Boa noite

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Quem te habita?


Quem são os nomes que você chama quando a noite pesa?
Quem são as presenças que fazem sentido, que ficam?


Quem te enche o peito de amor sem pedir nada em troca?Com quem você pode tirar a armadura e ser só você?Com quem o silêncio é casa, e não guerra?


Quem te conhece por dentro?
Não a versão que você ensaia, não o que você poliu pra parecer ideal, correto, interessante...Mas o que você esconde até de si.


Com quem o seu tempo vira tesouro e não conta?


Porque quando a gente para pra olhar,
descobre: tem valor perdido pra resgatar.Tem gente que precisa chegar mais perto.E tem gente que precisa ir embora.


Tem os que dizem “conte comigo” com a boca cheia de contrato e o coração vazio de presença.


Amigo não se vende.
Amigo se reconhece.


_Jane Silva


27/06/2026

*REFÚGIO & PAZ*


Debaixo das Tuas asas eu vou descansar
Quando a noite vier eu não vou temer
Teu Nome é refúgio, abrigo e paz
E no Teu coração encontrarei lugar
Se o medo me cercar, Teu verdadeiro amor me trará paz


_Van Escher -

Minha insônia
pediu demissão.
O turno da noite já
tem Dono.
Quem me guarda
não tira folga.
Nem no feriado.

Van Escher

De dia somos esboço onírico dentro da realidade. À noite um nos braços dos outro tornamo-nos sonho alado.

A noite mais escura nunca conseguiu revogar o decreto da alvorada, e o dia mais claro aceita, em silêncio, o convite das sombras, viver é entender que a tempestade testa nossa raiz, enquanto a calmaria acolhe a nossa cura.

' DOR DE SAUDADE '


Sem você a noite é fria
A saudade é uma dor que dilacera
No meu peito arde e espera
Quem sabe, um dia você voltará.
Só conhece a dor da saudade
O coração que chora em silêncio
De tanto tanto amar !


Contemplo a lua, as estrelas...
E cada vez tenho mais certeza
Desse grande amor sem fim
O tanto que te desejo,
Aqui pertinho de mim.
É Então que minh'alma voa
Voa longe pensando em ti.


Seja noite, seja dia
Estás sempre em minha mente
Mesmo que não esteja presente
Logo meus lábios sente
O gosto de seus beijos
Impregnando-me de amor
Como uma abelha que beija a flor !


Então me dou conta de como a
Saudade doi sem você aqui,
Nesse anseio chego a sentir seu calor,
Mas nada é tão difícil
ou impossível
Que não possa viver novamente
Contigo esse nosso amor!


Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados sob a lei - 9.610/98

​"Passando para desejar que a sua noite seja leve, que os seus sonhos sejam doces e que o seu coração encontre o descanso que merece. Desconecte-se de tudo e apenas sinta a paz desse momento. Boa noite!"

***
"Acordei durante a noite,
e observei várias palavras
que tinham asas,
e voavam a minha volta,
mas não faziam parte da minha escrita...mas era APENAS um sonho,
eu sempre guardo o dicionário em baixo do travesseiro..."
😔
***

​"A noite não é apenas o fim de um dia, mas o espaço perfeito para silenciar os ruídos do mundo e acolher a paz que habita em nós. Que o seu descanso seja profundo e restaurador. Boa noite!"

A seletividade de nossos sentimentos

Zapeando canais de YouTube em uma noite qualquer, deparei-me com uma notícia que reportava um incêndio de grande proporção.

Imediatamente minha atenção foi sequestrada, fazendo parar o cursor por alguns segundos, suficientes para identificar que o fato ocorreu em outro estado, e então segui zapeando.

Subitamente retornei a consciência, e refletir sobre seletividade de meus sentimentos.

A dor é mais intensa a depender da proximidade, um familiar assaltado, nos abala bem mais, que a morte de um desconhecido. Assim é, mas não deveria ser.

Nossa seletividade, revela nossa frágil humanidade.

Onde foi que nos perdemos? talvez tenha sido o excesso de rotulagem, que só produz divisão, a cada grupo identitário, enfraquecemos a fraternidade universal.

