đđ» acc6.top đđ» Letstalk chuyá»n quyá»n sá» hữu tĂ i khoáșŁn
â Sabe o que vai acontecer com vocĂȘ se continuar?
â Sei o que acontecerĂĄ com todos se eu ficar.
Colo 1. A parte do corpo humano formada pelo pescoço e ombros. 2. Local onde o filho se sente protegido pela mĂŁe. 3. Abrigo (de amigo) 4. RefĂșgio para as horas tristes.
Os seres humanos nĂŁo nasceram para viverem sozinhos, nĂŁo a toa, sĂŁo uma das Ășnicas especies animais, em que a cria depende exclusivamente do auxilio da mĂŁe, por um longo periodo de tempo, seja por proteção, alimentação e aprendizado. Por viverem juntos, acabam por criar laços, vincĂșlos e relaçÔes especiais. Laços esses, que Ă s vezes, se tornam uma dependencia estranha.
Para cada ser humano, existem pessoas que sĂŁo especiais, nĂŁo por terem algo especial, apenas porque elas sĂŁo o âcoloâ desse ser humano. Comumente, essas pessoas sĂŁo as mĂŁes, os pais, irmĂŁos, ou alguĂ©m da familia, e Ă s vezes, alguĂ©m de fora, que vocĂȘ conheceu por conhecer, pelo destino mesmo, esses sĂŁo os amigos, os amoresâŠ
O colo de uma pessoa especial, nada mais é que o local onde nos sentimos mais seguros, onde derrubamos algumas, senão todas as måscaras, onde confiamos nossas verdades e mentiras, nossos defeitos e virtudes, tudo que vier a cabeça, sem ter medo do julgamento que virå, pois confiamos nesse julgamento.
Algumas espécies de aves, tem um local para voltar a cada nova estação, é lå que se sentem seguras para perpetuar a espécie, são os chamados ninhos. Para nós, seres humanos, os nossos ninhos, são um abraço apertado dessa pessoa especial, que nos aquece, protege, encoraja, fortalece e alegra.
O incrivel, Ă© que tem vezes que o nosso abrigo some, o local que cativamos tĂŁo bem, simplesmente some, e aĂ como ficamos? Para onde correr?
Por serem humanos, assim como nĂłs, nosso âcoloâ, Ă© instĂĄvel, e vulnerĂĄvel, que acaba por fugir, ou desaparecer, nas horas que mais precisamos, ou em horas que nem precisamos, mas que nĂłs queriamos que estivessem ali, de reserva, esperando por nĂłs. Isso porque somos egoĂstas, e sujeitos a esse sentimento, acreditamos que dividir o abrigo, poderia nos fazer perdĂȘ-lo, e aĂ temos ciĂșmes, bobos ou nĂŁo. Porque o abrigo Ă© nosso, queremos que ele sempre esteja ali, esperando para nos atender, nos ajudar, nos levantar, mas nĂŁo Ă© assim. Seres humanos sĂŁo um ninho, que precisam de outro ninho, e assim por diante, porque somos carentes, ou seja, Ă s vezes o colo Ă© recĂproco, porĂ©m, por existirem pessoas defeituosas, nem sempre a reciprocidade garante segurança desses ninhos.
Havia aquele garota, que dizia nĂŁo sentir, conquistava dizendo nĂŁo querer, e na verdade sempre queria. Ela era egoĂsta o bastante, para gostar de ver vĂĄrios garotos atrĂĄs dela. NĂŁo que ela consumasse as conquistas, apenas, os enebriava com seu charme, e os fazia âseusâ, suas reservas, seus abrigos, as amigas dela atĂ© reclamavam, que ela tinha mais amigos, que amigas.
Só que também existia esse garoto, despreocupado e livre, que acabou por ser cativado por ela, e respondeu com carinho, ela o colocou no banco, e ele não se importou, continuou sua vida. Isso a intrigou, a fez correr atrås dele, e consumar o sentimento, desaparecendo logo depois. Ele ligou algumas vezes, mais para saber noticias dela, do que para tentar continuar a consumar o sentimento, mas ela o esnobou.
Ele seguiu sua vida, fluindo mais uma vez, e ela ficou ofendida, no começo, depois foi atrås. E aà eles seguiram, se perpetuando um ao outro, a um relacionamento estranho. Em que ele sabia que ela nunca seria dele, e ela sabia que ele não iria parar sua vida para tentar suprir as falhas emocionais dela. Eram o ninho um do outro, porque cada tampa tem sua panela, mesmo que ela não se encaixe perfeitamente, só de tampar, jå estava de bom tamanho.
