Ate o Mel mais Puro em um Recipiente

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⁠o amor que me tirou da categoria de sobrevivente

aconteceu sem anúncio.
um gesto despretensioso
e, de repente, eu estava rindo.
rindo de verdade!
sem o dente de trás doendo,
sem a pressa de acabar logo.

e eu que já tinha ensaiado tantas fugas,
fiquei.
não por esperança.
era por vergonha de não saber
como recusar um afeto
que não me pedia nada.

ele não me fez voar.
mas, pela primeira vez,
meus joelhos não tremiam por medo.

com ele, eu parei de ser
uma mulher que espera.
e comecei a ser uma mulher que respira.
em voz alta.
com respiração feia mesmo.
daquelas que ninguém edita
pra caber num story.

ele olhava pra mim como quem diz:
“é, você tem partes ruins.
que bom.”

e eu fui abrindo gavetas que nem lembrava ter.
fui pendurando as armaduras.
fui perdendo o medo
de ser tocada
sem que isso significasse
contrato ou colapso.

tudo nele era verdade que não doía.
e, por isso, doía um pouco.
porque eu aprendi a desconfiar
de qualquer lugar onde meu nome
não viesse com grito.

com ele, o amor não era destino,
era desvio.
uma linha torta
onde eu quis morar um tempo
sem precisar arrumar as malas.

e foi ali, entre um gesto idiota
e um silêncio sincero,
que eu entendi:

não era sobre me completar.
era sobre parar de me mutilar pra caber nos amores anteriores.

ele me quis inteira,
mesmo com os ossos fora do lugar.

e isso, pra mim,
foi o suficiente
pra nunca mais aceitar o suficiente.

Juliana Umbelino

Inserida por Umamineira

⁠[sem título]

manhãs sem plateia também contam.
há um intervalo entre acordar e obedecer
onde ainda não se é função,
nem imagem,
nem ideia mastigada de beleza.
apenas corpo e respiração.

o que vem depois disso
é o que sustenta.
não o que produziu, entregou, agradou.
mas o que silenciou
o impulso de se esconder
no que já deu certo.

há dias em que o silêncio fede.
há dias em que a sombra
pesa mais que o vestido.
há dias em que nada encaixa.
e ainda assim, não se grita.
não se implode.
não se performa dor.

apenas se insiste.

não por heroísmo.
mas por uma espécie de pacto secreto com o próprio eixo.

o mundo não aplaude
quem não cede ao papel.
mas existe um tipo de vitória
que não sobe em palco:
aquela que acontece
quando o salto aperta
e, em vez de sorrir pra foto,
opta-se por tirar o sapato.

ninguém repara,
mas é ali que mora a liberdade.
no não contar.
no não provar.
no gesto pequeno de sair do personagem
sem pedir desculpa à narrativa.

não é sobre força.
é sobre não fingir mais leveza
onde se carrega concreto.
é sobre sentar-se reta na cadeira
sem torcer o corpo pra parecer menor.
é sobre encarar o espelho
e não ver projeto, nem fracasso,
só estrutura.

quando isso acontece,
quando já não se quer ser preferida, escolhida, notada
quando já não se mede valor pelo reflexo
quando não se escreve mais
pra ser entendida
mas pra não adoecer..

então sim:
há paz.

não como prêmio.
como consequência.

Juliana Umbelino

Inserida por Umamineira

⁠O Sol e a Lua precisam de um tempo para que o próximo eclipse possa acontecer.

Inserida por tomiyuuss

⁠Carrego dentro de mim um silêncio pesado, como se cada pensamento fosse um campo minado prestes a explodir. não confio na calmaria, porque aprendi que ela sempre esconde tempestades. meus sentimentos não são simples ,eles lutam entre si como feras enjauladas, famintas por respostas que não existem. há dias em que pareço inteiro, mas por dentro sou feito de cacos cuidadosamente colados para não desabar. tento manter o olhar firme, mesmo quando minha alma treme. O mundo me vê em pé, mas ninguém nota o peso que equilibro nos ombros. não busco mais paz, só tento não ser engolido pelo caos que ainda vive dentro de mim.

Inserida por pietrolm

⁠O ESPÍRITO POBRE

Quanta gente cretina espalhada pelo mundo, a

Internet é um meio extenso, para infinitas possibilidades, demonstrar frustrações diminuindo

uns e outros, como se isso fosse abrandar o que

se passa dentro de seres tăo rasos, tão medíocres...

não vai.. poucos săo os que usam os meios de

informações, conexões... para adquirir conhecimento, é tão nojento ver gente assim, não vou

dizer que tenho dó dessas pobres criaturas, não

mesmo! Optaram pela mediocridade, não sẵo

felizes, não são evoluidas mental e espiritualmente, não buscam nada de proveitoso, são almas

podres, que se não soubermos desviar, podemos

sim, sermos contaminados pela vida rasa e sem

propósito que não seja envenenar as pessoas que

têm o desprazer de cruzar com seres tăo baixos

e vazios de coisas grandiosas... azar o deles,

dificilmente conhecerão a leveza da gentileza, do

riso solto e do estar bem consigo, da desnecessidade em tentar machucar para se imaginar superior.

Rossana Mesquita

Inserida por rossana_mesquita_1

⁠A traição amorosa não é só um defeito de carácter, uma pilantragem, uma sacanagem!

Ela é também uma brecha no relacionamento que encontrou uma oportunidade.

Inserida por apollo_nascimento

⁠Oque algumas mulheres precisam entender é que, para um homem de valor!?

Ser o provedor, protetor, o homem que daria a vida por amor!

Não é uma obrigação, é uma virtude;
E homens virtuosos não se envolvem com qualquer mulher.

