đđ» acc6.top đđ» Letstalk chuyá»n quyá»n sá» hữu tĂ i khoáșŁn
A raposa Ă© a mais astuta
porque venceu a tal disputa
onde a premiação seria o simples coração
daquele que usa a razão pra expressar emoçÔes
o tolo poeta aqui ficou sem reação
ao ver aquele sorriso bobo e jeito meigo
que fizeram-no perceber que ainda era um leigo
quando o assunto era seu conturbado coração
me arrependo por ter perdido a oportunidade
pois agindo covardemente,
nĂŁo lutei por meus sentimentos de uma forma bravamente
e agora posso nĂŁo ter mais pela eternidade
a garota com o nome raposa
aquela que queria para ser minha esposa
LĂĄ estava uma calma sĂĄbia coruja
Observando uma gatuna raposa furtar
Seus ovos para se alimentar,
mas antes da ação terminar calmamente começou a falar
"Raposa astuta, antes que com meus ovos fuja
Tem algo a lhe dizer, algo para vocĂȘ aprender..."
Claro que a curiosidade da raposa teve de aparecer
E ficou lĂĄ esperando a coruja falar
"Aposto que jĂĄ escutou o leĂŁo alto rosnar
E para o vento entonar que o rei da selva nĂŁo?"
A Raposa concordou sem hesiação...
Ainda sem entender o motivo daquela conversação
"Pois saiba que o pobre leĂŁo
SĂł Ă© rei enquanto se mantiver guardiĂŁo
Das encostas rochosas e savanas
TĂŁo secas de um predador maior"
"SĂł pode estar brincando, nĂŁo hĂĄ besta pior
Que o leĂŁo de infinita gana!"
Respondeu a raposa, jĂĄ desinteressada nos ovos
Que deveriam ser alimentos novos
A ave sorriu e finalmente concluiu
"Apesar de astuta, és inocente
Por acreditar que tĂŁo bobamente
Que leĂŁo poderia debaixo da terra
Vencer a toupeira numa guerra
Ou que no interior das embaranhadas matas
Conseguiria derrubar o gorila, rei dos primatas.
O leĂŁo sĂł serĂĄ um grande rei
Enquanto obdecer a mais importante das leis:
A lei da natura, onde prevalece o mais forte
Independente de como o mundo se comporte...
Por isso não venha no céu da noite
Tentar um roubo a rainha do céu
Que irå considerar esse atentado com um açoite
E mostrarĂĄ que a astĂșcia nĂŁo o impede de passar pelo vĂ©u"
Assustada a raposa perguntou quando se encolheu:
"Se és a rainha do céu noturno, porque não me abateu?"
"Porque simplesmente estaria desafiando a lei
Que diz que a maior qualidade de um rei
Ă saber admirar a sabedoria de nĂŁo tentar nenhuma ousadia,
EntĂŁo cara raposa cuidado com que anseia
Para nĂŁo acabar presa em uma perigosa teia,
Ande agarrada firmente a precaução
E perceberå que força e sabedoria detalhes são
Da astĂșcia que ludibria o coração"
Deixe o tempo passar
NĂŁo tente impedĂ-lo de seguir
Tente nĂŁo se apegar
E quem sabe vocĂȘ volte a sorrir.
Ă o mundo vai mudar.
Lembre-se: o mundo nunca para de girar.
Admire as nuvens e deite no chĂŁo,
Deixe seu ser se perder na imensidĂŁo,
Deixe sua alma voar com sua imaginação.
Esqueça os problemas mundanos,
E lembre: vocĂȘ Ă© sĂł mais um dos bilhĂ”es de humanos,
Que jĂĄ existiram, existem ou vĂŁo existir,
Lembre-se: sempre dĂĄ pra voltar a sorrir.
As nuvens tão sempre ali no céu,
E se vocĂȘ se sente sĂłzinho,
Se tem ninguém para seguir pelo seu caminho...
Lembre-se: é lå repousam os que jå passaram do véu.
Continue sua hitĂłria, crie um novo prĂłlogo,
Dizem que todo epĂlogo Ă© um novo prĂłlogo...
NĂŁo se apegue ao felizes para sempre...
Lembre-se: sempre hĂĄ uma aventura nova Ă frente.
As nuvens estĂŁo aĂ para isso,
Para que vocĂȘ se lembre que o mundo Ă© maior,
Ă infinitamente maior do que estĂĄ a seu redor,
Por isso tudo, Lembre-se disso:
HĂĄ sempre um lugar para se ser feliz,
Mesmo que esteja muito distante do seu nariz.
SerĂĄ que algum dia
Terei uma nova chance?
Voltarei a ter alegria?
SerĂĄ que terei outro romance?
NĂŁo quero continuar, seguindo sozinho,
Quero alguém no meu caminho,
Quero apostar em um novo lance
Encontrarei a minha paz?
Voltarei a compor?
SerĂĄ que nĂŁo acharei jamais,
Alguém para ser meu amor...
Posso ser um louco, talvez sĂł insano,
Na verdade acho que sĂł um humano...
Posso ser chato, e ultrapassado,
Mas vou ter o amor voltar ao meu lado,
Vou voltar a viver um romance...
NĂŁo importa o quanto demorar, eu vou voltar...
Vou voltar a me apaixonar,
Finalmente vou sorrir...
Vou sorrir feliz,
Fazer o que sempre quis,
Vou voltar a amar,
Amar e acordado sonhar.
NĂŁo sou o Ășnico, atrĂĄs de felicidade,
Mas sou o Ășnico que dela tem saudade,
Aquele que quer na realidade,
Apenas voltar a ter estabilidade.