Independente da diferença, dos defeitos, das falhas. Era onde se sentiam seguros, e onde iriam procurar abrigo, quando tudo o mais falhasse.
Com sutileza, com saudade, um reencontro. Para ele foi estranho revĂȘ-la depois de tantos desencontros, ora bolas, eles jĂĄ nĂŁo eram mais o que deveriam ser.
Uma ideia louca, ele nĂŁo pensou duas vezes, ligou, e disse âdesce, tou chegando por aĂ em 5 minutosâ, escutou uma pausa do outro lado e um âta bomâ, e pronto, isso foi o suficiente. Acelerou o carro, cheio de ideias na cabeça, ideias nem boas nem ruins, ideias que nĂŁo passavam de loucura, atĂ© certo modo.
Daniel sorriu quando passou pelo segundo semaforo amarelo pensando ânossa estou realmente apressado, ok vou diminuir, nĂŁo posso dar tanta moralâ e foi indo mais devagar, nĂŁo que ele estivesse menos ansioso.
Isabel se olhou no espelho rapidamente e deu de ombros se encaminhando pra porta da frente ânĂŁo Isabel, vocĂȘ nĂŁo vai se arrumar nem se perfumar pra eleâ.
Acontece que nenhum dos dois queria dar o braço a torcer, estavam afastados, e nem sabiam o porque, ela tinha relatado isso em uma das noites anteriores, dizendo que âparece que vocĂȘ nĂŁo faz mais questĂŁo de mimâ, enquanto ele sempre mudava de assunto de uma forma tenaz.
Quando ele chegou na portaria, não precisou nem pedir para o porteiro chamå-la, jå estava ali sorridente. Um abraço de mais de cinco segundos, onde o tempo parou, para os dois, e para o mundo. Troca de sorrisos, e comentårios afiados.
-Sabe o que eu tava pensando esses dias? Uma viagem minha⊠â ela ergueu a sobrancelha como se pedisse para ele continuar â nossos nomes terminam com âelâ, o meu começa com D, que Ă© a terceira consoante do alfabeto, o teu com I, que Ă© a terceira vogal, ambos tem seis letrasâŠ
-Que viagem doida hein?
-Ă eu sei, e ainda somos ambos de EscorpiĂŁo, tu nascesse no dia 04 e eu dia 09, sendo que D Ă© a 4ÂȘ letra do alfabeto e I Ă© a 9ÂȘ⊠Sem contar os sobrenomes⊠Gosto dessas viagens, numerologia⊠à bizarro, mas Ă© legal⊠â ele parou de falar olhou pra ela, e os dois cairam na gargalhada, era sempre assim.
Conversinhas bestas, relatos de casinhos ao acaso para provocar ciumes, e ele com sutileza, e grande destreza, aos poucos ia ganhando terreno, sem nem saber pra quĂȘ, sĂł gostava de vĂȘ-la corada.
-VocĂȘ confia em mim?
-Claro que confio.
E ela deixou ele beijar sua testa dizendo âbeijo na testa quer dizer respeitoâ, deixou-o tocar seu nariz com os lĂĄbios enunciando âaqui quer dizer carinhoâ, em seguida nas bochechas âaqui Ă© amizadeâ, uma pausa no queixo âaqui Ă© que te queroâ, e por ultimo parou seus lĂĄbios a poucos centimetros dos dela falando âe aqui Ă© que te amo, mas nĂŁo vou fazer issoâ.
Os dois cairam na gargalhada, ela corada deu de ombros, e ele riu mais ainda.
-Como se eu fosse te beijar.
-Ah, mas tu ia. â ele falou com toda a certeza do mundo, como sempre fazia.
-Puft. Ia demais.
-Ă assim sempre, o homem tem que andar 90%, a mulher os outros 10.
-Como assim?
-âHitch, o conselheiro amorosoâ nunca assistiu?
-Assisti, faz um tempĂŁo! NĂŁo lembro de mais nada.
-Bem ele diz que o homem avança 90% e depois a mulher avança os outros 10, não é bem assim, antes que o homem chegue aos 90, a mulher ja começou a avançar os 10, porque ninguem espera um beijo parado não é?
-Hmm.
