Marinho Guzman
Otimistas são visionários que ignoram a realidade.
Jogam com a esperança a realização de quase tudo e debitam aos pessimistas o resultado negativo da verdade.
Não é difícil diferenciar o certo do errado, difícil é fazer certo sabendo que pode dar errado ou deixar de fazer o errado sabendo que pode dar certo.
Ao escrever você fala com você mesmo e quando resolve publicar fala para uma uma plateia que concorde ou não com as suas ideias pode gostar da forma como ela foi colocada.
Escrever é um dos raros prazeres que não custa nada mas depende muito do investimento que você fez anteriormente.
Guarujá é o melhor lugar ruim para se morar.
Guardadores de carros, ambulantes, som alto em todo lugar, trombadinhas de monte, ruas cheias e praias mais do que lotadas, fila até para entrar na fila.
Esse é o Guarujá.
E ainda assim o melhor lugar para se morar, passar as férias ou uns poucos dias.
A não ser multimilionários que podem escolher lugares exclusivos, onde não há acesso a simples mortais como eu, você e mais de um milhão de pessoas que passarão pela cidade nesse verão. Só eles poderiam reclamar do nosso Guarujá.
Mas esses não aparecem por aqui então o melhor mesmo você que mora, tem casa ou vem passar uns dias por aqui é parar de reclamar e aproveitar tudo que há de bom.
Estamos no Brasil, no Guarujá e a gente pode até recriminar os políticos por não cuidarem da cidade mas sempre lembrando que cada lugar tem seus problemas.
Curta o Guarujá!
ET ainda que as notícias não sejam as melhores, será a cidade do litoral de São Paulo que sempre recebeu e vai continuar recebendo mais gente o ano inteiro.
E isso não é por nada!
As aparências não enganam.
Em Nova Iorque nos anos 90, o então prefeito Rudolf Giuliani implementou o que foi chamado de tolerância zero, um projeto de recuperação da cidade que começava por acabar com a impunidade por menor que fosse.
A grosso modo, explicava-se, a degradação e má conservação de prédios públicos e privados da cidade geram reação negativa em cadeia e o que começa com uma janela apedrejada num prédio leva os indivíduos a destruirem ou ocuparem ilegalmente o imóvel abandonado.
Em São Paulo o recém-empossado prefeito João Doria começou sua administração limpando, recapeando avenida Nove de Julho inclusive com a troca de placas de sinalização e retomada dos baixos dos viadutos que haviam virado favelas.
Mais do que cuidar do próprio público, essa ação quis e conseguiu mostrar que se você não cuidar da cidade os cidadãos não se preocuparão em mantê-la limpa, conservada e digna de admiração.
Na esteira dos grandes administradores, o prefeito Valter Suman tem se empenhado pessoalmente nas ações que visam dar ao guarujaense orgulho de viver na cidade que voltará a ser a Pérola do Atlântico, uma joia verdadeira que fará com que nós a guardemos com respeito e lugar de destaque.
Colabore como puder, denuncie quem joga lixo e entulho nas ruas e vamos cobrar a fiscalização dessas denúncias.
Há quem pense que está resolvendo um problema mas está criando vários.
A organização social econômica e política é essencial para a manutenção da paz social.
Há parcelas da população em qualquer parte do mundo que sofrem com a falta de educação, falta de emprego, falta de comida e falta de justiça.
Na nossa cidade há centenas de favelas e milhares de desempregados, todo buscando sobreviver.
É nessa toada que parte da sociedade dita privilegiada aceita a mendicância, tolera o crime de extorsão dos guardadores de carros e se apieda dos ambulantes que vendem de tudo nas ruas e nas praias.
Ocorre que quando a administração deixa de organizar e fiscalizar qualquer atividade os efeitos colaterais são mais maléficos do que podem parecer, senão vejamos:
As empresas de transporte coletivo funcionam ou deveriam funcionar vinte e quatro horas por dia atendendo a população.
Se lhes fosse permitido, reduziriam esse horário só para os horários onde há grande quantidade de passageiros, o valor da passagem seria muito menor mas população estaria desassistida a maior parte do dia.
O mesmo acontece com o comércio na nossa cidade. Durante todo o ano os comerciantes mantém as portas abertas, funcionários registrados e pagam aluguéis e outros encargos.
Só no verão contam com grande número de veranistas e turistas que deveriam lhe garantir o faturamento para subsistirem por todo o ano.
