Leandro M. Cortes
Meu grande medo, nunca foi viver apanhando do amor, mas sim, embrutecer, endurecer e me recolher dentro desse escudo-solidão.
Não é antipatia não, meu bem! Ser cínica, tem sido meu maior trunfo, diante de alguns sorrisos falsos e maldosos. E meu silêncio, a melhor resposta diante de pessoas vazias e sem noção. Tapinha nas costas e beijinho no ombro para as recalcadas.
Sinto falta de você! Como pode sentir falta de algo que nunca existiu? A verdade é que nunca cheguei a ser inteiramente sua, nem você completamente meu. Aliás, será que algo em nós, chegou a ser alguma coisa em algum momento?
Por incrível que parece meu maior erro, também foi meu grande acerto. E te amaria mil vezes mais, mesmo que nosso futuro fosse incerto, mesmo do outro lado do mundo. Admito! Você foi o lado mais doce e bonito dessa linda história escrita sobre linhas tortas.
Aceite suas provações. A fuga só irá adiar suas lágrimas, ou sorrisos. E tudo aquilo que não nos mata, nos fortalece. Dor sentida é dor vivida. Não se é feliz, sem antes atravessar pontes, pular obstáculos e derrotar seus maiores medos e monstros interiores. E, tudo quanto tenho te desejado, te desejo em dobro. Fé em Deus! Fé na vida!
E tudo que eu vinha achando, se perdia, me perdia, ou deixava de ser. E, que ironia, você acabou sendo a minha maior perda!
Tudo que eu vinha sendo e vivendo, não deixou de ser. Apenas mudei! Deixei de ser casulo e virei borboleta! É que uma hora as coisas mudam. Prioridades mudam, pensamentos, sentimentos e, emoções se perdem e o amor deixa de ser. Simples assim!
De vez em quando penso ter passado o tempo, ter perdido tempo demais.Ter parado em algum lugar no tempo, ter amadurecido demais, ou ainda estar vivendo essa tal imaturidade. Às vezes penso ser cedo demais para amar, em outras tarde demais para reaprender a amar.
Hoje senti uma vontade enorme de dizer: Toma meu coração é teu! Eu te amo! Eu amo você! Entende? Talvez isso viesse a ser demais para você, talvez não. Não sei. Fala alguma coisa! Qualquer coisa, que me leve a não desistir de toda essa loucura.
Alimente seus monstros e sua fé se torna um grão de areia. Alimente sua fé e seus medos morrem de fome.
A primeira vez sempre dói, mas dói uma vez só. O amor é assim, ter, fazer, ser, amar, ser amado, amante, ficante e, principalmente viver essa doce e prazerosa rotina entre metamorfoses.
Seria diário de uma paixão, amor sem fim, como se fosse a primeira vez, mas não passou de um amor para recordar. A culpa é das estrelas!
Com tanta comédia, romance, ação e suspense por ai, tinha que ser logo drama? Entre um amor e um filme, escolho o filme, pois sempre existe a possibilidade da troca ou devolução. Sem dor, sem ganho!
Foi rotina, monotonia, marasmo, mas sabia me fazer feliz. Foi o meu passado mais bonito, o meu lado mais doce e, entre amores o que me fez sentir inteira, completa e plena. Foi amor, o meu amor. Entende?
Que Junho te traga uma porção de risos, boas vibrações, leveza na alma e paz no coração. E um amor seria bom para atravessar o inverno. Na ausência de um, invente outro. Simples assim!
E quem tem Deus no coração, sabe que sempre haverá um sol ao amanhecer e uma constelação de estrelas trazendo luz e brilho ao anoitecer. Que a calmaria sempre vem depois de uma tempestade. Que não te falte nem força, nem esperança e nem fé em Deus. Que se multiplique a felicidade, o amor se perpetue no seu coração e a paz faça morada em sua vida.
Entre e vá ao fundo, fundo desse poço. Não me devore, leia, releia, decifre-me lenta e vagarosamente. Que eu seja a sua saudade, seu amor entre noites e madrugadas. O primeiro e o último pensamento do dia. O seu silêncio mais doce entre lençóis. O beijo mais quente quando dos dias invernais. O abraço mais apertado entre os que já te laçaram e prenderam. Que eu seja! Que seja eu. Repito: Que seja eu!
Esquece essa coisa de pessoa certa! O amor não vem sob medida, não tem a tua altura, nem calça o teu número. Não se julga um livro pela capa. Aparências enganam, a essência, essa reside lá no fundo. A verdade é que existe a pessoa ideal, aquela que vai te fazer feliz nos mínimos detalhes. Na simplicidade de um olhar, no aperto de um abraço, na doçura de um beijo. Amo doces. Aliás, que tudo seja doce em você!
Porque a vida é assim, você se doa, ama, cuida, cultiva e vê o amor morrer no fim. Não ame por carência, nem conveniência. quem ama, faz sempre o melhor, da o melhor de si ao outro sem reservas. Quem ama cuida, protege. O amor não é ter, nem pertencer, mas ser, viver plenamente o amor a dois. O amor não é um sentimento descartável, que se usa, abusa e joga fora.
Era tudo tão natural e meio mágico, sem selfie, sem filtro, sem efeito, sem seleção de cena. O simples é bonito e encanta, não os olhos, mas o coração.
Para ser feliz, por vezes é preciso ser um pouco bobo, idiota, piegas e repetitivo. Então, eu grito: Eu te amo! Te amo, de um geito meio louco, meio absurdo e irracional. E pela milésima vez você vai me olhar em olhos, abraçar, beijar e rabiscar meus lábios com essa sua ginga e malícia, que só você possui. São nesses pequenos detalhes que você tem me conquistado.
Não te procuro. Então, não me procure, não crie expectativas sobre nós. O que existe sou eu e você. Deixe acontecer, rolar naturalmente, sem forçar esse nó. Tudo que aperta, sufoca e mata qualquer possibilidade de um um futuro a dois.
Penso no amor como uma música cheia de notas, com seus altos e baixos, erros e acertos. Risca, rabisca, borra, apaga e, de repente, a gente acerta o compasso. E, num rodopio mais lento ao som da percussão, do coração, os ventos e, a direção mudam e a gente simplesmente dança.
É só o uma leve brisa batendo a porta. É só a saudade entrando e sussurrando vagarosamente aqui dentro: Saudade de você!
Ela tem essa mania de ir se entregando, doando, sem antes saber se é amor. E quase sempre cai, machuca e dói, dói muito cair de joelhos no chão. Mas, dizem por ai, que dor de ilusão, dói mais que um simples esfoladinho, porque é dor que dilacera o coração.