-Besta â e ele deu um peteleco na sua testa.
Mais um pouco de conversas de provocaçÔes e ciumes, e ele anunciou sua partida, nem deveria estar ali, estava no seu horårio de almoço, e ia ter que comer um espetinho as pressas para que sua chefe não pedisse que ele fizesse hora extra.
-Antes disso, vem cĂĄâŠ
-Sai Dan! â ela tentou se desvencilhar dele, mas aos poucos deixava ele chegar mais perto. â vocĂȘ ta vendo que Ă© vocĂȘ que tĂĄ avançando os 100% nĂ©?
-Eu nĂŁo me importo com vocĂȘ⊠â e ele roubou uma mordida dos seus lĂĄbios, ela nĂŁo reagiu, era a Ășnica forma de impedi-lo, ela jĂĄ sabia disso, por experiencias anteriores. â tem certeza entĂŁo? â ele disse sorrindo.
-Tenho â ela se levantou quando ele afrouxou o aperto â vem eu te levo lĂĄ na saĂda.
-Hmm â ele foi calado atĂ© que chegaram na escada entre o mezanino e a portaria, colocou dois dedos no abdomen dela, parando-a de frente pra ele, e a tomou nos braços.
-Daniel, nĂŁo.
-Porque nĂŁo?
-Nunca dĂĄ certo isso.
-Pra mim sempre dĂĄ certo. â e ele mordeu seus lĂĄbios, mordeu como sĂł ele sabia fazer.
-NĂŁĂŁĂŁo⊠â ela ofegou em meio aos beijos dela, e nĂŁo resistiu mais, deixou-o fazer o que queria, pois era o que ela tambem queria.
Os dois aprofundaram o beijo, e, de repente, pararam.
-Satisfeito?
-Muito. â ele sorriu e desceu as escadas calmamente.
-NĂŁo deviamos fazer issoâŠ
-Mas nĂłs fazemos, Ă© o que somos. â ele pausou, deu um grande abraço nela, e sussurrou em seu ouvido â eu te amo.
-Tambem te amo â ela falou intensificando o abraço, e sem querer, acabou deixando-o ir.
Quando o porteiro abriu o portĂŁo pra ele sair, ela disse.
-Vai, e vĂȘ se coloca juĂzo na tua cabeça!
Ele pausou, olhou-a de lado de um sorriso e virou para frente falando, para que ela nĂŁo visse o sorriso largo que se estendia em seu rosto.
-Ela jå tem, quem não tem, é meu coração!
E levantou a mĂŁo num aceno de despedida, abrindo o carro com o alarme. Eles eram assim, nada muito simples, nem muito complicado, sĂł se amavam, sem precisarem monopolizar um ao outro.
Os dias passam sem eu ter percebido
Seguindo um fluxo estranho
Deixando um vazio sem tamanho
Fazendo perceber que a vida nĂŁo tem mais sentido
NĂŁo estou querendo instigar suicidios
SĂł sinto que continuar assim Ă© um martirio,
Mas nĂŁo irei desistir,
Pois vim a este mundo com um destino a seguir
O destino representado por um ditado
Que diz "Se tiver de acontecer,
IrĂĄ acontecer!", independente do meu querer
E pra min sĂł sobra adiar, ou nĂŁo o momento
Pois tĂŁo imprevisivel quanto o vento
O destino Ă© o senhor do tempo
Por seguir tal filosofia
Decidi transpor minha pequena sabedoria
Em loucos e enigmĂĄticos poemas
Criados para ajudar outros a disolverem seus dilemas
Vou tentar, em versos resumir
O que com com o tempo aprendi
Sobre essas tais decepçÔes
Arrasadoras de coraçÔes
Falarei sobre as mais complicadas,
São as duas que com as puras emoçÔes
Estão mais fortemente enlaçadas:
Amizade e amor, delas vĂȘem as piores decepçÔes
Alguém pode dizer que a decepção amorosa
Ă todas a mais furiosa
Devastadora de sentimentos
Eu, com meus pensamentos,
Tenho uma diferente opiniĂŁo
Se pode chamar alguma de a pior decepção
EntĂŁo essa Ă© a causada pela amizade
Pois mostra a nossa verdadeira fragilidade
Simplificando tudo:
Quando se decepcionar com o amor
Ainda lhe restarĂĄ um escudo
Para aliviar a sua dor
Essa Ă© a amizade...
