Leandro M. Cortes
O amor dos sonhos, não passa de uma utopia barata. Por vezes o barato custa caro. Te desejo sorte, em suas aquisições.
Não me tenha como uma possibilidade, ou projeção de um amor. Não sou um sonho, nem metade. Ou sou tudo, ou nada. Comigo é amor, ou ódio. Entendeu?
E lá vem ele me me beijar, tocar meus pontos sensíveis, frágeis, amar, despertar arrepios, espasmos, tremedeiras, revirar meus cabelos e, pensamentos e levar as nuvens como ninguém. Eu sei que parece meio clichê, mas aí vai uma coisinha boba: Eu te amo!
Aquela música, o céu azul,
Pessoas lá fora transitando,
O sol sorrindo timidamente
Aquecendo o interior, o
Coração e afagando a alma,
Com uma leveza de outro
Mundo. A cama ainda quente
De ontem. Das centenas
De pensamentos transitando
Loucamente entre lençóis
E silêncios acordados por
Sonhos, delírios, desejos,
O amor entre nós. O fazer, o ter,
O ser e. Como dizer adeus,
Deus, como eu te amo!
É infinito o nosso amor
E quanta coisa cabe dentro
Desse buraco. Aqui dentro tem
Tanto espaço é quase um vazio
Existencial sem você.
Sem você tudo é passado,
Com você tudo é presente.
Com você sou vírgula
Entre linhas, o parágrafo seguinte,
O próximo capítulo. Sem você
Sou apenas um ponto final.
É frio, muito frio. Noite gelada, o coração descoberto,
A cama vazia, sem lençóis revirados,
Ou roupas espalhas pelo quarto.
Seminua à noite me faz companhia,
Ressente-se do calor do dia. É inverno,
Sussurra o pensamento aqui dentro.
Sobre a mesa restos do jantar, da sua estada,
Vestígios da sua passagem, procuro,
reviro a casa a procura do seu cheiro.
Como é bom seu perfume, sua essência.
É uma saudade com sabor de sobremesa,
A qual degusto entre pausas intermináveis.
Lá fora o vento confunde-se com o tempo esfumaçado,
Nublado, querendo chorar, lacrimejar,
Mas que ainda resiste em ceder.
Aqui dentro, interiormente o coração dança
Essa marcha fúnebre. Meus pêsames
Aos seus sentimentos, sussurra o pensamento.
O corpo ainda quente reluta em aceitar o fim.
Não a morte do amor, mas o termino,
A sua partida. O amor é assim,
naturalmente se acha naturalmente se perde.
Algumas coisas na vida são irrevogáveis,
Sem reversão e sem volta.
A felicidade e a tristeza,
São estações que florescem
E morrem, entre primaveras
E outonos que se sucedem
Ininterruptamente dentro
De mim. Vivo meus verões
E invernos, sinto frio, calor
Falta de amor. Sou fera
Indomável na ânsia de
Suprir carências e vazios
Irremediáveis. Diria que
A tristeza é um acidente de
Percurso. E a felicidade, a
Volta, o retorno da vida
Ao seu curso. Me recuso
A ser, viver infeliz nesse
Mundo, nessa vida!
Sobre nós, respondo: O tempo cura dores e cicatriza feridas. O tempo não apaga o passado, mas nos oferta e acena com o presente.
Não quero um rosto bonitinho, com olhar sedutor, corpo escultural, mas vazio de sentimentos, de amor e calor. Não quero um amor de estação, uma noite, ou desses que duram algumas horas, esquentam a cama e vão embora. Quero alguém que vista, aqueça meu coração e faça companhia a minha solidão. Alguém que me faça crer, que essa não será só mais uma história, mais um amor com seus quinze minutos, meia hora, ou uma hora de show e malabarismos na cama sem bis.
Meu presente, meu passado,
Já foi doce e amargo.
Mistura de sabores.
Plantei amor e colhi dor.
Da dor fiz-me força e
Perseverança.
Com as pedras no caminho,
Edifiquei meus sonhos,
Fortaleci minha fé.
Esse riso, um dia já foi triste,
Já foi festa e funeral.
Hoje é brisa leve.
O mundo é da cor que você molda e pinta.
O mundo é essa tevê preta e branca,
Que você vai colorindo e assistindo
Com pausas. Zapeando sem parar
Em busca da felicidade em slow motion.
O mundo é isso, um grande quadro,
Que vai ganhando vida lentamente.
O mundo, o seu mundo, mundos
Diferentes, o que se vê pela janela
E o que se vive andando, correndo,
Procurando incansavelmente um
Lugar ao sol. O mundo dos sonhos, utópico,
A ilusão da perfeição. Ah! Quem dera
O mundo fosse perfeitinho! Seria
Um tédio total, sem a correria de
Cada amanhecer, o congestionamento
De cada entardecer. Viver é isso,
Correr riscos, vencer medos, burlar
As ciladas, ludibriar os pensamentos
E se aventurar nesse mundo de meu Deus!
