Bom Mesmo e Ir a Luta Charles Chaplin
No fundo ele é o mesmo menino que fugiu pela janela, que deixou marca de queimado no chão do quarto e que fingia ir dormir quando a vó mandava, mas continuava acordado.
É o mesmo menino que correu riscos por um amigo, que fez guerra de lama e que mesmo gostando da casa da vó, sentiu falta de casa.
É o menino que queria não magoar ninguém nem ser magoado, que se convenceu que todos irão machuca-lo e tenta estar preparado.
É o menino que se culpa por coisas que não estavam em suas mãos e sofre calado por isso.
É o menino que quer muito alguém que fique, quer alguém que o veja e não que só enxergue as mascaras que ele usa para falar com a maioria.
No fundo ele é o mesmo menino de antes e espero que ele saiba que isso faz dele um homem e tanto.
PASSAGEIROS DO TEMPO
O Tempo é eterno, no mesmo compasso,
Somos nós que passamos pelo seu espaço,
E sonhamos com fé, ter a eternidade.
A cada raio de sol, a cada chuva que cai,
no desabrochar de uma rosa, que em breve se vai,
O Tempo está lá... E tudo passa na verdade.
E tantos se preocupam com nascimento e morte.
Respostas; Deus ou Fé, Azar ou Sorte...
E não se vêem passando pelo Tempo de viver.
O Tempo é aqui e agora! A realidade diz!
É Tempo de sorrir, cantar, sonhar e viajar,
De amar, beijar, se enganar e tentar ser muito feliz!
Vivemos como tantos seres a grandeza da existência,
Viemos com certos poderes, pretensos de inteligência
E tentamos compreender esta rica experiência.
Passamos nós pelo Tempo... Apressadamente,
Ele nos observa... Estaticamente!
- Seria o Tempo um ser Onipotente?
Mas desde que existimos, um fato não nos mente:
- Ele sempre vem a nós como um Presente!
Verluci Almeida & Marcelo Marques
Uma imagem missionária não pode continuar sendo aquela da fome, da miséria e da seca! Mesmo na África, no Amazonas e no Nordeste brasileiro tem lugares lindos! Quem está pedindo dinheiro debaixo de uma foto de um menino morrendo de magro, não está fazendo missões, está fazendo vergonha!
Só (lidão)
de: José Ricardo de Matos Pereira
Eu sei,
Que mesmo sentindo calado,
Na noite eterna e singular,
No frio que agasalha a solidão...,
Insólita e
Indesejada.
Eu sei,
Que mesmo sonhando acordado,
Virá o vulto...!
A faísca que me integra,
E, ao mesmo tempo
me parte,
Inconsequentemente...
Eu sei,
Que não deveria viver sem você...
Que o albergue que procurava estava em teus olhos, e,
Que teu sorriso simplificava até minhas palavras tortas...,
Desconexas...!
Eu sei,
Que você nunca existiu.
Você foi um sonho que passou.
Você foi à luz que um dia raiou
E,
No entanto,
Se dissipou...!
Você foi o arrepio de meu desejo,
A verdade de meu sentimento.
A tristeza de meu lampejo,
E,
a tortura de meu esquecimento...!
Mesmo que leve tempo para superar a perda de um grande amor, nem tudo está perdido, ainda tem uma população inteira para ser amada.
"Ser Professor!
É sentir que nem tudo caminha em uma só direção,
Mesmo que lhe falte quase tudo. Até mesmo o tão sonhado pão. Sala de Aula,
Espaço físico, materiais, merenda, com a tal Corrupção." .
XVI
E mesmo assim travado procuro uma forma
De expressar meus sentimentos por você
Até por que às vezes não é necessário muito
Para que todos percebam isso
Basta um gesto seu e tudo ao meu redor muda.
Meus olhos brilham mais e não há luz que os superem
Até mesmo contra o mundo
Mas acreditando no nosso amor
Amor esse que nos defende de tudo
E enquanto acreditar nesse amor
Lutarei com todas minhas forças para
Que nada nos separe
E que sejamos felizes sempre lado a lado
E que sejamos felizes bem mais que a eternidade
Para que não haja saudade exata
A espreitar a vontade louca de estarmos juntos
E desfrutar de momentos simples
Que a cada dia ficam perfeitos
Pois estou ao seu lado
E ao seu lado quero estar sempre
Com amor, carinho e respeito
Amo você até que o tempo nos separe...