Mas e quando a decepção for essa fraternidade
Quem vocĂȘ escolherĂĄ para expĂŽr sua fragilidade?
E lå ia ele, sem prestar no caminho atenção
Era mais um desses inumeros filhos de AdĂŁo
Que todos os dias perdem mais uma dasliçÔes
Ensinadas naquela lendåria criação
E sem perceber tragados sĂŁo
Para um mundo cheio de desilusÔes
Ia alegre e entusiasmado
SĂł por estar bobamente apaixonado
Por aquela filha de eva
Que tĂŁo pura parecia ser,
Mas que sem perceber passou a ter
A mais sombria das trevas
E nenhum dos dois percebeu tal fato
Até que um acidente envolvendo um pobre gato
A fez mostrar sua verdadeira face
Uma dignissima e fria classe
Diante da ceifadora silenciosa e calma
Que vinha lhe roubar a alma
Foi aĂ que ele percebeu a grande ofensa
Que sua amada cometeu ao ignorar a morte
Sem perceber que estava abusando da sorte
Ao encarå-la com total indiferença
Pobre criança, foi levada tão jovem
Pela foice que os tĂșmulos movem
Levando consigo também o inocente coração
Daquele coitado filho de AdĂŁo
Que outrora era tĂŁo sorridente
Agora acabou por ser tĂŁo cruelmente
Para com aquelas pessoas que ficam comovidas
Com o final de uma qualquer vida
Pobre e tolo filho de AdĂŁo
TĂŁo jovem e tĂŁo inocente
Nunca percebeu que para a Morte
NĂŁo importa o quĂŁo seja forte
Sempre terå um vulneråvel coração
Que possa ser emagado cruelmente
E foi sĂł quando solitĂĄrio morreu
Que lembrou daquela lição
Ensinada ao seu antepassado chamado AdĂŁo
E finalmente percebeu
Que nĂŁo deveria anseiar mulher aleia
SenĂŁo acabaria preso numa viciosa teia
Tecida pelo pobre coitado
Que teve seu amor roubado
E acabou por inconscientemente desejar
A morte daqueles dois foram se amar
Sem se importar com seus sentimentos
Geradores dos frios pensamentos
Culpados pela infortĂșnia sorte
Que abateu os amantes com a morte
Vejo terra o bastante
Para alimentar aquele montante
De pessoas que ifestam as cidades
Afligidas por um monstro de verdade
Pessoas vivendo pior que animais
Animais sobrevivendo de formas banais
Tudo porque lideres irracionais
Acham que sĂŁo superiores ou melhores
E nĂŁo percebem que eles sĂŁo demais
Pobre frutos de uma mesma ĂĄrvore
Do jeito que falei, pensas que sou engajado
Com esse triste e sombrio assunto
Que faz no mundo milhÔes de defuntos
Mas nĂŁo... Estais redondamente enganado
Eu me omito tanto que me sinto um pouco culpado
Como pode nosso paĂs tĂŁo bonito
Ainda mantes esse horrĂvel problema
Isso deve soar até esquisito
Para quem vĂȘ de fora
Que não tenhamos esse resolvido até agora
Esse chato e triste tema
Culpa toda de uma aristocracia
Que também não é culpada pela sua crueldade
Afinal els sĂł repetiam a realidade
Criada por uma ambiciosa burguesia
Desejosa por derrubar as tiranas monarquias
Essas sim as culpadas de verdade
Pelo status atual da nossa sociedade
Foi estudando histĂłria que isso percebi
E ainda notei que eu também recebi...
Na verdade nĂŁo sĂł eu
Todos os conteporĂąneos meus...
Que recebemos uma educação
Para continuar com essa sociedade de secessĂŁo
E como eu cheguei a essa conclusĂŁo?
Foi sĂł porque olhando a janela do ĂŽnibus tive a visĂŁo
E a triste e chocante noção
Que para a maioria da minha amada nação
Não existe sequer uma oportuna opção
Eles terão de continuar nessa desolação
Esperando no mĂĄximo uma cardiosa mĂŁo
Que nunca lhes darå uma salvação
O que leva uma pessoa a escrever poemas?
