Jean la bruyère
“ Algumas pessoas não devem ser salvas quando estão no precipício, estão lá por algum motivo, se estender a mão provavelmente lhe retribuirão com maldade.”
Aquele mercado me lembrava Casa.
O lar de minhas primeiras experiências, lá estava.
Os aromas, cores, contrastes, pluralidade dali exalava.
Que surpresa, naquela Ilha Eu me esperava.
Quando encontro as pessoas elas falam” qualquer dia apareço lá na sua casa” engraçado as pessoas adoram ir passar o fim na casa dos outros né, mais bagunça em suas casas ninguém quer. “Ah mais eu levo a cerveja ou carne” cerveja e carne eu tenho em casa quero ver quem ajuda a limpar a bagunça que fica.
Chamar ninguém chama agora pra se auto convidar tem muitos.
Não sabem o que é dor, medo, fome. Lá fora, não importa quem são seus pais, ou o que acham que merecem. O mundo é maior do que imaginam… Ele não dá a mínima para nenhum de vocês.
Pais, criem seus filhos pro mundo!
Lembrem-se que o mundo lá fora é pesado e cruel, que não tem mamãe e papai pra ajudar ou lutar por eles.
A estrada é árdua e quando você diz um não pro seu filho você está ensinando-o a receber os diversos “nãos” que a vida vai dar.
Ser pai e mãe, é preparar seus filhos pro mundo, porque afinal, vocês não estarão sempre com eles e um dia eles irão sentir falta de um tapa, uma correção, um não ou até mesmo uma ajuda. Porque a vida bate e bate com força!
De alguma maneira você vai chegar lá se continuar acreditando em Deus e colocando sempre o melhor de si nas suas ações (Nelson Locatelli, escritor)
Chuva, aquela que cai lá fora, transborda nas folhas, alagam as caules
Ela também cai aqui dentro, goteja no rosto, inundam as vestes, retratam as marcas
O volume não dita a beleza, a tragédia, o que mostra é a gente, e dentro da gente, o sol não se põe, só chove, só molha, aqui chove, enchente.
Dia de Iansã…
Raio de luz clarão no céu é ventania que vem lá. Som do trovão vem de longe, rodopia o vento, chuva forte a bailar. Iansã com a espada erguida ao luar, flor em vento vem me cuidar!
Sou filha de Iansã, sou força da natureza, subo nos ventos, toco os tambores, agradeço as chuvas e a proteção!
Eparrey bela Oyá!
Tenha coragem pra corresponder esse amor... Eu sei lá, talvez devessem tentar, não temos tanto tempo quanto pensamos.
A Terra estava triste, depressiva, se sentia muito solitária.
Deus, para acalma-la, deu uma companheira chamada Lua.
Passa la em casa depois do seu trampo
Que eu juro que eu corrijo o tanto
de besteiras que eu fiz esse ano
Meu coração era cigano
vivendo de pântano em pântano
E depois de causar tanto dano
Eu decedi parar de tocar o Dó do nosso piano
Para mim você nunca passou o pano
Esse e um dos motivos pelo qual eu digo te amo
Eu aprendo somente errando
e sinto que fiz uma faculdade
do seu lado só durante esse ano
ASS: Nilson Neto
MAZAMERA SEFREU
Olhei o horizonte
Era depois do paraíso
Quisera lá estar, não importava a distância
Quisera lá chegar a todo custo
Não me importava o prejuízo de correr rumo ao paraíso,
nem que para isso eu tivesse de ajoelhar
Haviam lá rosas
Tão belas quanto o brilho do teu olhar
Eram meigas e húmidas, parecia que as chuvas dos teus beijos acabavam de as molhar
Não sei ao certo
Se de concreto eram belas quanto tu
Mais que de concreto o teto do meu amor estava coberto
O ar era parecido com teu andar
Era lindo, lento, belo e louco de se acompanhar
Ah, belos pés os teus
Teu rosto é lindos de até os cowboys tiraram os chapéus
És tão linda, tanto quanto o céu
Tua beleza é rara, à ninguém mais Deus deu
Por ti eu caio, me rasgo, me rendo assim como colono se rendeu
Tu és normal,
Tua beleza é encantadora,
Deve ser por isso que Mazamera “sefreu”...
CANOEIRO
Na água doce do rio
Sopra o vento devagar
E La se vai canoeiro
Tranquilo sempre a remar
Rema sem pressa de ir
Tão pouca pressa de chegar
La se vem canoeiro
Tranquilo sempre a remar
Desliza em onda tranquila
Batida de remo a passar
Segue um canoeiro
Tranquilo sempre a remar
De bubuia nessas águas
Destino vai te levar
Manhã tão cinza e noites claras
Canoeiro sempre a remar.
Quando o senhor estava recitando o poema, eu senti que as palavras iam para lá e para cá. Para lá e para cá. Elas se moviam como o mar.
