Marinho Guzman

726 - 750 do total de 945 pensamentos de Marinho Guzman

O virtuoso é um pecador com poucas opções e raras oportunidades.

Inserida por marinhoguzman

As religiões e seus ministros mais confundem que explicam.

Cada dia tem mais gente discutindo a fé e menos gente acreditando em Deus.
Quando o prêmio é o paraíso e o castigo é o inferno, alguns preferem jogar na Mega Sena.
Quando só uma religião está certa todas as outras estão erradas?
Você é dos que pedem ou dos que agradecem a Deus pela vida que tem?
Nos dois casos isso pode parecer um negócio.

Inserida por marinhoguzman

" A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo.
Para ser popular é indispensável ser medíocre."
Oscar Wilde.

Todos queremos causar a melhor impressão possível, todos gostamos de ser populares entre os amigos.
Jamais seremos unanimidade nas relações interpessoais de um grupo, especialmente se esse grupo for heterogêneo.
Quanto mais brilhante você for mais inimigos terá!
E isso ainda é muito bom, uma vez que a alternativa é ser medíocre."

Sonhei com uma feijoada.

Não qualquer uma mas com a do Bolinha de São Paulo.
Se você nunca comeu uma feijoada do Restaurante do Bolinha em São Paulo, por favor pare de ler agora. Não tenho tempo nem saco para explicar a tradição de mais de oitenta anos, como é montada e quem frequentou aquele ridículo templo pagão da gastronomia paulistana na Avenida Cidade Jardim no.53.
Não sei se a feijoada foi atriz, se o restaurante foi o palco, sei que o lugar lembrava muito a premiação do Oscar, já que além de nós simples mortais, centenas de celebridades iam se refestelar com restos de porco servidos em cumbucas de barro, substituídas tantas vezes quantas você pedisse.
Não sei como anda hoje mas o maior sucesso da feijoada era a fila que se formava na porta nos anos oitenta. Os mais ricos e famosos, as mais lindas e cobiçadas mulheres, os carros mais caros, as maiores motos paravam em fila dupla, tripla e no bolsão de estacionamento que se formava naquele entroncamento em frente ao finado Pandoro.
Nunca fui fã de feijoada e confesso, ia e pagava caro porque já estava bêbado de caipirinha e inebriado com o pandemônio festivo que era aquele circo.
Depois de começar a escrever fui dar uma olhada nas críticas atuais do restaurante e não recomendo nem o restaurante, nem que você leia as críticas, pois uma coisa sou eu falando e outra é você constatando que a fama de muitas pessoas e muitos lugares foram criados por falsas ideias do que representa a vida e o sucesso.
Chego à conclusão de que o sonho não foi com a feijoada do Bolinha mas com o que representou para mim e para tantos ideia de felicidade e sucesso naquela época.
Sem nenhuma cerimônia, nem tristeza, deixo de lado o sonho e a feijoada do Bolinha, lavo a cara na pia do banheiro, dou uma olhada furtiva no espelho e corro para o meu pão com manteiga, iogurte de frutas vermelhas e uma fatia de bolo com café expresso da dolce gusto, presente como todo mundo já sabe, da querida Amanda Palma.

Inserida por marinhoguzman

Reluto em começar o texto com a palavra sonhei.

Teria sido um sonho ou um quase pesadelo que a porta do elevador não se abrisse de imediato me deixando preso por um momento?
Tudo numa fração de segundo, o acordar assustado trouxe ao consciente lembranças novas e antigas de pesadelos resolvidos, sonhos realizados, e uma expectativa pelo futuro, que outrora se resolveria com uma consulta aos búzios, uma cartomante ou um estelionatário qualquer com uma bola de cristal.
Devemos mesmo viver um dia de cada vez deixando de lado os pensamentos de um futuro longo e quiça sombrio?
Festeja-se a longevidade como inegáveis avanços da medicina e conquistas da vida moderna.
Pesquisas apontam e milhares de experts nos fazem crer, na tentativa de nos vender alguma coisa, que viver até os cem anos é digno de menção honrosa.

Mas se ficar o bicho come!

Inserida por marinhoguzman

Começo meio e fim.

