Novembro azul

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NUVENS (soneto)

Rasgam-se as nuvens no cerrado
Num céu de um azul tão profundo
Mergulhadas num infinito rotundo
Misturadas no silêncio seco e calado

A tarde aviva pro frescor encantado
Invade a imaginação num segundo
Com sua magia ao longe e ao fundo
Que mais parece um painel inventado

Surge estão outras, e outras tantas
Num passeio livre, assim, pelo ar
Bailam de lá para cá, e de cá pra lá

Ah! como algodão, paz, tão brancas
Torvam o céu, sem o céu incomodar
E com leveza, adorno no céu aporá

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
11 de março de 2020 - Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

A Lua banhava-lhe com seus tons de azul
E vestia-se do branco o sujeito mestiço
Perguntavam-se os miseráveis sobre o exú
Com suas peles iluminadas no cortiço


"Quão tolo ele é", disparavam os cristãos
"Quão indigente ele será" dizia o opulento
Enquanto chorava com sangue em mãos
Sentia nas costas o fardo do lamento

Irradiava de dúvidas, ajoelhado ao luar
Por que todos tinham o deixado de amar?
Quem eram os pagãos? O que queriam insinuar?

E sua pele banhada em prata pedia-lhe o ouro
Quanto custa o pescoço desse Crioulo?
E meio a tanta indagação, nascia mais um criminoso.

Inserida por JotArchanjo

O sol, manhã de flor e sal
E areia no batom
Farol, saudades no varal
Vermelho, azul, marrom

Eu sou cordão umbilical
Pra mim nunca tá bom
E o sol queimando o meu jornal
Minha voz, minha luz, meu som

Inserida por pensador

Eu acreditava que anjos tinham asas
e vestiam branco,
hoje vejo que eles tem braços,
vestem azul, rosa, verde, branco,
não importa a cor de seus uniformes,
são seres especias,
que cuidam
distribuem carinho,
esperança
cuidam de um desconhecido
como se fosse da família,
trazem para você conforto
e esperança,
quando você já havia desistido
diante de tanta dor,
agora então diante desça doença desconhecida
colocam sua vida em risco
a favor de nossa família,
a vocês profissionais da saúde
que Deus pai te proteja e ajude!
Sergio Fornasari

Inserida por sergiofornasari

A minha esperança é azul. Propagação. Níveis do Inferno.
Flores de Jacarandá no chão.
Gostava de me decifrar. Perdi o relógio, perdi a caneta, não perdi o anel. Ele arde-me.
Era isso! A faísca. No caos, a faísca. Tu. Não esquecer.
Fazer ver a leveza da tempestade. Até doerem os dedos. Até chorar. Até rir. Até dormir descansada no teu peito azul.

Inserida por pensador

Vai passar!

O céu vai perdendo seu brilho azul celeste.
🌌
As coisas vão minguando como a lua em sua fase minguante.
🌒
A esperança vai se esvaindo do coração.
💔
Mas Jesus permanece presente e nos dá o presente da restauração total porque sua obra é sempre completa.
🎚
Quem tem fé em Deus, lembre-se que ele tem obra para os seus fiéis.
🙏🏽
#fé #fe #deus #deusnocomando #jesus #lua #minguante #cheia #restauração #obra #reinodedeus #monicacampello #❤️

Inserida por MonicaCampelloAutora

Fonte de mel
Nos olhos de gueixa
Kabuki, máscara
Choque entre o azul
E o cacho de acácias
Luz das acácias
Você é mãe do sol
A sua coisa é toda tão certa
Beleza esperta
Você me deixa a rua deserta
Quando atravessa
E não olha pra trás

Inserida por cae_marques

De todos os mundos, o azul é o mais colorido..

Inserida por lavinialins

Entimema

Castelo que reflecte o azul,
Cidade vazia que daqui te vejo,
Do chá que tomo fervido no bule.
Sou eu homem que daqui praguejo,
Palavras que das pedras do castelo escorrem,
Que de tão bela que és exercito delas solfejo.

