Asas
Um pássaro no fio pousou, com seu coração repleto de dor.
Suas asas que já não eram mais suas,
foram frutos de ameaça,
Que agora vive em sua gaiola, uma linda e bela pássara.
Solitária, tadinha, não tinha nenhuma ave pra fazer companhia.
Sem hesitar cantou a sabiá
que atraiu outros pássaros para lhe admirar.
Quem carrega o coração cheio de cuidado também carrega asas invisíveis, que o próprio Deus sustenta quando as forças se vão.
Nem sempre é preciso fugir para recomeçar; às vezes, o voo começa por dentro, quando a alma entende que é amada e não está só.
Entre rodas e asas
Eu olho as rodas girarem e atravessarem o tapete negro e me pergunto: o que fazer para me ver voar?
E as rodas continuam a girar, transformando-se agora em asas no ar, levando-me até o continente do outro lado, para que eu veja as nuvens, o sol e o mar.
Chega a ser encantador me ver assim.
Mas e você?
Angel, nome de asas que tocam o firmamento,
Wolf, força de loba que a vida sabe conduzir,
Você é o verso mais puro em cada pensamento,
A melodia suave que me ensina a sorrir.
------ Eliana Angel wolf
Que as asas que guiam tua alma guerreira,
Se recolham agora em doce e profunda paz,
Deixando a magia da loba, doce mensageira,
Repousar nos sonhos que a noite nos traz.
--------- Eliana Angel Wolf
Sou guerreira, sim, de asas e de aço,
Mas entendo que o poder é ter a alma sã.
Que cada passo seja um sagrado abraço,
Na luz que renova o sol de cada amanhã.
------ Eliana Angel Wolf
Amigos são anjos que a vida nos traz,
Sem asas visíveis, mas com luz no olhar,
Trazem no peito a semente da paz,
E a doce missão de nos acompanhar.
-------- Eliana Angel Wolf
Que o teu horizonte seja livre de sombras,
distanciando-se de quem tenta podar tuas asas
ou questionar o tamanho dos teus sonhos.
----- Eliana Angel Wolf
Ela é a guerreira das asas de luz,
e no seu sangue corre a sinfonia da batalha.
Sua delicadeza é a precisão do seu compasso,
sua sensibilidade, a percepção do Som que a guia.
Não é apenas guiada; ela é o canal.
Da dor, ela faz verso; do amor, a sua arma.
E no compasso do seu coração, ela se torna a poesia.
----- Eliana Angel Wolf
Num bater de asas emanei toda fúria que sentia. Toda história se repetia diante de meus olhos, mas não me conformava.
Culpava o mundo, o azar, a sorte e principalmente a mim mesmo.
Tempestades de fogo, raios e furacões. Mantinha longe seus intrusos. No recanto da montanha, a fera voando solitária.
Deixe-me sonhar que tenho asas
misturando-me com passarinhos
assim voo por entre as casas
te acho e faço um carinho
Nunca interrompa o teu voo,
mesmo que as asas pareçam
fracas e que vão te fazer despencar,
seja forte e prossiga em teu objetivo,
só assim poderás realmente dizer
que vives, pois a vida exige sempre lutar,
fomos feitos para movimento,
então porque estagnar ?
Gosto de ser livre e solta,
como passarinho num voo,
mas sempre levo sob as asas
meus versos, entrelinhas
onde há um canto,
um "quê" de mistério,
é ali que em sentimentos
me doo...
Rumo à vitória:
Se você quer voar
Sem direção
Peça asas aos anjos.
Se você quer correr
Sem parar e desmaiar antes do fim
Peça um empurrão ao amigo.
Mas se você quer caminhar
Com fé e paz no coração
Segura na mão de Deus!
Voar em sonhos com as asas da mente,
Sem medo, sem rédeas, sem porto final.
Busco o infinito em cada dia presente,
Nessa vontade de viver que é real.
Não sou apenas corpo, sou o pulo e a coragem,
A força da vida que em meu peito se investe.
Sigo firme e veloz em minha própria viagem,
Como o brilho do sol ou o vento do leste.
Na liberdade imensa desse meu jeito de ser,
Apaixonada pela luz que a vida me oferta.
Faço o que amo e nasci pra vencer,
Com a alma indomável e a porta sempre aberta.
----------- Eliana Angel Wolf
Frente ao trono da liberdade, gaivotas sobrevoam a cidade e asas pairam no ar do horizonte em suas cores laranjadas do pôr do sol. As árvores se alegram com o vento e florescem nos raios de luar. A liberdade se faz em sussurros de pássaros que mais se aconchegam a um ribeirão a matar a sede, em tempos de paz e libertação. A liberdade ocupa todos os lugares, e as flores desabrocham sem medo e se diz que tudo vive na terra e as grades opressoras se rasgam no espírito da noite. A natureza tranquila tem suas leis e tudo acontece no tempo certo de se transparecer, em dedos razantes que habitam o instante das palavras insinuadas que ensinam o mar a se fazer acalmar. Eis que são muitas as distâncias e longe se vai o espírito da floresta, que em toda terra vive. Se a humanidade se nega, nega todas as criações e há oceanos a perder de vista. Eu sou um fragmento do absurdo que muito mais se faz instrumento de conversão entre o poema e o mundo. Eis que tenho pensamentos profundos e as palavras não se bastam, se nomeio as borboletas da tarde. O azul arde ternamente nos olhos, levando a mente a comer a beirada da estrada que se alonga nas praias de nossas convicções. Pois eis que o agora traz muitos elementos e se juntam todas as conjunções da imagem. O amor partiu em uma tarde e os olhos que ficam não choram, pois que a vida impele a uma aceitação calma dos limites do agora. O amor tardou, pois que já não somos mais os mesmos e as bocas não encontram caminhos. E se perde nas espectativas o amor que chamamos de vida. Um corpo que mudou, uma taça que se quebrou. Ama-se o que já se passou e a face bela ganha traços inesperados e o amor se faz desesperado se o corpo mudou e envelheceram os sonhos. O amor parte muitas vezes, procura trem, navio, qualquer caminho que fuja da desilusão. E cava a cova do amor que sobra. Apenas um ama sozinho na estação, sentado recolhido sem perspectiva de abrigo. Amar sozinho é como se fartar em um rio seco. A água que não mata a sede, mas é inútil olhar para baixo e para trás, haja visto que trem que leva trás, bagagem, pessoas, novos amores. A vida se faz sol em plena madrugada e os olhos serenos não esperam nada. A vivência se renova e despedidas antigas fazem menos eco na escuridão desfeita, a terra antes rarefeita, se faz em novas colheitas. Dispersam todos os sonhos da primavera e não há alma que note, pois que se olha para o norte e encontra boa sorte.
