Boa noite
À noite vou dormir tranquilo, convicto que aprendi tudo nesta vida, mas quando acordo pela manhã, percebo que ainda falta muito.
Certa noite fui surpreendido por uma insônia terrível, foi então que comecei a pensar em ti, analisar este tempo todo em que somos amigos. Então comecei a sentir algo diferente tomando conta do meu ser, era a Paz, Serenidade, e nessa tranquilidade o sono se apoderou de mim, então pude adormecer e com isso ter o sonho mais lindo. Um sonho com reflexos dourados, um sorriso perfeito repleto de carinho, amor e sensualidade , um olhar onde eu pude ler tantas palavras lindas, ditas no silêncio da distância que nos separa. Por fim pude entender o que significa a tua amizade, que por vezes fico tanto ausente, mas tão presente no meu pensamento e hospedada no meu coração.
Muitas vezes a insônia me agride, e no meio da noite onde o silêncio impera, faço da madrugada o meu palco, o meu trono onde posso pensar sobre tudo.
Até onde irei? Não sei! Pois foi Deus quem projetou meu destino, o meu passado me importa, porque através dele eu aprendo a viver melhor no presente. Meu futuro é incerto e sem propósitos nem tenho pra onde ir e quem seguir, mas creio que posso ser mais feliz. O mais importante de tudo é a vida, independentemente de tudo eu só quero viver em Paz e Harmonia no mundo que eu escolhi.
Que lindo o entardecer que anuncia a chegada da noite, que na sua escuridão silenciosa acalenta o meu profundo sono. Quando surge o amanhecer a felicidade vem comigo apreciar um belo clarear do dia, e agradecer pela luz, pela paz, pela vida, pela saúde de poder viver mais um dia.
O brilho da noite
Em dias bons
Em dias maus
Lá está ela a brilhar
Trazendo a mensagem
Que esta fase também irá passar
Eu olho pra ela sobre mar
E vejo a beleza em seu olhar
Às vezes novo
Renovado
Às vezes crescente
Animado
Às vezes cheio
Extasiado
Às vezes cabisbaixo
Desanimado
Mas nunca
Nunca
Sem deixar de brilhar
No terraço onde a noite respira lenta,
uma luz antiga pousa nos meus ombros.
É quieta, mas exige humildade e espaço.
Descubro então que o saber não chega como rajada,
e sim como essa brisa obediente
que só atravessa portas destrancadas.
A mente, quando dobra o orgulho,
abre um corredor de silêncio onde tudo cabe:
o erro, o acerto, o possível.
E, nesse intervalo limpo,
o fluxo da sabedoria encontra passagem,
faz do vazio um campo fértil,
e repousa ali, sem pressa,
como quem sempre soube o caminho.
Lil Nan - mais uma música triste qualquer
mais uma noite deitado no meu quarto
cada dia que passa me sinto mais derrotado
sem motivos para viver
com mil razões para morrer
esse vazio não sai de dentro do meu ser
as pessoas que amo sempre se afastam de mim
não consigo suportar preciso pôr um fim
vai em frente aperta o gatilho atira em mim
ninguém se importa se eu preciso viver
não fará fazer diferença se eu morrer
não aguento mais ter que conviver
com tudo isso que está dentro do meu ser
sempre me pergunto: por que não consigo proceder?
minha vida é uma piada cheia de falhas
já me acustumei em perder as batalhas
não faz diferença minha vida é uma tralha
quero partir então me deixe fugir
ir pra bem longe e distante daqui
pra na minha vida eu pôr um fim
Coração quebrado
totalmente machucado
a dor aumenta cada dia me sinto paralisado
única solução é ter que ficar brisado
esquecer das vezes que fui enganado
isso está na minha mente me sinto afogado
mal interpretado no meio deles fico desesperado
cheio de amigos mais me sinto sozinho
me sinto diferente ou é coisa da minha mente?
sinto minha alma condenada não consigo seguir em frente
eu preciso viver
eu preciso correr
eu preciso te ter
eu preciso te amar
eu preciso te beijar
eu preciso em teu corpo agarrar
menina me diz onde tu foi parar?
eu preciso viver
eu preciso correr
eu preciso te ter
eu preciso te amar
eu preciso te beijar
eu preciso em teu corpo agarrar
menina me diz onde tu foi parar?
Enquanto meus colegas brigavam com seus pais na saudável busca de identidade, à noite, eu colocava os chinelos do meu pai para andar no escuro da casa. Fisicamente não nos parecíamos, mas o som dos chinelos caminhando era igual. Matava um pouco da saudade.
Ainda lembro da nossa última vez...
Você estava distante e fria como a noite lá fora...
Sem uma palavra, me disse adeus...
Procurei por seus abraços
Mas seus braços já não estavam lá ...
Busquei encontrá-la em seus beijos...
Mas seus lábios já não eram meus...
Tentei te esquecer em outras camas...
De olhos fechados
Sonhava estar contigo...
E sofri...
E morri em mim...
Pois não existe mais
Eu e você...
Os dias passam, o sol nasce, a chuva cai, a noite vem, tudo é uma repetição eterna, até isso que eu escrevo é uma cópia, um plágio. Tudo se fecha em si mesmo, o inesperado já estava previsto e o que se foi ainda voltará.
