Aviao sem Asa Fogueira sem Brasa sou eu assim sem
É improvável que
a lua case-se com o sol
e os dois se unam em
um único lençol.
Não sou capaz
de andar só,
nos dia de inverno
não preciso
de lençol,mas da chama do
teu abraço que é mais quente
que as labaredas do sol.
É disso que sou feita: saudade. Como uma flor arrancada de um jardim e que chora no copo d’água sentindo falta da terra. Assim, só saudade, inteira. Como quem viu uma criança passando frio na praça e deu a ela seu casaco preferido e agora sente um apertozinho no coração, apesar de ter feito a coisa certa. Uma saudade apertada daquelas que pairam no ar nos aeroportos e que mancham cartas com pesadas lágrimas. É disso que sou feita: a única dor que o tempo não cura, só faz aumentar. Dor que não cura nem com remédio caseiro. É preciso presença pra sarar! E ainda assim, a ferida sempre acaba aberta de novo. É frágil, delicada, como planta que só abre à noite. Não pode sentir frio novamente, que já estica as pétalas e desabrocha num segundo. Típico sentimento que adora atacar no fim do dia, quando só o relógio e a frigideira fazem barulho na cozinha. Dorzinha que incomoda como pedra no sapato. Uma pedra que aumenta a cada dia. É disso que sou feita: metade saudade.
A outra metade? Bem, também sinto falta dela.
Sou forte. Meio doce e meio ácida. Em alguns dias acho que sou fraca. E boba. Preciso de um lugar onde enfiar a cara pra esconder as lágrimas. Aí penso que não sou tão forte assim e começo a olhar pra mim. Sou forte sim, mas também choro. Sou gente. Sou humana. Sou manhosa. Sou assim...
Posso dizer que sou pé, mas se não for testificado isso para perna haverá rejeição. O corpo de Cristo precisa andar bem ajustado,
Se queres encontrar-me
Siga meu cheiro
Sou rosa machucada,
Ferida,
Flor jogada ao vento
Pisada
Sem graça
Sem riso,
Desfolhastes meus sonhos
Feristes minha alma.
Se queres de mim saber
Me cace entre as flores.
"Às vezes falo sem pensar,em outras penso e não consigo falar,sou um tanto ansioso,teimoso e imprevisível um livro aberto fácil de ser lido.porém;não imune as imperfeições e interpretações contrárias.pratico o auto-perdão quando penso que excedi." Uma ótima semana a todos!!!
Sou um louco solitário...
Que fugiu para as fronteiras da existência na busca das respostas que libertam a alma.
Subo no palco da vida...
Não vejo a platéia...
Faço um show inexistente...
Para uma platéia inexistente.
Sou aplaudido pelo fã imaginário.
Que sorriu-me graciosamente alegrando minha alma.
Sinto a felicidade estampada em meu semblante sorridente.
Sou completamente, extremamente, exageradamente, fascinada, encantada e apaixonada pela minha mente.
Um, dois, trés, quatro,
De te estou farto,
Tu fostes o décimo quarto,
Sou digno de não levar-te ao quarto,
Digo-te amanhã eu parto,
Vou levar apenas o meu fato e meu sapato,
A porta quando eu sair eu bato,
Mas de te não sou grato,
Vou pegar emprestado o ajato do meu amigo Renato,
Sem trato,
mas eu parto,
Nem se for em cima e um pato.
Imagino que sou suficiente à luz que consegui conquistar. Pode ser um pequeno lume, pode ser algo de ofuscar, depende de quem enxerga. Ainda assim é a minha luz. Aquela que sou aquilo que sou e que ninguém pode apagar. Somos escravos da opinião alheia - às vezes - mas nada pode mudar o que conquistamos até nesse momento. O que somos nunca será do mesmo tamanho de qualquer outro entendimento.
Sou brasileiro.
Sou nordestino sem colheita
sou irmão do petroleiro
que a justiça seja feita
que devolvam meu dinheiro
nem esquerda nem direita
eu sou povo brasileiro.
Espera.
Sou nordestino brasileiro
sei que você me conhece
me trata como estrangeiro
por muitas vezes me esquece
nosso problema é verdadeiro
quando vem nosso dinheiro
no caminho desaparece.
DAQUI EM DIANTE
Daqui em diante,
deixarei de ser o que sou
e viverei a vida de novo.
O coração há de me confiar o que fazer.
Daqui em diante,
pararei de culpar os outros
e mudarei de vida, mudando os hábitos.
Os mistérios do dia hão de revelar outros acasos.
Daqui em diante,
valerá o feito e não o escrito ou o dito
e compartirei o pão e beberei estrelas.
A infância há de abrir as portas de mim ao êxtase.
Daqui em diante,
não criarei serpentes de estimação
nem mais serei seduzido por guizos de falsos desejos.
O que busco é outra alma que em mim se contorça
de alegria.
Daqui em diante,
fruirei as linguagens que os sentidos puderem cantar,
pois é o tempo que passa na alma ou é a morte
que convida a amar o abismo que uiva de boca aberta?
Sou enfático no que falo, não ligo para quem é indiferente comigo, só desejo boa sorte, não estou aqui para agradar ninguém, não sou máscara da hipocrisia.
