Camila heloíse
Restos, raspas, cascas ficam soando como farsas em minha mente... Muita disposição mental para limpar tudo que não agrega.
Andei triste sem motivo. Mas os motivos ocultos são sombras que se escondem quando iluminamos com vela e reza a face da dor.
Preciso de um detector de estômago vazio. Sempre acabo achando que estão, mas encontro caroços de azeitona engolidos por acaso.
De silêncio em silêncio, se perderam num abismo.
Aguardava as palavras do espelho da alma, verdadeiramente irrefutáveis.
Ando relutando, mas há algum tempo que não sou mais carmim. Misturei-me, estou púrpura.
Purpurinas cintilando momentos vitais e sutis...
Só queria poder soltar meus cabelos ao vento.
Mas ele pode soltar os fios que guardam momentos sutis, silenciosos e cheio de segredos.
Amarro então.
Essa não é mais uma historia de amor e sim a própria historia de amor, uma historia contada por um coração que já sofreu por amor, que já foi partido enumeras vez mas não abre mão de nada que venha dele. Amor esse que transforma vidas, que faz o significado das coisas se tornarem importantes para muitos e mesmo que muitas vezes você chore não deixe de sorrir nunca, enquanto estiver do lado da pessoa que faça seu coração bater assim desenfreado, descontrolado. Um amor que fica evidente em tudo, o amor recíproco entre duas pessoas.
Aprendemos que o amor é importante mais nunca se esqueça, se ame em primeiro lugar, nos faz nos tornar muito mais interessante.
Só há um sentido em comum entre todos os homens deste mundo: amar e ser amado.
O amor é essencialmente vital, assim como o ar.
Para maior discernimento, uma pitada de distância e despreendimento.
A verdade é um quebra cabeça com mil bocas e sons. Um tempero de tempo e sentidos sempre atentos.
Como é possível alguém ter tanta raiva dentro de si?
Será que ele não percebe que está se destruindo???
Porque ele não olha no espelho e enxerga o inferno que ele vive??? Talvez ela já fez isso, e deve ser essa seja a razão de tanto ódio!
Pálida imagem sombreada de luzes...
Assim são minhas emoções e lembranças, que tingem minha mente oscilando entre tantas cores que vivi.
Se me despe a fantasia, se me arranca a poesia, desnudada permaneço, encruada. Preciso de fogo, nem que seja o de banho-maria.
Sob o mesmo céu, em um espaço suspenso pelo tempo, verdades em comum se acariciaram.
Do beijo, nasceu enorme desejo de beber até a última gota.
Eu plantei palavras, as sementes de minha alma, em cada terreno fértil que encontrei...
O que colherei?
