Bolo
Eu preciso de você
Seria tão fácil dizer essa simples frase, se ao menos um bolo não se formasse em minha garganta
Estou tentando viver, só que é difícil em certos momentos não me lembrar de você
Lembrar dos bons momentos que passamos juntos
São esses momentos que estão intricados em meu corpo como tatuagens
Não quero me ater a eles!
Quero fugir...
Isso me faz sofrer e eu tenho que emergir desse oceano e voltar a viver
Mais como?
Seria fácil se eu obtivesse todas as respostas, sempre que tenho dúvidas
Só que infelizmente eu não as tenho
Mas com os momentos bons também vêem os ruins
E são nesses que percebo que não vale à pena sofrer mais por você
São eles que me fortalecem
Que me fazem ter a plena certeza que você nunca foi e nunca será o meu príncipe encantado
Sabe por quê?
Por que ele não existe!
Agora, caminho sobre pedras que machucam os meus pés
Mas não ligo, pois sei que estou caminhando para um lugar longe de você
Sem sofrimento...
Onde há paz
E onde eu possa finalmente recomeçar!
Só se contenta com farelos quem nunca comeu o bolo. Se contenta com um quase amor, quem nunca provou do amar ao ser amado.
Quero ler a tua palavra, Senhor, e sentir o doce sabor do bolo de chocolate recheado com muito chocolate. Assim, a minha vontade de saboreá-lo só aumentará, mesmo estando já saciada, ainda vou querer mais, pois sou uma gulosa. 🤭🫶
Exposição "Bolo no Buzu"
de Lilian Morais
É com imenso prazer que apresentamos a retrospectiva da exposição "Bolo no Buzu", uma jornada artística inquietante e multifacetada da artista visual Lilian Morais. O título aparentemente simplório revela-se uma metáfora intricada, cuja complexidade desafia nosso entendimento convencional. O "bolo" presente nesse contexto pode ser interpretado de várias formas, desde o bolo de aniversário celebrado dentro do coletivo até o bolo humano, símbolo de amontoados de pessoas, como punição ou resultado de promessas não cumpridas.
Ao adentrarmos essa exposição de impacto, somos confrontados com a realidade crua e desafiadora das condições precárias do transporte urbano. Lilian Morais capturou, com maestria, a essência dessa vivência coletiva, oferecendo-nos um espelho para refletir sobre as desigualdades sociais e as lutas cotidianas enfrentadas por aqueles que dependem desses meios de transporte. Através de suas telas, somos transportados para dentro e fora dos ônibus, testemunhando assaltos, abordagens policiais e a presença marcante de personagens políticos que, ironicamente, muitas vezes nos dão "bolo" ao não cumprirem suas promessas.
Mas a ousadia de Lilian Morais vai além. Nesta exposição, ela apresenta uma instalação de impacto assustador que nos transporta para os escombros de uma casa demolida pelas chuvas. É uma releitura poética da obra "preta, Bahia preta", do renomado poeta Jorge Carrano. Nessa reconstrução fragmentada, encontramos roupas, brinquedos, pedaços de madeira, fragmentos de móveis e um pé preto, medindo 1,80 metros de altura. É uma representação poderosa das consequências das forças implacáveis da natureza e das desigualdades sociais que afetam de maneira desproporcional as comunidades marginalizadas.
Essa instalação nos convida a refletir sobre a vulnerabilidade das estruturas sociais e a resiliência daqueles que enfrentam as adversidades diárias. Ela nos lembra que, apesar da destruição, a esperança e a resistência persistem nas histórias dos indivíduos que se reerguem diante das dificuldades.
A exposição "Bolo no Buzu" vai além do espaço tradicional das galerias e museus. Ela transcende fronteiras, unindo arte e realidade de forma inovadora. Como parte integrante da experiência, a exposição conta com a participação de poetas performáticos e atores que trazem à vida os personagens retratados nas telas, envolvendo-nos em narrativas intensas e envolventes. E, mesmo que o coquetel seja inexistente, Lilian Morais surpreende ao trazer ambulantes que normalmente vendem bebidas nos pontos de ônibus para o interior do museu, proporcionando uma experiência inusitada e inédita. Essa abordagem disruptiva desafia as convenções estabelecidas, ampliando ainda mais o impacto da exposição.
Em meio a esse cenário complexo, a artista nos convida a questionar o papel do transporte público como um microcosmo da sociedade, onde as desigualdades se manifestam diariamente. As obras de Lilian Morais nos fazem refletir sobre nossa interconexão e a importância de reconhecermos as histórias individuais que se desdobram dentro desses espaços. "Bolo no Buzu" nos convoca a enfrentar as injustiças sociais, a repensar as estruturas vigentes e a encontrar soluções criativas para as questões prementes que afetam nossa sociedade. Junte-se nessa jornada artística que desperta a consciência e ecoa as vozes daqueles que vivem à margem da sociedade. Esta exposição é um convite à reflexão profunda e à transformação social.
Paulo Müller
A forma de assar o pão é a mesma de assar o bolo em estágios diferente, o mesmo propósito se realiza na vida do ser humano.
Um anel de brinquedo
Um amor de verdade
O bolo feito com carinho
A falta de jeito ... a ansiedade
A fotografia de um final de tarde
Explosão no Céu escuro
Lua clara no horizonte
A marca solitária dos meus passos
A palavra saudade ...só pedaço de papel
O chá que queimou-me a língua
de tão quente
O preço de tudo isso
É o quanto vale pra gente
E não o valor que o mundo lhes dá
Pois a bem da verdade
O mundo mente.
Edson Ricardo Paiva
✍️Em qualquer tipo de obra, de um bolo a um edifício, bom mesmo é ser o Mestre que só dá as ordens, não põe a mão na massa.
👁️👁️🕉️💜
A leitura é meu cigarro
Faço minha cabeça com os livros!
Bolo a leitura,
acendo as ideias,
trago as rimas,
prendo o conhecimento.
Solto a folha em branco.
Viajo na leitura.
Seria um pretexto usar droga.
Cara, seja um leitor,
seja um peixe fora d’água.
Eu avistei uma arma
e escolhi o livro.
Vi a droga
e viajei na leitura.
Daí, virei poeta!
E estou traficando meus versos.
(Poesia do livro: Um Semeador De Poesia.)
O fermento usado no pão não é o mesmo utilizado no bolo.
O processo do bolo não é o mesmo do pão, mas no final, ambos crescem.
POEMINHA BOBO SOBRE A VIDA
Demétrio Sena, Magé – RJ.
A vida é bela;
é bala e bolo.
Bola pra frente.
Também é bule
de café,
e tem a bula
de andar pra frente,
de andar com fé,
com pé na tábua
de surfar
no mar aberto
e na maré
de se sentir
que a vida é baile...
é pra dançar
como ela é.
A vida é braile
de se ler
com dedos doces...
e lambuzados...
de prazer.
Boleira é sinônimo de riqueza.
A riqueza da manhã com gente, café e bolo arretado;
o luxo de uma mesa com forro xadrez, pé de moleque e beiju a vontade;
o muito desejado por poucos, mas o pouco que muitos não sabem o que verdadeiramente esse luxo tem a nos proporcionar: sensações e vínculos que dificilmente enfraquecerá.
O bolo do sucesso tem seus principais ingredientes, a saber; gratidão, propósito bem definido, auto estima e entre outros, se inaliza com a humildade.
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