Astros
Me lembro da contrariedade, das conquistas de cada amizade em que pelo bairro subjuguei.
E das pequenas solenidades em família, da caricia por ver felicidade aos olhos de quem amo, sorria ao espelho dos astros em meu quarto.
Confiante deste conforto, me ampliava com a hiperatividade desta minha alma jovem.
O lar que conduziu minha infância e viu o nascer da minha amada irmã, o lar que ficou junto e deu as mãos para evitar discussões e todo o desdobrar da paixão dos meus queridos pais.
Uma amada casa brasileira.
Que fez de nossos animais membros eternos da família.
Vontades
Ah! as minhas vontades.
São tantas, tenho que pensar bem.
Vontade de tudo eu tenho, vontade
de alto subir, ver de perto as estrelas.
Vontade, de pelos céus passear, aos
astros cumprimentar.
Ah! vontade de retornar, ao canto que estás,
vontade de viajar, pelo teu rosto, beijá-lo,
acariciá-lo tê-lo.
Vontade de nos teus olhos parar, e descansar
em teus cabelos.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Não sei a explicação de ser tão presa ao passado e insatisfeita comigo mesma.
Ainda não aprendi a ser calma.
A natureza e os astro me movem.
La noire, assim seja o despido céus.
Com sorte de nenhuma mágoa
Que surge sobre os desatentos mirantes
O lampejar dos astros é perdurável.
La noire, que enfeitiça quem te olha.
Com teus infinitos vigilantes
Que no teu intimo orbitam.
Perpetuam por olhares extasiados
La noire, faz da noite, tua arte.
Era quase penumbra total,
Numa noite de clamor,
Quando um brilho no céu fez crescer,
A esperança em meu coração,
Num incêndio interior.
Um meteorito que passara,
Lá em cima, na atmosfera terrestre,
Como estrela cadente o conhecera,
E mesmo que eu fale a verdade,
Não confiaria se eu dissesse.
Lá de cima me sorriu,
Como alguém a anunciar,
Uma grande notícia proferiu,
Com leveza e sutiliza,
Venho a me comunicar.
Meu amigo, caro amigo,
Um pedido lhe concedo,
Faça certo, meu querido,
Porque quando eu me for,
Com certeza teu amor,
Pra você terás surgido.
Oh estrela bela, bela e passageira,
Tu conheces minha tristeza?
Aí de cima, oh linda, sábia,
Pra minha vida, alguém trará,
Uma alma nobre, com certeza!
Eu ando só, tu sabes disso,
Na companhia de vielas
tenho andado cabisbaixo,
Sem saber pra onde ir,
Sem conhecer o meu caminho,
Não posso dar nem mais um passo.
Se ao menos alguém me acompanhasse,
Minha mão a segurar,
Maior leveza teria ao andar,
E quando perto estivesse a chegar,
Meu coração se faria acelerar.
Tic-tac vai passando,
O tal do tempo avançando.
Confiei naquela estrela,
Que tão bela e passageira,
Fez a esperança me acender.
Num sopro do vento olhei pro oeste,
De forma despretensiosa e até muito respeitosa,
Vi uma moça vestindo preto.
Ela andava ou flutuava?
Em um instante eu já surtava,
Na bagunça de seus medos
O medo da vida lhe acompanha,
Vou crescer ou vou cair?
O amanhã só cabe aos astros,
Que guiando nossos passos,
A esperança faz surgir.
Tenha calma, nobre alma,
O sol brilha pra todos,
Não permita que a chuva longa,
Da sua vida tome conta,
E entristeça seu belo rosto.
Confia em mim, olha pra cá,
Mostre-me a janela de sua alma,
Por favor, mantenha a calma,
Deixe-me contato fazer,
Deixe-me seus olhos desvendar.
Segurei a sua mão, a medida que me encarava,
Senti na pele um calafrio,
Uma sensação em mim surgiu,
Ao tatear suas mãos frias,
Como uma triste enseada.
Reconheci o seu olhar, que brilhava como poucos,
Oh estrela bela, bela e duradoura,
Meu coração é sua morada, fique quanto precisar,
Enfim quando se cansar, tu poderá ao céu voltar,
Pra lá de cima enxergar, minha derradeira morredoura.