Voltar a ter um romance,
Ele vai estar ao meu alcance,
NĂŁo importa qual seja a chance.
Acho que foi brincando quando uma amiga disse,
Que se um dia ela a amizade visse,
Seria como um fim de tarde,
Daqueles sem nenhum alarde,
Daqueles em que se fica sĂł olhando a paisagem,
Esperando que o mundo pare naquele momento,
Que nĂŁo haja mais nenum prejuĂzo ou vantagem,
Só eperando que o tempo pare com a força do vento.
SĂł que ela sempre acaba, mas acaba mometaneamente,
Acaba assim de uma forma tĂŁo de repente,
Mas assim como no fim de tarde, ela vem novamente.
Igualzinho ao pĂŽr-do-sol que no fim do dia,
Desperta em todos seus observadores uma doce alegria,
Mas quando se vai deixa um estranho vazio,
Pois a noite sempre traz uma sensação de escuro e frio.
SĂł que no outro dia ele reaparece,
O pĂŽr-do-sol novamente acontece.
E por isso que Ă© tĂŁo semelhante com a amizade,
Pois ela pode ficar um tempo esquecida,
Pode ficar sem nenhuma vida,
Mas depois de um tempo acaba resurgindo,
Fazendo qualquer reecontro lindo.
Ăs vezes Ă© bom ter saudade,
SĂł assim dĂĄ pra saber o quanto Ă© importante a amizade,
E o quanto os laços invisivéis,
São inquebravéis e indestrutivéis.
Essa Ă© a amizade, um fim de tarde,
Um sentimento que arde,
Todos os coraçÔes de uma vez só,
E expremem todos num gostoso nĂł,
Que jamais pode ser desatado,
Um nĂł eterno e amado.
A brisa balança tudo,
As pétalas caem pelo jardim,
Folhas caem sobre mim,
A vida parece um absurdo.
Esse vento me faz suspirar...
Essas sensaçÔes...
Todas aquelas emoçÔes...
Voltam a me assombrar,
Acho que voltei a amar...
Vento vem bater,
Vem (meu) coração ler,
E facilmente perceber
O que sinto por vocĂȘ,
Vento vem levar,
E (meu) desejo realizar,
Encher minha vida de cor,
Levar para vocĂȘ o (meu) amor.
VocĂȘ acorda com o vento,
Acorda com um pesamento,
EstĂĄ pensando no nosso amor,
EstĂĄ lembrando daquela flor,
Que eu te dei,
No dia em que me declarei.
VocĂȘ quer me ver confuso,
VocĂȘ me trata como um intruso,
Mas me ama de verdade,
Tanto que todo dia morre de saudade.
Vento vem trazer,
O que vocĂȘ quer fazer,
Mas tem vergonha de dizer.
Vento vem buscar,
O que quero te contar,
Vem pegar minha paixĂŁo,
E levar até seu coração.
Eu te quero bem perto,
Sei que nosso amor vai dar certo,
Te quero como fogo e o ar
Quero Ă© te amar,
Por isso peço ajuda ao vento,
Para que acabe com meu lamento.
JĂĄ estou sem alento,
Ando todo desatento,
SĂł a espera de sua decisĂŁo,
Espero pelo seu coração.
Vento vem relaxar,
Vem me mostrar,
Que a vida foi feita para amar,
Vento vai te ver,
Levar meu ser,
Para perto de vocĂȘ.
Fomos criados com sorrisos,
Pregados em nossos rostos.
Eu sempre vivi sem me importar,
Sem perceber,
Que vocĂȘ nunca sorria de verdade.
Desculpe Sally,
Eu sĂł percebi que nossos sorrisos eram falsos,
Quando senti sua falta,
Nem mesmo Zero me alegra agora.
Fingi ser feliz,
Não é nada além,
De uma péssima distração,
Que nĂŁo lhe faz bem,
Mas meio que convém.
Apresso-me para te agradar,
Com um gentil aperto de mĂŁo,
Lhe dou um olhar bondoso,
Esperando que vocĂȘ entenda,
Que nĂŁo tem nada de maravilhoso,
Em fingir ser um outro alguém.
Ă sĂł mais um falso perfil,
Que vocĂȘ criou para nĂŁo se hostil,
VocĂȘ atĂ© me perguntou,
'Se a vida nĂŁo era muito vazia,
Qauando apenas vivemos por viver'
Eu nĂŁo soube responder,
Nessa hora foi minha incerteza,
Que te fez ver beleza,
Num mundo controlado por falsidade.
Eu devia ter dito:
'VocĂȘ ainda Ă© jovem,
TĂŁo boba e descuidada,
NĂŁo percebeu que a vida,
Ă sĂł um estĂĄgio passageiro.
E se continuar assim,
VocĂȘ vai acabar se dando mal...'
Mas eu nĂŁo disse algo tĂŁo bonito,
SĂł dei um longo suspiro,
E continuei a apressiar minha cerveja.
Agora vocĂȘ estĂĄ no seu quarto,
Trancada sem querer falar com ninguém,
Se a culpa pertence a alguém,
Acho que deve ser minha,
Por isso peço que vocĂȘ nĂŁo fique sozinha.
NĂŁo gosto de ver sua guitarra calada,
Escutando o fungar do seu nariz,
Enquanto vocĂȘ chora lĂĄgrimas,
Que deviam permanecer secas.
NĂŁo seja tarde demais,
Mas eu acho que ainda estĂĄ em tempo,
De eu dizer algumas palavras,
Para ajudar vocĂȘ a se reerguer.
