Banco Praça
Sentei-me em um banco da praça já vazia. As pessoas em suas casas vivem as emoções de uma trama fictícia, sem cogitar as tramas reais.
Observo atentamente o movimento das nuvens no céu já escuro, a noite caiu e todos estavam ocupados demais para perceber. Só eu consigo ver?
O vento arrepia minha pele descoberta, chego à conclusão de que logo vai chover se não sentisse frio, talvez nem fosse perceber.
Os carros andam apressados de um lado para o outro, me pergunto se essas pessoas sabem para onde exatamente estão indo, ou aquele ato não passa de uma pequena circunstância da rotina e dessa vontade desenfreada de repetir a mesmíssima coisa do contexto social. Como deveria ser, corre tudo normal.
Afago o acento vazio ao meu lado, deveria haver alguém ali?
Aspiro o ar puro pela última vez, antes de cair nas previsões de que faria tudo outra vez. Levanto-me e retorno para a realidade, esperando que ao menos aquele segundo de lealdade, continue por alguns dias em meu coração.
Queria ter a coragem insana que faz os leigos acreditarem em uma felicidade nem tão feliz, porque sim, é preciso coragem para não sorrir.
"te espero no banco de praça.
tu veio, mais estava com outro olhar,
era você, mais com outro brilho
senti medo ao te tocar,
estava fria.
esperei você falar,
você disse, não dá mais!
queria motivos,pra entende tal atitude.
você choro e falou.
falando entendi sua razão
chorando, percebi o coração, abri mão
do que tanto amou.
penso, no injustiçado
a razão, que diz o certo ou errado,
ou o coração que sofre por atitudes da razão!
15.01.2020
Onde começa a paixão?
Em qual banco de praça se encontra esse sentimento tão repentino?
Há muitas teorias, até métodos científicos que tentam por teses e experimentações explicar um fenômeno tão abstrato. Sim. Essa é a palavra, abstrato.
Em um momento você está livre, desprendido, agindo sua vida e planejando um futuro promissor...No outro aparece uma pessoa que captura sua atenção. Pode ser em um cinema, na fila de um banco, numa festa entre amigos ou até mesmo em um ônibus...Ou, por mais cômico que possa parecer, talvez seja com aquela pessoa que sempre conheceu e do nada...você começa a enxergá-la com outros olhos..
Independente das maneiras, os sintomas são sempre os mesmos..
Você fica naquela expectativa absurda, pensando se a pessoa sentiu o mesmo, já imagina a possibilidade de um "e se"...Sente o coração bater mais rápido, a garganta secar, as pernas fracas e a cabeça fica um caos.
- Calma, respira. Vamos devagar. São essas palavras que você diz a si mesmo, quando sua mente surpreendentemente começa a enlouquecer criando um futuro todo brilhantemente montado.
Você se vê perplexo ao perceber que já não enxerga mais as coisas como antes, fica ansioso tentando descobrir se o sentimento é recíproco e sente medo de ser o primeiro a dizer alguma coisa. Daí vem os sinais... Você já não consegue mais agir de forma diferente, não consegue disfarçar o olhar, o que está explodindo por dentro. Fica sem graça quando chega perto, nunca sabe como agir ou o que dizer..E por mais que você tente, seu corpo faz de tudo pra te sabotar..
Vem a gagueira, as frases sem sentido, o suor na palma das mãos e um sorriso frouxo que não deixa seu rosto. E agora você é mais um bobo com um sentimento e não sabe o que fazer...
Não sabe se dá o primeiro passo ou recua e projeta uma estratégia diferente... Não importa.
Paixão. Foi isso que aconteceu. Já era.
Você pode dizer que não, pensar consigo mesmo que nunca foi ou será capaz de sentir algo tão "infantil", "inconsistente", "estúpido"...Ah, mas quando é com você, não existe argumento suficiente que tire aquele brilho dos olhos..a felicidade no rosto ao falar sobre a pessoa e a mudança na sua postura quando ela passa.
Você! Que sempre foi fortaleza, agora se fez cerca e foi invadido pelo sentimento, perdeu as defesas, a marra, foi desarmado e tornou-se refém.
Admita que existem borboletas no teu estômago, nervosismo na tua fala e tremedeira nas tuas mãos. Paixão. Pronto. Simples.
Há quem negue, há quem se entregue.
Em um banco de uma praça qualquer
Eu espero o retorno
de quem conheço bem.
Em um banco de uma praça qualquer
Eu me deixo ironizar
De duvidas e angustias
E de conflitos pessoais.
Em um banco de uma praça qualquer
Eu espero o retorno de um
Parente querido
o breve retorno
de quem nunca deveria ter ido.
Em um banco de uma praça qualquer
fico a espera de um
Amor que nunca deveria
Ser abalado pela morte.
Em um banco de uma praça qualquer
Vejo minha juventude chegar ao fim
Meu orgulho se entupido por minhas lagrimas
e minha alegria se esvaindo por inteira.
Em um banco de uma praça qualquer
vejo meu passado,
presente
futuro
e vejo o pouco que a inda sobrou
de minhas alegrias.
TE DESEJO!
Te desejo VIDA. O SOL na manhã para te guiar.
Um BANCO na praça para dialogar.
Um BARCO de alegria para te levar.
Te Desejo !
Um SONHO de um menino.
O MAR para te espreitar. O VENTOpara te acariciar.
Te DESEJO muito AMOR!
Wilamy Carneiro
Sentado no banco da praça pensei por quantas flores eu já passei, notei a beleza do movimento das suas pétalas ocasionadas pela calma brisa, mas com pressa ou medo, talvez, não parei para sentir o perfume.
Simples assim...
Tudo aconteceu assim,
A conheci e me apaixonei,
E em um banco de praça de um Jardim.
