Ricardo Ferraz
[...] Se a febre atormenta às vezes, o amor capricha nos detalhes e te supre em entrelinhas o que te mantém vivo, te fazendo acreditar que de uma forma ou de outra não é o tempo ou distância que separam dois corpos, é a falta do próprio.
Ricardo F.
[....] Tem de se ter postura, saber dar valor, amar aquilo que se têm pra ter essa sorte grande de viver um amor tranquilo e necessário. Um amor pra se guardar dentro dos olhos, dentro da mente, dentro do corpo, dentro do coração, amarrado na sua alma, pra nunca mais esquecer que ele existe, ou existiu.
Ricardo F.
[...] porque minha cabeça é assim; sempre uma coisa leva à outra. Se penso em sorvete eu me lembro de chocolate, se penso em churrasco eu lembro de pão de alho, se penso em sorriso eu me lembro do seu, daí, mesmo sem querer, eu sorrio também.
Ricardo F
Eu não tenho medo de perder você, isso nunca foi medo. Nem eu nem você morreríamos se amanhã a gente chegasse a um acordo de que não dá mais pra ficar juntos. A vida seguiria do mesmo modo, do mesmo jeito, com as mesmas contas pra pagar, com o mesmo trabalho nos esperando, o mesmo café esfriando em cima da mesa todo dia, o mesmo jornal com notícias diferente. As programações continuariam as mesmas, os carros continuariam enchendo as ruas, o barulho, a fumaça, as pessoas passando por nós e nos dando bom dia, com a diferença de que faltaria um bom dia na nossa vida. Os amigos continuariam os mesmos, talvez um ou outro mudaria o jeito com você, e nem seria por julgamento, mas por solidariedade para com o outro, mas nada, nada determinaria que a nossa vida terminaria ali, que não seguiríamos em frente, com novos projetos, novos planos, novas experiências, novos amores, mesmo que vez ou outra a memória ainda buscasse algo perdido. Nada sairia do lugar, o giro da terra em 360 graus ainda seria 23 horas, 56 minutos, 4 segundos e 9 centésimos, e dentre todo este tempo, a gente não se veria mais, e é tão estranho pensar isso, porque de certa forma quando você coloca algo como especial na sua vida, você não impõe aquilo, não chega com um revólver no coração e diz: Escolha este! Não, o coração é o nosso órgão mais valioso, e ao mesmo tempo o mais independente e desobediente que existe, é o tal órgão descontrolado, variável, irresponsável, e chega ser engraçado o fato de que o maior responsável por nossas vidas é justamente ele. Quando ele coloca alguém pra dentro, nem dinheiro, nem força de vontade, nem um santo pode ajudar a tirar, isso é coisa de pele, é uma química que não se explica, e sim, o coração é teimoso sim, mais teimoso do que uma porta velha. Coração é fonte de amor, talvez por isso jorre tanto o dia todo. Então, se a gente um dia se cansar, não quer dizer que a vida não vai nos voltar a sorrir, não vai nos fazer ser felizes com o que escolhemos, significa apenas que não podemos mais ficar juntos. Sabe, eu não tenho medo de perder você, eu apenas não vejo sentido do porquê não podemos continuar na mesma estrada, juntos, de mãos dadas, coração com coração. E quer saber mesmo, eu não tenho medo de perder você, eu só não quero perder você, apenas isso.
E o mais curioso do amor, é justamente não precisar dizer nada pra saber que é. Tem coisas que ficam tão explicitas quando não dizemos, que é até melhor não ouvir nada. Eu sei que é amor, eu sei que é.
Ricardo F.
[...] e que isso fique em segredo entre nós, e que os próximos trinta segundos depois do que vou lhe dizer sejam eternos dentro deste momento, como algo que se transforme em infinito pro resto de nossas vidas: " eu me apaixonaria facilmente por você".
Ricardo F.
A gente pode até não perceber, mas a vida continua rápida demais pra se guardar ressentimentos.
Ricardo F.
Há muito de nós em cada pessoa, cada um que absorve algo de bom que a gente faz, é uma sobrevida dentro da nossa vida. Ser imortal independe do nosso tempo de estarmos aqui. Ser tornar imortal é deixar uma semente plantada no coração daqueles que passam por nós.
Ricardo F.
E quando nada estiver dando certo mais na sua vida, se encha de Deus e caminhe, que tudo se encaixa.
Ricardo F.
E por mais difícil que ainda seja, desejar alguém que está tão longe, é o mais próximo que conseguimos chegar em nosso lado mais humano. Amar alguém que sabemos ser impossível, é como pisar em um terreno sagrado. É na vontade que se esconde a mais pura sensibilidade humana, a nossa verdade maior, aquela que nem nós mesmos conhecíamos.
Ricardo F.