Ninguém começa ou deveria começar alguma coisa sem vontade e clareza no objetivo final.
Ter ou não competência é importante mas não é fundamental e a gente vê gente que se aprimora fazendo.
Não deveria haver dúvida que depois de um tempo a gente corrige erros e passa a fazer quase tudo melhor.
Mas viver atualmente não é tão simples. A gente vai crescendo e as convenções e as obrigações atropelam as vocações.
Não há muito espaço para que os jovens com pouco dinheiro possam ser grandes cientistas, grandes escritores, grandes diplomatas, grandes qualquer coisa. A maioria é medíocre já que no dicionário isso quer dizer “de qualidade média, comum; mediano, meão, modesto, pequeno”
Hoje quem tem mais de cinquenta anos está pressionado a cuidar de três gerações. Os filhos têm dificuldade em conseguir bons empregos, os pais que recebem aposentadoria que não supre as necessidades e os netos que requerem cuidados que seus pais não lhes podem dar.
Já passamos pelo começo e pelo meio e estamos a caminho do fim.
Fim que algumas hipócritas teimam em colorir com muito pó vermelho na cara, batom que extravasa o limite dos lábios, cabelos ralos azuis ou avermelhados e os hipócritas com implantes, perucas e sabe-se lá o que mais mostram ou escondem….
Ninguém começa ou deveria começar alguma coisa sem vontade e clareza no objetivo final. Sei lá onde vamos parar...

Inserida por marinhoguzman

Mais um texto fadado ao insucesso!

Deveríamos encarar a morte por uma perspectiva natural pois é isto que ela é, faz parte da vida.
Você nasceu, cresceu, se tornou adulto e teve que descobrir como viver, com quem casar, quantos filhos ter, como educá-los, como envelhecer.
Mas já parou para se perguntar sobre como lidar com a morte, seja ela prematura ou na velhice?
Todos sabemos viver e que hábitos saudáveis podem nos dar mais uns anos de vida.
Para quê? Com que finalidade você quer viver mais, se com oitenta ou noventa anos não poderá fazer nem uma fração do que foi capaz enquanto jovem ou adulto e em muitos casos terá que ser ajudado por um cuidador ou cuidadora?
Muitos preferem evitar o assunto morte. Esquecem que a violência está à nossa porta ou que podemos morrer vítimas de um acidente a qualquer momento.
E por falar nisso, o que é morrer de velhice? Ter uma morte saudável?
A morte faz parte da vida. Se não morrermos agora em decorrência de uma fatalidade, morreremos mais tarde em decorrência de alguma doença que já pode estar crescendo dentro de nós ou que aparecerá daqui a uma década, ou mais, dependendo de sua idade.
Não importa em que entidade divina você acredite, o que come ou deixa de comer, quem você ama ou por quem é amado ela virá, pode ser hoje, pode ser daqui a muito tempo.
Você acha que será melhor ser surpreendido do que estar preparado?
Muitas vezes sou recriminado por escrever o que penso sobre a morte.
Eu não perderia esse rico assunto, um dos melhores para observar e refletir sobre a vida.
Como podem ver, estou falando de vida!

Inserida por marinhoguzman

Honrar um compromisso.

Tem gente que falta a um compromisso e não se sente na obrigação de desmarcar, justificar ou pedir desculpas.
Isso significa que as pessoas não merecem respeito ou que o compromisso significava pouco.
Em qualquer caso, aplica-se a regra de que quem bate esquece, logo, quem apanha pode não esquecer nunca.
Quando você for assumir um compromisso, certifique-se de que é isso o que você quer, tenha noção de que a outra pessoa empenhou seu tempo para você e que quem não respeita, não merece ser respeitado.

Inserida por marinhoguzman

Nem sempre escolhemos o que serve e deixamos de lado o que não serve.

Erramos ao avaliar o que é melhor para nós, optando pelo interessante e deixando de lado o mais importante.
Além das opções ruins e erradas que todos nós tomamos, dá para perceber que errando e perdendo tempo, grande parte de nós não alcançou plenamente seus objetivos, exatamente como eu.
E de que adianta estar consciente agora dessas ações e omissões, quando a gente sabe que não adianta chorar o leite derramado?
A resposta é nada! Não adianta saber que erramos, onde e porquê erramos.
Adianta saber que o tempo não volta jamais e que nunca há tempo a perder.

Inserida por marinhoguzman

Chega uma hora que a gente cansa de se decepcionar e porque não, de decepcionar os outros e a saída é se afastar.

Por mais idiota que eu possa parecer tem dia que eu me supero.

Nenhuma pesquisa está absolutamente certa, nem totalmente errada.
Nenhuma opinião vale mais do que a outra quando o assunto depende exclusivamente da sorte e antes que o resultado seja conhecido.
Não há garantia de que uma opção seja a melhor, quando duas ou mais forem possíveis.
Noventa e nove por cento pode ser pouco e um por cento pode ser muito mais.
De tanto ver triunfar as nulidades, a gente fica com vontade de ser burro, desonesto e preguiçoso.
Quando você aprende de fato como é a vida já não é mais tempo de mudar.

Inserida por marinhoguzman

Por mais idiota que eu possa parecer tem dia que eu me supero.

Inserida por marinhoguzman

Nenhuma pesquisa está absolutamente certa, nem totalmente errada.

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Nenhuma opinião vale mais do que a outra quando o assunto depende exclusivamente da sorte e antes que o resultado seja conhecido.

