Marinho Guzman

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Não importa quanto seu passado tenha sido glorioso, nem o que te espera no futuro se o presente não der alegria de viver.

Inserida por marinhoguzman

Despeitado é um indivíduo que tenta desvalorizar o que não consegue conquistar.É portador de inveja incontida, externada com palavras e atos minimizando o valor alheio.
O despeitado nem sempre percebe mas ele é ridicularizado por tantos quantos convivem com ele.
Despeitados nunca o são uma única vez, com uma só pessoa, por um só motivo e a repetição do despeito se torna um vício marcante na personalidade desse ser indesejável no convívio com as pessoas de bem.

Inserida por marinhoguzman

Idade.
Não faz muito tempo eu era o caçula da turma.
Muitas vezes fui excluído das brincadeiras e de uma ou outra conversa porque “não era para a minha idade”.
Outro dia eu fiz 50 anos e demorou para “cair a ficha” de que eu era um dos mais velhos naquela festa, pois os mais velhos que eu nem ir a festas iam.
Dezoito anos se passaram daquele dia e a maioria que não queria mais festa já morreu, alguns dos que foram seguiram o mesmo caminho e eu já não tenho vontade nem de fazer festa nem de ir a nenhuma festa.
Mas reconheço, fiz da vida uma bela festa.

Inserida por marinhoguzman

Será possível ou provável, que tenhamos um dia causado mal estar ou desconforto a alguém, a ponto da pessoa nos evitar e manter distância sem falar?
E nessa terra onde tudo foi dito, tudo foi falado, do que era fácil já foi feito, fica a pergunta.
Onde foi que eu errei? Teria sido intencional ou inadvertidamente? Ou será que todos os relacionamentos estão sempre fadados a ter fim?
É mais comum que eu tenha esse sentimento com ou sem motivo e me afaste, do que eu o sinta nas outras pessoas em relação a mim, mas há alguns casos onde percebo que conhecidos e amigos passam a evitar contato maior seja pessoal seja pela rede social.
Talvez seja a evolução.

Inserida por marinhoguzman

Na faculdade você aprende a aprender mas nem sempre quem sabe faz nem quem ensina sabe fazer.

Inserida por marinhoguzman

Não confunda antecipação do prazer com satisfação rápida.
Numa você vislumbra, na outra ele acaba.

Inserida por marinhoguzman

Não deixe para amanhã que deveria ter feito a vida toda.

É um fio tênue que nos permite ir tocando a vida até encontrarmos a temida morte.
Um carro sem direção, um ignorante atrás dela, um escorregão de mau jeito, um mergulho no rio errado.
Rápida e nem sempre indolor, a morte não acrescenta, ela sempre tira. Tira de nós quem amamos e um dia vai nos tirar de quem nos ama.
Doenças novas ou hereditárias, Zyca, colesterol, o temível Alzheimer, tardam mas não falham e a vida ainda pode ser abreviada por delinquentes, que se dão ao luxo de gostar mais das nossas coisas do que nós mesmos, não exitando em tomá-las à bala.
Mas não devemos nos preocupar demais com as coisas materiais pois só vamos usá-las por um breve tempo, tempo que sobretudo não pode ser negado a quem amamos e por quem somos amados.
A vida deve ser mais do que trabalhar, dormir e sonhar.
Será que é preciso um susto para a gente acordar?
E tem o tempo que a gente reclama que demora passar até o final de semana, até chegarem as férias, o tempo que a gente quer que passe logo para chegar o dia do pagamento. Esse é o mesmo tempo que pode fazer falta afinal na nossa estada nesse mundo, tempo para a gente criar laços, tempo que não pode faltar para vivermos enlaçados.
A morte é o final de uma batalha sem trégua, onde o destino sempre ganha e a gente sempre perde.
Não perca tempo com o que tem pouca importância, faça agora o que deveria ter feito sempre, use bem o tempo, não deixe que no futuro você tenha sentimento de arrependimento por sentir que o seu tempo foi mau usado.

