Boa noite

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Que junto com a luz das estrelas a luz da paz se acenda em tua noite proporcionando o descanso que a sua mente precisa e a tranquilidade que o seu coração quer.

Que a paz de um anoitecer tranquilo desça sobre nós e nos conceda uma noite abençoada e um sono reparador e sereno.

Que os teus olhos sejam os meus esta noite.
⁠

🌠 Sob o céu esquecido
As estrelas tremiam como segredos antigos,
quando o silêncio da noite foi rasgado por luzes que dançavam.
Naves prateadas cruzavam o firmamento,
como mensageiras de um tempo que não se lembra,
mas que insiste em pulsar dentro da memória apagada.


Você olhava para cima,
com a estranha certeza de já ter visto aquilo antes,
como se o céu fosse um livro que você já leu,
mas cujas páginas foram arrancadas pelo vento.


E no coração, uma pergunta sem palavras:
seria sonho, lembrança ou chamado?
As naves seguiam, majestosas,
como se guardassem respostas que só o silêncio sabe.

O Anjo e a Lua
A lua brilhava como um farol suspenso no silêncio da noite.
De sua luz suave, um anjo descia lentamente,
com asas que refletiam o brilho prateado do céu.


Não havia pressa em seus movimentos,
como se o tempo tivesse parado apenas para assistir.
O ar se tornava leve, e cada batida de asa
trazia consigo uma promessa de paz e proteção.


Você observava, entre fascínio e reverência,
sentindo que aquele instante não era apenas sonho,
mas um recado guardado nas estrelas,
um lembrete de que há sempre luz descendo até nós,
mesmo quando a noite parece infinita.

No frio da noite,
o vapor se torna orvalho.
Um momento de ciência,
um vislumbre do eterno.
Do invisível ao visível,
do passageiro ao profundo.
O orvalho nos ensina:
em cada gota, o universo se condensa,
o frágil torna-se belo,
o transitório toca o intemporal.

“A sua luz é o que ilumina a noite.”
Theo Emmanuel, 8 anos, 2026.

Quando a noite estiver caindo sobre você
Nós encontraremos um caminho por entre a escuridão.

One Direction

Nota: Trecho da música Through The Dark.

Pergunto: quem move o barco no mar?
Seria o vento ou o navegar?
Por que a noite é feita de breu
Se a luz que ilumina sou eu?
🌹
Quantas perguntas cabem na dor
Antes que ela se torne amor?
O tempo passa ou nós é que vamos?
Onde estão os sonhos que semeamos?
🌹
A poesia é feita de interrogação,
Uma linha curva no coração.
Mais vale a dúvida que desperta
Do que a resposta que fecha a porta.
🌹
Quem pergunta não quer sossego,
Quer desvendar o que está em jogo.
E no labirinto de cada incerteza,
A própria busca é a maior beleza.

Que tua noite seja tranquila na presença de Deus e que transborde o amor Dele em ti.

O tempo é uma roda gigante com uma pausa entre o céu e a Terra e faça noite ou dia seguimos em círculos com nossa sina.

Pálpebras fecham,
O sono que é profundo,
Noite sorri à lua.


Lu Lena / 2026

A CONFISSÃO DA NOITE
(O uivo das sombras internas)

Como uma loba,
às vezes libero,
num uivo híbrido,
minhas emoções
mais funestas no ar.
E na total escuridão,
numa noite intrépida
como testemunha
e cúmplice daquilo
que só eu sinto…
Resta o esplendor
do luar.

Lu Lena / 2026

​O VARAL DA ALVORADA
(Quando o sol acorda o que a noite perfumou)

​Estendo a roupa no varal e a luz do sol me lembra a fragrância do perfume da noite, acenando-me com um sorriso!
​Saí do onírico para o dia que desperta.

​Lu Lena / 2026

Mesmo na noite mais escura, Deus permanece no alto, com os braços abertos.
Sua luz não falha, não se apaga e alcança até os lugares onde a esperança parece distante.
Ele vigia, protege e guia cada passo, lembrando-nos de que nunca estamos sozinhos.
Quando tudo silencia, a fé continua falando.
Porque a luz que vem do céu sempre vence a escuridão.

A Suavidade e a Calmaria da tua Luz na Noite Eleva meus sentimentos á mais Profunda Compreensão da Alegria de Sentir a Paz interior.
Oh eu quero ir mais Profundo!

⁠Senhor, nesta noite, venho a ti para agradecer por mais um dia vivido, por cada benção recebida e cada desafio superado. Abençoa-me, ó Deus, com um sono tranquilo, livre de preocupações e ansiedades. Derrama a tua paz sobre o meu coração, para que eu possa descansar em tua presença.