Nos últimos anos da desastrada administração de Maria Antonieta de Brito, toda sorte de desmandos foi tolerada. Existem milhares, vou repetir, milhares de carrinhos de roupas, alimentos e outras quinquilharias vendendo as mesmas coisas que se vendem nos bares, padarias e nas lojas dos pequenos comerciantes do Guarujá, exclusivamente na temporada, fazendo a concorrência desleal que faz minguar o faturamento das lojas estabelecidas que não conseguem mais sobreviver o ano inteiro atendendo regularmente os moradores da cidade.
Nos próximos dias questionarei a Ouvidoria do Guarujá para saber quantos são, quais as atividades permitidas e qual a localização desses ambulantes bem como qual o regime fiscal obrigatório para os que vender roupas nesses carrinhos que têm mais mercadoria do que muitas lojas estabelecidas, pagando impostos, aluguéis e outros encargos durante todo o ano.
Não adianta tolerar a ilegalidade.
Ou todos nos locupletemos ou restaure-se a moralidade.(Stanislaw Ponte Preta).
A longevidade e o apego exagerado à vida me faz pensar que certas pessoas têm muito medo do juízo final.
Tem gente que se apega tanto no politicamente correto, que esquece de fazer o que é absolutamente necessário.
Lembrando o discurso de transmissão de cargo de Presidente e posse da Associação Comercial do Guarujá 1999.
MUITO FAZ QUEM NÃO ATRAPALHA
Há um ano fui convidado a assumir a presidência da Associação Comercial de Guarujá. Tentei de todas as maneiras furtar-me à responsabilidade, capitulando quando percebi que nesse crítico momento ou aceitava ou veria perdido o trabalho de muitos companheiros que como eu buscavam levantar a associação que tem mais de trinta anos na cidade.
Em nenhum momento achei que seria fácil a missão.
Tínhamos poucos sócios pagantes, uma receita mensal em torno de mil reais, insuficiente para pagar o aluguel e a secretária e um saldo negativo que foi coberto antes da posse por alguns sócios.
Pior do que a situação financeira, era o acreditar na possibilidade de uma associação para servir e não para servir-se.
Ousei mostrar serviço sem pedir nada. Trabalhei com a prioridade de fortalecer o quadro associativo. Hoje temos quase 500 sócios pagantes, receita suficiente para cobrir todos os gastos, o que nos permite investir na imagem da Associação, fornecer balcão do SEBRAE, Serviço de Proteção ao Crédito, convênio com assistência médica e dentária a custos mais baixos para os associados, na UNIMED e TOI.
Tão importante como os serviços e a representatividade conseguida, impusemos respeito.
Respeito que foi muitas vezes colocado à prova com intrigas e mesquinharias, mas que resistiu por todo o meu mandato com respostas incisivas, educadas e sem medo, fazendo calar a boca os detratores da verdade.
Nesse trajeto perdemos uns quatro ou cinco sócios por não concordarem com o que não estão acostumados a conviver.
Honestidade, probidade, hombridade e outras boas condutas que não puderam suportar.
Tivemos a perda, essa sim irreparável, do colega, amigo, mestre e responsável maior pela reativação da associação, o inesquecível Vitor de Azevedo Marques, com quem pouco convivi e muito aprendi e a quem credito todo mérito que possa ser destinado à minha gestão. Foi ele quem me convenceu que seria possível ajudar a classe e a cidade por esse caminho.
Para quem não acompanhou nesse pouco tempo o trabalho dos colegas Luis Pagode, Ronaldo Sachs, Sérgio Cesar, Heitor Gonzales, Alcy Leite e alguns outros, pode parecer que o trabalho foi fácil, mas efetivamente não foi, como podem testemunhar todos que aqui estão.
Se tivéssemos mais alguns como eles, certamente teríamos mais de mil associados, o que vamos conseguir nesse próximo ano, com o novo presidente que poderia ser sem dúvida qualquer um dos acima nomeados, mas que por nossa escolha será Heitor Gonzales, com quem estaremos bem representados.
Continuarei participando da associação com o novo conselho administrativo que terá uma função mais atuante, que junta os nomes mais representativos da cidade, sem preocupação política de agradar ninguém.
Não é possível esquecer a colaboração da nossa secretária Heloísa e do moço Wagner, bem como de muitos que anônima e abnegadamente ajudaram a colocar a Associação Comercial na confortável situação de uma das maiores associações de classe da cidade.
O trabalho da próxima diretoria será ainda mais difícil.
Pouco nos foi cobrado, já que estávamos sedimentando uma base, partindo de quase nada.