Devemos unir lados, generos, cor e classes sociais.

Devemos quebrar as barreiras da religião, e considerarmos todos como irmãos.

Era noite. Um encontro inesperado. Ele estava com outra, um caso. Inesperadamente um ato violento, ele grande forte partiu pra cima, ela pequena e frágil, traída, sofrida. Sim… ele a espancou, bateu nela com todo ódio que tinha em seu coração. O motivo é simples, ele nunca a amou, estava apaixonado por outra e não sabia como dar fim no seu atual relacionamento. Ele a espancou e com a surra também levou embora tudo que ela sonhou ter um dia com ele.

A lua esboçava um sorriso e uma estrela fazia companhia numa noite de constelação de sonhos.
Não pude identificá-la na minha quase solidão... você não brilha mais em mim.

O Eco dos Anos


No limiar da meia-noite, o calendário curva-se novamente,
dissolvendo um ano em fumaça fina que escapa entre os dedos.
Não é o tempo que foge; é o eco que persiste.
Gestos repetidos como versos de poema gasto,
pensamentos sulcados na alma,
conversas nascidas velhas, pesadas pelo não dito.


Somos espelhos rachados.
Nelas reflete o mesmo espírito:
felicidade oca em dias cinzentos,
palavra de dicionário que evade a pele.
Buscamos reflexos polidos, amores distantes,
palavras que enchem o silêncio sem tocá-lo.


Num descuido ou graça súbita,
abrimos a porta da casa interior.
Ali, o caos negado: silêncios empilhados como móveis quebrados,
sorrisos mofados no escuro,
danças paradas no meio do giro.


As máscaras fundiram-se à carne.
Não sabemos onde acaba a encenação
e começa o real.
Avarentos com o coração, sabotamo-lo
por uma longevidade ilusória,
adiando o encontro essencial
como se a morte negociasse prazos.


Vivemos à espera — do fim do dia, do brinde vazio,
da distração que cala a voz insistente:
a vida não avisa o fim.


Quando a poeira baixa,
o novo ciclo surge não como promessa,
mas pergunta austera:
será possível, num lampejo lúcido,
acolher os cômodos vazios da alma?


Nesta virada, dispense jantares fartos e sorrisos falsos.
Chame-me apenas — para saber se estou bem.
Chame para a reciprocidade nua,
para aprender, devagar, empatia, generosidade, resiliência —
e as palavras que brotam no caminho, sem performance.


Voltemos ao templo que somos:
casa de sentimentos em pedra antiga e luz trêmula.
Com mãos lentas, sem julgamento,
varramos o ressentimento cristalizado,
lavamos janelas embaçadas,
deixamos o vento renovar.


Que nossas verdades ecoem no outro,
vulnerabilidade vire ponte de mãos estendidas.
Não reerga o edifício todo.
Entreabra uma janela,
deixe a luz cortar a poeira,
lembre: dançar é possível
entre escombros, peito partido,
eco persistente.


Que o templo seja morada, não prisão.
Ao limpá-lo, na poeira e luz tímida,
encontremos o espaço onde a reciprocidade inspire


Que os anos traga não felicidade premiada,
mas honestidade à criatura teimosa
que, apesar de tudo, escolhe estar...


Ysrael Soler

⁠#O #GAMBÁ

Armei armadilha...
E peguei um gambá...
Toda noite era festa em meu forro...
Sempre a me atormentar...

Botei linguiça para ser a isca...
Se tivesse posto cachaça...
Tinha pego político seria outra bisca...

Quando que essa praga vai acabar ?
Se não é um gambá...
É uma "autoridade" para mentir e roubar...

Bicho feio, esquisito...
Igual a político...

Só anda aprontando...
Se eu reclamo...
Sai rosnando...

Hoje fica na gaiola...
Amanhã dou sumiço...
Levo para bem longe...
Solto com um sorriso...

Esse mamífero...
Posso até soltar sem perigo...
Mas o político...
Desconfio...

Sei que aqui ...
Não mais há de voltar...
Mas o diplomático...
Que de 4 em 4 anos se mostra simpático...
Tenho medo e lido com cuidado...

