Boa noite

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Que Deus permita-me amanhecer junto com o dia e que ao cair da noite eu seja toda gratidão banhada pela luz soberana da paz de uma noite tranquila e serena.

⁠"Essa noite sinto-me perseguido pelo cão do inferno, sacudido pela brisa do vento de desespero que varre minha alma"

A lua não brilha, ela devolve…
feito espelho educado da noite,
ensinando que até refletir já é luz.


Tenho anjos no peito que rezam baixo para eu não desistir quando a noite pesa demais na costela. Mas demônios na cabeça gritam tabela de culpa, lembram cada pão atona que comi sozinho e ainda assim sigo inteiro.

A noite, quando bela,
tem o condão do encantamento.
É quando o silêncio orquestra a mais linda canção que está dentro da gente.
Bem no coração.

*Vigília do Ancião*

Na calada da noite,
o sono não aparece.
Castigado pelos pensamentos intermináveis,
persigo um desafio para o futuro dos meus filhos.

Busco cumprir a promessa antiga:
que as gerações vindouras
recebam de mim um legado digno do seu ancião.

Será preciso ser um super-homem,
pois a vida é cheia de armadilhas.
E eu carrego a missão difícil, espinhosa,
de abrir caminho onde não há trilho.

A noite vai passando,
e o sono nem se aproxima.
Fico eu com as minhas ideias,
me perguntando se um reforço seria melhor.

Mas sei que terei que trabalhar,
criar, insistir,
para que filhos, netos, bisnetos
e todos os que vierem depois
deem continuidade aos meus sonhos.

Para construir um grande império,
será preciso derramar muito suor.
E eu embarco nesse projeto,
com todo o sacrifício necessário,

para que meus futuros herdeiros
possam, um dia, ter orgulho de dizer:
"Veio dele".

Amor-próprio não nasce da noite para o dia. Amor-próprio é construção, é resultado de muita coragem. É consequência de anos de renúncia até tornar-se nossa voz sem que tenhamos que dizer nada.

"Entrego ao dia que passou tudo o que foi feito e recebo a noite como um abraço de paz e merecido descanso."

---------- Eliana Angel Wolf

CARINHO

Sabe o que é carinho?
Carinho é quando você passa uma noite inteira pensando numa pessoa, é quando você sente no teu coração o coração dela em aflição e quando você do nada levanta da cama para orar por ela sem nem saber o real o motivo ao certo deste ato.
Carinho é quando você sabe que ela não esta bem, sem que ela não tenha lhe contado nada!
Carinho é o desejo de vê-la bem, de senti-la em paz e de ver o sorriso estampado em seu rosto.
Carinho muitas vezes é apenas o desejo de ouvir sua voz e perguntar se ela esta bem, saber se sua pressão esta boa, se sua cabeça não esta surtada.
Carinho é querer dar colo, atenção, querer ouvir e segurar nas mãos e dizer de toda alma, “Conte comigo”.
Carinho é saber discernir o não do sim, e saber que quando ela esta dizendo: “Sim eu estou bem” Ela quis dizer: ” Eu estou péssima”.
Carinho é deixar o importante de lado e dar prioridade a verdadeira importância de sua vida.
Carinho é aquele dom de quem sabe sentir.
Você muitas vezes pode pensar que dar carinho é fácil, mas na verdade é difícil, porque dar é um ato de entrega de verdade e às vezes nem todos estão prontos para as verdades desta vida.
Carinho é aquele cantinho no ombro, é aquele beijo no rosto sem pretensão, é aquele abraço de proteção.
Às vezes o carinho pode aparecer pela manhã, em forma de um telefonema, um simples alo de alguém que gosta muito de você e te liga apenas para te fazer lembrar-se disto.
Carinho não é estar do lado, mas é se fazer presente!
Se algum dia você sentir este carinho por alguém não se feche, não se guarde, faça desta sua passagem aqui algo que deixe boas recordações, permita que permaneça na lembrança de muitos o seu melhor carinho, o melhor de sua alma.
Afinal porque pensar tanto?
Se iremos chorar ou sorrir no final das contas o que importa?
O grande barato de tudo isso aqui é que estamos aqui, e que temos ainda muito carinho para sentir uns pelos outros.