'Podemos sempre ser fortes,
Para aguentar as dificuldades,
Que a vida nos traz,
Mas vocĂȘ sabe,
NĂłs nĂŁo precisamos ser fortes
Ăs vezes, alguns cortes,
SĂŁo bons para que possamos cicatrizar,
E recomeçar'
EntĂŁo Sally,
Posso ser o seu Jack,
Ou vocĂȘ ainda vai me penitenciar,
Por ser excentrico demais?
Vamos juntos nesse romance,
Cheio de piratas, heróis e vilÔes,
De sorrisos, lågrimas e coraçÔes,
Partidos ou apaixonados.
E a cada novo lance,
Aparecem novos personagens,
Nessa deliciosa aventura,
Com pĂĄginas inseguras,
E verbos muito animados.
Sempre existirĂŁo os capitulos triste,
Infelizmente isso existe,
Mas eles sĂł existem,
Porque sĂŁo essas pĂĄginas que emocionam,
Que fazem todos chorarem,
E torcerem ainda mais
Pelo sucesso dos mocinhos.
Mas Ă s vezes os protagonistas,
SĂŁo um tanto egoĂstas,
E acabam sozinhos.
Porém, o que prevalece é um final feliz,
Desenhado num quadro de giz,
Onde o tesouro Ă© encontrado,
E os coraçÔes apaixonados,
São entrelaçados.
Mesmo que a aventura seja dĂficil,
Que o herĂłi tenha que se espremer,
E passar por um problemĂĄtico orĂficil,
Tudo vai valer a pena,
Pois o tesouro sĂł tem valor,
Quando Ă© conquistado com suor.
E assim Ă© o amor,
Ele sempre estĂĄ ao seu redor,
Pois ele Ă© o objetivo,
Ou o verdadeiro motivo,
Dessa aventura insana,
Que Ă© a vida humana.
Chore, Grite e Sorria,
Se machuque, mas encontre a alegria,
VocĂȘ consegue, todo humano consegue,
Esta tudo empregnado no seu dia-a-dia,
Parece que foi colocado por magia,
Para que os humanos nĂŁo desistam.
Coloque romance no seu bolso,
Enxuque qualque lĂĄgrima insistente,
Que ficou em seu rosto,
Respire fundo e com gosto,
E siga em frente,
Daque a pouco, vocĂȘ voltara a sorrir,
VoltarĂĄ a ficar contente, novamente.
No fim, tudo serĂĄ por um triz,
E assim, no seu final feliz,
VocĂȘ vai estar no paraĂso,
Sem ter recebido nenhum aviso,
Rodeado de petĂĄlas de liz.
NĂŁo Ă© querendo ser chato,
Mas eu sei que vou sentir falta,
Dos bons e velhos dias,
Dos tempos em que tudo era diferente
Ă, talvez machuque dizer,
Mas eu quero que vocĂȘ fique,
Perto ou longe de mim,
Prefiro que vocĂȘ continue por aqui.
Quando eu era jovem,
Eu sei que me divertia?
Mas eu nĂŁo lembro como,
SerĂĄ que vocĂȘ consegue me fazer lembrar,
Maldita memĂłria que foi se perder.
Promessas, eu sempre disse que nĂŁo as quebraria,
Mas nem sempre consigo fazer o que quero,
Normalmente faço o que não espero...
Algumas promessas acabam se quebarando,
Antes mesmo de serem feitas.
Ainda bem que a vida nĂŁo Ă© perfeita,
Seria entediante nĂŁo ter nada pra concertar.
NĂŁo precisa gritar comigo,
Eu jĂĄ escutei esse discurdo antes,
Vindo da boca do meu melhor amigo,
Ah, minha ex também sempre dizia,
Que eu preciso aprender a mudar,
Mas eu nĂŁo gosto de mudar,
Ser idiota Ă© que Ă© bom.
Meu pai mandou eu tentar novamente,
Disse que me falta um pouco de vontade,
Acho que vou dar o melhor de mim,
Ă melhor do que ficar sentado sem fazer nada,
Olhando para uma garrafa de cerveja gelada,
Num entediante botequim.
VocĂȘ diz que quer ficar ao meu lado,
Querida, sua cabeça não estå certa,
VocĂȘ nĂŁo deve ter nada de esperta,
Ficar ao meu lado Ă© arranjar muito mais que poemas,
Ă ganhar de brinde vĂĄrios problemas.
Eu compreendo que sozinhos,
NĂłs escolhemos nossos caminhos,
Se nĂłs permanecemos juntos,
Nós nos despedaçamos,
Ă da natureza do ser humano,
Destruir o que lhe faz bem.
Mesmo sabendo que isso não me convém,
Eu acho que eu vou ficar bem,
Com vocĂȘ ou sem,
VocĂȘ que tem que perceber,
Se quer acordar todo dia,
E suspirar de nostalgia,
Por um poeta embriagado.
Eu estou pensando,
Em como posso melhorar,
Pois se vocĂȘ se dispĂ”es,
A se arriscar por mim,
Acho que deveria pelo menos pensar,
Em como te agradar.
Acho que finalmente agora,
Eu não estou desperdiçando mais tempo,
E agora meus medos,
Se junto com todos meus segredos,
E vĂȘm atĂ© mim de uma vez sĂł.
Eu percebi que sou sĂł o pĂł,
Do que eu jĂĄ pensei em ser,
Mas Ă© assim que preferi ser,
Um covarde a meia-lua,
Que juntou quatro em um,
E nĂŁo conseguiu formar nenhum,
Que fosse bom o bastante,
Para receber o seu amor.
