Ausência
A pobreza de espírito não é ausência de riqueza, mas a presença constante de faltas: falta de respeito, de propósito, de consciência e, sobretudo, de vida. Onde há escassez interna, germinam as doenças da alma e os carmas não resolvidos. É um ciclo vicioso, onde o vazio não apenas existe, mas gera mais vazio.
Ouço no rádio, a nossa canção
E a noite vem, trazendo a solidão
A tua ausência faz doer demais
Parte o coração que morre a cada dia mais
A Negatividade De Algumas Pessoas Humanas Se Dá Pelo Simples Fato De Ausência De Perspectiva De Vida,Durante a Vida Inteira Queimou Toda a Palha e Ainda Não Enxergou a Agulha.
A dor da ausência é como um pequeno espinho na sola do pé.
As lembranças diárias, as lágrimas noturnas, o sofrimento velado, o sofrimento lembrado. Não há como esquecer, não há como não sofrer.
Ou retira o espinho por completo ou convive com a dor.
E insistimos na dor acreditando que, um dia, o espinho se torne parte de nós.
No mundo,
No meu espaço,
No meu tempo
Só permanece
minha ausência.
Na minha própria companhia,
No meu afeto, apenas me resta a fantasia.
Sou puro encanto que desmorona há dias.
Sou o suspiro isolado no próprio teto.
Ser sem ânimo de viver,
ser que se entrega a nostalgia,
aos rumores futuros.
Mas há propósito de reconstrução
para abater o medo e a descrença,
para navegar na expectativa do triunfo.
PEQUENA COLEÇÃO DE AUSÊNCIAS
Vocês que ostentam carros importados,
E pescoços cheios de colares...
Os senhores, que guardam em cada adega
Vinhos tão antigos quanto caros
E as senhoras, que consomem tais fortunas
Como se fossem goles d’água...
Podem rir nas suas festas
Riam!!
Mas é certo que não têm
Algo que só eu tenho
Tenho uma pequena coleção de ausências
Brutais, cínicas ou delicadas.
Rebeldes, elas se acham desalinhadas
No meu vasto galpão de memórias.
Não são tantas (já nem brigam por espaço),
Respeitam-se, uma às outras
E tocam-me todos os dias
Como suaves pingos amargos
Tenho por exemplo a falta daquela morena
Com seu estonteante corpo de sereia...
A mesma que me olhou esticado
Na inquieta mesa de um bar
E que eu deixei escapar dos meus braços
Antes mesmo de segurá-la
Ah, como esta ausência me corrói!
Como queria ter tocado
As madeixas de cabelos negros
A pele macia, os lábios – ser seu herói.
Como queria ter ouvido a voz
Que se esconde por trás do olhar.
Esta ausência, de corpo e voz,
É como um álbum antigo, sem retratos.
Sinto tanto esta ausência
Como a das três loiras que por mim passaram
Cada uma no seu próprio tempo, em seu próprio espaço.
Duas me olharam – uma de frente, uma de lado –
Mas a terceira... tocou-me o ombro
Com o cotovelo assanhado
Como teria sido
Com cada uma delas?
Que movimentos não faríamos?
Quantos kama sutras não reescreveríamos?
Que acordes não somaríamos
À Harmonia Celestial?
Mudando de departamento
– Para a sessão das coisas abstratas –,
Tenho ali no canto, tímida e desencantada,
A resposta altiva e desaforada
Ao insulto infame!
Como não a dei, ela agora está ali
No cantinho dos cantos e desencantos...
Não mais desaforada,
Mas de todos desconfiada;
Não mais altiva,
Mas temerosa e hesitante
E que dizer daquela ali,
Andando de um para o outro lado?
É a piada que não contei!
Como todos teriam rido...
E hoje, eu teria comigo,
Todas as gargalhadas.
Mas o que tenho, é a velha piada
Andando de um lado ao outro,
Resmungando sem graça,
Confusa e consternada...
Senhora! Peço-lhe perdão,
Minha boa e velha piada!
Olhem agora aquela pedra preciosa:
O saxofone que não comprei!
Com ele iria tocar as mais belas melodias
Que hoje me faltam também.
(Elas ecoam por dentro
Do meu teatro de memórias;
Mas não as ouço,
A não ser como sombras pálidas,
Senão como doce ausência)
Senhoras e senhores,
Fiquem com seus pescoços importados,
Com seus carros envoltos por colares!
Que se danem as adegas
De suas batalhas conjugais!
Somente, deixem-me em paz,
Com minha morena e minhas loiras,
Ao som do meu solo sax.
Deixem-me com minha boa velha piada,
Junto à resposta desaforada.
Deixem-me!
Com minha pequena coleção de ausências...
[publicado em Entreletras, vol.12, nº2, 2021]
Sua ausência expande romantismo dentro de m'alma junto a uma saudade que deixastes, é onde meu coração bate por todos os cantos do pensamento.
" Sofrer por amor
Ficar mal por sua ausência
Suportar essa dor
Conviver com essa carência
Afinal, vale a pena amar?
Claro que sim!
Por mais doloroso que, às vezes, possa ser
Do contrário, então será o FIM."
Pessoas com alma de anjo, são as que nos protegem na presença e ausência, que abraça com a confiança que inspira, que mesmo distante se faz presente com seus conselhos e exemplos. Valorize-as e seja assim na vida de alguém.
Insta: @elidajeronimo
Sua ausência será a dor mais pesada em minha vida, meu coração te seguirá pela longa estrada da saudade... Te amo, irmã querida.
Ausência é o afastamento temporário de alguém do domicílio, dos lugares que frequenta, pode ser por carência ou inexistência, ou uma perda temporária de consciência, por muitas vezes causada por algum certo tipo de descompensação. Este último é a incapacidade do organismo restabelecer o equilíbrio físico ou mental alterado por um problema estrutural ou funcional. Aos poucos o organismo vai reagindo e colocando todas as suas funções no devido lugar e percebemos que por muitas vezes a ausência se faz necessária, não apenas para restabelecer o equilíbrio mas para dar a oportunidade de se auto valorizar. Só sabendo que você é importante em primeiro lugar a você mesmo é que podemos nos tornar importante também para seu semelhante.
Enquanto tu ocupastes a mente nada faltaras
Em seu repouso a ausência aprisionada de tua liberdade com o copo cheio e a alma obscura
Pensamentos agil salta por terras e mares assim pensarás e gritaras meu nome até que meu coração ouça por ti.
///Ausência Injusta..///
Mãe, tá tudo bem! não se preocupe com nada. , Já até arrumei
emprego(mentira)
--Meu estômago? Nem está doendo mais, acho que sarou (sarou nada, mentira)
--Dinheiro? tenho, sim! qq coisa peço para o Mauricio (mas ele também não tinha)
--Quanto vou voltar? Não, não volto mais, mãe. . Aqui é muito melhor (mais uma mentira)
--Se estou comendo? Sim, todos os dias, almoço e janta. (quando tinha almoço não tinha janta).
--Mãe, Fica tranquila, está tudo bem! --O Quê? Sonhou que me viu chorando?
"ah, mãe, não acredita em sonhos, eu estou bem.. Estou sim! -Não, não estou chorando, juro que não. Só estou morrendo de saudades da senhora. Tchau, mãe. Te amo. A semana que vem eu ligo novamente./i
