Ausência
Se eu pudesse saber o quanto de mim ainda vive em você... Se seu coração ainda pulsa diferente quando escuta aquela música, se sua pele ainda lembra o toque que só existia entre nós. O amor que tivemos não foi desses que o tempo leva com o vento... foi daqueles que se cravam na alma, que doem mesmo depois de tanto silêncio. Às vezes me pergunto se você também fecha os olhos e se perde nos mesmos instantes que ainda moram em mim. Porque, mesmo longe, mesmo depois, há amores que nunca dizem adeus... apenas se escondem onde ninguém mais vê.
Separados dos pais, os filhos sofrem com a falta do carinho, que alimenta a alma, e do afeto que nunca era pra se encerrar.
O muro
Ergueu-se imponente outra vez
Pois dantes por mim derrubado
Agora me fita em silêncio cruel
Com tijolos frios e passado selado
O que um dia tornou-se ruínas
Assombrou-me com sua ausência
Vulnerável ao vento frio da noite
E a solidão soprou sua sentença
Eis que ergue-se por instinto
Pois caído ao chão não protegeu
Recolhe triste os cacos do tempo
E guarda a dor de quem cedeu
UMA FALTA EXCRUCIANTE
Guardo você em minha memória e em meu coração.
Seria mais fácil esquecê-la, mas apagá-la de mim é impossível.
Penso todos os dias em cada detalhe do seu belo rosto. Como era mandona e extremamente inteligente.
Você me faz uma falta excruciante.
Olho ao redor, e percebo que tudo me faz pensar em você!
Você iluminava minha vida, e eu te inspirava a ser alguém melhor! Nunca te vi tão risonha, tão amável, compartilhando histórias, permitindo se abrir para o mundo, como quando estávamos perto...
Tua ausência hoje me desconcerta.
Penso nos teus olhos puxadinhos, que me hipnotizaram, e como eles iluminavam meus dias.
Sinto falta da tua risada espalhafatosa, e dos teus cabelos dourados.
Podíamos ter sido algo mais e ter ido muito além.
Me martirizo todas as manhãs por não acordar ao teu lado, e ao abrir os olhos não contemplar teu sorriso de menina.
Tínhamos uma tela limpa, pronta para ser preenchida com novas cores.
Eu te quis como a rainha do meu castelo, a mãe dos meus filhos e a dona do meu coração.
Mas você nunca me amou como eu te amei...
Carrego as marcas do racismo e a dor de não ser visto, a saudade da minha mãe e a solidão de quem busca respostas na própria mente. Mas também sinto pulsar a força da reinvenção, o alcance infinito da polimatia, e como aprendi com a Dra. Shaira Zion, o alento da minha - quarkiana, leptônica e bosonica - fé. Faço do meu trauma um testemunho; da minha dor, símbolos; da minha perda, poesia.
Talvez um dia minha tristeza dê dinheiro, o triste disso... é que talvez não esteja mais vivo, mais triste que é isso, é pensar (as-sim) nisso.
...aí o Lex Noir disse:
Talvez um dia minha tristeza dê dinheiro. O triste disso... é que se isso acontecer... talvez não esteja mais vivo. Mais triste que isso... é pensar (assim) nisso.
Sentava-se ao lado, mas sentia-se tão longe, quanto mais presente se apresentava, mais longe estava.
Na minha solidão via ondas
Agora observo vales e montanhas
Conto casas, vejo festas, ouço barulhos
Vejo os carros que passam entre caminhos estreitos
Observo as estrelas no céu, minhas fiéis companheiras
Sinto a falta daquele que expulsei com os meus temores
Sinto o vazio de sua presença, a incompletude
Observo o caminho que outrora fazia
Reflito sobre o compassar do tempo
Concluo que o tempo de Deus é perfeito e os acontecimentos nunca são frutos do acaso.
O silêncio abala o meu coração quando tu não estás, esperançoso por te ter no banho do nosso suor, espero o teu corpo nu entre os meus braços para te amar incondicionalmente.
É agora que,
A realidade fica insuprível,
Muito mais doída,
Pela irônica e tão temida,
Possibilidade da falta não dissipar,
Diante dos pequenos instantes,
Que sua ausência grita,
A inexistência,
Às vezes eu fico esperando você me chamar, sei lá, só pra eu poder acreditar que também faço falta, como você faz pra mim...
Não é orgulho, pois sempre deixo o meu de lado quando se trata de alguém que gosto muito, talvez seja apenas carência não sei.
É que de vez em quando, a gente quer se sentir valorizado.
E nessa de fingir que não liga você é melhor que eu...
Eu nunca consigo esconder o que sinto, eu tento ficar distante pra ver se você se aproxima e me mostra que também se importa.
Às vezes fico sozinho a espera de você chegar de repente e dizer o quanto sente minha falta.
Mas isso nunca acontece e eu sempre tenho que ir atrás.
Costumava desejar que aquilo tudo nunca tinha acontecido e que crescera em uma família onde todos sorriam uns para os outros, conversaram, uma família que não fosse marcada pela ausência.
A abundância da oferta nos faz confortáveis. É na escassez que se conhece todo o potencial ou a ausência dele.
As despedidas são tão difíceis, não aprendi a lidar com elas. Às vezes, prefiro pensar que as pessoas não partiram, mas a verdade é que não partiram, as pessoas que eu amo sempre continuam aqui comigo no meu coração e, por isso, a ausência física dói tanto. É inevitável não sentir falta das pessoas que amamos, elas são parte de nós, são parte do nosso coração...
A vida não têm sentido se a morte for a consequência e, a morte não tem sentido se a vida não for limitada.
Lembra do que me disse sobre querer que eu fosse feliz mesmo que você não estivesse presente? E se eu não puder ser feliz sem você presente?
Há pessoas que se fazem presentes mesmo estando ausentes. Desnecessária é a presença de quem se faz ausente.
Geralmente quando me refiro a um novo dia, a reação das pessoas é de entusiasmo e alegria; porém, nesse caso, quando o novo dia é ter de viver com a ausência de quem amamos… o desejo é permanecer no velho, no ontem, para onde nossa mente e nossos sentimentos começam a fugir para ficar mais um pouquinho com a pessoa querida, ouvir mais uma vez a voz, abraçar mais uma vez que seja, beijar só mais uma vez, gargalhar e fazer planos mais uma vez…