Me desculpe, sim?
Se mesmo assim,
VocĂȘ ainda quiser ter algo comigo,
VocĂȘ Ă© realmente uma idiota,
Mas isso Ă© Ăłtimo,
Porque dois idiotas apaixonados,
Tem que terminar bem, certo?
Eu tive um sonho divertido.
Sobre ela, sobre mim,
Nós eståvamos abraçados
jogando conversa fora.
Ah, eu lembrei!
Isso nĂŁo Ă© um sonho.
Ă tudo realidade.
Toda vez que estou ao seu lado
sinto meu coração acelerado.
Percebo que estou cheio de felicidade
sĂł por estar apaixonado.
Tudo porque toda vez que a vejo
novos sonhos almejo.
Sonhos onde estejamos juntos,
onde possa vĂȘ-la com ciĂșmes
a cada novo assunto.
E a cada novo dia,
Ela me enfeitiça mais e mais,
Me tornando incapaz,
De viver sem ter pra mim,
Os seus sorriso de alegria.
Eu tive um sonho divertido,
Sobre ela, sobre seus olhos,
Brilhando como diamantes,
Todas as vezes que ficava envergonhada,
Depois de ser admirada,
Pelo meu olhar penetrante.
Mas isso sempre se torna verdade,
Quando paramos de nos beijar,
Ă tĂŁo gostoso, poder admirar,
Cada sentimento que quer transbordar,
Do olhar dela, as vezes tĂŁo incertos.
Porque mesmo que estejamos tĂŁo perto,
Mesmo ela sendo enebriada pelo meu perfume,
Ainda assim nĂŁo consegue conter seus ciumes,
De algumas cantadas antigas,
Que soltei para outras meninas,
Quando tentava esquecĂȘ-la.
Eu tive um sonho estranho,
Sobre ela, sobre seu beijo,
Que Ă© tudo que eu mais desejo,
Os lĂĄbios dela nos meus,
Ă tudo o que pedi a Deus.
Por coiecidĂȘncia,
Isso sempre acaba acontecendo,
Depois que ela me dĂĄ uma mordida,
E se finge de desintendida,
Dando seu sorriso mais inocente,
Como se ele fosse convicente.
NĂŁo importa quantos sonhos eu tenha,
Todos se tornarĂŁo realidade,
Enquanto souber que o coração dela,
Bate apenas por mim,
E baterå até o fim.
Porque, independe do que acontecer depois,
Quero continuar com esse Sonho Ă Dois,
Quero continuar enfeitiçado,
Quero continuar a amar e a ser amado.
Se vocĂȘ se acha azarado,
Não tem ninguém do seu lado,
Se vocĂȘ tem medo do mal,
Acha que tudo de ruim Ă© normal,
O pessimismo Ă© o seu consolo,
VocĂȘ acha que sĂł Ă© mais um dos tolos,
Que nasceram pra sofrer na vida.
EntĂŁo nĂŁo tente me convencer,
A ser como vocĂȘ.
Eu sou o otimismo em pessoa,
Te dou um sorriso mesmo que seja a toa,
Faço vocĂȘ ver o quanto Ă© ruim,
Ser pessimista assim.
Eu vou sempre avante,
Mantendo a segurança constante,
Seguindo em frente e tropeçando,
Caindo, me machucando,
SĂł que nunca desistindo.
Se o que vocĂȘ quer em sua vida Ă© sĂł lĂĄgrimas,
EntĂŁo vocĂȘ nĂŁo Ă© bem-vindo,
NĂŁo tem nada de lindo,
Em quem sĂł ver mĂĄgoas,
Quem nĂŁo consegue deixar rolar as ĂĄguas.
NĂŁo estou falando que estou certo,
Mas pelo menos a alegria esta sempre por perto,
SĂł os idiotas vivem sorrindo,
EntĂŁo eu quero ser um idiota,
Que ive sua aventura, sem saber qual a rota,
Mas que sempre encontra a felicidade numa situação remota.
Mas como vai vocĂȘ saber,
Se Ă© verdade?
Se vocĂȘ acha o que eu digo vazio,
Se vocĂȘ tem medo de encontrar calor e o frio,
Se prefere ficar nessa monotonia,
EntĂŁo vocĂȘ nĂŁo vai encontrar alegria.
Enquanto vocĂȘ chora,
Se demora,
Se prende ao Ăłdio e o rancor,
Eu simplesmente olho pra frente,
Forço uma expressão sorridente,
E volto a procurar a paixĂŁo e o amor.
Eu sei, que o mundo estĂĄ corrompido,
Que sĂŁo poucos os escolhidos,
A priorizarem a felicidade de outra pessoa,
Na frente da sua prĂłpia.
E ainda existem os falsos,
Os que sĂŁo sĂł uma cĂłpia,
Daqueles que realmente prestam,
Mesmo assim eu nĂŁo desisto.
Vou atrĂĄs do que acho mais bonito,
Mesmo que esteja além do infinito,
A minha felicidade vai aparecer,
E a sua também,
Ă sĂł vocĂȘ olhar com esperança,
Para o que vem mais além.
Eu admito, eu sou sequelado,
Mas isso me deixa aliviado,
Porque sei que minha vida vale a pena,
Principalmente agora que me acertei com minha morena.
Aquela foi uma noite solitĂĄria,
Os arruaceiros dizem que isso nem Ă© tĂŁo mal,
Os sonhadores vĂŁo te deixar feliz,
Lily sempre estĂĄ disposta a conversar.