Inserida por marinhoguzman

Antes tarde que agora.
Há quem deixe para depois o que deveria ter feito há anos.
Não sou desses.
Sofro por antecipação quando tenho um dos parcos compromissos registrados na minha agenda, que é uma folhinha pendurada no armário do escritório, verdadeiro depósito de lembranças de todo tipo.
Preocupado sim, ansioso também, entender o horário marcado e lembrar exatamente do que se trata aqueles rabiscos, são coisas bem diferentes.
Não esquecer no próprio dia então, um exercício de sofrimento, parte de uma responsabilidade esquecida pelos anos de aposentadoria da gravata.
Para falar a verdade, esse ano não tive mais que dois títulos na agenda: dentistas e médicos.
Por isso o título, antes tarde que agora, posso ficar despreocupado com o horário porque invariavelmente é “chá de cadeira” certo de uma hora ou mais.
Não sei quais dos meus médicos (meus uma ova, são do convênio) ou meus dentistas vão ler essas linhas mas tenho certeza de que não ficarão bravos comigo, pois para eles, meu tempo não vale nada, para eles importante é só o que eles tem para fazer e se a sala de espera chama sala de espera é para esperar, se eles são doutores e eu sou paciente, quem tem que ter paciência sou eu.
Desabafo feito fica o dito por não dito, o chá de cadeira está institucionalizado e quem quiser que espere ou procure outro “profissional”.
Boa noite! Amanhã dentista!

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Realidade.

Real ou ilusória, a concepção de viver bem nos leva, queiramos ou não, às ideias pré concebidas de conforto e tranquilidade e por que não dizer, de uns luxos.
A vida em sociedade nos obriga a convivência com muitas pessoas, onde ter e poder, significam mais do que simplesmente viver por viver.
Vão longe os dias onde muitos sonhavam com uma casinha no campo para criar filhos e netos, “plantar amigos e livros….e nada mais”.
Nem bem-nascidas, as crianças de hoje se deparam com a necessidade e a obrigação sem escolha de serem criadas nas creches e nas escolinhas.
Cada vez mais, longe dos olhos dos pais, criando hábitos mais e mais parecidos com o das outras crianças e o dos “educadores”, estes, na maioria das vezes cada vez menos preparados, formam-se gerações de profissionais “que o mercado pede” em detrimento das antigas vocações.
Em alguns países da Europa, no Japão e nos Estados Unidos, a educação e cultura podem não estar bem estruturadas para todos, mas está para a maioria e dessa maneira a realidade da vida tem menos diferenças em que pesem as distorções.
Mas essa não é a nossa realidade, o que está aos nossos olhos, é a triste realidade, de que é tal a desvalorização dos vínculos da família que essa exposição tornam a massificação nivelada por baixo.
Sem escolas, sem empregos, sem futuro.

Essa é a nossa triste realidade.

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Meus acertos não me engrandecem, nem alegram, em razão dos meus erros que os diminuem e me entristecem

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Primeiro o mais urgente ou mais importante?
Nas muitas decisões da vida, muitas vezes não se podendo fazer tudo, há que se escolher se faremos o mais urgente ou o mais importante.
Nas sociedades modernas como um todo, os governos dos países emergentes só podem fazer o que se lhes permite o dinheiro disponível ou o que não vai custar nada, ainda que se permita a quem vai pagar algumas contas, a exploração de algum bem ou serviço.
Nessa categoria se encontram as parcerias público-privadas que dependem exclusivamente da capacidade administrativa e gerencial dos administradores.
Começaremos o ano com uma nova administração e em que pese vermos alguns nomes conhecidos por terem colaborado com outras administrações, umas que fizeram pouco, outras que não fizeram quase nada, devemos levar em consideração que há entre eles elementos qualificados, trabalhadores e honestos, que não puderam dar o melhor de si ou porque não tiveram autonomia ou não dispuseram de dinheiro suficiente para colocar em prática ações, fossem elas importantes ou urgentes.
Voltando às administrações anteriores, o que se viu em muitos casos, se não em todas elas, foi dar pão e circo para uma população que precisa de educação e saúde, promovendo shows “grátis” e foguetório inútil.
Não sou contra as festas, sou contra fazer festa com o dinheiro que vai faltar para pagar médicos, hospitais, professores e merenda escolar de qualidade.
Assim, a futura administração se quiser começar bem, deve dar total autonomia para quem possa negociar com a iniciativa privada o foguetório do ano novo, as verbas para o Carnaval e os shows na temporada.
Tenho certeza que serão muitas as empresas dispostas a pagar essas e outra contas se não forem extorquidas com propinas para a exploração da publicidade nas nossas praias.
Talvez essas ações não sejam nem as mais urgentes nem as mais importantes mas darão clara demonstração do que será a honestidade e a transparência nos próximos quatro anos.