Escore-me da vista da janela o mirar,
Cidade vazia do teu pro meu praguejar,
De onde não mais sou capaz de tragar,
A camomila do meu chá em desgosto só posto.
Sou só porte aqui sentado a tentar solfejar.
Canto pra paralelos rijos que orvalho faz brilhar.

Oh cidade na minha prima esta que foste bera.
Oh cidade que deambular-te tanto eu quisera.
Oh cidade despida de tudo menos da quimera.
Que outorgas tu agora passeios de ninguém,
Por ti na calçada não mais cruzo rostos,
Rostos não cruzam mais por mim também.
Silencio profiláctico na noite em desgostos,
É bera forma de palavra austera que a pedra tem.

No vago e no vão e até no vagão parado,
O carril de ferro é frio pois não mais lá travo,
Não mais lá vejo a engrenagem que faz a viajem,
Que transporta o frenesim que eu outrora ouvia sem fim.
Pregões a vender maresia do outro lado de lá da margem,
Janela onde eu estou só, minha vista alegre arria em mim.

Agora desta janela eu não mais abro mão.
Daqui não me vou, tranco a chave a razão.
Outrora vivi meses à esquadria das paredes,
Vida de janela fechada na mais bela fachada
Da cidade vazia, despida de gente,
Ausente do ruído, que agora se fez silente.
Não mais me escondo, não mais me tranco,
Não mais penso ser doente, nem da vida decadente.
Ouço o vazio do som, augúrio calado,
Vivo uma mescla entre o triste e o desarmado.
Tempos em que debaixo de cobertor vida doía,
Me escondia da alegoria do dia e da orgia dos olhares.

Hoje sou eu na noite que é mais húmida e fria,
Daqui sinto quem da vida se despede e padece,
Sinto aconchego na praça vazia, onde o espírito tece,
Sinto as almas que aqui passam de quem falece.
Cidade parada, sobre o olhar desencanto e me encanto,
Com a telha das casas e alma dos telhados de Almada.
Praça mais pequenina do que nunca, desprovida de vida,
Praça do ardina, do quiosque e da fofoca amada.
Da folia, da disputa, do cheiro a sardinha assada,
Da menina que de tanto rir parece princesa encantada.
Praça do dizer só por dizer nada, do subir por ela a cima,
És agora só minha parte vita da rima.

Lisboa parada, é cidade que dorme.
Sonha à noite o que era enquanto ser dia,
Suspensa dos amores, agora dominam gaivotas.
Dos beijos na boca, da cerveja que tarda,
Dos finais de tarde reunida de actores,
Que encantam quem lhes presta atenção.
Lisboa da criançada, da correria pro nada,
Dos que não se agarram... cidade de vida,
Dos que so andam pela calçada de mão dada,
Dos que pedem pela vida uma esmola
Pra taça de vinho, pró carapau e pra arrufada
Lisboa despida do sonido da vida,
Escorre por tudo que é canto letras... palavra!

E eu daqui da minha janela vejo, pois dela não me arredo.
É tão bela esta cidade, por ela não mais medro.
Tão minha, tão nobre vista que vejo desta janela,
Tão imponente fachada que a suspende, bela parede caiada,
Que daqui dou trovas à inspiração e assas à imaginação,
Daquilo que outrora não prestei verdadeiramente atenção.
Ao negro do Tejo que à noite lava na corrente o pesar,
À esperança de poder voltar a abraçar a vizinhança.
Os ferros da ponte que a atravessam, que lhes dão sustentação,
Erguidos outrora por homens à força de braços mil,
Construída pra travessia e para que um dia se volte a formar
Um cordão tão forte como o que um dia formou Abril.
Cordão na consciência humana, libertou-nos da má sorte tirana
E agora nos libertar da morte que por vezes a natureza emana!

Inserida por ruialexoli

A Lilian está com a cor da camisa azul

Inserida por nicolas_benjamim

Seja como os pássaros que voam alto, mais tão
Alto, porque só o céu é o limite, é azul e infinito e
O mundo não tem fim, assim como o oceano, se
Eu não me engano, é que tem muitos pra querer
Saber seus planos.

Inserida por sindromesdapoesiaofc

tatuagem

uma orquídea azul
me embriaga
sua pele em pétalas

Inserida por poesia2

⁠Verão ou inverno?