RelaçÔes imaginårias,
Se tornaram tĂŁo natural,
Que distinguir o que sonhei do que ela diz,
Ă tĂŁo dificil quanto fazĂȘ-la dançar.
Tecnicamente, Lily Ă© imprevisĂvel,
Fazendo o quer, independente de ser impossĂvel,
Afinal, se me lembro bem,
E normalmente nĂŁo me lembro bem,
Ela chegou simples, como um temporal.
Parecia que ia ficar para sempre,
Mas se foi do nada,
Me colocando numa cilada,
Me trazendo vĂĄrios problemas,
E pior, criando um tremendo dilema,
Eu a amava, ou nem me importava?
Sei lĂĄ, a culpa Ă© totalmente dela,
Além de sua face ser tão bela,
Seus cabelos cor de acaju,
Se completam com seus olhos de esmeralda.
A partir dai, passei a apreciar o céu,
E seu imenso azul,
Passei a apreciar o gosto da cevada,
E a acreditar em contos de fada,
Nada incomum certo?
Se eu fosse mais jovem,
Eu teria escondido meus sentimentos,
Embaixo do me cobertor,
Para que nĂŁo fossem levados pelo vento,
Até os ouvidos de Lily.
Sua histĂłria de vida,
Ă tĂŁo parecida,
Com a narrativa que usei,
Pra mostrar o que jĂĄ vivenciei.
Até então, eu não acreditava no destino,
Mas tive que abrir mão dessa posição,
Pois até o mais teimoso menino,
Sabe quando tem a cabeça e coração,
Totalmente abalados,
Por um sorriso tĂŁo levado.
O problema Ă© que eu nĂŁo entendo nada,
NĂŁo entendo o que essa garota abobalhada,
Quer comigo, nĂŁo sei se ela me quer sĂł como amigo,
Ou se vĂȘ em mim seu Ășnico abrigo.
Eu vou estar aqui sempre, Lily,
Vou estar aqui quando seu coração parar de bater,
Vou estar por aqui quando vocĂȘ sofrer,
Vou estar quando vocĂȘ parar de sorrir,
E não tiver ninguém pra te ouvir.
Mas nĂŁo se engane,
Eu nunca disse que te amo,
Se todo dia eu te chamo,
Ă porque, sem dĂșvida alguma,
VocĂȘ se tornou um cigarro pra mim,
E como todo viciado que fuma,
Preciso te tragar alguma vezes por dia.
Pegue seu violĂŁo,
Cative meu coração,
E talvez, sĂł talvez,
Passarei a noite com vocĂȘ mais uma vez,
NĂŁo prometo nada,
Afinal, ainda nĂŁo quero que vocĂȘ fique apaixonada.
Ela realmente acreditou,
Que Ă© a protagonista de um conto de fadas,
Esqueceu de como era a realidade,
Da sensação e dos aromas,
Oferecidos pela vida.
Aos seus olhos,
Todos sĂŁo personagens,
Das histĂłrias que lhe contei,
SĂł que, agora que paro pra pensar,
Eu alterei algumas partes,
Para fazĂȘ-la se alegrar.
Qualquer lugar,
Em cima do chĂŁo,
E debaixo do céu,
JĂĄ estĂĄ Ăłtimo pra mim.
Mas ela, tenho os olhos nas estrelas,
Os pés nas flores,
Sempre sonhando e fantasiando.
Cuidado, a princesa desapareceu,
O principe nunca existiu,
O alasĂŁo se perdeu...
O castelo desmoronou...
NĂŁo sabia,
Que os contos de fadas arruinados,
Iriam gerar lĂĄgrimas,
No seu rosto tĂŁo adocicado.
A culpa Ă© minha,
Porque, tecnicamente falando,
O prĂncipe que ele tanto anseia,
EstĂĄ dentro de mim,
Mas acho que ele se pereceu,
Sendo subjugado por um dos quatro monstros.
O que devo fazer, pra alegrar a Ăsis?
Minha missĂŁo Ă© afastar o mal,
SĂł que, acho que isso nĂŁo existe,
Numa rotina tĂŁo normal...
Eu realmente nĂŁo sei,
Se conseguiremos terminar apenas felizes.
NĂŁo sei se ela desiste,
SĂł sei que os conceitos vĂŁo mudar,
Afinal eu nĂŁo vou me adaptar,
Ao final feliz que ela estĂĄ acostumada.
Bem, vocĂȘ se colocou num mundo mĂĄgico,
Porque nosso amor Ă© real e trĂĄgico;
'VocĂȘ nĂŁo pode ver com os olhos,
VocĂȘ pode achĂĄ-lo com o coração.'
'NĂŁo quero acreditar,
Se ele, de fato existe,
Pode ser visto com os olhos,
Até na escuridão,
Que vez por outra vem me abraçar'
Um colo quente,
Beijo com o sal das suas lĂĄgrimas,
Açucar das suas bochechas.
'VocĂȘ acredita agora?'
'Ă... Contos de fadas podem existir,
Eu sei,
Porque estou vivenciando um agora,
Enquanto te vejo sorrir'.
JĂĄ percebeu como a gente se dĂĄ tĂŁo bem? Do nada bate uma vontade de estar contigo, te abraçar, dar beijo, como a gente nĂŁo pode se ver o tempo todo; a solução Ă© te ligar sĂł pra dizer âeu te amoâ, mandar uma sms cheia de declaraçÔes. Pode ser em qualquer dia, ou qualquer hora; na verdade, a grande graça dessas atitudes Ă© nĂŁo ter hora marcada nĂŁo Ă© mesmo? E o mais engraçado Ă© que nĂłs dois fazemos isso, sempre que sentimos vontade.
