
Clarice Lispector
Escritora e jornalista brasileira
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Gosto de coisas complicadas.
Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
Nota: Trecho da crônica A mineira calada.
...Mais Não tenho nenhuma saudade de mim – o que já fui não mais me interessa!
Eu vou ter tanta saudade de mim quando morrer.
Sou uma pessoa insegura, indecisa, sem rumo na vida, sem leme para me guiar: na verdade não sei o que fazer comigo.
Clarice Lispector
Gotlib, Nádia B. Clarice: uma vida que se conta. São Paulo: Ática, 1995.
Nota: Trecho de carta de 11 de dezembro de 1970, para Olga Borelli.
...Mais Me abrace, que no abraço mais do que em palavras, as pessoas se gostam.
Clarice Lispector
Montero, Teresa (org.). Correspondências. Rio de Janeiro: Rocco, 2002.
Nota: Trecho de carta para Tania Kaufmann, escrita em 1 de setembro de 1945.
...Mais Mas eu sou uma chata que parece viver com medo de dizer as coisas claramente.
Clarice Lispector
Todas as cartas. Rio de Janeiro: Rocco, 2020.
Nota: Trecho de carta para Tania Kaufmann, escrita em 5 de novembro de 1948.
...Mais Sou muito mais lunar que solar.
Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
Nota: Trecho da crônica Adeus, vou-me embora!
...Mais Vou experimentar tudo o que possa, não quero me ausentar do mundo.
Há alguma coisa aqui que me dá medo. Quando eu descobrir o que me assusta, saberei também o que amo aqui.
Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
Nota: Trecho da crônica Nos primeiros começos de Brasília.
...Mais Quem sabe, até, eu era só aprendiz de anjo.
Clarice Lispector
Para não esquecer. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.
Nota: Trecho da crônica Mal-estar de um anjo.
...Mais Aliás o que me irrita é que tudo tem de ser “do modo certo”, imposição muito limitadora.
Clarice Lispector
Para não esquecer. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.
Nota: Trecho da crônica Mentir, pensar.
...Mais Se reflito demais, deixo de agir.
Me mato? Não. Vivo como bruta resposta. Estou aí para quem me quiser.
Clarice Lispector
Para não esquecer. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.
Nota: Trecho da crônica Brasília: esplendor.
...Mais Depois de um certo tempo cada um é responsável pela cara que tem.
Ser feliz é uma responsabilidade muito grande. Pouca gente tem coragem.
Vou dormir porque não estou suportando este meu mundo de hoje, cheio de coisas inúteis.
Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
Nota: Trecho da crônica Fartura e carência.
...Mais E naquele momento evitava precisamente a solidão que seria uma bebida forte demais.
Clarice Lispector
Todos os contos. Rio de Janeiro: Rocco, 2016.
Nota: Trecho do conto Mais dois bêbedos.
...Mais É preciso saber sentir, mas também como deixar de sentir.
Clarice Lispector
Todos os contos. Rio de Janeiro: Rocco, 2016.
Nota: Trecho do conto Obsessão.
...Mais E todos os dias ficarei tão alegre que incomodarei os outros.
Clarice Lispector
Minhas queridas. Rio de Janeiro: Rocco, 2007.
Nota: Trecho de carta escrita em 29 de janeiro de 1945 a Elisa Lispector.
...Mais Queria que você, sem uma palavra, apenas viesse.
Clarice Lispector
Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.
Eu cheia de saudade de você, mas aguentando firme.
Clarice Lispector
Montero, Teresa (org.). Correspondências. Rio de Janeiro: Rocco, 2002.
Nota: Trecho de carta ao filho Paulo Gurgel Valente, de 25 de abril de 1969.
...Mais Hoje estou a mesma chata de sempre.
Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
Nota: Trecho da crônica O grito.
...Mais Estou cansada de pessoas e sozinha me aborreço. Eu mesma não sei o que quero.
Clarice Lispector
Todas as cartas. Rio de Janeiro: Rocco, 2020.
Nota: Trecho de carta para Tania Kaufmann, escrita em 16 de fevereiro de 1944.
...Mais E eis que sinto que em breve nos separaremos. Minha verdade espantada é que eu sempre estive só de ti e não sabia. Agora sei: sou só. Eu e minha liberdade que não sei usar. (...) Quanto a mim, assumo a minha solidão. (...) Sou só e tenho que viver uma certa glória íntima (...). Guardo o seu nome em segredo. Preciso de segredos para viver.
E eis que depois de uma tarde de “quem sou eu” e de acordar à uma hora da madrugada ainda em desespero – eis que às três horas da madrugada acordei e me encontrei. Fui ao encontro de mim. Calma, alegre, plenitude sem fulminação. Simplesmente eu sou eu. e você é você. É vasto, vai durar. (...) Olha para mim e me ama. Não: tu olhas para ti e te amas. É o que está certo.
Eu sou o antes, eu sou o quase, eu sou o nunca. E tudo isso ganhei ao deixar de te amar.
Escuta: eu te deixo ser, deixa-me ser então.
Clarice Lispector
Água viva. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.
Nota: Quatro trechos do livro.
...Mais Minha essência é inconsciente de si própria e é por isso que cegamente me obedeço.
Abro o jogo! Só não conto os fatos de minha vida: sou secreta por natureza.
Há verdades que nem a Deus eu contei. E nem a mim mesma. Sou um segredo fechado a sete chaves.
Por favor me poupem.
Clarice Lispector
Nota: Os dois primeiros pensamentos pertencem ao livro "Água Viva" (1998). O terceiro é um trecho do conto Brasília, presente no livro "Todos os Contos" (2016).
...Mais ✨ Às vezes, tudo que precisamos é de uma frase certa, no momento certo.