Sempre tive um humor minúsculo para pessoas sem noção, sem amor no coração. Pessoas brutas, duras, sem aquela coisinha que a gente chama de doçura na alma. Essas que amam por conveniência e que fazem fila na sala de espera. Próximoooooo!
Eu sei, ele é o maior idiota que você já conheceu,
Mas você o ama. Você está ai sentindo
A maior saudade, pensando nele,
Em como teria sido, se não fossem os erros.
Ouvindo aquela música, que te faz lembrar
O cheiro da pele dele e desejando ser
Mais que um sonho, um breve devaneio.
Ai dentro está à maior novela, aliás,
Quando será o próximo Capítulo dessa história?
Eu sei, aquele perfume o lembra, aquela
Foto tem vestígios dele, o pensamento
Voa até ele. Ele é o centro do universo,
Das suas atenções, do seu pequeno
Mundo encantando. Ele é o teu príncipe.
É por ele que você espera, é com ele
Que você sonha todas as noites. Eu sei,
A carne é fraca, mas reage menina. Acorda,
Aqui vai um balde de água na cara, aliás,
Um conselho: Vive! Porque ele está vivendo,
Independente do seu amo e seus delírios
De principiante. Amores de primeira viajem
Sempre são mais complicados. Mas é coisa
Que passa e trespassa!
Tanta gente desperdiçando amor por ai, enquanto outros vivem essa eterna falta, carência de todos os carinhos e afetos do mundo.
Não espero que me deem fórmulas corretas, nem respostas certas. Vivo minhas provas, meus erros, minhas dores, meus amores, minhas lágrimas, alegrias, dias nublados, dias de sol. Fazem a gente crer em tanta coisa, amores perfeitos não existem nem em novelas, nem em filmes, talvez nos sonhos, seria uma lenda? Uma utopia? Sei lá! Não quero muito, apenas amar e ser amada. Viver minhas doces loucuras e algumas aventuras, abrir as asas e voar sem medo da queda, caminhar sem medo do tombo, correr sem a ânsia do porvir, somente viver o presente sem a sombra do passado. Pois, dessa vida a gente leva apenas o que se vive. Nada na vida é definitivo, eterno, ou permanente, desejo apenas que dure tempo o suficiente para deixar não lembranças, mas saudade, pois, saudade é a prova de que valeu a pena amar, viver e ser feliz.
As baladinhas estão sempre povoadas de pessoas que vivem embriagado o corpo, o coração e a alma. Pessoas que vivem seus porres e, essa ilusória e passageira felicidade momentânea, que sempre antecede suas ressacas de coisas e pessoas vazias.
Ela só quer alguém que abrace seus sentimentos, viva suas emoções e supra suas carências emocionais.
É noite sem você aqui.
Sem você tudo é frio,
Não há estrelas, só
Um vazio profundo,
Chamado solidão.
Rodei o universo à sua
Procura. Sem corpo,
Somente alma, sem
Bagagens, sem pesos
E nem excessos.
Eu sei, bem sei, somos
Passageiros do tempo.
E perdi essa carona,
Perdi as horas, me perdi
De você. De nós.
E Deus sabe, o quanto
Eu sonho com você,
Com suas chegadas
E saídas e noites de
Amor a dois.
Entre memórias a viver,
será a mais doce. Entre
Lembranças perdidas,
O calor extraviado.
Entre os sentimentos,
Serei saudades do
Porvir.
A morte é inquestionável.
É o fim. Um ponto doido
Sem definição. A morte
Do amor é dúbia. É o fim,
Ou quase fim em vida.
É o saber da existência
E morrer de saudades
É uma dor existencial.
É saber o que fazer para
Estancar essa dor que
Quase mata. É uma quase
Eutanásia assistida. É
Viver entre o ponto final
E alguns pontos a mais,
Reatando laços rompidos.
É respirar por aparelhos,
Na ânsia do próximo
Suspiro. É adiar o inevitável,
À espera de um milagre.
Vivo minhas distrações, meus credos, minhas neuras e constantemente sou assediada por crises. Crises de choro e risos. Crises de saudades do que ainda não vivi. Sou um tanto amarga, mas no fundo, bem no fundo e só dar uma mexidinha que há algo doce e intenso prestes a domar essa fera chamada solidão. Vivo minhas curiosidades imaginações e ilusões. Sou razão e coração. Sou seu tudo e posso ser seu nada. Amar, re-amar e remar para uma ilha deserta longe de tudo e todos, lembra?