Ăs vezes eu tenho medo que seja muito piegas de minha parte, ficar dizendo âeu te amoâ, tantas vezes, mas Ă© que essa frase carrega tantas coisas que eu quero falar, mas que nĂŁo consigo expressar. Ă complicado demais, por isso repito-a tanto, para que vocĂȘ nunca duvide disso. Deixa eu tentar explicar, uma pequena parte do que meus inĂșmeros âeu te amoâ significam:
VocĂȘ me Ă© assim um tanto especial; digna de receber tantos apelidos carinhosos quanto minha imaginação de poeta pode concretiza, por mais abstrato que amor seja, para mim ele Ă© completamente concreto nos laços que atamos juntos.
Mesmo sendo tĂŁo diferente, Ă© como se simplesmente fossemos feito um para o outro. A nossa vontade de ficar juntos foi tĂŁo grande, apesar de tantas adversidades (impostas por nĂłs ou nĂŁo) que se tornou Amor; um daqueles que atĂ© O Tempo sentiu inveja. Eu nĂŁo o culpo; de todas as pessoas, divindades e tudo o mais que observam nossa sincronia, quem nĂŁo sente inveja da gente? O nosso amor Ă© assim tĂŁo puro e belo, perfeito atĂ© nos defeitos e desentendimentos. VocĂȘ me faz um bem enorme, que o tempo que passamos juntos, Ă© Ănfimo, tĂŁo pouco, quase nada comparado a minha vontade de vocĂȘ. Agora parando pra pensar, acho O Tempo percebeu isso, e como nĂŁo podia roubar de nĂłs a intensidade de nosso amor, decidiu tomar de nĂłs o tempo que tĂnhamos para ficar juntos, a sĂłs, aproveitando a companhia um do outro; sĂł que ele falhou em ir veloz, pois a saudade sĂł fez aumentar a necessidade que eu tenho por vocĂȘ, a dependĂȘncia que meu corpo sente pelo teu abraço.
Desde que me levanto pela manhĂŁ, sinto um comichĂŁo gostoso surgir pela minha face, eu dou um sorriso e lembro do sonho bom que tive com vocĂȘ; daĂ em diante jĂĄ fico aguardando o dia que vem, pra poder te ver, e tentar fazer o tempo esperar, como esperei, numa eternidade (mesmo que sejam os dois segundos que fiquei esperando vocĂȘ voltar do toalete). Quanto mais eu paro pra pensar, mais penso em vocĂȘ; e quanto mais lembro; mais lento o tempo decide passar para mim, tanto que ele parece estagnar, de uma forma que sĂł um Tempo invejoso sabe fazer! E quando finalmente tenho vocĂȘ, jĂĄ nem sei que dia Ă© hoje, nem sei se passaram semanas, anos, minutos ou meses desde que comecei a encarar o seu olhar; Ă© como se esse olhar me levasse atĂ© uma dimensĂŁo a parte, onde o tempo nĂŁo tem vez, e que cada vez mais, brilha intensamente, toda vez que ficamos a nos encarar.
Se eu olho para trĂĄs (para o tempo em que estamos juntos) fico muito confuso; Ă s vezes acho que jĂĄ passou tanto tempo, pela intimidade e intensidade que a gente construiu, e ao mesmo tempo, acho que nĂŁo passou quase nada, que nosso futuro precisarĂĄ de muito mais que milĂȘnios para se concretizar. E o tempo vai passando assim devagar, do jeito que eu sempre quis; nosso amor Ă© daqueles tĂŁo raros e mĂsticos, capaz de alterar o espaço-e-tempo contĂnuo; nĂŁo sĂł para mim, para nĂłs dois.
Eu sempre desejei poder domar O Tempo, e agora percebi que nunca pude fazĂȘ-lo; sĂł quem tem essa habilidade Ă© o Amor, e ele o faz, forçando o tempo a passar devagar quando estou contigo, e ao mesmo tempo tĂŁo rĂĄpido! Na verdade, os parĂąmetros que conhecemos para o tempo, simplesmente nĂŁo funcionam. VocĂȘ entende o que quero dizer? (na verdade nem eu entendo muito, sĂł sei que faz muito mais sentido quando paro de pensar com a cabeça e passo a pensar com o coração).
Se um dia eu conseguir lhe mostrar o tempo que vivenciei antes de ti, talvez vocĂȘ entenda o porquĂȘ de eu nĂŁo querer sentar para discutir, de eu ser assim meio retraĂdo, simplesmente por saber que o tempo vai passar rĂĄpido para mim! Nem adianta fazer birra, embora aquele biquinho seja extremamente lindo, vocĂȘ tem que me entender quando peço um tempo para vocĂȘ me ouvir (ou apenas para eu me ouvir).
Ă meio difĂcil de aceitar eu sei, mas Ă© a Ășnica solução para mim; que congelei, fugindo do amor; atĂ© lhe conhecer estava tendo ĂȘxito, mas por me auto congratular, acabei caindo nessa armadilha, e nĂŁo sabia como me portar, quando o amor veio me chamar (acho que esse foi o grande x do problema de termos demorado tanto a dar certo); quando vocĂȘ me descongelou, roubando da raposa a escolha de amar, acabou por me deixar nessa dĂșvida tremenda: serĂĄ que o tempo vai ter tempo para amar? Ou serĂĄ que no fim, eu terei que ficar sĂł, como fiquei tĂŁo bem quando me congelei? E entĂŁo, se todas as cicatrizes voltarem a latejar, para onde vou poder fugir? Bem vocĂȘ, sem perceber me deu essa resposta! Se tudo o mais falhar, poderei me esconder no Ășnico abrigo que confiaram a mim; o seu coração, Ășnico ponto onde me sinto confortĂĄvel o suficiente para nĂŁo temer o futuro; pois quando meus olhos estĂŁo refletidos nos teus, sei que o tempo vai esperar, atĂ© a eternidade do nosso amor se perpetuar.