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Imponentes ruínas.
Olhando para as fotos das divas dos anos 70 e 80,dá para perceber a maldade do tempo e entender quando mencionadas imponentes ruínas.

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Encontros, desencontros, esbarrões e trombadas.

A vida é muita coisa, inclusive uma via de muitas mãos.
Cheia de cruzamentos, sinais verdes, vermelhos e amarelos, uma via onde você trafega de carro, de moto, de bicicleta e a pé, nos dois sentidos e ainda pode cruzar em qualquer ponto.
Parece o caos e é mesmo.
Então é natural você andar lado a lado, mas também pode esbarrar ou até bater de frente e o importante é seguir sempre e se necessário se desculpar.

Inserida por marinhoguzman

Quando o problema é iminente,o futuro é o que menos importa.

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É difícil gostar do que não se conhece, mas é impossível gostar muito do que não se conhece bem.

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Vitórias.
Desde sempre os recordes são batidos, as marcas superadas e para alguém bom sempre acaba aparecendo outro melhor.
A superação pode ser derrota ou lição de que a vitória, por mais gloriosa e merecida, acabará cedo ou tarde fora do pódio.
Ao ser o primeiro, chegar mais alto e ser o melhor, ninguém está bem preparado para o sabor da derrota que existe e um dia virá.
Para um bom sempre surgirá outro melhor.

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"Todos os inimigos podem ser vencidos"
Fidel Castro
Derrotado pelo egocentrismo, vencido pela morte.

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Coisas da idade.

Quando a gente é novo não pensa em ficar velho, quando vai ver já é velho.
Apesar de ser uma catástrofe, não me pareceu catastrófico ficar velho. A gente vai se acostumando e quando vê a velhice já chegou, e com ela a certeza que não dá para voltar.
E a idade não é como para certas bebidas, não te deixa melhor mas pode ensinar a sobreviver com essas “velhices”.
Eu por exemplo, me irritava com qualquer barulho, com alguma coisa fora de lugar ou com a ignorância das pessoas.
Não que eu tenha me acostumado ou que goste, mas criei uma certa tolerância que me faz bem, provavelmente na medida inversa que me incomodava.

E o que resta?
Ouvir Billy Paul!

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Quem tem o que precisa é mais feliz do que quem não tem tudo o que quer.

Inserida por marinhoguzman

Minha inexperiência da juventude vem sendo trocada por atitudes mais adultas e acertadas.
Minhas dúvidas a respeito do futuro cada vez mais contestadas.
Minha crença de que o fim é só o fim, cada vez mais confirmada.

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Perdoar.