Verão, calor escaldante
Inverno, frio congelante
Verão, céu azul celeste e límpido
Inverno, céu cinza e nublado
No verão, todos querem se refrescar
No inverno, todos querem se esquentar
No verão, todos clamam por uma chuvinha
No inverno, todos querem um solzinho
Alguns, preferem o verão
Outros, preferem o inverno
Não importa qual seja a estação
Desde que sempre tenhamos amor no coração

Ivanildo Sales

Inserida por ivanildo_sales

     ⁠Poesia 
 
    Cor azul

Gosto tanto da cor azul
     Que de azul
 Pintei os meus sonhos nos teus .
        Pintei o mar
     Pintei as estrelas
Só não pintei, os olhos teus.
De azul pintei as ruas
Para te ver no reflexo delas
     Pintei janelas
      Pintei telhados
Só não pintei o teu sorriso nelas
Perdida no azul aprisionei
O meu cansaço no teu
E de tanto azul gostar
    O teu nome diluí
No infinito azul do céu!

Inserida por celia_da_fonseca

⁠Caminhar até o portão, olhar o final da rua que vai se estreitando, finda no céu azul, com nuvens brancas espalhadas, a rua se perde, dando lugar aos pensamentos.

Inserida por LiduinadoNascimento

⁠O azul encanta-me, seduz-me, enfeitiça-me. Minha alma é azul. Azul é a cor do meu amor, o azul transforma-me em liberdade, saudade, prosperidade, calma. Azul, minha cor preferida, ah... mas meu amor verdadeiro, esse mora num lindo par de olhos verdes!

Inserida por FlaviaAbib

⁠Minha obsessão pelo azul vai além do céu e do amar. Minha alma é azul e, tenho certeza, as asas de meu anjo também são azuis!
Flávia Abib

Inserida por FlaviaAbib

⁠Minha alma é mimada, ora quer ser azul, ora quer ser de todas as cores.
Flávia Abib

Inserida por FlaviaAbib

⁠Casaco azul.


Ainda sem palavras , 

E que meus pés toquem os teus,

Não vejo ainda suas pegadas,

Vem de longe o teu sabor,

O teu olhar está no meu... ao céu,

Fico aqui a me olhar o tempo todo,

E me vendo sem ti, o nada é muito,

É tão pesado que ao deitar não durmo,

Pensar que o amor é um prazer,

E que o prazer é te amar,

Se faz em dor por tua ausência,

Um leva e traz de sentimentos.

Vou vestir-me da ilusão de sair por ai,

Descer as escadas com um casaco azul,

Um tênis qualquer ou o de sempre,

Sentar de frente ao mar, 

Soletrar teu nome na areia,

Caminhar um pouco,

De maos dadas com o tempo,

Beijar o vento que por ti passou,

Olhar o sol que teve teu olhar primeiro,

Assim te sinto, assim te vivo,

Passar por rostos que me dizem olá,

Ficar assim por todo dia, junto a todos,

E com todos pensando em ti, amando a ti,

Ir a todo lugar e em todo lugar te levar,

Estar em tudo e em tudo você está,

Olhar as horas e já é noite,

Olhar a lua que você olhou,

Te levar por toda noite, tentar você,

Soltar-me de tuas mãos, se estivesse nelas,

Desligar a dor que me liga a você,

Caminhar sozinho, sem um coração marcado,

Não há lembranças, apenas sonhos,

Não tenho nada, é o desejo a me iludir,

É a paixão que me abraça dia e noite,

O amor sem um corpo a me adotar,

Com os açoites de tua voz,

Entregou-me a ti sem sentido,

E deixou-me no sentido de te amar,

Nem uma rosa posso eu te dar,

Que meus pés toquem os teus,

Mas ainda não vejo suas pegadas,

E me vendo sem ti, ainda é nada,

O amor que dói,

Dentro de um casaco azul...


José Henrique 

Inserida por henrique_santos_15

⁠Minha alma é cúmplice dos meus sonhos, minha alma se perde no meu próprio mundo azul.
Flávia Abib

Inserida por FlaviaAbib