Inserida por apollo_nascimento

⁠Postou que eu sou um artista genérico. Escrever nas redes tem sido tão fácil. Enquanto ele odeia, nós realiza, peço que obtenha a visão de mercado.

Veigh

Nota: Trecho da música Artista genérico.

Inserida por pensador

⁠O que é um herói? Um raio de luz no meio da escuridão. Um salvador num momento de crise. Aquele ser perfeito no coração das pessoas!

Inserida por pensador

⁠Ganhar confiança exige um grande esforço, mas dá para destruí-la com um peteleco.

Inserida por pensador

⁠Eu acredito que, neste mundo, onde heróis são forjados pela confiança, mesmo um zé-ninguém pode se tornar um herói.

Inserida por pensador

⁠
Ação da semana: só uma coisa
Por um dia, tente não fazer multitarefa. Escolha uma tarefa por vez e vá até o fim.
Se for escrever, escreva. Se for comer, coma. Se for caminhar, caminhe.
Observe como sua mente reage. E como você se sente ao fazer menos, mas com mais presença.

Inserida por jucicastro

" Diante das pedras"
(Inspirado em João 8:1–11)

Ela caiu.
Não diante de um erro, mas diante de todos.
Exposta. Suja de medo, olhos no chão.
Era só uma mulher...
Mas agora era um escândalo em carne viva.
E as pedras nas mãos tremiam de justiça.

Os homens gritavam, citavam a Lei,
mas não sabiam o nome dela.
Só sabiam a falha.
Apontavam com dedos que nunca haviam sido limpos.

Então Ele se curva.
O Deus que sabe o pó de onde viemos,
escreve no pó mais uma vez.
Como quem diz:
"Antes de julgar a queda de alguém,
lembre-se do chão que você pisa."

O silêncio pesa mais do que os gritos.
E Ele ergue a voz:
“Quem nunca errou... atire.”
Mas ninguém atira.

As pedras caem. Uma por uma.
Primeiro os mais velhos. Depois os mais certos.
Só ela e Ele agora.

Ele a olha.
Não com condenação.
Mas com verdade que liberta.

“Ninguém te condenou?”
“Não, Senhor.”
“Nem Eu. Vá. Mas não volte às correntes que te trouxeram aqui.”

E ela vai.
Sem feridas de pedra.
Mas marcada por misericórdia.

Inserida por anaz_carol

A Dor Que Não Tem Nome
⁠Acordo e já estou cansado,
como se viver fosse um fardo antigo.
Cada dia pesa dobrado,
e eu sigo — mas nunca sigo comigo.

O espelho não me reconhece,
me olha com pena, com nojo, talvez.
Meu corpo é só o que permanece
de alguém que já morreu mais de uma vez.

As vozes aqui dentro gritam,
mas ninguém do lado de fora ouve.
Sorrisos forçados imitam
uma vida que há muito não coube.

Tem dias que o ar parece ferro,
e cada passo é um crime lento.
O mundo gira, eu me enterro
mais fundo em meu próprio tormento.

A comida não tem mais gosto,
a música me dá desgosto.
O toque é como espinho exposto,
e o futuro... é um céu sem rosto.

Já tentei pedir socorro
em olhares, palavras, mensagens.
Mas tudo soa tão oco e torto,
como gritar em paisagens selvagens.

E o pior não é querer morrer —
é não conseguir mais querer viver.
É ser um corpo que existe por hábito,
um suspiro vazio, um peso estático.

Se um dia eu sumir, não estranhe.
Foi só a dor que me venceu sem barulho.
A tristeza é uma água que banha
até que a alma se afogue no entulho.

Inserida por silvano_eising

⁠Já tem um tempo que não escrevo.
É porque, às vezes, eu me perco
nos meus próprios pensamentos.
A única certeza é o tempo.
Ele não para, mas acaba — e a pergunta é:
em qual nível você quer estar quando ele acabar?

Inserida por crdranka

⁠O lado bom da vida que hoje anima e encanta, amanhã cansa e desencanta.

Assim é a vida: um ciclo de brilho e sombra, onde o novo e o velho se encontram

Inserida por I004145959

⁠Voce pode vencer 40 sábios com um único argumento, mas não pode vencer 1 idiota com 40 fatos. Arkaled

Inserida por paulo_kroich

⁠Quem é você além da profissão

Um dos maiores dramas da vida é o desconhecimento, por parte das pessoas, sobre quem elas são: se definem pelo que fazem. Quando perguntadas sobre quem elas são respondem com suas profissões – advogada, médico, professor, engenheiro, dona de casa, mãe – mas não sabem, de fato, quem são. A grande questão é que a parte fundamental do autoconhecimento e das melhores escolhas a fazermos para nós dependem de sabermos quem nós somos para além das profissões e papeis que momentaneamente desenvolvemos na vida. (Marta Almeida: 08/07/2025)

Inserida por MartaStosAlmeida

⁠O orgulho de quem amamos é um barulho que incomoda, apavora e devora.

Inserida por I004145959

Um Pequeno Sorriso

Há dúvidas que se instalam como neblina na mente densas, persistentes, inalcançáveis por qualquer lógica. E há tristezas que não choramos, porque se tornaram parte da respiração cotidiana.

Seguimos por instinto, como quem anda sobre um fio invisível, disfarçando o peso com gestos comuns, ocultando o abismo sob passos calculados.

É uma sobrevivência sutil: esconder as ruínas enquanto oferecemos fachadas inteiras.

Talvez seja isso o que chamam de força
não a ausência da dor, mas a habilidade de seguir mesmo quando tudo desaba por dentro… e ninguém percebe.

Inserida por reinaldohilario