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Uma vontade de chegar perto, de só chegar perto, te olhar sem dizer nada, talvez recitar livros, quem sabe só olhar estrelas⊠Dizer que te considero e que hoje, só por hoje ou a partir de hoje de ontem, de sempre e de nunca, é sincero.
E Ă© sĂł nisso que estou interessado: um pouco de saĂșde, um pouco de honestidade, um pouco de decĂȘncia.
Quando eu estou bem com alguĂ©m, vocĂȘ me aparece dizendo que me ama. Quando estou sozinha, vocĂȘ some. Por que me procura, pra me enlouquecer entĂŁo? Eu tenho sentimentos, e vocĂȘ nĂŁo sabe o mal que suas atitudes me fazem.
Eu tĂŽ sĂł vendo, sabendo,
Sentindo, escutando e nĂŁo posso falar...
TĂŽ me guardando pra quando o carnaval chegar
Talvez eu me ache delicada demais apenas porque nĂŁo cometi os meus crimes. SĂł porque contive os meus crimes, eu me acho de amor inocente.
E mais uma vez, eu abri uma pĂĄgina sua de uma rede social e fiquei olhando sua foto. Como eu jĂĄ sorri olhando praquilo, vocĂȘ nĂŁo tem idĂ©ia. Mas das Ășltimas vezes, infelizmente nĂŁo era sorrindo que eu olhava.
NĂŁo, eu nĂŁo queria o homem perfeito que eu idealizei nĂŁo, eu sĂł queria um homem de verdade. Um homem que namora de verdade, que ama de verdade, que tenta de verdade, que encara a vida de verdade, que sofre de verdade, que tem saudade de verdade, que tem dor de verdade, que Ă© humano de verdade.
E tudo isso jĂĄ faz parte de um todo, de um mistĂ©rio. Sou uma sĂł. (...) Sou um ser. E deixo que vocĂȘ seja. Isso lhe assusta? Creio que sim. Mas vale a pena. Mesmo que doa. DĂłi sĂł no começo.
Quando vai dando assim, tipo umas onze da noite, o horĂĄrio que a gente se procurava sĂł pra saber que dĂĄ pra terminar o dia sentindo algum conforto. Quando vai chegando esse horĂĄrio, eu nem sei. Ă tĂŁo estranho ter algo pra fugir de tudo e, de repente, precisar principalmente fugir desse algo. E daĂ se vai pra onde?
Estou ficando bonito, saudĂĄvel e corado. Uma gracinha. Agora sĂł me falta mesmo um Grande Amor, assim mesmo com maiĂșsculas.
Eu quero Ă© ser o melhor que vocĂȘ merece. E de tudo que posso ser para vocĂȘ, eu sĂł pediria que nunca fugisse de mim. Eu irei segurar sua mĂŁo como quem segura a mĂŁo de alguĂ©m que esteja pendurado sobre um barranco. E de nenhuma forma te prender, mas sentir medo de te perder. E esperar suas mudanças naturalmente sem forçar vocĂȘ. Roubar mil beijos seus, quando vocĂȘ decidir ter alguma crise de raiva, tentar te acalmar e ser incapaz de causar algum sofrimento a vocĂȘ. E eu nĂŁo somente diria que canta mal como cantaria com vocĂȘ. E quando vocĂȘ decidir falar demais, que eu debruce sua cabeça no meu ombro e escute tudo que tem a dizer. E, quando for desastrado, que haja fĂŽlego para nĂŁo morrermos de tanto rir. E que vocĂȘ sinta vontade de precisar de mim, mas nĂŁo sĂł quando houver necessidade, que vocĂȘ sinta isso mesmo tendo passado um dia inteiro comigo. E que vocĂȘ suporte os meus defeitos e se sinta orgulhoso das minhas qualidades. Eu quero sempre encontrar vocĂȘ, seja lĂĄ onde vocĂȘ estiver, e que eu consiga ser a sua perfeita, mesmo sendo imperfeita.
Penso em ti e dentro de mim estou completa. (...) Penso em ti, murmuro o teu nome; e nĂŁo sou eu: sou feliz.
O mundo e o homem sĂŁo seletivos. SĂł querem se identificar com figuras-modelos, padrĂ”es, superdotados, porque Ă© difĂcil suportar qualquer relação sem admiração.
Ă regra velha, creio eu, ou fica sendo nova, que sĂł se faz bem o que se faz com amor. Tem ar de velha, tĂŁo justa e vulgar parece.
âO ser humano sĂł valoriza o amor quando hĂĄ perda ou risco de perda... Quase nunca durante sua encantatĂłria vigĂȘncia. Descobrir que amar Ă© tambĂ©m saber amar e transformar a vigĂȘncia do amor em vivĂȘncia de amor, em algo bom, pelo gosto de viver e nĂŁo pelo medo de perder, Ă© sabedoria para poucos [...]. Amar Ă© fazer um pacto de felicidade e nĂŁo de dor. Quem porĂ©m sabe disso?
