Camila heloíse
Sinto falta daquele sol
Das corridas,
Do olhar,
Do azul.
Sinto falta da alegria
Da fantasia,
Do que eu sentia,
Do azul.
Vou colocar minha dor
Estampada num jornal...
Será que você leria,
Um pedaço de mal?
Essa notícia é passageira
Noutro dia sempre acordo inteira, cheia...
Cheia de disposição
Rasgando o tédio sem autorização.
Leia a primeira notícia
Todo mundo gosta de melancolia...
O charme está nas entrelinhas.
Mas será que você leria,
Um pedaço de alegria?
Eu arrisco o risco no papel.
Não quero fazer feio
Nem bonito para agradar todos.
Risco o que brota da minha emoção,
Seja a mesma certa ou não.
Se saem palavras edificantes...
Risco.
Se saem palavras cortantes...
Risco.
Se saem palavras melancólicas, agonizantes...
Risco.
Se saem palavras de amor...
Risco.
Vivo correndo riscos...
Gosto de viver e escrever arriscando
Pronto! Risquei.
Sou vítima do amor...
Desde que fiquei moça o danado nunca mais largou-me os passos.
Ele sempre está presente, sempre em versos diferentes.
Meu travesseiro sabe...
Sabe de tudo do meu mundo...
Ninguém entende,
E até invejam minha vida descente.
Tolice dos bobos.
Mal sabem que eu sou pessoa carente com todos os dentes,
Com teto e saúde.
Pessoas bonitas,
Com dentes,
Teto e saúde...
Não podem ser sofridas?
Quero apenas confetes de alegria...
Para colorir meu rio de lágrimas por um dia.
Monstro da solidão
Já não alimento mais com pão
Quero que morra de fome
Não te peço perdão.
Vou te xingar
Vou te mandar para onde você sabe ir
Vou te humilhar e acabar com meus dias ruins!
Quero sossego
Quero sossego.
Não me olhe assim hoje...
Me olhe assim para sempre!
Quero ser sua veemente...
Sem nenhuma corrente de azar.
Quero ficar...
Anseio me dar de presente a você.
Sem teoria, sem maresia, expulsar a ironia.
Respirar sempre seu ar... Minha poesia.
E como eu sei que ele me ama? Porque ele sussurra no meu ouvido, "eu amo você" as vezes assim, no meio da noite, ou da tarde, ou de qualquer hora do dia.
Amigo é coisa séria, amigo normalmente ocupa nossa vida sem que a gente perceba. É coisa do coração, e isso é sempre coisa séria.
Acho que toda menina precisa ter amigo homem, homem que respeita, que vai dizer que você ta meio gorda, meio feia, meio qualquer coisa, sem muitos rodeios, ele não vai sentir inveja se teu cabelo é bonito, e é aquele que diz que vai dar uma surra em quem te faz chorar. Isso é pra quem não tem irmão sabe?
Eu acho que amigo, amigo mesmo, tem que ser aquela metade da gente. Não aquela metade da metade. Amigo é metade do inteiro. E tem aqueles que de tão amigos, não são mais metades, são nossos inteiros.
O pássaro bem-te-vi,
Não me viu...
Eu o vi, até o quis.
Quis ouvi-lo,
Quis estar a voar...
Sem tino,
Perdida,
E sem horas para chegar.
Meu travesseiro sabe...
Sabe de tudo do meu mundo...
Ninguém entende,
E até invejam minha vida decente.
Tolice dos bobos.
Mal sabem que eu sou pessoa carente com todos os dentes,
Com teto e saúde.
Pessoas bonitas,
Com dentes,
Teto e saúde...
Não podem ser sofridas?
Quero apenas confetes de alegria...
Para colorir meu rio de lágrimas por um dia.
Construimos um altar...
Tinha flores,
Perfume,
Esperança.
Fomos para nosso lar...
Tinha sofá,
Comida na panela,
Primavera.
Na caminhada...
Tinha espinhos,
Mesquinhos,
Muita maldade.
Continuamos...
Não foi em vão,
Um amor feito pão,
Não termina sem chão.
Estamos aqui...
Com herdeiros,
Com a vontade,
Sempre em busca da felicidade.
Viver em parceria é uma traquinagem
Numa terra chamada vontade.
Quando me vi já era tarde...
Toda minha birra
Se convertera em amor...
Sentimento suave, intrigante, avassalador.
Para os mundanos mesquinhos...
Que pairam feito vírus no ar querendo contaminar,
Sentimento perturbador, criminado, mero deslumbre.
Mas não...
Eu vi com meus olhos sensíveis...
Castidade nos seus, dois lagos, cujas cores, multicores.
Criatura etérea enviada para tirar-me do casebre fúnebre,
Que muitos vivem, respiram e até gozam.
O astro Sol coloriu todo o céu de colibri
Teceu a paixão escrita antes de eu descobrir...
Descobrir você, pessoa poesia...
Que faz dos meus tristes dias, grandes alegrias...
Não tenho medo da peste
Que assombra os seres terrestres,
Que armam ciladas nos caminhos frios...
Tramando embaçar a retina dos olhos com o nevoeiro...
Meus olhos são de margarida, de menina alquimista,
Sempre em busca da melodia do amor.
Seu feitio lírico preencheu-me um vasto vazio...
Tirou-me do óbvio,
Temperou meu quarto solo,
Abriu com maestria um atalho especial.
Peregrina, adentrei sem temer na sua psique...
Não perdi tempo...
Mergulhei fundo, descobri um universo fecundo
De um ser profundo, que me tem com veracidade em todo seu ser.
Hoje tive meu segundo encontro com Sophie, e depois de meses sem nos vermos, ela tinha muitas novidades pra me contar e me contou uma história muito interessante.
Me contou que sua mestra lhe deu asas, sim, aquelas duas tábuas de suavidade que geralmente ficam sobre as costas, e que estava muito feliz, teria então chegado no auge de sua felicidade, sim depois de quase uma década soterrada em solidão, ela estava com seu ego á flor da pele, gritava em todas as janelas, dizendo que haviam flores sobre sua cabeça.
Então as calçou, a sensação era como se pedacinhos de marshmallow estivessem a rodeando, era uma sensação de extrema harmonia, tocando-a suavemente.
Então lhe interrompi, pedi onde estavam estas tão gabadas asas – com anseio de também poder usá-las e sentir um pouquinho do marshmallow. Nesse instante Sophie apenas olhou-me com suas bolitas dilatadas e úmidas, e me disse, entreguei-as para uma bela e simpática nuvem, para que lá de cima, os pedaços fartos de marshmallow possam descer como pingos de chuva, causando uma tremenda nostalgia ás pequenas e doces mentes da terra.
