Northon Salomao
Spinoza ensinou a compreender as causas; o Direito deveria fazer o mesmo antes de simplesmente condenar os efeitos.
Compreender uma conduta não significa justificá-la; significa tornar o julgamento intelectualmente mais responsável.
O comportamento humano raramente possui uma única causa, embora o processo frequentemente deseje encontrá-la.
A responsabilidade jurídica pode exigir atribuição individual mesmo quando as causas do comportamento são coletivas.
A melhor justiça não é aquela que conhece menos o ser humano, mas aquela que o conhece suficientemente para julgá-lo com cautela.
Rousseau percebeu o conflito entre indivíduo e sociedade; o Direito vive exatamente nesse território.
A questão jurídica nunca é apenas “quanto limitar?”, mas “quem limita, por quê e sob quais controles?
Segurança sem liberdade pode tornar-se tutela; liberdade sem segurança pode tornar-se vulnerabilidade.
O contrato social não deveria ser uma autorização permanente para o Estado fazer tudo em nome de todos.
A autoridade pública precisa de poder suficiente para governar e de limites suficientes para não dominar.
Locke viu a propriedade e a liberdade como dimensões fundamentais; o Direito moderno acrescentou que nenhuma propriedade existe completamente fora da sociedade.
Ter um direito de propriedade não significa possuir licença para ignorar todos os direitos ao redor.