Agora vocĂȘ consegue entender quanta coisa o meu âeu te amoâ carrega? Eu te amo.
Ela é macia, quente, seu abraço um tanto aconchegante, segurå-la em meus braços foi mais natural do que poderia imaginar; seu perfume é uma doce promessa que me traz lågrimas aos olhos. Foi assim que me despedi, sem nem perceber que era uma despedida.
Por menos um ciclo do sol, eu a conheci, me apaixonei, me viciei, desapeguei, abandonei, reapaixonei, enjuei e ignorei. Tudo tĂŁo rĂĄpido, mas de uma forma tĂŁo intensa, que foi um amor para uma vida toda; pena que esse amor nĂŁo durou nem mesmo a vida de uma vespa, que nasce na primavera, e morre num inverno.
Foi mais ou menos o que aconteceu com ela, como uma vespa, que visualiza uma fogueira. Pobre coitada, hipnotizada, lå no fundo sabia que seria o seu fim, mas não resistiu aquela luz, e foi em direção a fogueira.
Pobre dela, que sempre foi contra ao que eu queria, e sem perceber, não teve escolhas, veio até mim, deixando morrer sua parte mais inocente.
E aĂ, depois do pequeno hiatus que preguei ao seu coração, ela aprendeu a se proteger de mim, de uma forma que nunca esperei. Pois Ă©, como eu sou um mal perdedor, nĂŁo aceitei aquela defesa.
Eu nunca fui um vencedor, porĂ©m, nunca aceitei a derrota. Na verdade, Ă© algo bem alĂ©m, essa caracteristica Ă© do meu coração, que simplesmente nĂŁo sabe perder. E desde entĂŁo, eu desapereci, a fogueira se apagou, e a pobre vespa ficou desnorteada, no escuro, sem seu vĂcio para lhe guiar.
Mas essa Ă© sĂł mais um romance, que como todo romance que se prese, teve seu inĂcio, seu meio, e seu fim.
Pois por definição, romance tem que ter um fim.
Tudo aconteceu como as palavras dele queriam que acontecesse. Mas essa nĂŁo era a real vontade de Daniel. LĂĄ no fundo ele fora ingenuo de acreditar que Isabel iria lhe impedir... Mas ela nĂŁo o fez, acatou a decisĂŁo dele, deixou que os sentimentos velhos e sem manutenção, caĂssem como folhas amareladas e sem vidas ao fim do Outono, com o frio que dominou o coração de ambos.
Ela não soube dizer quanto tempo ficaram sem trocar uma palavra... Quanto tempo o frio os deixou hibernando, só percebeu que jå se iam chegando a oitenta semanas que ela o conhecia, ou pelo menos que achava que conhecia. E como em todo inverno, ela teve saudade do calor do Verão... Desejou saborear uma nova Primavera, mas sabia que aquilo eram só ilusÔes tolas que seu coração costumava a pregar sempre que dormia.
-Eu mereço bem mais que 100% - ela anunciou quando ele pausou um monologo.
-Ă?
-Ă.
-Por que?
-Porque sim, oras - ela insistiu sorrindo.
-Acho bem dificil... Nem eu tenho 100% de mim mesmo - ele confessou com um sorriso triste.
-Justamente, por isso eu mereço! - ela sabia que não havia sentido no que falava e por isso lhe deu um sorriso confiante.
Ele a tomou pelos braços.
-E eu mereço vocĂȘ - ele disse envolvendo-a num abraço apertado que sĂł ele sabia dar. Beijando-a de um jeito que sĂł ele sabia beijar. Lhe tirando todo o frio, lhe enchendo de calor.
Aquelas lembranças traziam frio. Um frio que Daniel nunca esperou sentir. Ele que era o homem que não se arrependia, agora sentia aquela ferida latejar o tempo todo. Tinha que fazer alguma coisa...
-Eu preciso de vocĂȘ - ele confessou quando completava-se a 80ÂȘ semana que se conheciam - preciso do seu sorriso, preciso do seu olhar, preciso da sua vontade de sonhar...
-Hmm - ela respondeu friamente. Sabia que tinha que se controlar. Mais do que jamais fizera. NĂŁo queria nunca mais mergulhar naquela imensidĂŁo de incertezas que tendiam a lhe machucar tĂŁo profundamente. Pelo menos era isso que sua racionalidade lhe dizia: ela nĂŁo queria.
-Eu sei que o que fiz foi muito errado.
-Ă.
-E sei que nĂŁo tem perdĂŁo.
-NĂŁo, eu jĂĄ lhe perdoei - pelo menos era isso o que Isabel dissera a si mesma.
-Eu acho que o que fiz contigo foi sĂł um reflexo do que fiz a mim mesmo...
-Como assim?
-Bem... Quando eu era criança, eu prometi a mim mesmo que iria ser quem eu quisesse. Que iria viver o que sonhasse. E olha quem eu sou... VocĂȘ jĂĄ parou pra pensar que talvez vocĂȘ seja uma pessoa que seu 'eu-criança' teria aversĂŁo?
-Daniel...