Por você eu me encantei.
Em você me perdi e me entreguei,
Me entreguei de corpo e alma,
Em seu porto, atraquei.
Pois procurava por essa calma.
Jamais consegui resitir ao teu jeito,
Sempre fiquei emudecido ao teu lado,
Bebendo dos teus beijos em nosso leito,
Como é bom ser teu enamorado.
Hoje estou aprisionado,
Nessa tua prisão do amor,
Quero ser um condenado,
Mas jamais sentir a dor.
Dor da fria solidão ,
De desafetos e desamor,
Dor do fogo de uma paixão,
Dor,simplesmente dor.
Sou um réu confesso,
Amo-te em prosa e verso,
Cometi o maior crime do universo,
O de amar você em excesso.
Se esse crime for de morte,
Não reclamo,pois estou feliz,
Me considero com muita sorte,
Tu és a mulher que eu sempre quis.
Lourival Alves
O Que Eu Quero? - Segunda Parte
Não quero muito
Apenas um banco de praça
Onde eu possa sentar,
Pensar e,
Escrever uma poesia.
PROBLEMÃO DE MEMÓRIA.
Uma velhinha de uns 70 anos estava sentada no banco da praça, chorando copiosamente. Um sujeito que passava pelo local se comoveu com a cena e perguntou:
- Minha senhora! Qual o motivo de tanto choro?
- Tenho um namorado de 22 anos em casa! - respondeu ela aos prantos - Ele faz amor comigo todas as manhãs, depois me traz café na cama: cereais, ovos mexidos, frutas...
- Mas por que a senhora está chorando?
- Ele também faz a minha sopa preferida, os meus bolinhos preferidos... Faz amor comigo a tarde toda...
- Mas... Por que o choro, minha senhora?
- No jantar ele me faz uma comida deliciosa com um vinho excelente e uma torta deliciosa de sobremesa e depois faz amor comigo até de madrugada!
- Então me diga! - gritou o sujeito, aflito - Por que cargas d'água a senhora está chorando?
Então a velhinha olhou para ele e disse:
- É que eu não consigo lembrar onde moro!!!
Havia um casal sentado no banco da praça. Fiquei intrigado com aquela conversa... Ora riam, ora choravam... A curiosidade é algo forte em mim, pois já sou um velho que joga pão aos pombos, e os velhos são invariavelmente curiosos... Que surpresa eu tive ao descobrir que o jovem casal ria alto por puro prazer da companhia um do outro. Alegria tão forte que descrevo como ‘magia’. E que no momento seguinte, choravam por saberem que ficariam separados por um longo tempo... Desfecho triste? Não. Amor verdadeiro sempre vale à pena.
Garota com olhos de Caleidoscópio e sorriso contagiante te espero sentado no banco, na praça de macinha de modelar.
Você inspira poesia na hora do almoço, de noite ou de dia. Na fila do banco, no banco da praça. Esqueço do tempo nem noto quem passa.E o tempo não passa... Olhando pra lua na beira do lago, não vejo a hora de estar do seu lado, deitar no seu colo, poder te acariciar.
Pimentas do Reino
“A felicidade pode estar
na sua gorda conta bancária
ou num simples banco da praça
onde você dorme ao relento.”
Não nego.
Meu banco é o da praça
meu shopping é na bodega
não tenho nada de graça
pobre que não se entrega
sou nordestino de raça
origem que não se nega.
VARANDO A MADRUGADA
estanco
tal banco
da praça
sem graça
vazio
tão frio
no tempo
passa[tempo]...
08/01/2015
mel - ((*_*))
Estão em todos os lugares. Corações partidos.
Nas estações de trem, no banco da praça, nos Happy's Hour's, no casal ali de mãos dadas. Todo mundo " quebrando a cara " do seu jeito. Eu sei menina, agora dói. Sei também que parece não ter fim. Mas acredite ou não o eterno clichê " vai passar " é verdadeiro. Tudo passa. Tudo muda.
Essas dores aí, não serão as primeiras e tão pouco as últimas. Então, vai ser feliz um pouco.
Vai cantar, dançar, ver o mar.
Por hoje, respira. Toma um copo de leite, conte carneirinhos. Durma.
Amanhã é outro dia!
O amor precisa da sorte, compreensão, uma praça, um banco. Precisa de chuva, sol, rua, casa, cama. O amor precisa de janela, porta e cômodos, precisa também de abraços, cafunés, carinhos e sorrisos. O amor precisa ser quente, e poucas, pouquissimas vezes, quase nunca, frio. O amor precisa de maquiagem, um almoço ou jantar à luz de velas. O amor precisa de você e dele, o amor apenas precisa de amor, e nada mais.
Mas só um pouco.
Estou sentada no banco da praça; tirei as botas, sentei com as pernas cruzadas.
Sentindo uma brisa gelada enquanto os raios de Sol passam entre os galhos e me esquentam um pouco... Mas só um pouco.
O dia está lindo. O que estraga é que me lembro que vou ter que voltar para o escritório e deixar essa natureza linda do lado de fora.
Borboletas, cheiro de mato, as folhas dançando com o vento, as sombras formando lindos desenhos no chão de terra.
Vejo algumas pessoas circulando; sendo o que devem ser, vivendo como querem viver. E eu estou aqui sem saber que direção tomar.
Mas estar aqui me alegra...
O Sol me dá um pouco de energia, sinto um pouco de paz...
Mas só um pouco.
Daqui a pouco a angústia volta.
Farto da luta
Levantou cedo e saiu à rua
Sentou no banco da praça
Com rosto entre as mãos
Chorou como choram os
Inocentes
Gritou como gritam os
Possuídos
No final suspirou como suspiram os
Derrotados ...
