Jerônimo Bento de Santana Neto
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Não sejamos folhas ao vento, sem rumo, sem fundamento.
O afeto virou sombra no corredor, ninguém olha, ninguém dá valor.
Os lares se tornaram cruzamentos: todo mundo passa, mas poucos se encontram.
Quartos acesos, corações apagados.
Quem nunca perdeu, nunca se achou.
A paciência pode voltar, se a gente parar para ouvi-la.
Aprender a perder é aprender a viver.
Família não precisa de lugar: precisa de presença.
Família não se define por paredes, mas por corações presentes.
Futuro não é herança: é perseverança.
O lar sem encontro é apenas abrigo.
Ambientes moldam presenças tanto quanto ausências.
O afeto não se delega, ou se vive, ou se perde.
Quando o eu ocupa tudo, o amanhã perde espaço.
Mesmo em quartos fechados, a convivência bate à porta.
No volante, ignora a faixa de pedestre; a pé, cobra respeito.
A fé oferece direção à incerteza sobre a vida dos que vão, estão e virão.
A vida é uma breve suposição; cabe a nós aproveitá-la ao máximo enquanto está em nossas mãos.
Quanto mais cara, mais clara é a festa.
Resquício da escravização que ajudou a concentrar a riqueza na população branca.
Desejo sem freio vira cativeiro.
O capitalismo converteu o supérfluo em produto indispensável.
A tecnologia voa, o costume anda.
De revolucionária, a esquerda tornou-se comportamental, cultural e identitária.
O amor se nutre de revisões e conversas sinceras que conectam, sem culpas nem verdades únicas.
Conversar exige coragem: enfrentar feridas, expor dores e esperar o inesperado — e, mesmo assim, continuar amando enquanto as palavras pesam, porque o vínculo vale mais que o conflito.