Bruno M. Tôp: Lá estava uma calma sábia coruja...

Lá estava uma calma sábia coruja
Observando uma gatuna raposa furtar
Seus ovos para se alimentar,
mas antes da ação terminar calmamente começou a falar
"Raposa astuta, antes que com meus ovos fuja
Tem algo a lhe dizer, algo para você aprender..."

Claro que a curiosidade da raposa teve de aparecer
E ficou lá esperando a coruja falar
"Aposto que já escutou o leão alto rosnar
E para o vento entonar que o rei da selva não?"
A Raposa concordou sem hesiação...
Ainda sem entender o motivo daquela conversação

"Pois saiba que o pobre leão
Só é rei enquanto se mantiver guardião
Das encostas rochosas e savanas
Tão secas de um predador maior"
"Só pode estar brincando, não há besta pior
Que o leão de infinita gana!"
Respondeu a raposa, já desinteressada nos ovos
Que deveriam ser alimentos novos

A ave sorriu e finalmente concluiu
"Apesar de astuta, és inocente
Por acreditar que tão bobamente
Que leão poderia debaixo da terra
Vencer a toupeira numa guerra
Ou que no interior das embaranhadas matas
Conseguiria derrubar o gorila, rei dos primatas.
O leão só será um grande rei
Enquanto obdecer a mais importante das leis:
A lei da natura, onde prevalece o mais forte
Independente de como o mundo se comporte...

Por isso não venha no céu da noite
Tentar um roubo a rainha do céu
Que irá considerar esse atentado com um açoite
E mostrará que a astúcia não o impede de passar pelo véu"
Assustada a raposa perguntou quando se encolheu:
"Se és a rainha do céu noturno, porque não me abateu?"

"Porque simplesmente estaria desafiando a lei
Que diz que a maior qualidade de um rei
É saber admirar a sabedoria de não tentar nenhuma ousadia,
Então cara raposa cuidado com que anseia
Para não acabar presa em uma perigosa teia,
Ande agarrada firmente a precaução
E perceberá que força e sabedoria detalhes são
Da astúcia que ludibria o coração"

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Inserida por brunomtop