Daqui para a frente, as cobranças e comparações serão inevitáveis, o que será bom para a associação e para os associados, que deverão colaborar ainda mais para o crescimento de sua representatividade.
Alguns podem pensar que as coisas serão mais fáceis para o poder que não cumpre as suas obrigações e dificulta como pode a vida dos comerciantes.
Tenho certeza de que próximo presidente fará exatamente como eu fiz, lutando contra os privilégios odiosos dos afilhados do poder, contra a concorrência desleal que admite o comércio temporário predatório e outros privilégios que todos conhecemos e abominamos.
Seu bom senso não permitirá que confundam franqueza com fraqueza.
Para quem não colaborou e tentou prejudicar a Associação no passado. Não tente isso com a atual diretoria, pois não foi fácil e nem vai ser...
Muito faz quem não atrapalha.
Aquele com seus longos e repetitivos discursos, não tem vergonha de mentir, prometer, acusar de turma do quanto pior melhor, de fracassomaníacos, reis do blá... blá... blá... e outros termos copiados do nosso presidente, não nos ajudou em nada nesse ano, tentou na verdade e muitas vezes conseguiu, desestimular, atrapalhar, atravancar o trabalho que hoje entrego ao atual presidente que será, como eu fui, pura e tão somente representante da vontade dos que o indicaram, com um compromisso maior do que continuar o trabalho.
Com certeza o tom dessas minhas palavras não agradará a muitos e desagradará os de sempre.
Deixo ao meu sucessor os melhores votos e tenho certeza ele terá muito sucesso,para o bem e gáudio de toda a classe que representa.
Muita sorte e bom trabalho, senhor presidente.
ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE GUARUJÁ
Mário Pacheco Guzman
Presidente do Conselho Deliberativo
1.999
Jovens são como atores principiantes subindo pela primeira vez num palco, podem ter todo o talento do mundo mas não têm a experiência dos aplausos nem a decepção das vaias.
Velhos não decoram o papel eles representam a realidade.
Quando você elogia ou festeja um crápula,especialmente políticos, não transfere muita coisa para ele, nem as pessoas acreditam muio nisso, mas pensam logo que você está ganhando alguma coisa e absorvendo algo de ruim que ele tem.
Nesse caso, é bem provável que você não engane ninguém, por muito tempo.
Por pequenos gestos se conhecem as grandes pessoas e a malevolência incrustada em algumas almas.
É tudo o que se pode dizer das críticas à passagem de Da.Letícia e à peruca do Eike Batista.
Constatados os crassos erros nas eleições de Lula, Dilma, Farid Madi e Maria Antonieta lamentamo-nos pelas consequências de termos sido conduzidos a um país com a economia em frangalhos e a cidade do Guarujá transformada em Pérola dos mendigos.
Entretanto, pela falta de punição efetiva e pela falta de criação de mecanismos que impossibilitem os ignorantes elegerem nossos governantes, fica a impressão que qualquer dia, a qualquer hora isso possa se repetir.
Sou pelo fim do voto obrigatório, dos menores com dezesseis anos, dos analfabetos e o de todos que defendem a democracia como governo de uma maioria idiota.
Ninguém chega a João Dória vestindo roupa de gari.
É preciso ter capacidade, bom senso e cercar-se de pessoas capazes, ou no mínimo afastar-se dos corruptos de sempre.
Ação e sinalização.
É de bom alvitre dar prazo suficiente aos administradores eleitos, os que têm real desejo de consertar a economia e a ordem nos Estados e Municípios.
Realmente não dá para fazer tudo nem muito em pouco tempo, mas sempre é possível sinalizar o que virá por aí.
A sinalização pode vir com um cronograma e com uma declaração de intenções que deem paciência aos impacientes e esperança a todos.
É consenso dos experts em comunicações, que o sucesso inicial das ações de marketing que não são acompanhados pelos resultados esperados pela população se tornam arma letal que ferem mortalmente a credibilidade e fazem despencar os iniciais índices de aprovação com difícil se não impossível recuperação.
De uma amiga biscate...
A sociedade me recrimina e me chama de biscate, mas foi ela que me ensinou que é dando que se recebe...
Alguém já disse que a felicidade é o que todos desejam... É o que poucos têm... É o que ninguém tem sempre e que todos pensam que só os outros é que têm.
É bom ser admirado, melhor ainda ser elogiado, mas a única coisa imprescindível é a opinião que você tem de você mesmo.
