Brasileiro
Intenso
Amo-te como anseia o deserto por chuva,
Quanto em dias nebulosos clamei teu nome sem conhecer-te.
Profundamente amo-te como jamais haveria de amar outrora.
Amo-te como a brisa que toca um coração solitário
E impregna nele toda a dor de sua obscura frieza,
Amo-te com meu mais doloroso pranto,
Pois já não posso amar-te doutra forma.
Amo-te em claro, alto e perfeito silêncio,
Em uma frequência ensurdecedora,
Mas que não alcança os teus ouvidos.
@CarvalhoEscrito
Na minha bagunça só têm lembranças, elas não vão embora se você ainda continua lá; apertando o mesmo botão pra voltar.
Remoendo as cenas boas, o gosto do vento em teus lábios.
Quero jogar tudo isso fora, começar de volta.
Se acabou não foi verdadeiro.
Mas, e se a verdade é uma mentira criada para nos abraçar?
E esses trechos escondidos, que talvez serão lidos por dois olhos verdes acastanhados. Um dia?
Me pergunto quando, me pergunto onde. Que seja de toda via, em mão dupla,
que me siga de carona e também de motorista. Que aceite minhas paradas e desvios pelas pistas.
Nossa lua
Lembre-se de nós sorrindo
Que hoje escrevo chorando
A dor de um amor florindo
E nunca desabrochando.
Não se esqueça da taça de vinho
Que ficou pela metade
Igual ao nosso carinho
E hoje vivemos de saudade.
Mas bem sei que nunca me esquecerá
O tempo é nosso inimigo
Mas as lembranças vamos guardar
E se nunca me reencontrar
Não se esqueça que sou poeta
E meus contos tu vais morar.
@CarvalhoEscrito
As tuas lagrimas me fazem chorar,
Os teus risos me fazem sorrir,
E quando tu me agarras
O teu toque me faz sentir
Que entrelaça minh’alma
E no fim, sou eu quem precisa de ti.
@CarvalhoEscrito
Realmente é cafona, sujo, brega e esdrúxulo.
Por isso me sinto em casa, é formal.
Por que sou eu na forma material desse estabelecimento banal, em uma metamorfose de cadeiras geladas e duras.
Sentir a sua pele aquela noite foi como tocar um alqueire de velames do campo,
uma plantação inteira de algodão.
“É natural no ser humano o desejo de conhecer.” Quando li pela primeira vez esta sentença inicial da Metafísica de Aristóteles, mais de quarenta anos atrás, ela me pareceu um grosso exagero.
Precisei viajar um bocado pelo mundo para me dar conta de que Aristóteles se referia à natureza humana em geral e não à cabeça dos brasileiros. De fato, o traço mais conspícuo da mente dos nossos compatriotas era o desprezo soberano pelo conhecimento, acompanhado de um neurótico temor reverencial aos seus símbolos exteriores: diplomas, cargos, espaço na mídia.
Hoje minha vaca deu leite
Tá sol
É verão
Não tem sombra
Nem capim.
Mas chove,
E, na chuva,
a gente se molha,
mas a gente não bebe água
a gente se afoga.
A água desce morro a baixo
Mas a gente tá abrigado
Opa, caiu um ali
Acho que não tem mais casa
Porque foi levada
Ladeira a baixo.
Com a chuva
Não há mais casa
Talvez haja capim
Mas vamos ter que dividir
E nem vai nascer a jato.
Porque é Verão
Faz Sol
Não tem sombra
E nem trato.
Não é preciso estar nas épocas adequadas para se falar de civilidade...
O Brasil sempre precisa contar com os reais brasileiros, e que saibam
quem eleger para dirigir os destinos da Nação, dando um basta à corrupção
desenfreada que acontece atualmente...
Vamos assim, ver o que é ''SER BRASILEIRO"? Aqueles que saibam escolher,
e que poderão ser chamados de BRASILEIROS, porque realmente amam o BRASIL...
