Valter Bitencourt Júnior
Querem trocar a constituição pela bíblia, porque eles brincam com a nossa fé, eles brincam com a nossa sede de mudança. Nos enganam em tudo que é forma, nos dividem, nos opõem e buscam matar as nossas ideias através da nossa crença.
Hoje em dia, parte da sociedade querem negar a nossa própria existência. Querem camuflar a nossa história, querem acabar com a nossa identidade, origem...
Caso Raro: A Felicidade Batendo na Porta 3 Vezes
Sim, a felicidade bateu na minha porta três vezes, eu não esperava, minha irmã (Lucielle) veio com uma encomenda entregue pelo Correio. Nessa encomenda eu li o nome do mestre da Academia Brasileira de Letras, Antonio Carlos Secchin, logo veio a felicidade, porque eu sabia que ganhei mais um livro, a curiosidade foi imensa em abrir a encomenda e saber qual livro se encontrava por dentro.
Respirei fundo, e feito uma criança fui abrindo e pensou que não mais uma felicidade, ganhei um grande presente, quase caí no chão, só faltou as lágrimas caírem da minha face de felicidade, eu vi primeiro uma imagem, de uma das maiores atrizes brasileira, a Fernanda Montenegro. Gritei, de felicidade duas vezes, ao receber a encomenda e ao abrir a encomenda, ganhei o livro "Prólogo, ato, epílogo" (memorias), autografado pela Fernanda Montenegro (eita, a felicidade não bateu na minha porta três vezes, bateu 4 vezes, mas foi o que veio em minha mente, agora pela noite, nesse dia 13 de novembro de 2019).
A felicidade bateu na minha porta outra vez, porque também contagiou a minha mãe (Lúcia) e ela falou, que gosta de me vê assim, feliz feito uma criança, falando coisas boas, falando em gratidão.
A felicidade bateu na minha porta 3 vezes e um pouco mais.
Visar diminuir o próximo, equivale a diminuir a si mesmo ao mais baixo nível em forma de se engrandecer. Ser medíocre e sustentar o ego de querer ser superior ao próximo, não enriquece ser humano algum, que joguemos a nossa mediocridade no lixo.
Conclusão de um comentário que eu recebi, referente a 9 jovens, que morreram numa ação militar, no baile funk, em São Paulo:
Se você é negro (mesmo que você se considere branco, tem sangue de negro correndo nas veias e é pobre), morador da favela: - não saia de casa, pois você corre o risco de passar pelo lugar errado, na hora errada e acabar sendo assassinado pela polícia (polícia pobre, negra, e até morador da favela, subordinada pelo sistema para obedecer as ordens que vem de cima para baixo).
A vida nos cobra e muitas das vezes acumulamos problemas, acumular problemas é criar uma bomba dentro de si. Não se sabe o amanhã, até o hoje é imprevisível!
Quando eu saiu de casa, observo os erros dos outros e enxergo os meus próprios erros. Não somos perfeitos!
Em um certo dia, um amigo escritor me disse uma coisa que até hoje eu guardo comigo, ele disse que "a vida não é justa para todos", é, ele tem razão!
No meio de milhares de votos, a culpa é jogada em cima de quem votou, seja o candidato eleito ou não!
Você tem que declarar a sua cor, se você "brasileiro", se considera negro, branco, amarelo... depois, diante a sua situação, você tem que declarar pobreza... Diante a todas as situações que se passa em sua vida, vão lhe fiscalizar, para saber o quanto você é negro e pobre!
O abraço
Lindo o abraço,
O abraço que acolhe,
O abraço que desaba
O ser em lágrimas,
O abraço que conforta.
Lindo o abraço que marca,
O abraço que surge,
O abraço de quem
Ama,
O abraço é lindo.
Nem todos resistem
Ao abraço.
O abraço, o abraço
É poderoso,
O abraço tem poder,
O abraço cura o ser.
O abraço que nem sempre
Recebemos.
O abraço, que nem sempre
Se é dado.
Ah, o abraço, o abraço
De mãe, o abraço de pai,
Da avó, do avô, tio,
Tia, amigo, amiga, colega, irmão
Irmã...
O abraço
É benéfico.
O abraço é raro,
O abraço passa energia,
O abraço torna o ser
Mais humano.
O estado educando a sociedade
Em 1970 a polícia educava com cacetete
Nas costas da classe trabalhadora.
Esta é apenas uma data
Próxima a data de hoje.
Em 2013 a polícia educava
Com cacetete, gás lacrimogêneo,
Bala de borracha, não que naquela
Outra época não tivesse isso.
Em 2014 a polícia educou
Da mesma forma, censuraram
Uma grande parte da sociedade.