O bicho feio...
Com medo fede...
O oficial público me dá medo...
E até me estremece...

É tanta falsidade...
Minha gente , vou dizer...
As vezes prefiro o gambá...
Do que outros safados...
Que a gente tem que também prender...

Amanhã eu solto...
Lá perto do ribeirão...
Enquanto do outro passo longe...
Bem de largo...
Não aperto a mão...

Tenho certeza...
Vou dizer...
Amanhã à noite...
Armo outra armadilha...
Pego mais gambá ordinário...

Mas de político safado...
Passo longe...
Não sou otário...

Sandro Paschoal Nogueira

Saio sem mapa...
Sem promessa no bolso...
A noite aberta...
Um talvez no olhar...
Não espero milagres...
Só deixo o vento decidir onde vai dar...

Levo expectativas leves, quase nada...
Pra não pesar o passo...
Nem o coração...
Se vier riso, ótimo.
Se vier estrada, que seja canção...

Talvez um encontro...
Talvez o vento...
Um bar qualquer...
Conversa sem fim...
Ou talvez apenas um simples momento...

Vou assim: “vamos ver o que acontece”,
Sem cobrar do mundo...
Sem pedir um sinal...
Porque às vezes é quando a gente não espera...
Que a vida resolve surpreender no final.

Sandro Paschoal Nogueira

Malandro tem cheiro de noite,
de rua quente, de tentação.
Não toca, mas deixa nos dedos
a memória da intenção.

Quem olha sente o risco,
quem fica perde a razão.
É calma que acende incêndio
sem pedir permissão.

Ele dança parado,
provoca sem se mover.
O desejo se oferece
só de imaginar o que é.

Não promete eternidade,
mas entrega o agora inteiro.
Quem cruza seu passo lento
nunca sai do mesmo jeito.

Malandro não seduz —
ele deixa acontecer.
E quando você percebe,
já quis sem nem querer.

Sandro Paschoal Nogueira

Eu já vi rio secar da noite pro dia
Já vi corrente mudar de direção
Aprendi cedo com a água barrenta
Que quem endurece perde o chão

Eu não brigo com o vento que passa
Nem bato de frente com temporal
Tem hora que o silêncio é o caminho
E esperar também é sinal

Eu vou seguindo conforme a maré
Sem me perder do que sou por inteiro
Porque nesse mundo de pedra e vaidade
Quem força demais chega por derradeiro

Crocodilo que não abana o rabo
Morre afogado no fundo do rio
Eu aprendi a seguir com a água
Sem me perder do caminho

Eu fico quieto, mas vejo de longe
Eu sou do brejo, do tempo e da espera
Meu rumo é o rio quem vem ensinar
Sabedoria é saber esperar...

Crocodilo que não abana o rabo
Morre afogado no fundo do rio
Eu aprendi a seguir com a água
Sem me perder do meu caminho

Crocodilo que não abana o rabo
Morre afogado, pode acreditar
Quem quer viver muito tempo nessa vida
Tem que aprender a esperar...

Sandro Paschoal Nogueira

''Arrependimento Contínuo''
⁠essa noite eu acordei
havia 28 ligações perdidas
de um número desconhecido
voltei a dormir
fingindo que nada havia acontecido

logo quando eu acordei
na manhã do dia seguinte
havia mais 20 ligações
com o mesmo número
cujos dois últimos dígitos eram 20

dessa vez decidi não ignorar
liguei de volta
e procurei algo na caixa postal
mas o estranho é que só quando eu decidi procurar
quem era a bendita pessoa
que era dona do número
ele nunca mais deu sinal

por um certo período fiquei muito angustiado
passei algumas noites sem dormir
esperando algum recado
foi então que eu percebi
que eu não devia ter ignorado

e mesmo depois de 15 anos
tem vezes que eu ainda penso
e se naquele momento
eu tivesse retornado.

Vem o dia e tão logo vem a noite, o dia te deixa na luz e a noite te deixa na escuridão, mas quem poderá aquecer a chama do seu ❤️ é a sua paixão.

Só uma noite com ela, e eu transformaria em eternidade.