Osculos e amplexos,
Marcial
VAMOS VER O QUE É SER BRASILEIRO
Marcial Salaverry
Para definir na realidade o que é ser brasileiro, temos que voltar às nossas origens, lembrar de nossa História, de como os primeiros europeus aqui chegaram, e encontraram os autênticos “donos da terra” (agora ex-donos...), ou seja, os indígenas. Há que se reconhecer que na verdade, o autêntico brasileiro, que pode ser assim considerado, por não ter sangue estrangeiro, é o índio puro, o silvícola, que sempre aqui viveu.
O branco, aqui chegou, com novos usos e costumes, e logo tudo se misturou... Portugueses, franceses, espanhóis e holandeses, e mais quantos navegantes aqui chegassem, deram início à grande miscigenação.
Alguns vieram pacificamente, apenas pensando em trabalhar, e acabaram até constituindo famílias locais com as indígenas, começando o cruzamento de raças que iria formar o que se pode chamar de Brasileiro.
Outros vieram violentamente, apenas pensando em arrancar os benefícios que a nossa terra lhes poderia proporcionar, mas também acabaram deixando sementes aqui plantadas.
Depois vieram os africanos. Estes vieram forçados. Foram arrancados de seu torrão natal, e cruelmente escravizados. E com as escravas africanas os senhores feudais aumentavam mais ainda a mistura de nossa raça. Há que se dizer que as senhoras feudais também colaboravam para o crescimento da população inter racial.
Todos os que aqui chegaram, também foram adotados, pois a terra brasileira tem um grande coração. Não tem preconceito de cor, raça ou religião. Aceitou como brasileiros, os mamelucos, cafuzos, mulatos e mais quantos surgissem.
E depois, com o fim da escravidão, começou a grande imigração, completando o grande caldeirão, que seguiu cozinhando a grande sopa em que se transformou esta Nação. E vieram alemães, poloneses, italianos, japoneses, árabes, coreanos, gente do mundo inteiro.
Todos que foram chegando, e ao País se integrando, aqui foram ficando, e solidamente suas raízes fincando, formando famílias. E apesar de alguns problemas trazidos de seus países de origem, acabaram aderindo à “Democracia do Amor”, e as diversas colônias acabaram fundindo-se umas às outras. Continuam mantendo o respeito às origens, adaptando seus usos e costumes à realidade brasileira, que faz com que todos vivam em comunhão de idéias e ideais, terminando por formar uma raça sui-generis, pois não existe um biotipo para definir o “Brasileiro”. Pode ser branco, negro, moreno, loiro, pardo, amarelo, mulato, nissei, não sei, enfim, pense em uma cor de pele, uma cor de cabelos, uma cor de olhos, e teremos um brasileiro.
E daqui a pouco, teremos que pensar em ET’s... Se aqui chegarem, fincarão raízes, pois quem aqui chega, não consegue regressar, e quem daqui sai, sempre pensa em voltar. Pergunte a qualquer brasileiro que vive, ou que já viveu fora do Brasil. Garanto que sempre tem na alma o desejo de voltar, ainda que a situação política do País esteja verdadeiramente caótica...
E assim fica a dúvida... O que é ser brasileiro...Na verdade, seja nascido aqui, ou no estrangeiro, brasileiro é quem ama esta Terra Brasileira, e sua mística alma hospitaleira...
“Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá, as aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá”.
Palavras ditas por um brasileiro no exílio (Gonçalves Dias), e que refletem o que se passa na alma de todos que aqui vivem, e que por circunstâncias quaisquer saem do Brasil.
Quem for brasileiro, que confirme... Principalmente quem viveu alguns anos fora, e hoje lhes deseja UM LINDO DIA, apenas esperando que os brasileiros saibam dar o devido valor a este País tão maltratado por aqueles que deveriam zelar pelo bem estar de todos...
Vender o seu seu voto não compra a sua dignidade, compra sua parcela de culpa pelo fracasso do país.
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