Ate o Mel mais Puro em um Recipiente
Na dança das horas, o tempo se esvai,
Um ciclo incessante, onde tudo se vai.
Risos e lágrimas, em roda a girar,
A vida é um jogo, sempre a nos chamar.
Crescer não é pressa, é um processo. Às vezes, aquilo que chamamos de demora é, na verdade, o tempo exato que a alma precisa para amadurecer por dentro. Cada trajetória é única, e as experiências vão nos moldando em silêncio. Há lições que doem tanto que parecem injustas. Cada etapa, mesmo a mais difícil, tem uma razão de existir. Cada parte do caminho te constrói. Abrace as suas imperfeições como parte da jornada. Celebre todos os passos dados, mesmo que pequenos. Há beleza em cada tentativa honesta de se tornar quem se é. Entre tropeços e recomeços, avançamos. No caminho, a gente sempre se reencontra com uma versão nossa mais profunda. Chega uma fase em que a gente sente alívio por continuar. Uma paz chega de mansinho, como se dissesse: "Veja só o que você fez com tudo o que tentaram fazer com você." E é aí que tudo começa a fazer sentido. O tempo acaba revelando a força mais bonita, a capacidade que temos de recomeçar. E talvez essa seja a parte mais incrível de todas.
Mesmo longe, perto está o meu coração. Um abraço apertado, mesmo à distância. O amor nos une, mesmo longe. Deus nos fortalece, nos aproxima. Sinta meu abraço e o abraço de Deus. Sua fé nos guia, sempre juntos.
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!
Ontem, um conhecido tem a mania de pedir as coisas emprestadas para emprestar para os outros, para ficar bonito nas costas dos outros. Tenho uma premissa de que, se eu te emprestei algo, deve devolver e não emprestar para sair como o bonzão.
E a arrogância minha e dele me fez falar umas verdades.
Para finalizar, foi pegar o que emprestou já sendo emprestado. Disse para ele deixar lá; quando parasse de usar, eu ia doar para uma pessoa com deficiência na Secretaria de Deficientes. Mas não — ele foi pegar, e com certeza deve ter falado alguma lambança.
Quando vi que trouxe, mandei umas mensagens irritado pela atitude que teve em buscar. Deve ter falado alguma bobagem para sair de bonzinho, e eu de péssima pessoa — achismo meu.
Ele disse, em sua resposta, já falando mal da pessoa para se defender, não da integridade, mas dizendo que ela não empresta nada e etc.
Agora ele está tentando se justificar para a minha mãe, tentando sair como o santo da história.
Na sua pseudo-visão de cristão fanático, diz que, ao ir buscar o que emprestou, foi o “demônio” tentando desestabilizá-lo. A desculpa? Foi cobrado de uma dívida que tem com a pessoa, e isso — segundo ele — seria uma prova de que o “capeta” quer tirar sua santidade.
ENCANTOS DA NATUREZA
O verde esbanjando charme
Bordado os campos de flores
Parece um lindo arco-íris
Com retalhos de cores.
Os passarinhos cantando
Festejando a natureza
O Sol abrindo as asas
É a maior grandeza.
Borboletas sapateando
Dançam e encantam os dias
A chuva fina peneirando
Desabrocha o verde em poesias.
Essa dança das flores
Cobre o solo, enfeita a vida
Nesse cenário de cores
A natureza fica vestida.
Irá Rodrigues.
As coinscidências que aconteceram, foram resultados do meu esforço a fim de te ver ao menos um instante.
Enquanto você lê...
Te procuro no silêncio,
Lá você já está,
Com a cabeça nas nuvens,
Um livro sempre à terminar,
Tem sorriso que sussurra,
Olhar que voa sem pedir licença,
Um pezinho miúdo que pisa leve,
Mas, deixa rastro em presença,
Fala pouco por mensagem,
Fala muito quando fica,
Ainda que sem palavras,
Confortavelmente,
Olhando pela janela do meu quarto,
Buscando a lua que nem sempre tem,
Um holofote
Com seu teatro na alma,
Um vinho no fim da trilha,
Depois bota um filme para não assistir,
Mas deita no meu peito como quem sabe onde ir,
E eu?
Amarro teus punhos com cetim,
Não para prender,
Sou ninho, não gaiola,
Mas, naquela hora, quero despertar o desejo,
Te desenho com a ponta dos dedos,
Tua respiração tropeça em mim,
Você é poema, som no silêncio da paz,
Fala pouco, mas me escuta inteira,
Qualidade,
Não é quantidade,
Para duas pessoas inteiras.
O Palácio por dentro é lindo que parece uma mansão, mas além de uma Gabriela é um nome que tem muita perfeição ❤️❤️.
O que você têm no coração?
Apego aos bens materiais, festas,roupas caras, um imóvel lindo e todo decorado, dinheiro no banco,joias ?