Confio em ti, ó Deus, sabendo que estás sempre presente e cuidando de cada detalhe da minha vida. Entrego-te todas as minhas preocupações, medos e anseios, confiando em tua soberania. Que esta noite seja um momento de descanso e renovação, para que eu possa acordar amanhã com ânimo e disposição para cumprir a tua vontade. Amém!

- Edna de Andrade

Que a noite traga descanso para teu corpo e paz para a tua alma.

Quem é você que na face oculta da noite desbrava o chão dos versos a tecer um poema controverso? Sou sua face dúbia que não encontra espaço no chão da sala para me fartar de palavras inebriadas. Falo do amor que pode ser qualquer morada. Se esta rua fosse minha eu mandava ladrilhar com poesias antigas para eu mesma me fartar. E muito pouco cumpro daquilo que prometo, pois eis que esqueço sua face mascarada e me perco em palavras pesquisadas, que não alcançam meu vocabulário, que caminha qualquer estrada, pois a liberdade há de encontrar também a palavra. E muito mais falo ao peixes se meu poema não sabe a hora de parar e anda devagar a espreitar um novo conceito nas colchas de retalho que eu costuro e são maiores do que minha estatura. Vendo meus versos solenes a qualquer vivente que a linguagem experimente. Caranguejo não é peixe, caranguejo peixe é, nas ondas da vida eu sou a maré, que te convida a escutar minhas rimas de uma vida que ultrapassam minha sina. Sei do pouco o muito e cobra juros se perdida na colina suspira a existência perdida. E longo caminho se faz, o que para muito tato faz, mas meus passos têm pressa se a poesia se esvai e tenho nas mãos peixes numerosos que me escutam com atenção. Nada se faz além de andar em círculos e as verdades que eu não mais acredito, se está ausente a luz solar e sou visitante do meu próprio lar. Morre incongruente o passado obsoleto e já não protegem os amuletos, se nada se sente no momento presente e são incipientes todas as obras inacabadas, se não há mais pés que caminhe a estrada. O dia escureceu em minha mente e não há argumentos que me façam mudar de pensamento se já foram plantadas todos as sementes e estou abruptamente descrente de qualquer fruto que brote no chão. Eis uma canção que não se escreve, pois entardece o poema ausente de beleza plena a vagar no solo da realidade a inquietude de minhas mãos incertas se a face deslumbra o ardor frenético de um forte remédio que descortina o tédio e fazem os olhos verem o estático minuto da aurora que foi outrora festiva e convidativa, mas agora se farta de rima que muito pouco dizem e me resigno se minha sina é comprar uma passagem só de ida e esquecer o passado de minhas madrugadas. E há de haver novas estradas para fazer raiar minha alegria distante que não encontra rios de água cristalina a desviar a íris de qualquer lembrança fria. Novamente se faz despedida na inconstância do amor que morre todos os dias. Chamaria isso de vida.

Na noite que tarda estrelas, as mãos tecem versos no chão e se podia dizer que era manhã, já que as palavras tudo aceitam dos versos descomprometidos com a verdade e eu não diria que é mentira se ardem as esmeraldas. A face reflete o mais puro céu azul e os girassóis deliram no amarelo altivo de uma vasta plantação. E se diria que o rubro de minha face era a vida queimando na melodia indizível das colinas esverdeadas que murmuravam fontes de água cristalina nas mãos de flauta. E se podia dizer sobretudo que tudo já foi dito, mas o poema contradito toca a margem do infinito e mais versos geram em minhas linhas digitais. As árvores falam o sussurrar das folhas ao vento e colorem de flores o chão e as ruas se fazem rosas, vermelhas e larajadas, uma camada farta de detalhes numerosos em sonhos de turquesa. O amor partiu em muitas tardes como uma imagem que se esvai e restam fotos antigas desprovidas de vida. E o amor já não é uma necessidade, haja visto o preço oneroso da vida, pois é preciso comer, morar, vestir e viver. Eis que o amor é um luxo e se procura a paz no esdrúxulo movimento de se manter em pé. E para tanto se pede um pouco de fé, na esperança desmedida de o mundo ser melhor e sermos melhores para o mundo. No entanto, navego no absurdo e planto flores no olhos plenos de palavras, que assim compõem uma paisagem que não distingue as estações e faz solar a escuridão da noite. Faz do sul o norte e tudo muda de lugar no poema a proclamar verdades de imensidão nos dedos que tecem rimas nas constatações violetas do corpo em êxtase, pois tudo são pormenoridades se escrevo e me escutam e nada tarda na vida que permanece no tempo. Seguimos fortes sem lamentos a poupar o rosto de lágrimas frágeis, porque se bem observar não há motivos para chorar, pois que estamos vivos e atravessamos todas as madrugadas frias.