Simplesmente por alivio aos seus problemas
Garanto que Ă© uma Ăłtima valvĂșla saĂda
Para as afliçÔes de sua vida
Sei muito bem que isso pra muitos Ă© piegas
Mas meu coração aliviado não nega
Que sem eles estaria bem mais estressado
E agora estou bastante relaxado
Garanto a vocĂȘ que independente do tema
Ă maravilhos contruir um poema
Pelo menos para eu me sinto realizado
Quando vejo tudo rimando e organizado
E ainda fazendo do meu passado
LiçÔes para quem tiver por ele se interessado
Não estou fazendo para agradar ninguém
Ăs vezes faço para prestigiar um especial alguĂ©m,
Mas isso praticamente nĂŁo acontece
Porque a pessoa prestigiada jĂĄ recebe o carinho que merece
E nĂŁo precisa de umas poucas rimas
Para levar seu astral para cima
E por mais ridicĂșlo que o tema seja
Espero que a mensagem vocĂȘ veja
Pois se nĂŁo consegue vĂȘ-la
Ă porque ainda nĂŁo Ă© bastante maduro
Ou simplesmente um pouco imaturo
Mas no futuro com certeza vai percebĂȘ-la
Nesses estranhos devaneios diĂĄrios,
Que tenho em todos os horĂĄrios,
Acabo olhando pro nada.
E na frente dos meus olhos surge uma escada,
Vinda de uma inexplicĂĄvel estrada...
NĂŁo sem como chego a essa estrada...
SĂł sei que o caminho dela Ă© calmo,
E seguindo devagar de palmo a palmo,
Passo por cidades frias e caladas.
Então chego numa gélida porta,
Que parece ser o fim dessa paisagem morta.
E ao passar pelo portal tenho uma surpresa,
Estou numa paisagem amplamente acesa.
Cheguei ao perfeito lugar para descansar,
Lugar em que em sonhos venho relaxar,
Mas belo que qualquer paisagem,
Que meus olhos tiveram em vida passagem.
SĂł que com um grande solavanco,
Percebo que cochilo num de ĂŽnibus banco.
E sorrio, por estar a ver navios...
Pois ainda estou muito distante dessa paz,
O Ășnico lugar que eternamente me satisfaz.
Fico impressionado com a cor,
Que aquela singela flor,
Continua ao vento expor
Mesmo depois de tudo que sofreu..
SĂł por querer ver que mais uma vez,
A escura e fria noite se desfez,
E seu amor, o sol, finalmente renasceu.
E aqueles sapatos ali Ă secar...
Que a pouquissimos segundos,
Estavam a levianamente pisar,
Em outra flor desse triste mundo.
Agora estĂŁo a relaxar,
Na brisa que aquela doce flor,
Fez o vento fazer com amor...
E Ă© por isso que admiro tanto,
Porque ela nunca fica aos prantos,
Segue em frente, tentando ser indiferente,
Absorvendo qualquer adversidade,
Transformando nessa bela habilidade,
De fazer tudo se apaixonar
Pela sua cor que com dificuldade,
Todo dia ao seu amor utĂłpico vem mostrar
Nossa amizade surgiu num vulto
E apesar de termos, Ă s vezes nos afastado
Quero sempre contar contigo
Podes nĂŁo ser o mais culto
Mas com certeza Ă© o melhor ombro amigo
E por isso quero sempre estar ao teu lado
Ă com certeza o amigo mais estranho
Que nĂŁo percebe que ao ser desse jeito ridicĂșlo
Cria em todos um grande forte vincĂșlo
Capaz de unir as mais diferentes personalidades
Em um sentimento sem tamanho
Chamado de amizade
Eu nĂŁo sei qual o seu prestigio
Mas tu Ă© um grande amigo caio remigio
E espero que continuemos a sair
Pra eu dançar estranhamente
E quando eu e rafinha bebermos até cair
Tu possa estar la pra zombar da gente
Quero poder ainda ver vocĂȘ dando mais um fardo
Durantes suas brigas de namorado com ricardo
Ă... Sei lĂĄ... Ă muito dificil sobre ti falar
Por isso em uma frase vai resultar
Minha opiniĂŁo sobre seu jeito de passar
Ăs um cara que apesar das besteiras
Que acabas fazendo de segunda a sexta-feira
Ă o Ășnico que conheço que nĂŁo tem medo de amar
E de num relacionamento mergulhar
Com toda a força só para ter o gostinho de se alegrar
E essa Ă© sua caracteristica que sempre fico a admirar
Pego logo ali da tĂŁo conhecida estante,
Um mundo maravilhoso tĂŁo compacto,
Que ainda me causa certo impacto,
Perceber como ele Ă© revelante,
Pois sempre funde meus, divergente:
Coração e mente.
