Branco
O conhecer de si mesmo é como olhar e ler uma folha em branco, seus olhos não vêem nada, mas sua mente descreve o que é ou o quê será justo no momento em que está.
Tudo dependerá se andas ao passo da emoção ou do razão, olhe as grandes obras primas e contemple os grandes artistas mortos, mesmo sem conhecê-los pessoalmente, verás cada criador pelas suas obras e testemunhos, a partir daí saberá o que eram e como eram.
Você veio no cavalo branco,
Parecendo o príncipe encantado,
Que pena que não sou a Cinderela,
Por quem você é apaixonado.
As gaiolas se abriram e voam os pássaros, voa à vida. Falham as bombas e pombas de branco se pintam. O mundo esquece seu eixo, gira em toda direção e, pira, sem nenhum desleixo, sem a menor ambição.
Não pinta a vida de preto nem vervelho,
Não pinta a vida de branco nem de rosa,
Não pinta a vida de azul nem de verde não viva pintando a sua vida de cores para depois acolher o significado da cor que na qual pintaste a sua vida, mais pinte sempre a sua vida a cor do bem
As vezes na vida queremos responder um espaço em branco só pra não deixá-lo vago, mas você não precisa preenche-lo, seja só você mesmo , porque tudo que fizer hoje mudará o seu futuro.
Olho para uma pagina em branco e vejo um mundo a ser desvendado, escrevo algo e resumo o mundo aos meus pensamentos.
Este é meu pai...
De olhos e mãos cansadas,
Cabelos que lembram o branco da neve,
De pele marcada pelo tempo e desafios da vida.
Possuidor de um coração que apesar de pequeno abriga o mundo,
Acolhendo e sempre fazendo bem-vindo aqueles que um dia se foram,
Mas que retornaram por não saberem viver...
Este é meu pai,
O ser que me vê como sou
E que me corrige quando eu não consigo me ver...
Meu pai de tantas vidas em uma só,
Carregado de experiências e labores desta vida,
Possuidor de felicidades tantas vezes suprimidas.
Homem de sorriso guardado,
Mas que ilumina o lar
Em ocasiões especiais.
Meu pai, o ser sem poderes supremos,
Mas dotado de dons celestes;
Usando-os pra me ensinar.
Anjo, que depois de dizer “tchau”
Em nossas despedidas diárias;
Ora por mim.
Se eu conseguisse traduzir em palavras
Mesmo que fosse em qualquer língua
O amor que sinto por você...
Talvez isso pudesse pagar
Tudo aquilo
Que sempre fizestes por mim.
Eu sempre soube que isso não daria em nada, a gente é oposto um do outro, eu sou o branco e você o preto, mas por algum motivo que desconheço, eu me apaixonei pelo meu contrário e se o acaso deixar, quero ser teu avesso o tanto que durar.
Preto e branco pra cá, preto e branco pra lá, pega a bola, arranha o sofá. Com os olhos pede colo, eu digo vem cá, mas você corre. É preto e branco pra cá, é preto em branco pra lá.
Ahhhh, o sapato branco, aquele que tanto procurei!
Ele se tornou tão insignificante perto de tudo o que senti nessa noite.
Não há explicação, casamento é mesmo coisa abençoada, daquelas que jorram bençãos.
Se você aí do outro lado tem dúvidas se casa ou não, eu te digo: Pouca coisa nessa vida é mais intensa, todo mundo ali e eu caminhando rumo ao desconhecido. Apaixonada...
Até que enfim encontrei meu príncipe. Ele não é encantado, não chegou em um cavalo branco, não é de uma família real, não tem cabelos loiros e nem olhos azuis, muito menos tem corpo sarado. A única coisa que realmente importa pra mim é que ele nunca parou de me procurar … nem por um minuto
Aqui estou
com coração pulsando
sobre o papel branco
_ mergulho profundo
nesta noite
que se faz porto
onde a tinta do pensamento
o poema vai ordenando
nu-humano.
