Ricardo Ferraz
Nunca pensei que gostaria de alguém assim algum dia na minha vida, até teu sorriso bater de frente com meus olhos, e bum. Acidentes, my darling, acidentes. E acidentes não se evitam, acontecem
[...] e algumas vezes até acho que tua ausência é como aquele bilhete pregado num imã de geladeira, como um lembrete do quanto tua presença me faz falta.
Ricardo F.
Tem horas que a gente engole a dor, engole o choro, engole aquilo que não se engole, pra não ser injusto. Às vezes não é fácil ser gente. Às vezes, pra ser gente chega quase a ter que ser irracional.
Ricardo F.
Se lembre sempre que o amor é a chave mais importante da sua vida, sem ela a principal porta não se abre. Sem usá-la, não adianta nada ter vindo até aqui, você só será mais um perdido no mundo com uma chave tão poderosa nas mãos, mas sem serventia alguma.
Ricardo F.
Que sua noite seja intensa. Que não te falte alegria, amor, cumplicidade, muito menos a capacidade de se enxergar em tantos sonhos, enquanto observa estrelas.
Ricardo F.
Acho que todo amor tem um pouco disso; no começo nos perdemos nas nossas vontades, nossas pretensões, na falta de credibilidade até mesmo naquilo que sentimos, afinal, o amor é muito fácil de ser confundido com desejo, com a paixão, com coisas que por vezes tentamos suprir dentro da gente por uma relação que não deu certo no passado. Mas depois, com o tempo, a coisa se refina. A mente é uma peneira de tudo aquilo que o coração da gente enxerga primeiro, e o que sobra, o que verdadeiramente fica é amor. A coisa se aquieta, se acalma, e definitivamente se orienta dentro daquilo que realmente vale a pena ser vivido. O amor não é só uma palavra bonita que todos nós acreditamos ser plena e pura. O amor também é uma descoberta de verdades que existem num lugar dentro de nós, e que muitas vezes passamos a vida toda sem conhecer. Se sou todo amor? Tudo bem, até sou sim. Se gosto do barulho que o amor faz? Amo sim, sem vergonha alguma de assumir. Porém, também admito, amo quando o coração se aquieta e descobre que não precisa de guerra pra se ter um amor em paz. O segredo, é saber onde ancorar o seu amor no lugar certo.
Ricardo F.
Eu fiz café, deixei o bolo em cima da mesa, mesmo sabendo que não toma café e nem gosta de bolo, mas sabe, eu queria mesmo é que soubesse que nada mudou, que a casa sempre foi a mesma. Não tirei nada de onde estava, até a sua caderneta ao lado do telefone do jeito que deixou está lá, no mesmo lugar, esperando você busca-la. Na verdade, tudo ainda tem seu cheiro, em tudo ainda há partículas de suas células vagando nas coisas; no controle remoto, na escova de cabelo, nos interruptores, na taça de vinho que você gostava de tomar suco mas preferia Coca Cola, Até sua escova de dentes ainda te espera, seca, limpa, nem o gosto da sua boca ficou nas hastes. Seu vestido de festa eu pus no sol pra tirar o cheiro de mofo, encontrei um fio castanho de seu cabelo grudado nas costas, o pus contra a luz, e pude ver que as pessoas se desfazem, se desmontam aos poucos, mas que o vazio que fica por dentro quando fazem falta é muito maior do que a perda de partes do corpo. Só queria mesmo que entrasse devagar, em silêncio, não dissesse nada, mas antes de ir, que me olhasse nos olhos e soubesse o quanto ainda se cabe dentro deles.
Ricardo F.
A gente comete sempre o mesmo erro de se apegar àquilo que o coração um dia aceita, e quando é preciso deixar ir embora, a porta não abre.
Ricardo F.
"O canto dos grilos."
Eu me lembro bem do canto dos grilos do lado de fora, enquanto a lamparina bruxuleava em cima da mesa. Meu avô, sentado numa cadeira na porta, cansado do dia, observava os vaga lumes que cintilavam o breu da noite. Sussurrava com a língua encostada na parte de trás dos dentes da frente uma canção que não existia, disfarçando os pensamentos por onde quer que estivessem. Era um banco comprido, de madeira antiga, já todo alisado pelo tempo. Me lembro de minha avó sentada na ponta com minha cabeça no colo. Passava as mãos pelos meu cabelos fartos procurando piolhos, e me espantava naquela luz amarelada de tão fraca, como ela conseguia encontra-los só com as pontas dos dedos. Meu avô se levantava da cadeira, e o barulho das tábuas do assoalho rangiam aos seus pés. Abria o pote de barro, pegava a caneca, e mesmo de longe eu ouvia o barulho da água descendo por sua garganta, depois voltava pro lugar, se sentava e voltava a sonhar com tudo que já tinha. A vida te leva muitas coisas, as pessoas se vão, mas a vida não leva as lembranças. E a minha vida ficou ali, grudada naquele espaço de banco, e volta e meia eu volto lá, toda vez que eu ouço o Canto dos grilos.
