JOANA DE OVIEDO

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⁠Há três dias eu estou naqueles dias...
triste, nervosa, aflita de poesia.

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⁠Hoje Já escrevi
meus poemas.
Que pena!
Ainda quero viver.

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⁠O amor perguntou
para os meus braços
o porquê de tanta dor...
E a resposta:
é de tanto "carregar"
e tentar "segurar" o amor.

Inserida por joanaoviedo

⁠Por vezes ela ouviu
Que era louca...
Louca, desvairada
E para que fosse ouvida
De louca se fez e gritava:
louca não sou!
Louco é quem deixa o amor
Envelhecer e morrer.

Inserida por joanaoviedo

⁠Oh, poesia,
Sorria para mim!
Ou pelo menos,
Ria de mim!
Ou faça ao menos
Um esboço de canto
De boca.

Inserida por joanaoviedo

⁠Eu só tenho
A minha poesia
Para falar
Por mim
E ela não para
E não há silêncio
Ela não cala
Grita
Escancara!

Inserida por joanaoviedo

⁠Mãezinha, venha fazer o café
Da tarde! Está tão tarde!
A chaleira vazia
O chalé também.
Porque você não vem
Fazer o nosso cafezinho
Fresquinho?
A água borbulhava
Enqto vc coava o nosso café
E conversávamos sobre coisas qualquer.
O nosso café da tarde!
Agora ... A essa hora
Eu balanço a chaleira vazia
E olho sem coragem para o pó
E a água fria.
E o nosso café da tarde?
A vida ficou de tarde

Inserida por joanaoviedo

⁠Não importa se des-digo
O que já disse.
Mas a vida não é assim
Tão bela,
nem aos nossos olhos.
Nós nos enganamos
Para driblar a própria loucura.
Mas paguemos para ver.
Essa é a questão do "ser ou não ser."

Inserida por joanaoviedo

⁠Busco ser atemporal
Em ciclos onde se medem
A vida com ponteiros
E calendários construídos
pelo próprio ser humano
Que inventou o tempo para
Medir sua própria finitude.
Sou eterna em cada dia
Que rompo o anoitecer.

Inserida por joanadeoviedo

⁠BEM NATURAL

Quisera a vida
E suas quimeras.
Feito flor de primavera
Quisera encontrar um canto
Num canto guardado
Só para eu achar e ouvir
Nas entrelinhas das canções
Um sorrir desenhado
__Tudo imaginação.
Quisera esse pensamento
Ser feito de vento que toca as folhas
E as fazes nas árvores dançar
Como filho pequeno que quer nos braços
De sua mãe baloiçar.
Eu seria essa flor de primavera
Pintada, as vezes de amarelo
Qual o girassol.
Ou mesmo esse canto
Saído de um piano secular
__Alguém está dentro dele
Parece um precioso lar
Eu quisera lá guardar, nossos segredos.
Moldar nossos medos.
Ou mesmo, ser aquelas folhas que dançam
Sem cor e sem nenhum pudor,
Sem nenhum poder sobrenatural
Mas naturalmente
Bem natural!

Inserida por joanadeoviedo

⁠TRANSLUCIDEZ

Era uma rosa amarela,
Translúcida
Mas não lúcida
Era trans versus lúcida
E de tão lúcida!
Que escolheu dentre todas
A cor que desejava ser.
E não podendo,
Preferiu morrer.
De sede, sem cor,
de amor.

Inserida por joanadeoviedo


Nas águas profundas d'um mar
fiz meu barco de poemas
lancei frágeis remos
afundei-me.
Às vezes é preciso
te guardar comigo
junto à algas azuis.
No escuro e sombrio
Oceano ciano.

Inserida por joanadeoviedo

⁠A VIDA

A vida?
A vida.
A vida!
Há vida.
Ávida
Havida.

A vida! Ávida! Havida!

Inserida por joanadeoviedo

⁠Muitos buscam
o mistério,
São fascinados
pelo Desconhecido
Ainda
que valha
tão pouco
Ou nada.

Inserida por joanadeoviedo

⁠Todas as noites
trazem seus encantos:
Amanheceres sucessivos
Que chamam vida.

Inserida por joanadeoviedo

⁠Imagens: Miragens!
Dedução do olhar
Imagens: Miragens!
Redução de um pensar.
Miragem: Imagens!

Inserida por joanadeoviedo