Jerônimo Bento de Santana Neto
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Um poema, um buquê de flores, um café da manhã... talvez não seja a forma de expressar amor que desejamos, mas ainda assim são formas de amar.
Por vezes, o que pesa não é nunca ter sido reconhecido, mas a injustiça de ser criticado no primeiro erro cometido.
Quando não somos escutados, só nos resta o recado.
A deprê me faz escrever, a alegria me faz viver.
Sonhos usados, roubados, comprados... raramente realizados.
Arrependido por não ter percebido a tempo que aquilo já não fazia sentido.
Quem vive apenas para si acaba criando um vazio dentro de si.
No lar, mais tela que voz; no carro, mais música do que nós.
Wi-fi ligado, olhar desligado: juntam-se corpos, afastam-se almas.
A pressa ensina pouco, mas cobra tudo.
Quartos blindados, lares esvaziados.
Aprovação no like, solidão na vida.
Tecnologia uniu telas, separou almas.
Fast-vínculo: laços instantâneos no mundo contemporâneo.
Apps que prometem união, entregam solidão.
Tecnologia lota quartos e esvazia salas.
Faltam pais, sobra wi-fi.
Portas trancadas, almas caladas.
A dor, quando evitada, volta duplicada.
Poucos minutos de atenção, horas de distração.
Onde há afeto; há tempo;
Onde há tempo; há laço;
Onde há laço; há afeto.
Na escola o alfabeto;
Na família o afeto.
Amor dos pais não é Wi-Fi, que só lembramos quando o sinal cai.
Por favor, o carinho da figurinha no WhatsApp tem seu valor, mas presencial traz mais calor.
O futuro virou um post fora de moda.