.
A fusĂŁo de duas personalidades,
Em torno de uma unica razĂŁo,
A felicidade que sĂł encontrarĂŁo,
Se tiverem estabilidade,
De ficarem juntos eternamente.
Ă isso no que quero acreditar,
Que nĂłs dois vamos formar,
Nosso prĂłpio cata-vento,
E que fiquemos a girar,
Pela força do nosso relacionamento.
Coragem Ă© um sentimento nobre que força os seres humanos num momento de insanidade a se arriscar desnecessariamente por uma razĂŁo normalmente imbecil. Essa Ă© a minha definição de coragem, e com isso vocĂȘ percebe que sou um adepto da covardia. Sim eu sou, nĂŁo tenho vergonha de admitir, a covardia Ă© bem mais inteligente. Infelizmente tem horas que nĂłs, seres humanos, somos forçados a abandonar a covardia e nos inflar de coragem, Ă s vezes por sugestĂŁo de amigos, outra vezes pelo peso da nossa prĂłpria consciĂȘncia. Eu sĂł posso agirmar isso com tanta clareza, simplesmente pelo fato que jĂĄ fui covarde, e acabei de me forçar a ser corajoso. Eu sei como Ă© bem mais cĂŽmodo desistir das batalhas sem lutar, mas se o fazemos, algum tempo depois, pode ser muito tempo, ou pouco, nos arrependemos, e se isso Ă© realmente acontecer, posso lhe garantir que Ă© muitas vezes pior do que o tombo que vocĂȘ levaria caso se arriscasse. Portanto, apesar de a covardia ser bem mais atrativa e tentadora, Ă s vezes, sĂł Ă s vezes, seja corajoso, para nĂŁo se arrepender. Arrependimento Ă© um dos piores sentimentos do mundo, porque nĂŁo Ă© ninguĂ©m a nĂŁo ser vocĂȘ mesmo que estĂĄ lhe passando sermĂŁo, sua consciĂȘncia nĂŁo o deixa em paz, e sua paz desaparece totalmente. NĂŁo vale a pena, eu garanto, seja corajoso, pra nĂŁo se arrepender. PorĂ©m seja covarde quando lhe for coveniente, nĂŁo estou dizendo para vocĂȘ abandonar ninguĂ©m, covardia para com os amigos nĂŁo Ă© covardia, Ă© traição, seja covarde com vocĂȘ mesmo, seja egoĂsta, pense em vocĂȘ, e queira seu melhor antes mesmo de querer o melhor dos outros, cada um de nĂłs sĂł tem uma vida, eu mesmo sĂł tenho uma, e nĂŁo vou perder tempo priorizando os outros, sĂł priorizarei aqueles que eu amar, e esses sĂŁo muito poucos.
Nem eu sei em que direção,
Estou seguindo,
NĂŁo existe nenhuma seta,
E até que eu atinga minha meta,
JĂĄ vai ser tarde demais.
Talvez apenas meu coração,
Saiba pra onde estou indo,
Minha alma parece feliz,
De seguir por esse caminho.
Eu sei que o estou fazendo,
Talvez seja errado,
Mas mesmo assim estou fazendo,
SĂł dessa vez eu quero errar,
Nem que seja por um triz.
Eu cansei de estar sozinho,
Por isso hoje vou ser chato,
A sua curiosidade vai te ajudar,
Eu garanto que irĂĄ.
NĂŁo posso te dar nenhuma pista,
Porque hoje eu vou ser egoĂsta,
SĂł por esses dias,
Vou deixar vocĂȘ estressada,
Mas promete que Ă© a Ășltima vez.
O Ășnico conselho que posso dar,
Ă que vocĂȘ pense no que fez,
E em como vocĂȘ esta agora,
Quando chegar a hora,
VocĂȘ irĂĄ saber o que dizer.
Desculpe por ser egoĂsta,
Mas eu tenho poucos arrependimentos,
E o Ășnico que tenho no momento,
Me consome totalmente,
Menos quando sou egoĂsta.
Amor Ă© abstrato,
NĂŁo existe de fato,
Estå na cabeça do humanos,
Assim como qualquer religiĂŁo,
Depende da nossa imaginação.
Se eu sonho com pianos,
Com liras e flores,
Paisagens cheias de cores,
E belas moças sorridentes,
Ă porque soum dos poucos crentes,
Na lenda do amor.
NĂŁo estou dizendo que Ă© ruim?
SĂł nĂŁo acho muito bom,
Ter a vida sempre sem tom,
Porque nĂŁo existe fim,
Na busca pelo amor.
E o pior Ă© quando uma paixĂŁo,
Conquista seu coração,
Principalmente numa época boa,
Em que vocĂȘ quer mais Ă© gandaia,
Alguns rabos de saia,
E ficar bebo Ă tĂŽa.
Não tem solução,
Amor nĂŁo combina com carnaval,
Talvez apenas com o natal,
E com o dia-a-dia,
Em que ele Ă© a Ășnica alegria.
JĂĄ sei o que fazer...
Inundar o coração de desilusão,
Pegar as esperanças e esconder,
E quando o carnaval acabar,
Se eu precisar, eu as vou resgatar.
Embora amor que nĂŁo deu certo,
Dificilmente eu vou querer por perto,
Mas talvez eu queira tentar,
Talvez eu goste de reconquistar.