Olho ao redor, a procura marca-texto de mĂŁo,
E a percebo ali no meu campo de visĂŁo.
Pesco entĂŁo uma bela flor do vaso,
Enebrio-me com seu suave gosto,
E assim um sorriso surge no meu rosto,
Pois apesar dos costumeiros descasos,
Ainda consigo ser um homem bravo,
Por continuar do amor escravo.
Despenco na velha rede,
E admiro o reflexo na parede,
Desse infinito céu azul celeste,
Que tĂŁo bem a tarde veste.
Ă Naqueles momentos em que resolvo descansar,
Deitado numa rede, deixo palavras me levar,
Para qualquer outro lugar.
Que seja agraciado por uma belo romance,
Um lugar que sĂł um bobo alcance.
E quando eu pauso a minha leitura,
E visualizo na minha mĂŁo direita,
Essa flor que nĂŁo tardarĂĄ a ser desfeita.
Tento colocar nos meus olhos uma figura:
O seu belo seblante,
Que apesar de tĂŁo distante,
No meu coração, tem presença constante.
Afinal, essa distĂąncia,
Até que tem sua elegùncia,
Pois ela gera uma ambigĂŒidade,
A angustiante e romĂąntica saudade.
Sabe aquelas relaçÔes dificéis de definir?
Que dĂĄ vontade de vocĂȘ do coração banir,
E ao mesmo tempo de eternamente insistir?
Acho que acabei, mesmo que sem total noção,
Colocando tal telação em meu coração...
Não sei onde ela começa e tem fim...
SĂł sei que Ă© mais ou menos assim:
Ădio absurdamente Mortal,
Amor mil vez mais que Eterno,
E uma Amizade que ultrapassa a Infinidade.
Isso tudo vai sobreviver ao inverno,
Porque sempre me ajuda a superar qualquer mal...
Tornando-se assim maior que qualquer fraternidade.
Pode atĂ© parecer bastante clichĂȘ,
Mas isso Ă© sĂł para quem o dia-a-dia nĂŁo vĂȘ,
Por que se algum dia vier a ver,
Facilmente vai perceber,
Que nĂŁo Ă© um Ăłdio qualquer,
Ă um Ăłdio inverso, independente de como eu estiver.
Parece estranho que um Ăłdio seja tĂŁo importante,
Mas nĂŁo tem como esse ser repugnante,
Deixar de ser um alicerce da miha vida,
Hoje em dia, NĂŁo consigo deixar farpas despercebidas,
Eu as alimento, pois apesar de me irritar,
Sei que estarĂŁo ali para me cofortar,
Mesmo que eu nĂŁo vĂĄ precisar.
Ă um amigo que com orgulho considero um irmĂŁo,
Afinal onde vocĂȘ encontra tal relação,
De Ăłdio e amor juntos de forma tĂŁo normal,
Além de numa relação fraternal?
Luan deve ter algo bem pessoal,
Que o torne tĂŁo especial,
Porque garanto que Ă© complicado,
Ter que aturar ele do meu lado.
E foi assim que ganhei um cabuloso castigo,
O de ter um Ăłdio inverso como amigo,
Um Ăłdio que conto para me irritar,
Ăs vezes, sĂł as vezes me alegrar,
Ou só para das situaçÔes ruim me tirar.
NĂŁo tem como, esse Ăłdio jĂĄ faz parte do ramo,
Que floresce no meu coração bem devagar,
E por isso digo, ei Ăłdio, te amo.
Continuo assim.
Vivendo a espera de um estopim,
Eu aproveito o momento...
E esponho todos meu sentimentos...
Eu admiro Ă© o carinho...
Pois Ă© o Ășnico caminho,
De deixar me deixar feliz,
Sem ter que explorar o mundo com meu nariz.
O que mais prezo Ă© a fidelidade,
NĂŁo existe nada mais eterno que a amizade.
Sempre abrirei mĂŁo,
De qualquer razão por uma emoção.
E se um dia eu ficar solitĂĄrio?
SerĂĄ que vou encontrar um novo amigo?
Ou vou apenas me esconder no armĂĄrio,
Temeroso que ninguém mais queira estar comigo...
NĂŁo... Vou continuar seguindo em frente,
Pois novamente, a emoção tornarå meu caminho surpreendente.