Em 2015, também.
Em 2016 calaram a voz do povo,
Manifestante pode ser preso
Como se fosse terrorista,
É proibido grafite nas ruas
Manifestando-se contra o governo,
É proibido reunir-se na praça,
Durante as olimpíadas
Que já passou, tudo ainda
Continua proíbido.
Quando eles venda a nossa visão
Fecha a nossa audição e paladar,
Tudo contribui para que ao longo
Do tempo a gente possa explodir.
Na rua somos incontroláveis.
Das sete faces do desprezo
A Carlos Drummond de Andrade
Quando eu nasci, não teve sequer um anjo torto
Que me dissesse que a vida não é
Tão fácil o quanto parece ser
Disse: Vai, Valter, ser baiano na vida.
Ladeiras faz bem ao coração
Jovens apaixonados na esquina
Dizendo que não se apega a ninguém.
A tarde de puro sol, o perigo
É imprevisível mesmo que o dia
Seja azul.
O ser vestido de uniforme
Vai trabalhar no ônibus lotado
Sequer sabe se vai ser assaltado,
Acha que tem muitos amigos
No fim de semana.
O ser vestido de uniforme,
Mal sabe quando vai quebrar a cara.
Meu Deus, que sociedade de muita fé,
Que muito chama pelo Senhor,
Pessoas de muita fé e pouco amor.
Mundo mundo vasto mundo
Se eu me chamasse Carlos,
Eu seria outro poeta (?)
Nesse mundo vasto
Que maltrata meu coração.
Mundo mundo vasto mundo
Chega de ilusão?
Eu bem que vou dizer,
Esse mundo cheio de gente eu solitário
Em meu ego e vaidade
Vou me afogando
Sem sequer um abraço!
Gozação poética
Papel em branco
Dia poético,
Palavra medida.
Eu que não penso
Que figura de linguagem
Eu vou usar.
Deixe o poema
Fluir de forma natural,
Que cada um interprete
Da sua forma.
- Eu não tenho nada a explicar!
Se eu escrever sobre paz - você ver amor
Se eu escrever sobre paixão - você ver guerra
Se eu escrever sobre natureza - você ver sexo
Se eu escrever sobre vida - você ver...
Você ver no poema o que você
Quiser, o poema agora é seu!
O eu lírico? Não sou eu!
Faz de conta
Que as palavras veio de longe...
- Eu psicografei!
Atualidade
Quanto mais vazia e calma
Mais ainda é perigosa a rua
(Isola). A bola na rua
Simplesmente a bola
E o asfalto,
Não há quem queira mostrar talento,
Não há quem queira jogar uma pelada,
Não há quem queira fazer pontinho,
Não há quem queira...
Casas com grade
(Já não basta ter medo da marginalidade,
Tem que ter medo de doença
Invisível), a rua nua e doentia,
A rua nua prostituída
Por quem se aproveita
Da situação alheia
Para lucrar (sistema podre -
Capitalista).
No mundo de crença,
Onde muitos colocam
Deus acima de tudo
E carrega por dentro
A falta de amor.
Há ser que mata mais
Que droga,
Quantas pessoas são assassinadas
Por ano?
Calamidade pública,
Pobre nem sempre tem vez.
Humano nem sempre é humano
(Desigualdade social
É desumano).
A sociedade feito a rua
A cada dia, nua, vazia, calma,
Doentia...
Suicídio
A mãe natureza é desprezada,
Até em tempo de pandemia ela é massacrada,
Quem mata a mãe natureza, também se mata!
Nem sempre enxergamos as pessoas boas, porque para a nossa decepção as pessoas más muitas das vezes chegam primeiro, superar nem sempre é fácil, vivemos numa grande desconfiança.
Sina
A tragédia
Também produz dinheiro,
Para quem vive
Na ambição
De tirar proveito.
Tem gente lucrando
Da nossa miséria,
Tem gente lucrando
Da nossa desgraça,
Tem gente
Manipulando a nossa
Mente,
Tem gente zombando
Da gente.
Tem gente
De tudo que é jeito
Que tira proveito
Da nossa crença,
Que brinca
Com a nossa humildade,
Que brinca com a nossa
Lealdade:
– Sociedade vivendo na cegueira.
Tem gente que nos separa
Em oposição.
E sustentamos
Todo o sistema,
Para o nosso próprio
Desespero,
E ser visto
Como bom
Cidadão.
Noticiar a morte causa mais impacto do que noticiar o pedido de alguém para conseguir uma vaga num hospital público e ser atendido devidamente. O ser humano com seu lado egocêntrico, mesquinho, vil... sofre e gosta de se despedir!