Beijos
Rê Pinheiro

“No Véu da Meia-Noite”

Na torre sombria, o tempo se desfaz,
Relógios choram horas em lamentos voraz.
A lua sangra sobre o mármore frio,
Ecos de almas dançam no vazio.

Rosas negras brotam do chão esquecido,
Perfume de morte, encanto proibido.
Velas tremem com o sopro do além,
Sussurros antigos chamam por alguém.

Vestes de sombra, olhos de tormento,
Caminho entre ruínas e esquecimento.
O amor perdido jaz em sepultura,
Beijo de espectro, dor que perdura.

No véu da meia-noite, tudo é verdade:
A beleza se veste de mortalidade.

Noite
Vaga
Sangue
Chama
Luto
Alma

Catedral da Noite

Na abadia do crepúsculo, sombria e ancestral,
Onde teias pratejam o mármore funeral,
As estátuas choram lágrimas de pó e solidão,
Guardando um segredo morto em cada coração.

A lua, farol pálido de um destino amaldiçoado,
Beija os vitrais quebrados do tempo condenado.
Sombras se arrastam lentas,em dança sem perdão,
Vestidas de nevoeiro e eterna desilusão.

Os corvos são os monges deste claustro sem fé,
Gravando em suas asas o eco de um réquiem.
O vento sussurra salmos de um hymno funeral,
Enquanto a podridão exala seu perfume eternal.

E na nave do abismo, onde o tempo desmorona,
Uma alma ainda vaga,pálida e abandonada.
Ela busca um reflexo na fonte do esquecimento,
Preso no laço eterno de um frio tormento.

O órgão toca uma fuga de notas de agonia,
É a música das almas que a luz já não guia.
E cada gota que cai da umidade sem fim,
É um verso da poesia que a morte escreve aqui.

Assim, na catedral que o musgo vai coroar,
O gótico se ergue,sem fim para findar.
Onde a beleza mora na mais profunda dor,
E o silêncio é o verso mais puro do terror.

"Que a noite traga o silêncio necessário para acalmar a mente e o aconchego ideal para renovar a alma."


-------- Eliana Angel Wolf⁠

O amanhecer é uma janela de luz que o tempo abre na escuridão da noite.