Até que o tempo se acostume com esta realidade
De um Amor tão simples e tão longe do mal
É capaz de sobreviver muito mais que ele mesmo
Amo você.
Tem horas que eu falo comigo mesmo, não tem ninguém em casa
Saudades de uma época que nunca vivi
Essa tempestade que hoje vi nascer
Numa tarde vi anoitecer
Momentos em que é melhor ficar calado
Desejos já me deixaram culpado
É triste nascer e não saber
Se você verá o anoitecer
Se eu pudesse voltar atrás
Se eu pudesse não te querer mais
Se eu pudesse comandar
O exército de um homem só
Inventar um sorriso
Viver sozinho
Sair do sombrio
Encher o vazio
Se eu pudesse não fingir solidão
Se eu pudesse ter os pés no chão
Se eu pudesse despertar
O meu exército de um homem só
No exato momento, esse amor me domina, me contamina, me faz ser quem eu nunca gostaria de nem mesmo imaginar que um dia eu fosse!
O ser humano não está apto a viver numa vida "mar de rosas". Porque mesmo quando os problemas inexistem, a tendência é fazer crer que dominam a situação, virando um "bicho papão" só para ter do que reclamar.
Sabes tu quando algo surge do nada e sentimos que será para sempre?
É isso mesmo que pensas...
É esse sentimento que invadiu a minha mente e meu coração.
É algo inevitável de se pensar e sentir.
É como uma história que sabemos que nunca terá fim.
A vida é mesmo engraçada: Pessoas vão e vem. Mas o que é puro permanece equilibrado na alma; a certeza de que sentimentos bons são a presença de Deus!
O HOMEM DO COBERTOR VELHO
Todos os dias no mesmo horário eu descia do ônibus e subia a passarela para pegar a segunda condução em direção ao trabalho. Quase sempre estava atrasado e passava feito um foguete, sem olhar para os lados. Naquele local, entre o ponto e a passarela, desviava de algo que atrapalhava o meu caminho.
Certa vez me esqueci de mudar o horário de verão, e saí de casa com uma hora de antecedência - fui perceber apenas quando estava no ônibus. Estava mais tranquilo e sereno, andando com calma e olhando o caminho percorrido, o que nunca acontecia. Ao descer do ônibus, reparei o que era aquela coisa que eu desviava todos os dias entre o ponto e passarela. Tratava-se de um velho cobertor, cinza, áspero, com um volume por baixo. Curioso, levantei o velho cobertor e dentro havia um homem dormindo, que nem percebeu que o descobri.
O homem debaixo do cobertor velho fedia a cachaça. Talvez por isso não tenha percebido que levantei o cobertor. Em frente ao ponto e a passarela havia uma padaria. Fui até lá e pedi um chocolate quente e um pão com manteiga na chapa, e levei ao homem debaixo do cobertor velho. Mesmo receoso, o rapaz agradeceu.
Passei a fazer do ato a minha rotina. Todos os dias eu comprava um chocolate quente e um pão com manteiga, e levava ao homem que sempre estava no mesmo local.
Um dia eu entreguei o pão com manteiga e fiquei olhando o homem degustá-lo. Ele, com a boca cheia e deixando cair migalhas no velho cobertor, indagou-me:
- Por que me ajuda?
Fiquei refletindo por um tempo antes de responder:
- Acho que não preciso de motivo para ajudá-lo.
Ele então se levantou e saiu andando pela primeira vez desde que o conhecera. Todos os dias eu o aconselhava a sair daquele local, procurar algo melhor para a vida. Queria que o homem reagisse, pois tratava-se de um bom rapaz, porém perdido.
Em um certo dia que desci do ônibus, segui em direção à passarela, e só estava o cobertor velho no chão. Mesmo assim, comprei o achocolatado e o pão com manteiga e deixei no mesmo lugar de sempre. Ele nunca mais apareceu no local.
Escolhi, então, pressupor que o homem melhorou de vida, pois, caso contrário, ele teria o alimento naquele cantinho.
Na padaria o proprietário me questionou:
- Por que você ajudava aquele homem? Era apenas um bêbado de rua.
Respondi:
- Porque aquele homem precisava de mim, mesmo que por apenas um tempo. E eu preciso de pessoas melhores no mundo.
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