Continuo assim,
Vivendo a espera de um glorioso fim,
Aproveito cada mudança do vento,
Para tornar reais meus pensamentos...
Eu admiro Ă© o respeito,
Pois jamais Ă© desfeito,
Por qualquer discussĂŁo ou briga,
Ă imponente como uma metĂĄlica liga...
O que mais prezo Ă© inteligĂȘncia,
NĂŁo existe nada que torne melhor a convivĂȘncia.
Sempre abrirei mĂŁo,
De qualquer emoção por uma razão.
E se um dia eu ficar solitĂĄrio?
SerĂĄ que vou querer outro companheiro?
Que ao me abandonar se mostrou ordinĂĄrio...
NĂŁo... Acho que para eles sĂł o que importa Ă© o dinheiro...
Vou continuar a seguir sozinho,
Por esse racional caminho.
Eu encontrei, quando jĂĄ nĂŁo sabia se desistia,
Achei finalmente a minha verdadeira utopia,
Não aquela que nunca vai ser acalçada,
Encontrei a minha utopia para ser abraçada.
Uma utopia que quando fala me faz sorrir,
De um jeito que sĂł ela me faz sentir
Esse acelerar estranho no meu coração,
Um misto de nervosismo e felicidade,
Que jĂĄ nĂŁo acontecia hĂĄ tanto, que jĂĄ estava com saudade,
Dessa deliciosa emoção, dessa estranha sensação.
SĂł nĂŁo sei se ela Ă© como meus sonhos passados,
Aqueles que apesar de tudo jamais foram totalmente realizados...
Sinceramente nĂŁo sei o que sinto de verdade,
SĂł consigo saber que realmente estava com saudade,
Dessa sensação que faz meu coração palpitar com intensidade.
Isso me lembra a harmonia de todas aquelas cores,
Que vi na junção entre aquele verde e belas flores,
Acho que essa sensação que sinto quando vejo minha utopia
Ă a mesma que sentia quando eu ali no jardim via,
Que todos os sonhos poderiam se tornar realidade,
Todos os meus sonhos sĂŁo de verdade.
Por isso vou cultivar direitinho minha utopia,
Para que quem sabe num ensolarado dia,
Ela floresça e se torne tão estonteante,
Quanto a beleza e a harmonia contagiante,
Daquele belo jardim onde me escondia,
Para sonhar em encontra minha utopia.
Pois sei, que assim com aquele belo jardim,
Se minha utopia se tornar minha amante,
Ela jamais desaparecerĂĄ, pois o amor nĂŁo tem fim.
Pra quer se arrepender?
NĂŁo Ă© bem melhor continuar a viver?
Continuar a com os erros aprender,
E com orgulhos defeitos ter,
Pois seria uma burrice, tornar-se um perfeito ser.
Ă complicado lidar com arrependimento,
Eu sei porque todos jĂĄ vivemos esse momento,
Acho que Ă© o pior dos sentimentos,
Porque nĂŁo sĂŁo os outros que te machucam
Mas sim sua consciĂȘncia e seu ego que lutam
Para tentar manter suas escolhas sempre corretas
Deixando-o seguir, sem problemas, suas metas.
Foi assim que decidi viver,
Sem jamais ter do que me arrepender.
Ă um caminho difĂcil de se seguir,
Mas no futuro que a de vir,
NĂŁo vou me importar de olhar para o passado,
E ver que sempre fiz por onde nĂŁo me sentir culpado.
Na verdade, o arrependimento existe para nosso bem,
Mas ele simplesmente não me convém.
Aprender com os erros Ă© excelente,
Porém não vejo motivos para manter uma culpa latente
Por um passado que nĂŁo posso mudar,
SĂł posso no mĂĄximo me desculpar
E tentar nĂŁo repetir o mesmo errar.
Jovens deveriam sempre se arrepender
Para que quando velhor se tornassem
Para a próxima geração eles passassem
LiçÔes que todos deveriam aprender ao nascer,
Que errar Ă© perfeitamente compreensĂvel,
Ser perfeito Ă© que humanamente Ă© impossĂvel.
Por isso sou estritamente assim,
Não me arrependerei de nada até o fim.
E assim eu continu sendo intragĂĄvel,
Um bobo pierrot, apaixonado e vulnerĂĄvel,
BoĂȘmio, viciado nessa vida dispensĂĄvel,
E temeroso pelo fim desse mundo miserĂĄvel.