-à sério... Sei lå, é como se eu não tivesse motivos pra viver mais... Como se eu tivesse falhado em tudo...
-NĂŁo diz isso.
-SĂł estou falando a verdade...
-Olha, tenho que ir - ela estava dizendo a verdade. Precisava dormir. Mas entĂŁo porque sentia um nĂł na garganta tĂŁo apertado?
-Vai, vai... Desculpa por tudo, mais uma vez...
-Eu jĂĄ te perdoei.
-Mas eu não me perdoei - aquilo lhe fez sentir uma certa satisfação. Mas aquela satisfação era tão fria. E isso a fez mal. Tinha que fazer algo... Mesmo que ele não merecesse.
-Olha, para com isso ok? Por favor... VocĂȘ Ă© muito melhor do que a maioria, vocĂȘ sabe disso... - do contrĂĄrio, por que entĂŁo ela tinha se deixado roubar por ele? - vocĂȘ me fez acreditar nisso...
-Eu te comprar um produto defeituoso.
-Pode até ter sido... Mas eu comprei. E amei. Lå no fundo, ainda amo. Então fica bem.
E ela fugiu. E ele ficou cheio de sensaçÔes estranhas. Sorriu, e se lamentou. Alegria e arrependimento. E ele resolveu escrever sobre os dois. Tudo iria voltar como deveria ser... Só que nunca voltou.
Daniel e Isabel continuaram a se falar, porĂ©m cada vez menos... Sem mais vontade. Eles se amavam, e se amariam atĂ© o fim da vida, pelo amor impossĂvel que haviam encontrado naquele relacionamento estranho; pela tragĂ©dia, pela comĂ©dia, pelo amor, pela amizade... Mas eles nunca ficaram juntos, porque foram covardes.
Ela foi covarde em nunca admitir para si mesma o que realmente sentia por ele. Ele foi covarde em nunca deixar que aquilo que sentia fosse livre o bastante para se concretizar. E sinceramente, o amor nĂŁo existe para covardes.
Um mendigo adiante passando fome; uma criança maltrapilha sendo maltratada; um homem dormindo no papelão; mulheres ofertando o corpo a cada esquina.
Tudo passa despercebido aos seus olhos. EgoĂsmo natural, seres humanos sĂŁo assim por essĂȘncia, hipocrisia Ă© a principal fonte do discursso daqueles que pregam o altruĂsmo.
Segue em frente, com suas dĂșvidas no coração, sĂŁo mais importantes que uma mĂŁe se dilacerando pelo assassinato do filho em mais um assalto. Na sua cabeça, eles sĂŁo apenas figurantes, dentro de uma hora, a memĂłria jĂĄ deletou a participação deles em sua vida.
Como um ato, numa tragédia, cada figurante é protagonista de sua própria complicaçao. Desde 1914, repetimos o mesmo ato, quem morre ao nosso lado, perece ali, e fica pelo caminho.
Zumbis, vĂŁo se amontoando, expectros de futuros tĂŁo brilhantes, de vidas que podiam ter sido estrelas, Ădolos, pais... O destino nĂŁo Ă© tĂŁo justo assim ou Ă©?
Sacode a cabeça, lembra dos olhos ùmbar dela; à bem mais interessante tentar solucionar seu problema, e ignorar o que acontece a sua volta. Afinal são simplesmente figurantes.
Quando estou sozinho sinto o amanhĂŁ tĂŁo distante,
Pois desde que vocĂȘ me roubou para si,
Meu futuro jĂĄ nĂŁo pertence sĂł a mim.
Mesmo se tivessemos todo o tempo do mundo,
Ainda assim nĂŁo seria o bastante,
Para saciar minha vontade de estar com vocĂȘ,
Ă como se a eternidade nĂŁo completasse um segundo.
Se eu tivesse todos os meios para expressar como me sinto,
Eu não seria capaz de lhe mostrar nem um terço,
De todo os sentimentos e sensaçÔes,
Que vocĂȘ provoca em todo meu ser.
Toda vez que estou contigo,
Meus olhos nĂŁo param de dizer,
Que eu te amo um tanto assim.
Numa longa noite sem sono,
Meus pensamentos voam para seus olhos achocolatados,
Para seu sorriso mais envergonhado,
Para nossos abraços mais apertados,
Ă o Ășnico jeito para eu dormir feliz.
Quando adormeço, sempre vou te buscar,
Pra poder te falar, mais uma vez,
Que sem teu amor, nĂŁo hĂĄ luz calor,
O meu mundo Ă© frio, um estranho vazio.
Quanto mais fico longe de vocĂȘ,
Mais eu percebo o quĂŁo preciosa vocĂȘ Ă© para mim,
Quanto mais tempo fico contigo, mais sinto algo sendo preenchido,
Meu coração.
Pode nĂŁo parecer, mas tem tantas coisas que ainda quero te falar,
Que anseio por te mostrar... Os meus sonhos bons,
Da minha vida boba, com todos os seus tons,
Todo o meu amor.
Então, por favor, fique aqui até o infinito,
Me dĂȘ seu sorriso, e terei dias brilhantes,
Enquanto eu ainda puder te abraçar,
E saber que vocĂȘ Ă© minha,
As trĂȘmulas palpitaçÔes do meu coração,
VĂŁo se transformar em suspiros sinceros,
Chamando pelo seu carinho.
Te darei dengo, afeto, mimo e outras coisas mais.
Aperreio, chatisse e tudo que me faz,
Ser assim, um bobo apaixanado, apenas por ti.
Fique comigo, e mais que um terço,
Te darei toda a minha vida.
