Avesso
Em você li a frase: É PROIBIDO AMAR-ME!
Mas como? Se te li nas entrelinhas, do avesso e direito.
Senti um aroma da mistura de doçura e amargura.
Inebriante, viciante, você é!
Sem ao menos falar-te já te lia, sentia, percebia, te vivia.
Antes do primeiro oi, sinceramente,
já te tinha em pensamentos…
Mesmo proibindo-me de amar-te, já te buscava e queria! Não há quem ordene ou dome um apaixonado coração.
O meu é completamente fiel,inclusive, ao que deseja.
É PROIBIDO AMAR-ME!
Como se fosse possível conter, o encantamento da alma.
“Um temporal espesso
vira tudo do avesso
faz do anverso verso
que exclama pelas esquinas.
Viver é sangrar!”
Percebi que até o avesso dos meus sonhos posso construir,
Construír algo,
Com ou sem explicações destruir num abrir e fechar de olhos,
Percebi que há sonhos que não se ajustam ao que sentimos,
Percebi então,
Quê mesmo que eu não tenha nada conhecido,
Posso construir,
E quando estou sozinho,
Aqui no meu demasiado mundo,
Vejo que ele é grande para mim,
O que entendo disso...?
Entendo,
Que sempre viverei no meio de uma multidão,
Posso ter eu tido apenas mais um sonho,
Mas como manusiar esse sonho...?
Posso ter somente uma encruzilhada,
O destino quer que eu sigo em frente,
E hesitando olhando para o lado.
Posso também não ser nada,
Mas como sou teimoso,
Com minhas forças,
Teimosamente quero ser quase tudo,
E foi no meio dessa multidão,
Que um dia me olhei,
Olhei como se o futuro já tivesse chegado,
E o passado nunca tivesse existido,
Pegado nessa minha ilusão,
Faço desse sonho a minha razão de existir,
Já habituado,
Mesmo que me faça sofrer,
Isso jà e esperado,
Por isso hoje,
Enquanto anoitece,
Olho em frente,
E vejo o sol sorrir,
Nessa bola de fogo brilhante,
Aceno,
Antes que ele se esconda atrás do monte.
À noite,
No escuro da minha solidão,
Com a ilusão e a certeza,
Ele chegará de novo,
Refrescando-me e ardendo-me,
A memória com os passados coloridos, Esses espalhados pelos os bons momentos vividos,
Impregnado no meu quarto,
E por alguns instantes,
Ainda tento afastar essa ilusão que continuo a despir.
Tento fechar os olhos,
Deixando de sonhar,
Dizendo a mim mesmo,
Como esse tempo já volta mais,
Algo dentro de mim diz,
Vá,
Siga,
Eu sempre soube como mais ninguém,
Quê tatuar uma história leva tempos,
O eterno na memória,
E essas vivências são tão fortes que nem rasgando todo o livro a história deixará de existir,
A janela continuará entre aberta,
E o vento soprará sem parar,
Sei que lá fora,
Tudo levo a acreditar que uma tempestade se aproxima,
Estendo as mâos,
E estendida rumo á cima,
Apenas,
Cavo no meu ser,
Buscando socorro com o criador,
O vento la fora assobia,
Calo-me
Mas não deixando o frio esfriar o que está no meu coração,
As lágrimas rolam,
Marejando meus olhos,
Não permitindo parar.
Não sei se a tempestade que se instalaráa dentro de mim,
Existirá um furacão,
Mas despeço-me,
Deixo aqui mais adeus,
Mesmo que o vento se cale,
O sol apague,
O mar seque,
Nunca será razão suficiente para apagar o amor dentro de mim,
Meus sonhos,
Sonhos meus,
Essa é a única possibilidade de abraçar a felicidade que espera por eu....
Autor :José Ricardo
A obrigatoriedade do verso
É transversa
Deve-se seguir avesso
A qualquer regra
A rima por si só basta
Não necessita de métrica
Carece sim de liberdade
De agir
Do ir e do vir
Fazer e sentir
Sem estandartizar-se
É pensar que
Se o ponto pode ser pretexto
A letra, vírgula
Uma frase, gesto
A palavra então poder ser um protesto
Não contra a própria poesia
Mas a tudo o que é infesto
Autorretrato
No retrato que me traço
Às vezes tô no avesso
Pontilho branco e preto
Às vezes me pinto de mar
De amar amarelo
Um girassol na multidão
Em formato de castelo
Do meu mundo faço sol
Mesmo em dia cinzento
Quem nasceu para ser luz
Não importa a cor do tempo
Mesmo sem perceber
Leva o sol sempre por dentro
E no fim eu sempre sei
A força que tenho nos passos
Não importa o caminho
A esperança está comigo
Poema de autoria #Andrea_Domingues ©
Todos os direitos autorais reservados 13/12/2019 às 08:40 horas
Manter créditos para autoria original #Andrea_Domingues
Quem mandou eu ser intensa
Sentimentos virados do avesso,
Sentindo cada gota da minha própria intensidade
Logo eu que me dizia ser tão intensa
Estou provando do meu próprio veneno
Ora intensidade ora insanidade
Arde e tão pouco deixa descansar,
estremece a alma, e dobra os sentidos
num ápice de loucura infâmia,
eu me deixei levar pelas minhas tolices otimistas,
e talvez agora esteja me levando pelas tolices pessimistas
Dois mundos em uma pessoa
sei que ninguém há de entender,
pois procurei palavras para explicar
mas nenhuma chegou a tamanha intensidade do que estou sentindo.
Dizem que a separação nunca é um núcleo, uma urgência. Dizem que ela começa em seu avesso. E que é justamente no momento mais suave, o primeiro encontro, o primeiro olhar, que a separação começa a existir. Eu prefiro acreditar que a separação nunca termina, e que o último dia, a última noite, é um instante que se repete, a cada espera, a cada volta, cada vez que sinto a tua falta, cada vez que pronuncio teu nome. Eu acredito que, ao te chamar, uma estratégia, um encanto, eu seja capaz de fazer com que você se vire e olhe, e, sem perceber, estenda entre nós um atalho, uma ponte.
há quem queira me virar do avesso para descobrir a minha essência, mas às vezes gostaria de perder a noção da minha própria existência
Diante do epelho
Reconheço meu avesso
Diante do espelho
Dissimulo meus tropeços
Diante do espelho
Aprimoro meu sossego
Diante do espelho
Não sou eu quem me conheço
São meus outros eus
A tilintar a esmo
Irrenunciável avesso
Na trama da palavra
Escrevo versos,
Afugento sonhos, distante do olhar.
Emoção teu corpo longe está.
Entranha no verbo amar,
Calor distante.
Fugia de mim e perto ficava.
Soluça meu nome repleto de amor,
Fugia de ti, pensa em mim.
Tudo era poder,
Recomeça no tropeço, se acha em mim.
Branca areia escreve meu nome.
Com tua voz o vento unia os nossos acertos.
Calmo respirava.
Assim, somos avessos, complementos,
Busca e tropeços.
No olho da noite reencontro,
Lado a lado do irrenunciável apego,
Luta e volta.
Meu calor te espera
Volta e aquece.
Aconchega, abraça, fecha os olhos e sonha.
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