Pois é preciso entender que vivemos num mundo de ilusões, coisas passageiras,
devaneios pelo tempo que estivermos aqui.
Não é tão valioso assim como você acredita!
Lá dentro do seu coração você sente solidão, apego, o peso da responsabilidade , das coisas que fez , ouviu ou falou ?
Pois também tudo isso você não leva!
Aqui estamos conhecendo os sentimentos , e nos conhecendo .
É realmente uma benção essa oportunidade que Deus nos dá todos os dias.
Um dia estaremos do outro lado e entenderemos que o que ficou para trás , não tinha o menor valor.
Eu almejo a Salvação do Senhor , este é o meu objetivo e desejo.
***
“... pois ter um apego profundo por uma pessoa (ou lugar ou coisa) é tê-los tomado como o objeto final de nossas respostas instintivas.”
Riscos. Assim, tomamos como certo que, quando um relacionamento com uma pessoa querida está em perigo, não ficamos apenas ansiosos, mas geralmente também com raiva. Como respostas ao risco de perda, ansiedade e raiva andam de mãos dadas. Não é à toa que têm a mesma raiz etimológica.
A decepção
É como um cirurgião
Ele rasga o Coração
Aplicando a tal da emoção
Ele aplica sem permissão
Como se fosse um turbilhão
Jogando fora a dopamina
Que me deixando aqui com a emoção
O bendito amor
Tão belo como uma flor
E tão terrível quanto um atirador
O amor acerta sem previsão
E assim a explosão
Sentimentos sem colocação
Não entendo a emoção
Se ele é belo como a flor
Porque a acusação
De que a flor acabou com o meu coração
era só um amor.
mas me fez esquecer
onde deixei minha dignidade.
não era fome.
mas parei de comer.
não era febre.
mas tremi quando ele disse que não sabia o que sentia.
eu, que sempre fui boa de ir embora,
fiquei.
como quem erra de propósito
só pra ver até onde aguenta.
abri mão do sono,
da lógica,
da escova de dente,
do aviso que dizia “não ultrapasse”.
troquei o arroz com feijão
por silêncios indigestos.
troquei o básico
por tudo que me fazia doer
mas que me fazia sentir.
e eu, no fundo, prefiro o que machuca
ao que não faz nada.
ninguém me avisou que
o amor que a gente aceita
diz mais sobre o nosso vazio
do que sobre o outro.
ele nunca prometeu.
mas também nunca foi embora.
e essa presença que não assume.
foi o que mais me corroeu.
me deixei amar como quem se deixa atropelar devagar:
primeiro a perna,
depois a vergonha,
por fim, a parte que ainda dizia
“isso não é amor”.
não é que eu não soubesse.
é que eu já tinha aceitado morrer bonita
na beira da estrada.
Juliana Umbelino
o amor que me fez mudar de altura
não foi súbito.
ele não chegou me virando do avesso.
foi um desvio pequeno, quase distração.
e, quando percebi,
meus pés já não tocavam mais
o mesmo chão.
era amor.
mas não desses que pedem manual.
era amor
como uma outra densidade do ar.
como se respirar perto dele fosse
um idioma secreto entre pulmões
que não mentem.
antes dele, eu vivia no nível do necessário.
sabia pagar contas emocionais,
fazer pactos de sobrevivência,
entregar o corpo
com a alma em modo avião.
mas ele…
me leu como quem abre um livro
com as mãos limpas.
sem pressa.
sem medo de encontrar
o que não entende.
ele não me prometeu nada.
mas me entregava presença
como quem escreve no escuro
e ainda assim acerta a grafia
do meu nome.
com ele, os rituais mudaram.
não era mais sobre manter.
era sobre descobrir
como o toque pode ser pausa
e o silêncio, construção.
então, deixei o básico.
não por orgulho,
mas porque ele me lembrou
que aceitar pouco
é uma forma lenta de se retirar da vida.
e eu queria estar inteira.
quando ele chegava,
o tempo esquecia da obrigação
de andar em linha reta.
ficávamos ali:
não fazendo planos,
mas modificando o que o mundo
parecia ser.
em vez de “estamos juntos?”,
era “o que estamos inventando hoje
pra sermos mais reais?”.
ele me fazia rir de coisas
que eu ainda não tinha perdoado.
me fazia dizer “fica”
sem precisar perder nada pra isso.
não era conto de fadas.
era conto de carne.
onde a pele reconhece antes da palavra,
e a palavra vem limpa.
com ele, aprendi a não fugir
quando tudo parecia bom.
aprendi que o conforto verdadeiro não anestesia...
expande.
com ele, o mundo parava de pedir explicação
e começava a fazer sentido
só por ser habitado a dois.
ele não era meu lar.
mas me ensinou a morar em mim
sem medo de abrir as janelas.
e quando me perguntam se foi amor,
não sei dizer.
mas sei que desde ele,
nada que me oferece o básico
consegue ficar.
Juliana Umbelino
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