Perdoar, dizem, é divino.
Talvez porque errar é humano, porque todos nós erramos e se não houver perdão, breve não haverá mais erros nem acertos, só um monte de chatos se achando o máximo, pensando que estão sempre certos.
Hoje perdoei o Jô Soares.
Fazia muito tempo que eu não assistia às suas entrevistas porque passei a achá-lo um chatão tentando mostrar ser superior e intelectual, toda hora interrompendo seus entrevistados no meio das respostas.
Mas com a iminência da sua despedida depois de vinte e oito anos e dos vários compartilhamentos que os dois últimos programas tiveram eu os assisti pela internet.
Vi um Gordo diferente, que finalmente foi igual aos melhores anos do passado.
Vi um cara humilde relembrando alguns dos ótimos momentos do programa, que existiram tanto pelas suas perguntas inteligentes e bem colocadas, como pela boa escolha dos entrevistados que invariavelmente tinham coisas inéditas para contar.
Vi um cara que deve ter passado muitos dias e noites pensando se seria a hora de parar, principalmente pela enxurrada de críticas que vinha sofrendo, por aparentemente babar os ovos dos poderosos, sabe-se lá porque.
Sou suspeito para falar das críticas, pois parei de assisti-lo faz tempo, muito antes dessas acusações.
Fiquei com a séria impressão de que terminado esse ciclo de programas diários que desgastaram a sua imagem virá para ele um novo tempo ainda melhor.
Com sua inegável inteligência e capacidade, acho que breve teremos mais desse cara incrível que pode ter errado, mas que não persistiu no erro.
Gostaria agora de ter notícia de que o Faustão vai encerrar definitivamente seu programa na semana que vem.
Poderia até perdoá-lo, em que pese não ter a nenhuma esperança de vê-lo fazer no futuro algo realmente aproveitável.

Inserida por marinhoguzman

O tempo deixa as marcas mais visíveis na pele e as mais profundas na memória.

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Sonho

Éramos três no meu sonho, a terceira pessoa eu não consigo lembrar ,mas a segunda era seguramente você.
Eu discorria calmamente sobre as preocupações que tinha com a vida, com a família, com nossa cidade e com os rumos desastrosos que o Brasil tomou, iludido por pessoas normais que se tornaram bandidos, inebriados que foram pelo poder.
Você parecia comungar com os meus pensamentos, e teria até concordado com a minha ideia de nos chamarmos atenção cada vez que fossemos reclamar mais uma vez de alguma dessas coisas que embruteceram a natureza humana, envenenando o planeta e tornando mais difícil a vida.
Concordamos que cada um de nós ao seu tempo e na nossa idade, já havíamos gasto tempo suficiente tentando fazer com que as coisas andassem nos trilhos, que todos colaborassem como e com o que pudessem para o bem comum.
Perdemos nosso precioso tempo, fomos reconhecido por poucos e ironizados pela maioria.
Daria para contar nos dedos os prazeres que sentimos com as conquistas e encher umas caixas com os dissabores.
Escrevo essas linhas para pedir que você não esqueça de me alertar sempre que eu for reclamar de alguma coisa.
Farei o mesmo, e se você descobrir quem era a terceira pessoa no sonho me diga, para eu não pensar que estivemos sozinhos nesse sonho e nessa batalha perdida

Inserida por marinhoguzman

Zero à esquerda.

Não chego a ser um zero à esquerda, mas ser nada e tão pouca coisa,
faz com que eu pense onde foi que eu errei.
De tanto ver triunfar as nulidades, Ruy Barbosa ficou com vergonha de ser honesto e dá para sentir que a honestidade não é nem de longe o primeiro requisito para o sucesso.

Inserida por marinhoguzman

Afundando a galinha dos ovos de ouro.

O Brasil acostumado a tratar mal quem nele investe, está perdendo o mercado de cruzeiros marítimos para outras regiões do mundo.
Motivos diversos altos custos de atracação, embarque e combustível.
A estrutura dos pontos de parada também são inferiores às de outros países.
Veja alguns dados fornecidos pela reportagem no Jornal A Folha de São Paulo de 24/12/2016.
552 mil passageiros na temporada 2015/2016.
383 mil vagas disponíveis nessa temporada 2016/2017 ainda não preenchidas.
Recuo de no mínimo 30% no número de passageiros e receitas.
No mundo a atividade cresceu 4,5% nesse período.
120 atracamentos, na temporada 2015/2016 apenas 39 confirmados na cidade de Ilha Bela.
Ubatuba ano passado 9 atracamentos, esse ano nenhum.
Santos ano passado 17 embarcações, esse ano 14.
Segundo estudos da Fundação Getúlio vargas cada passageiro gera cerca de R$446,00 em receitas diretas e indiretas em cada cidade onde o navio para e por esses dados Ilha Bela perderá cerca de R$54 milhões de reais em receitas.
Tá bom ou vai perder mais?

Inserida por marinhoguzman