Pessoas são como cartolas de mágico, nunca se sabe o que vai sair de dentro. Algumas nos encantam pela mágica, outras nos decepcionam pelos truques.
Ricardo F.
Aceita café, um pedacinho de bolo? Quem sabe um suco, ou apenas um cafuné, qualquer coisa que te faça se sentir melhor? Se precisar eu te ouço, mas se quiser, eu fico apenas calado, te olhando. Se preferir ficar sozinha, tudo bem, eu entendo, não é porque estamos longe dos olhos que deixa de existir no coração. Sabe, tem horas que a gente quer cuidar, mesmo sabendo que não adianta muito, porque tem coisas que não nos pertence, mas a gente quer cuidar de alguma forma. Não é se tornar um mega chato, ou um puxa saco que mal o outro espirra e já grita: "saúde". Não é aquele tipo de pessoa que ao ver um pingo d'água já corre com aquele guarda-chuva horroroso, com arame torto, soltando das pontas, parecendo uma freira por cima da cabeça, só pra te proteger, pra não se molhar. Não é aquele tipo de pessoa que segura a roleta do ônibus para que quando passar, ela não resvale em seu cotovelo. Não, não é nada disso, é que tem coisas na vida que a nossa própria vida nos pede pra tomar conta, não por obrigação, mas por amor, por querer bem, por querer ver a pessoa bem. Nem sempre é querer ser apenas presente, muitas vezes é por estar e não por ser. Eu sei que não toma café, mas se mudar de ideia, eu faço pra você.
Ricardo F.
Na hora, me deu vontade de chorar, até não poder mais, até secar o que ainda havia de tristeza. Me deu raiva de mim, raiva do que sentia, da sensação terrível e todo aquele sentimento de desconforto, a dor da sua falta já começava a apertar, e sangrava mais ainda por saber que aquilo já era real. Me deu vontade de gritar, jogar suas coisas na parede, quebrar seu retrato, me atirar pela janela do décimo andar, porque talvez, a angústia da espera na queda pela morte, doeria menos tempo, diante daquela que a sua ausência já me provocava. Mas não, eu não fiz nada disso, porque sabia que amor é como perfume, ele só dura o tempo que está fixado no corpo. E mesmo que a falta de lucidez não nos deixe pensar, precisamos de um tempo pra saber o quão verdadeiro aquele cheiro é. É preciso viver, continuar seguindo, mesmo quando não é mais nada do que já foi um dia. Mesmo quando é apenas você contigo mesmo.
Ricardo F.
Acho que a gente guarda todos o sentimentos dentro de uma caixinha, e só espalhamos um para que tudo de bom nos aconteça, o amor.
Ricardo F.
Todas as estradas nos levam a algum lugar. Alguns destinos bons, outros nem tanto, mas o que vale mesmo é tudo aquilo que a gente vive durante o caminho.
Ricardo F.
[...] Nem é instante, é verdade, e quando é verdade é pra sempre, já era pra sempre até quando ainda não existia. Era, é, e vai ser.
Ricardo F.
_Você gosta muito dela, né?
_ Gosto, dos dois jeitos. Do começo ao fim, do fim de volta ao começo. Porque ela é uma só, dos dois jeitos.
Ricardo F.
Pessoas que pensam saber demais se enganam. Tem muita gente que se finge de "bobinho", mas são tão inteligentes que conseguem ter a frieza de se passar como tal.
Ricardo F.
[...] não são palavras que me sustentam, o que me sustenta é amor. Palavras são aquilo que devolvo ao que me encanta.
Ricardo F.
[...] Mulher bonita a gente acha por todos os cantos, homem bonito também, toda esquina tem. Mas parceria, afinidade, segurança, confiança e lealdade, é para poucos. Tem coisas que são muito mais admiráveis do que beleza física. A verdadeira beleza fica onde os olhos não veem, mas o coração enxerga.
Ricardo F.
Um dia, sabe, eu te admirei por coisas que outras pessoas não conseguiam ver. E hoje, eu te admiro mais ainda, por coisas que nem eu mesmo consegui enxergar. Há um mar dentro de ti, dentro de ti há um mar.
Ricardo F.
[...] às vezes tenho saudade de tudo que a gente era, e, por algum motivo, não consigo lembrar direito. É engraçado como muitas vezes me sentei na mesma mesa, no mesmo barzinho, num fim de tarde qualquer, e pedi ao garçom que nos atendia pra se sentar comigo, e me contar como a gente era, como ele nos via. O amor é uma coisa estranha, um sentimento que causa tanta alucinação e embriagues quando se está dentro que, a gente não consegue se ver, esquecemos até de quem fomos. A gente sente falta, sabe o que é e quem é que nos falta, mas a gente esquece de tudo que éramos, quando éramos "nós".
