Bater Asas
Num bater de asas emanei toda fúria que sentia. Toda história se repetia diante de meus olhos, mas não me conformava.
Culpava o mundo, o azar, a sorte e principalmente a mim mesmo.
Tempestades de fogo, raios e furacões. Mantinha longe seus intrusos. No recanto da montanha, a fera voando solitária.
O HORIZONTE DA INÉRCIA
(Entre o bater de asas e o silêncio da gaiola)
A vida é tão complexa e, ao mesmo tempo, simples e natural como o pássaro que voa... O diferencial é que o pássaro pode não ser mais visto, ou pode ficar preso na gaiola por não saber voar, condicionado a essa prisão.
Assim como as circunstâncias de nossa existência, que não se explicam: a gente observa e as deixa apenas voar, ou elas ficam aprisionadas por nosso comodismo.
Lu Lena / 2026
METAMORFOSE DA VIDA
(O bater de asas entre a memória e o agora)
O que mais dói na maturidade não é a dor física, mas a saudade da essência que ficou para trás. Nessa transição, somos como borboletas em constante metamorfose: ora asas que se abrem para a vida, ora casulos que se fecham, introspectivos, para ela.
Lu Lena / 2026
A liberdade dos pássaros nos ensina que, embora a floresta esteja em chamas, o bater de suas asas também ajuda a apagar o incêndio.
O ser político que bater asas e voar para fora da gaiola brasileira com milhões nos bolsos.
Mas...
Os pesares e lamentos da sociedade alimentam a sua vida de luxo e luxuria.
Para tais alienação intelectual o transforma em gado de manobra.
Ilusão...
Tanto faz,
O tempo passou foram realocados para novo ambiente digital.
O cubismo social mero labirinto.
Aonde podemos contemplar as estrelas
E podemos sonhar com dias melhores.
O mundo do amanhã...
Essa expressão é simplicidade da vida mesmo na gaiola a felicidade pois é assim alienação.
"O maior poder é poder quase tudo, mas principalmente bater as asas e voar por aqui, por ali e por lá; mas não só voar, também sem rumo a ser dito ou não dito a quem quer que segure a coleira vazia."
Autor Desconhecido
Eu quero ir embora
Bater minhas asas e voar
Deixar livre meu espírito
Que é nômade cigano
Aqui não é o meu lugar
E me sinto presa
Tal qual pássaro em gaiola
Que só faz trinar lamentos...
Pássaro engaiolado
Eu quero ir embora
Bater minhas asas e voar
Deixar livre meu espírito
Que é nômade cigano
Aqui não é o meu lugar
E me sinto presa
Tal qual pássaro em gaiola
Que só faz trinar lamentos
Quero a imensidão dos céus
Sobrevoar o azul do mar
Pousar em florestas para descansar
Beber água dos rios
Sentir o sabor do vento
E nele me deixar planar
Sem pressa nenhuma de voltar
Para esse ou qualquer lugar
Eu quero ir embora
Abrir essa gaiola
E sem medo nenhum
Me lançar espaço afora
Há tanto tempo aprisionada
Estou perdendo minhas asas
O meu jeito de voar
Mas ainda assim...quero tentar
Abram essa gaiola
Me deixem ir embora
Meu canto é tão triste
Que já nem sei se ele existe
O que sei é que o tempo é pouco
E se não abrirem logo a gaiola
Não me restará forças sequer
Para eu tentar...ir embora...voar
Os pássaros que lá fora voam
são felizes pelo singelo bater de asas
sem preocupação, ninguém os atormentam
o mundo inteiro é deles, a própria casa
Estou com novos olhares para a realidade
por querer, prendi os que amo em minha vida
ficava infeliz sendo só a metade
que não quis mais me machucar com as vindas e idas
Os dias, as tardes, as noites, sozinha
á procura de algo pra me completar
e com as gotas translúcidas tão somente minha
pranteava bem baixinho pra não incomodar
Era pedir demais pelo afeto
demasiadamente desejei ter alguém
seja de longe ou seja de perto
mas que dissesse genuinamente: "Eu te amo, também!"
O amor precisa de paciência
tem que lidar com a liberdade
tratar o outro com benevolência
o amor não existe sem integridade
Mas tudo bem, eu aprendi
um hora ou outra tinha que saber
que não se pode em nada exigir
nem se entregar, nem se reter
Com as chaves em minha mão, te desatei
e sequer olhou para trás
a solidão mais uma vez entrou, mas já já esquecerei
talvez quando quiseres meu amor, não terás
Sinto o aroma da minha atitude certa
é de longe, o mais aprazível
amar a mim mesma está sendo a mais linda das descobertas
percebi que isso é sim, possível
Não sou nenhum passaro mas vou bater asas e vou me embora antes que perca as forças e deixe de conseguir fugir.
Assim que se fecha a porta do dia ouve-se o bater de asas manso da noite, que como uma borboleta de luz pousa na crepuscular flor do tempo e abre as suas asas mágicas enchendo o céu de estrelas; enchendo os sonhos de luz!
Há de existir, no bater das asas de uma borboleta, qualquer coisa que de tão belo não se explica, qualquer coisa de fragilidade e leveza, qualquer coisa de imprevisível e incompreensível.
Um bater de asas do outro lado do mundo pode mudar os caminhos que definem a sua vida em um sentido ou outro.
Viver é flertar com o caos, é dançar com as possibilidades, é se jogar de cabeça e sentir tudo intensamente, ou se conter e nunca saber como seria, é como querer e se esquivar ao mesmo tempo. Cada decisão que tomamos compreende um universo novo, habitado pelas consequências dos nossos atos, e pelo mal-estar, que ninguém quer, mas é necessário e estruturante.
A inexorável beleza do tempo entre as coisas e a fugacidade da vida é como um bater de asas, talvez esse seja o motivo de existir tanta beleza nas asas de uma borboleta.
Seu riso me chegou tão solto, tão leve, que mais parecia o bater de asas de um beija-flor, voando livre pelo infinito azul do céu.
O segredo é parar de bater o pé falando que o tempo voa e começar a bater as asas voando mais alto que ele.
Em seu bater de asas mais rápidas e quase incontáveis, o beija flor em sua plenitude, beija docemente as rosas do jardim.
Alguns milésimos de segundos são mais do que suficientes para que o néctar e pólen das flores sejam espalhados no chão quase sem vida.
Um beija flor me disse, que se agíssemos com total cuidado e sutileza, a vida seria vista com mais leveza. Tudo aquilo que antes estava murcho, exaltaria sua plenitude no jardim sem vida.