Inserida por marinhoguzman

Não há garantia de que uma opção seja a melhor, quando duas ou mais forem possíveis.

Inserida por marinhoguzman

De tanto ver triunfar as nulidades, a gente fica com vontade de ser burro, desonesto e preguiçoso.

Inserida por marinhoguzman

Milagres não existem para serem entendidos, a fé serve para suportar as dúvidas e a esperança para garantir o otimismo.

Inserida por marinhoguzman

É fácil escrever difícil.

Sou viciado em escrever e como qualquer vício isso não pode ser coisa boa.
Pensar que posso parar quando quiser faz parte da mentira.
Meu problema deve ser a leitura. Basta que eu leia qualquer coisa e isso inclui notícia ruim, o que mais tem, me dá uma vontade louca de escrever.
Pode ser em relação ao fato, pode ser uma palavra qualquer do texto, ou até da ligação do fato com uma lembrança que só eu consigo a tal da ligação.
Pá! Aqui estou eu catando as letras no meio de tantas teclas.
E se as palavras vãos e juntando com facilidade nem sempre o resultado final é coerente ou o que eu desejaria.
Mas da escrita para a leitura, não consigo ler mais que algumas linhas quando quem escreve usa palavras rebuscadas, daquelas que você até sabe que existem mas não tem certeza do se trata e assim como eu não gosto imagino que a maioria prefere ler um texto leve, com palavras fáceis, poucas e boas ideias, nada de querer explicar muito um monte de coisas.
É fácil escrever difícil, difícil é escrever fácil.

Inserida por marinhoguzman

Destino.

Tenho mais fotos antigas do que qualquer um que eu conheça.
Ou quem eu conheço não fica por aí falando e mostrando fotos antigas….sei lá….
De vez em quando escolho uma das caixas no armário e dou uma olhada.
Já vi tantas vezes essas fotos, mas algumas vezes ainda passa um filminho rápido.
O que faria naquela gaiola uma jaguatirica fotografada em viagem à Bahia?
Aliás, viagem que terminou em Belo Horizonte por desentendimento com os parceiros.
A foto da jaguatirica remete a um filme de meio século, onde eu com 18 anos pensava descobrir o Brasil acabei descobrindo que parceiros não são amigos e que muitas viagens acabam antes que a gente chegue ao destino.

Inserida por marinhoguzman

Não sei em que mundo vivem os otimistas.
Mas não é no das notícias nos jornais, revistas e televisões nem nos índices de criminalidade.
Certamente não conversam com os jovens com os quais eu converso, de 14 a 25 anos, que deixaram a escola sem saber de fato ler, escrever, calcular e raciocinar, estão sem emprego, a mercê da criminalidade ou bandeando para ela.
Meus amigos otimistas são da classe média, empregados ou aposentados e com casa própria.
Meus amigos realistas estão mudos, calados e encalacrados, esperando dias melhores.
Antigamente era um por todos e todos por um, agora, salve-se quem puder.

Ou tá na mídia ou ta na merda...

Inserida por marinhoguzman

Pagando bem, que mal tem?

O problema é que está faltando grana para pagar bem.
Tem gente já usando as frases:
Pagando que mal tem?
Faz no cartão?
Divide em três?
Tem desconto para pagar em dinheiro?
Aceita ticket?

Inserida por marinhoguzman

A punição pode ajudar, mas não é suficiente para transformar uma pessoa ruim, porque a maldade está muitas vezes enraizada no sofrimento que não podemos ver a partir do exterior.
Para transformar o mal, devemos curar o sofrimento, e isso só é possível com a compreensão e atingindo o coração.
Da fábula Histoire de le Roi Malhereux.

Inserida por marinhoguzman

Aos que se perguntam como podemos ter tantos canalhas, ladrões e corruptos na política eu respondo que numa democracia, os representantes têm a cara da maioria que os elegeu.

Inserida por marinhoguzman

Eu sei lá o que eu quero...

A frase pode ser boa ou representar grande parcela dos indivíduos.
Mas não é o meu caso pois eu sei o que não quero.
Dizem que a idade trás sabedoria e humildade.
Mas também pode ser a percepção de que se não conseguimos todos os resultados lutando muito, não conseguiremos agora que não há tanta força,tanto tempo, nem tanta razão.
Então sabendo o que não quero, sabendo o que possivelmente não vou conseguir, fica claro que eu sei o que eu quero.
Quero descobrir motivos para continuar não mais por ideais nem ideias,mas para ter, como num livro, ou numa novela, um final que não precisa agradar os espectadores mas é o final desejado pelo autor.
O texto não exaure a frase mas dá uma resposta rápida, como devem ser todas as respostas quando se sabe do tema.

A gente pode não conseguir o que quer, mas deve aproveitar o que tem.

Inserida por marinhoguzman