Ricardo F.
O tipo de amor que a gente espera encontrar na vida, não é aquele amor que nos vista como se tivesse sido feito à nossa medida, como se o corte da costura fechasse cada parte de nosso corpo na mais perfeita exatidão. Não precisa ser bonito, não precisa de príncipes, às vezes há muito amor nos sapos. Não precisa de castelo, não precisa de ser um conto de fadas onde tudo se transforma em flores, abóboras em carruagens, ratos em cavalos, e com uma varinha de condão, num passe de mágica, você se transforma numa princesa com sapatinhos de cristal. Não precisa ser um romance com tudo certinho no lugar, onde o Felizes para Sempre fecha a última frase. Não precisa ser correto, só precisa ter verdade, ser de verdade pra ser chamado de amor.
Ricardo F.
[...] Sabe, parece maluquice, mas é bonito saber que dentro da nossa vida existem tantas outras.
Ricardo F.
Não é que as coisas mais simples da vida sejam as melhores. Melhor se torna a nossa vida, quando aprendemos a dar valor as coisas mais simples da vida. Simples assim!
Ricardo F.
Tem dia que o dia amanhece com cheiro de paz. Tem dia que a gente acorda e acha que até o sol tá mais bonito que o normal. Tem dia que até ouvimos o mar, sentimos a maresia, mesmo a quilômetros de distância dele . Sabe, acho que tem dias que amanhecemos no colo de Deus.
Ricardo F.
Ela era seu ponto de partida, ele vivia de suas chegadas.
Ela o fazia perder o fôlego, ele o fôlego dela ansiava.
Ela o levava pra outros mundos, ele com ela caminhava.
Ela soprava beijos pra ele no vento, ele por eles procurava.
Ela o servia daquilo que podia, ele esperava o que dela viria.
Ela não veio de suas escolhas, mas sem ser escolhida ficava.
Ela tinha seus encantos, ele por ela se encantava.
Só ela entendia o que havia nele, só ele via o que havia nela.
Ela sorria quando via ele, os olhos dele brilhavam quando via ela.
Ela se encontrava quando se via nele, e ele se perdia quando se via nela.
Teus olhos, é aquele lumiar de estrelas que sempre me encantam nas noites frias de inverno. Elas, brilham muito mais nestes dias, mas o frio só me faz lembrar a distância que elas estão.
Ricardo F.
Só quero te lembrar que rede social serve pra você seguir a pessoa, e não, PERseguir a pessoa. De nada! 😁
Deixei você de lado, pra pensar em mim um pouco. Mas no pouco tempo que pensei, descobri que não existe mais um lado só meu onde não exista mais você.
Ricardo F.
[...] e bem lá no fundo mesmo a gente não se ausenta de nada, apenas foge de onde está a dor, pra doer menos.
Ricardo F.
De todas as minhas tristezas, você foi a que mais pesou. A única de todas elas que eu pensava que, quanto mais longe estivesse, menos doeria. Mas não. A gente se engana, a razão se engana, o coração se engana, a vida nos engana. Tudo nos engana tanto, que a gente perde a fé de acreditar no amor. E acho que por isso a tristeza é maior. Por isso você me dói mais.
Ricardo F.
[...] acho até, que se amanhã lhe encontrasse de novo, eu me perderia do mesmo jeito. Não é questão de estar à procura de algo que falta em mim, é sobre estes labirintos que existem nos seus olhos, e neles, eu sempre me perco.
Ricardo F.
Tem dia que a sintonia é a luz do lugar, e ela clareia tanto que até ofusca os olhos da gente. O coração fica assim, feito bobo, leve, em paz, e a gente ri até para as coisas ruins da vida. Só sacode a cabeça, ri, e pensa: ah, isso também passa.☺️
Ricardo F.
Amor não tem cheiro, amor tem sentido, por isso, todo amor que não é amor é feito perfume, só dura o tempo em que fica no corpo.
Ricardo F.