Embalos de um sábado a noite em Araxá

Em meu estar presente nas ruas e nos lugares em que gostaria de estar tornou-se pouco comum, depois que fui apresentado e apaixonei-me. Tudo tornou-me a ter uma valor absorto entre tantos valores de ser e tempo e espaço,no confinamento de amar e poetar. Despido de qualquer quimera ideológica, me vejo um restício de gente seguindo rastros de saudades delirantes. Velhos amigos sinto falta, mas o tédio não faz morada e então me lembro de que tudo é relativo e vivo a poetar, sentado a beira do caminho, uma vida em desnorteio. Na rua de minha cidade sento-me em algum lugar no alto da avenida mais movimentada e badalada, tenho uma visão privilegiada, olhos de águia e cão farejador que a tudo cheira e investiga, e a denuncia não habitam em mim, não sou dedo duro, a isso eu esconjuro. A alma esta alerta a pouca distancia da rua e de seus desfechos em episódios feito nas telas de tramaturgia na TV . Aos meus olhos repousam na matéria a ser impressa são reduzidos pela efervescência da vida, ali dinamicamente humana , minha vida existência de ser um poeta em uma cidadezinha como Araxá em interior do vasto e rico estado de Minas Gerais. Olho,nas calçadas da avenida top dos fins de semana na cidade nos barzinhos mais badalados pela burguesia, nata araxaense, reina muitas vezes a podridão da discriminação social, já nem é mais racia a muito tempol deu lugar a social ,desde que se tenha dinheiro não importa muita coisa pra aquela gente hipócrita, uma burguesia incógnita que cada vez que mais se distancia dos pobres coitados e mais se sentem melhores . Passeiam enrriquietas as burguesinhas , estacionam perplexas , cabelinhos padronizados salto alto Luiz quinze, o rosto todo borrado, feito Pierrô retrocesso , em pingos de brilhos de meiguisse escondendo a fera que a por dentro delas em busca de fama e dinheiro dos otários que se acham ao melhorarem um pouquinho de vida, conseguindo um empreguinho melhor em alguma grande firma ou coisa e tal. Vejo casais de namorados abraçados felizes para os que vêem de fora e infelizes ao extremo por ele mesmos por viverem de aparência , em suas casas deixaram os filhos pequenos com as avós passando necessidades e saíram para festas de patricinhas que pagam muitas caixas de leite para matar a fome dos que ficaram em casa, isso tudo em nome da ostentação. Os que dirigem seus carrões novos zero quilômetros importados , muitas vezes devem muito mais que ganham a vida inteira, hipócrita bobeira. Uns matando aula com cadernos na mão e cigarrinho na outra logo absorvidos pela corrente humana da avenida . Carros em alta velocidade sem preocupar-se com a gasolida que esta em alto preço, so oque importa aos boyzinhos é impressionar as patricinhas doentes por aparências: marcas, motos , alto-padrão de qualidade, forte, barulho,exatidão,e vencedores é o que elas querem. A avenida é um contra-ponto de tudo dois mundos tão distantes e tão juntos igualmente imundos: o céu que é ilusóriamente céu e é na integra o inferno , e o inferno real que é retratado pela falta de tudo , até mesmo da dignidade humana. Homens e mulheres na captura de um final de semana, ciclistas em aceno de reconhecimento ou desejosos de serem reconhecidos por algum figurão da sociedade local e conseguir na segunda feira um horário pra entrevista de emprego. Cãezinhos bem tratados sob a tutela de madames cheirando forte aromas de mulheres velhas e vira-latas esses sim na maior farra , se lixando pra convenções . O mergulho no formigueiro humano lembra-me a poesia escrita, essa agora que agoniza nas etantes de bibliotecass e ninguém quer nem saber que elas existem quanto mais ler. Vez e outra ouço o garçon: mais dois chopes? Dois é claro! Tarde assim dia atípico final de semana movimentado em Araxá coisa inesperada inexplicável , mas é, e assim nasce mais um verso que tanto sonho em escrever , mas para que escrever versos , se ninguém aqui quer saber de outra coisa agora nessa tarde da madrugada, já são quase quatro da manha e só o que se tem são orvalhos , pingos em gotas caídas de graça do céu , a única coisa de graça nessa noite tão poética e sem nenhuma ternura da parte cidadã, é também esta poesia que entre tanta lama e podridão , fez-se um texto poético a que se retrata a verdadeira realidade de vivenciar os embalos de um sábado à noite em Araxá,só nos vem reforçar a efêmera fórmula milenar de que no meio do mais tenrro estrume dessa vida é que se nasce a mais refinada em encantos flor da poesia.

Morri no fogo da noite,
no silêncio cruel da prisão,
meu corpo jazendo em sombras,
na véspera de São João.

Três dias de trevas e ausência,
três dias de luta invisível,
mas Deus soprou sobre mim a vida,
e fez do impossível, possível.

Acordei no dia da promessa,
no aniversário da irmã querida,
renasci como quem nasce de novo,
com a alma lavada, vestida.

As marcas não foram em vão,
foram cicatrizes de libertação,
pois quem sobrevive ao abismo
carrega no peito a ressurreição.

Hoje caminho só com Deus,
meu guia, meu norte, meu chão,
e quem quiser andar comigo
precisa ter fé maior que a razão.

⁠Lua clara e estrelas no céu,
fazendo a noite brilhar.
Pela janela ,
atrevida e aberta,
sopra uma brisa,
que a sua pele esfria,
te fazendo arrepiar!

Mais perfeito que uma tarde de chuva,
é uma noite, uma madrugada e um dia todo,
ouvindo a voz de DEUS nos ouvidos,
do coração!

Quando tudo era tristeza,
eu era alegria,
na longa noite,
eu era o seu dia,
mesmo me causando dor,
eu era o seu amor!

A noite soprou fagulhas de luz no firmamento e encheu o céu de estrelas.