Fria noite
Caminho pela rua à noite. A luz mortiça se refletindo nas lajes. Ó meu querido papel que aceita tão docemente a minha mágoa, o que não encontramos na noite, lar do sonho e da imaginação? Enquanto abro caminho na névoa, os espectros tomam forma, passam por mim protegidos pela escuridão. O escuro contém algo que eu perdi, que não me deixa encontrar. Foi a luz do dia, a clareza e a certeza da compreensão. A certeza da morte ao final. O breu do meu sonho cria vagos lampejos de nebulosidades. Durmo e vivo num mundo em que não há memória, que não tem passado nem futuro, ele existe sem termos consciência. Não quero, não posso voltar, a noite me seduziu e me tomou como posse. Só quero imaginar e isso acontecerá.
Sem história
Nada acontecia.
A noite não chegava, o dia não ia.
O sonho não sonhava, a guia não guiava.
O preto era um branco, o frio não esquentava.
A vida não vibrava, morrer era viver no tranco.
E eu aqui, sentado na eternidade,
sem as mãos, sem os pés.
Vivendo da saudade
das guirlandas e dos jacarés.
Fugiu numa noite gélida,
Logo caiu nas poções encantadas,
Não imaginou as ruas tão violentas,
Mais uma usuária viciada.
Sem medo do vazio,
nem da sombra que invade,
não sinto o frio
desta brevidade.
Se a noite é escura,
não me pode tocar,
minha alma é pura
é de outro lugar.
O mundo é passagem,
não é meu abrigo,
levo na bagagem
só o que sou comigo.
Bastou uma noite ao seu lado e a felicidade estendeu-se em púrpura sobre a eternidade dos meus dias.
A brasa acesa consome a noite fria, enquanto o teu silêncio me devora por inteiro. O amor que ontem nos aquecia hoje é apenas fumaça no cinzeiro.
Resta o filtro marcado pelo teu beijo, o gosto amargo que ficou na minha boca. Sufoco em tragos o que ainda desejo, nesta moldura de solidão tão louca.
A fumaça desenha o teu contorno no ar, mas se desfaz antes que eu possa tocar. És o vício que insiste em me queimar, a ferida aberta que não quer fechar.
Viro a cinza da nossa história no chão, enlatado no peito um adeus que não consolo. Apago o cigarro com a palma da mão, e no escuro do quarto, sozinho, desabo.
Eu estava doente
Eu estava doente
Mas elas não sabiam
Tinha noite que eu não dormia
Mas elas não sabiam
Elas estavam sempre prontas
Pra me abraçar
Me pediam braço
Me faziam brincar
Eu fazia de tudo
Pra não deixar transparecer
Que dentro de mim
Eu só queria morrer
Elas eram minha vida
E eu as pertencia
Sempre foi por elas
Que eu sobrevivia
Dia após dia
Enfrentando meus medos
Tudo comigo mesma
Guardando meus segredos
Eu não me arrependo
De ter me calado
O que importava
Era elas estarem do meu lado
Pois delas eu fazia
O meu combustível
Pra seguir a vida
Sem ser desprezível
Escrito 07/09/2021
Eu não dormi —
atravessei a noite armada de silêncio.
Havia um mundo em colapso
respirando atrás das paredes,
soldados marchando dentro do tempo,
e eu…
com as mãos cheias de nomes que amo.
Corri.
Não por mim —
mas por cada pedaço de mim
que anda solto no mundo
com o meu coração no peito.
Havia códigos escondidos no ar,
segredos costurados nos bastidores,
e eu entendia tudo
como quem carrega um mapa
que ninguém mais pode ler.
Mas o preço da lucidez
é nunca descansar.
—
Te levaram.
Não com gritos —
mas com laços delicados,
fitas de cetim preto
que pareciam suaves demais
para aprisionar um universo inteiro.
E ainda assim…
prendiam.
Me ajoelhei diante do poder
não por fraqueza,
mas porque o amor
às vezes se curva
para não se partir.
E então eu dancei.
Dancei com o medo,
com a guerra,
com o absurdo de um mundo
que tenta domesticar o que nasceu livre.
Dancei com você.
E em cada movimento
desatei um nó invisível
até que a liberdade coubesse de novo
no seu corpo pequeno.
—
Meus outros amores
ecoavam à distância,
como estrelas que não se apagam
mesmo quando o céu desaba.
Eu os guiava em silêncio,
em bilhetes invisíveis,
ensinando-os a sobreviver
sem que vissem o meu tremor.
Porque mães
não têm o direito de desmoronar
quando o mundo pede estratégia.
—
Mas eu sei.
Eu sei demais.
Sei do que se move por trás,
sei do que ninguém diz,
sei do fio tênue entre proteger
e desaparecer de si mesma.
E talvez seja isso
que me atravessa agora —
essa guerra que não terminou
quando abri os olhos.
—
Hoje,
eu ainda seguro a espada
mas minhas mãos tremem.
E tudo que eu queria
era lembrar
que não preciso salvar o mundo inteiro
para manter o amor vivo.
Nuvens sem águas, pássaro sem ninho, noite sem lua, dia sem sol, estrela sem céu; é assim que me sinto, sem Cristo.
