Bater Asas
Pássaros voando, soam como vidas,
Que vem e que se vão ao bater das
Asas, essas tão rápidas quanto um
Pensamento, no leve sopro dos ventos,
Traz em um momento fugaz aquela
Que meu deu a vida um tempo atrás.
Póstumo rubro caústico.
Sair da base, bater as asas, quebrar as estruturas. Isso que farei. Desafinarei o piano e arrebentarei as cordas do meu bom e velho violoncelo. Não agüento mais a monotonia de nossas vidas, as reuniões de família em pleno alvorecer, ter de jantar com vários homens que nem conheço sendo apresentada em casamento só porque eles são bem sucedidos. Cansei do chá das cinco, de cuidar dos meus irmãos. Gostaria de exceder minhas fronteiras, esvaecer. Pular do nosso século dezenove diretamente para o século vinte e um, era da perdição. Lá eu viverei ao som de “Highway to hell – AC/DC”, a ilustre liberdade, meu livre-arbítrio. Tenho certeza que não há nada mais completo do que isso.
Enfim optarei com quem casar isso se o fizer. Desculpe-me desde então se isso ferir seu orgulho papai, mas apreciarei vários homens, sairei com eles, beijá-los-ei e irei pra cama com todos. Pagarei minhas dívidas com o corpo, viverei da minha tez e minhas pernas nunca impedirão miúdos varões de deleitarem-se do meu néctar, do meu mel. Não serei mais forçada a ir aos saraus da cidade, tendo que voltar “tarde” pra casa, às dez horas da noite. Sairei de casa nesse horário e chegarei ao amanhecer seguido de um nascer do sol sendo levada no colo após uns grandes tragos de rum e várias doses de merlot.
Tomarei pílulas anticoncepcionais e usarei a nova invenção contraceptiva, chamada camisinha, para não cometer a ousadia de ter uma família com sete componentes, feito a nossa. O custo de vida médio de lá é muito baixo e fica difícil existir muitas famílias com mais de três filhos. Por fim, em uma de minhas futuras saídas pela madrugada afora, sofrerei meu primeiro porre, esquecerei das pílulas, da camisinha, logo engravidarei de um desconhecido aos meus quinze anos de idade. “Au revoir.”
UMA TARDE
Pássaros voando
Por ali passando
Num bater de asas
O canto
O encanto.
Era só magia
Numa tarde
Onde tudo ali
Virou poesia..
O sabiá
Com esse encanto de bater asas
Saúda o mês das flores
Embelezando com suas cores
Ruas praças e casas...
Na beira da sua morada
Tão perfeito é o seu bailar
Vem numa magia cantar
Quando de manhãzinha ele acorda
Trazendo nas penas essa beleza
Misturando-se com o alaranjado pôr do sol
Imagine pousado em girassol
É a grandeza do amanhecer da natureza...
Olhando o jardim fico a admirar
Flores se misturam em sintonia
Quando ele canta em sinfonia
borboleta começam a bailar...
O anjo e o passarinho se encontraram. Foi uma festa de assobios e bater de asas. Houve festa no céu e na terra tb. Muitos cânticos de ações de graças foram entoados. Daí, em diante felicidade sem fim... E viva a paz dos encontros perfeitos!
Acontece como o piscar de olhos ou até como o bater das asas de um beija-flor.
Aproveitar a juventude sempre!
O Tempo passa agente cresce e cria asas e quer voar sozinho mais para aprender a bater as asas você precisa de ajuda de quem o ensino a comer
Quando desejamos paz, a paz vem ao nosso encontro como o bater das asas das borboletas.
Feliz domingo!
O ser humano deve bater suas asas para sobrevoar seu universo interior em busca dos galhos da sua autoestima, da flor da sua motivação, da resina da sua dignidade, da terra das suas esperanças e da água morna do seu amor próprio.
Existe tanto amor, dentro e fora de mim. Em cada batida do coração, no bater das asas de um pássaro, no desabrochar de uma flor... Só sentimos quando estamos em uma frequência amorosa. Abra o seu coração e se deixe transformar em amor.
Cemitério de Pássaros
Era bom viver com os pássaros.
Era como se,
A cada bater de asas,
Você garantisse que voaria mais alto,
E para qualquer lugar, no dia seguinte.
Usando as suas próprias asas,
você iria.
Usando as asas de seus próprios pássaros,
Que nasceram com você,
Que faziam parte de você,
Que te levavam às nuvens...
Lhe traziam liberdade,
Magia,
Confiança.
Mas, à medida que o tempo passou,
Você percebeu que aquilo que os pássaros lhe traziam...
Começou a sumir...
Assim como os pássaros.
E você não havia percebido.
Aos poucos, foram matando seus pássaros.
E conseguiram deixar-te tão absorto
A ponto de não perceber que, na verdade,
Você se tornou um cemitério de pássaros.
Seus pássaros.
Fizeram com que você morresse tanto,
Que você, mesmo sem perceber,
Também foi responsável pela morte de suas aves.
Eles acharam que seus pássaros voavam alto demais,
Demais para a realidade.
As aves precisariam sumir,
Você não poderia voar.
Tiraram-lhe das nuvens,
Trouxeram-lhe ao chão,
Agora, você pode tentar tocar aos céus.
Quando seus pássaros estão mortos ao seu redor.
Sem asas.
Dói.
Dói ao ver o massacre do que antes foi seu.
Dói ao ver que nenhum restou,
Tudo o que restou foi o que você se tornou.
Não há volta para a morte.
Para àqueles que se tornaram,
Ou estão se tornando,
Cemitérios de pássaros...
Crie novos pássaros,
Faça-os sobreviver.
Não deixe que os matem.
Eles são os únicos meios de voar.
Imaginar
Existe sim
Do lado de lá
Oposto
Ao bater das asas
A mente se vai
Sem ao menos ver ou sentir, fraco pulsar
Nos dias nublados lá dentro de um
O que se quer já nem se sabe mais
Que se fica quer se vá, distante estou
Ao menos só, a encontrar
O todo ser.