Mesmo diante de grandes dificuldades, não perca as esperanças,pois; nem o sol, o mais caloroso de todos os astros, brilha constantemente
Procuro um caminho
procuro sem saber que estou perdido
sou a inexistência existente
assim como os astros, preciso da minha estrela
nascido para obedecer
destinado a morrer.
esta noite espera-se que uma profecia muito velha possa se realizada.
uma lenda muito antiga ela ja tem mil anos: "a noite da estrela o filho do comtemplador dos astros,virá de uma terra muito distante e libetará o templo da luz, o demônio será banido e o filho voltará para casa".
pergunte ao filho do comtemplador dos astros !
Fizemos uma fratura na terra.
Eu ouvi o barulho do chão se abrindo.
Duas placas se chocaram
e fizeram um buraco que dá para o céu.
Coisas estão sendo lançadas
para fora do buraco.
Estamos flutuando agora.
Deixamos expostos
o que há no centro de nós.
Todo mundo nos vê.
Agora somos um espetáculo celeste.
Estão nos contando antes de dormir,
como quem conta as estrelas.
Foi a primeira vez que contaram amor
em vez dos astros.
Não há sorte nem azar
para quem conta amor.
São todos espectadores
da sorte que temos
em viver um amor estratosférico.
E a fratura, aqui de cima,
é tão pequena,
que já nem existe mais.
O astro e as três estrelas.
Minha vida...
É um mito...
É uma lenda...
Ou devaneio da minha imaginação....
Fenômenos existentes dentro de uma conspiração....
A lua...
Ofusca o astro dentro de um eclipse....
Minha intuição vai além de uma simples composição....
O Astro Rei emerge e brilha como uma generosa canção....
Misturo então...
No espaço vago...
As estrelas com o astro...
E a minha inspiração....
Vou dando eu....
Forma na minha ilusão....
Influenciado por minha robusta dedicação....
Dou um adeus á ciência da falsificação....
Nesse tema...
Uso ele e mudo seu rumo...
E dou vida a esse poema...
Na exata soma que tive...
Nem matemática deixei entrar nesse refrão...
Eu sou o astro....
Junto com as três estrelas...
Do meu coração...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
No tempo das estrelas achamos o brilho
Proporcionando o motim único
Andamos em trem a busca de agitação
Nomeamos nossos gosto visual.
Ah...eu poderia lhe amar,
se não fosse como o vento
que vem, toca, suaviza,
mas jamais se deixa prender
em nenhum momento
Sibilam gritos,
em rumores estranhos,
de seres malditos,
monstros tamanhos !
Sibilam dores
nos corações,
já sem ardores,
nem emoções !
Sibilam vozes,
feios sons e miragens,
são atrozes
em cruéis passagens...
Sibilam os astros
no céu, parados,
provocando ritmos
dos corações em brados
Peguei carona com as estrelas pra ver a lua com você em busca do amor...
Me perdi em muitas órbitas pelo caminho de me encontrar...
Hoje não embarco mais em estrelas cadentes, aquelas que passam com seu brilho e nos conquistam, mas são passageiras, vão embora sem realizar nosso desejo de amar!
NAS ESTRELAS
Juntos entre estrelas,ficamos.
Sobre as nuvens,caminhamos.
Na sombra da lua,namoramos.
Os astros nos viram, e nós,
pouca importância dávamos,
nem ligávamos
Nos amamos muito.
A luz do sol, nos despertou.
Fora sonho? Não sei.
Sei que te amar, é entre
estrelas ficar,
astros ver,e em nuvens
passear.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista.RJ
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B,E
Antros.
Na relva rasteira e verde,
Dou compassos nas minhas inspirações.
Alegria em viver,
No solo fértil do sertão.
Astros me convidam,
A compor com meu violão.
Se as cordas falassem elas diriam tudo,
Da felicidade do meu coração.
Fomentado pelo sol,
Vejo pássaros cantarolando.
Ah! Se eu pudesse expressar,
Tudo que vem na imaginação.
Até as andorinhas me fazem companhia,
E choram comigo nas letras que me fazem sofrer.
Oh ! Versos dos meus olhos,
Inspira em mim inesperadas melodias
É você!
Oh ! Alma sertaneja....
Instrumento que me atormenta.
Inquieta tu és,
Quando quer fazer de mim, você consegue tudo que quer.
Faz eu ser...
Um sonhador sofredor,
E Poeta sertanejo.......
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa
Na afoiteza para o amanhã,
Sobram certezas que amenizam,
O furor de uma realidade indominável,
Que os bafejos de paz abrandam,
Com astros e abraços de noturna lã,
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